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19 fevereiro, 2011

Um exemplo a seguir: Maior sindicado britânico de professores do Ensino Superior contra as constantes agressões a crianças palestinas

 Em 17 de Fevereiro de 2011, a University and College Union (Sindicato dos professores do Ensino Superior) do Reino Unido, que representa 120 mil professores do Ensino Superior, escreveu ao embaixador israelita em Londres sobre a situação das crianças em Silwan.  

Na carta, o Sindicato manifesta o seu "horror face às constantes agressões a crianças palestinas pelas forças de segurança israelitas "e afirma que estas acções "só podem ser vistas como uma campanha deliberada de intimidação em conexão com a construção contínua de colonatos ilegais na vizinhança de Silwan".

Esta carta segue-se ao lançamento de um apelo urgente para acabar com a violação dos direitos das crianças pelas autoridades israelitas, em Silwan, na ocupada Jerusalém Oriental, .



2011/02/19

Major UK Union writes to Israeli Ambassador regarding children in Silwan


On 17 February 2011, the University and College Union in the UK, which represents 120,000 academics, wrote to the Israeli ambassador in London regarding the situation facing children in Silwan. In the letter, the Union expresses its "horror at the continued assaults by the Israeli security forces on Palestinian children" and says these actions "can only be seen as a deliberate campaign of intimidation in connection with the continued construction of illegal settlements in the Silwan neighbourhood."
This letter follows the release of an Urgent Appeal to end the violation of the rights of children in Silwan, in occupied East Jerusalem, by the Israeli authorities.

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25 outubro, 2010

OLP acusa Israel de ter enfraquecido a eficácia do sistema das Nações Unidas

Actualizado com a tradução para português às: 19:15 de 2010.10.25


Comunicado da Organização de Libertação da Palestina


Dr. Saeb Erakat: “Israel tem enfraquecido a eficácia do sistema das Nações Unidas.”

Neste dia, em que se comemora o 65. º aniversário da Organização das Nações Unidas, o principal negociador palestino, Dr. Saeb Erekat, lembrou que "a Palestina continua ocupada e o direito do povo palestino à autodeterminação continua por cumprir. Neste dia histórico, pedimos a todos os Estados membros que honrem os nobres objectivos das Nações Unidas, mantendo Israel responsável pela sua continuada ocupação da Palestina e que defendam os direitos dos refugiados palestinos ".

Através da Carta das Nações Unidas, os Estados membros comprometeram-se a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra, promover os direitos humanos e a "estabelecer as condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações decorrentes de tratados e outras fontes do direito internacional possam ser mantidos."

O Dr. Erekat declarou que "quando Israel, aderiu às Nações Unidas em 1949, prometeu defender esta causa. Em vez disso, o que temos assistido é a constantes violações não só da Carta, mas de numerosas Resoluções da Assembleia-Geral e do Conselho de Segurança. No processo, Israel tem enfraquecido a eficácia e a desvalorizado o Sistema das Nações Unidas, e a própria autoridade através da qual ele foi criado. Em vez disso, Israel trabalha diligentemente para pressionar os seus aliados para se oporem à criação de um Estado palestino ".

O Dr. Erekat concluiu: "É hora para que Israel pare com o seu flagrante menosprezo ao direito internacional e ao consenso internacional. É hora para que Israel respeite os direitos humanos e o direito à autodeterminação do povo palestino. É tempo da comunidade internacional decidir Israel responsável pelo seu menosprezo pelo direito internacional. É tempo para a Palestina ser livre. "

Os direitos dos palestinos estão bem fundamentados em diversas fontes de direito internacional. A seguir estão alguns exemplos:

  • Sobre os Refugiados: Em 1948, a Assembleia Geral da ONU afirmou o direito de regresso dos refugiados palestinos quando decidiu que os palestinos "refugiados que desejem regressar aos seus lares e viver em paz com os seus vizinhos devem ser autorizados a fazê-lo o mais rapidamente possível ".
  • Sobre a ocupação de Israel: Em 1967, o Conselho de Segurança da ONU enfatizou "a inadmissibilidade da aquisição de território pela guerra" e exigiu a retirada das forças armadas de Israel dos territórios [palestinos]".

  • Sobre Jerusalém: Em 1980, o Conselho de Segurança da ONU reafirmou que todas as "acções tomadas por Israel, Potência Ocupante, com a intenção de alterar o carácter e status de Jerusalém... não tem validade jurídica..."


  • Sobre os colonatos israelitas: o artigo 49.º (paragrafo 6), da Quarta Convenção de Genebra prevê que "a Potência Ocupante não poderá deportar ou transferir partes de sua própria população civil para o território que ocupa."


18 outubro, 2010

Actualização: Comunicado da OLP sobre a realização da Conferência de Turismo da OCDE em Jerusalém

Actualizado com a tradução para português às: 23:37 de 2010.10.18

"Ao organizar a conferência da OCDE em Jerusalém, Israel procura o reconhecimento de facto da sua anexação ilegal de Jerusalém Oriental".

O negociador palestino, Dr. Saeb Erekat, agradeceu aos países que decidiram anular a sua participação na Comissão de Turismo da OCDE, a realizar em Jerusalém, entre 20 e 22 Outubro.

"O controlo israelita sobre Jerusalém é ilegal e o Conselho de Segurança tem sido claro em exortar todos os Estados membros a não reconhecerem as reivindicações israelitas sobre a Cidade Santa. Ao hospedar a conferência da OCDE em Jerusalém, Israel procura o reconhecimento de facto da sua anexação ilegal de Jerusalém Oriental, e ao não comparecerem, os países enviaram a Israel uma mensagem clara de que não é um estado acima da lei. "

Stas Misezhnikov, o ministro israelita do Turismo, afirmou o desejo de Israel de usar a conferência da OCDE para solidificar as suas acções ilegais, quando caracterizou a realização da conferência como uma "declaração de intenções e um selo de aprovação para o facto de que temos um Estado cuja capital reconhecida é Jerusalém. ".

"A OCDE é uma organização amplamente respeitada. Os seus Estados membros são considerados modelos para a comunidade internacional. As acções de Israel no território palestino ocupado, incluído Jerusalém Oriental, contradizem totalmente os valores da organização. Realizar esta conferência em Jerusalém, cria a percepção de que a OCDE é conivente com as acções provocativas e ilegais de Israel nesta cidade ocupada ".

O Dr. Erakat apelou aos Estados que tenham indicado que irão participar na conferência, apesar das políticas e das declarações de Israel, "para cancelarem a sua participação e de públicamente repudiarem as acções ilegais israelitas, incluindo, a anexação unilateral de Jerusalém Oriental".

O chefe negociador palestino, elogiou o "papel vital dos grupos da sociedade civil palestinos e internacionais têm desempenhado ao granjear atenção sobre as questões relacionadas com esta conferência. Milhares de pessoas, incluindo advogados internacionais, estudantes, movimentos de solidariedade, de turismo alternativo e grupos de cristãos, apelaram à OCDE para não reconhecer acções unilaterais e ilegais israelitas ao realizar esta conferência em Jerusalém. "

Para informações mais detalhadas, consulte a nossa nova, "Jerusalém Não é a capital de Israel," no nosso website www.nad-plo.org ou clicando neste link .


For Immediate Release

October 18, 2010

Palestine Liberation Organization
Negotiations Affairs Department

Dr. Erakat: “By hosting the OECD conference in Jerusalem, Israel seeks de facto recognition of its illegal annexation of East Jerusalem”.

Chief Palestinian Negotiator, Dr. Saeb Erakat, thanked the countries that have decided to withdraw their attendance to the OECD Tourism Committee Summit to be held in Jerusalem, October 20 – 22.

“Israeli control over Jerusalem is illegal and the Security Council has been clear on calling all member states not to recognize Israeli claims over the Holy City. By hosting the OECD conference in Jerusalem, Israel seeks de facto recognition of its illegal annexation of East Jerusalem, and by not attending, countries have sent Israel a clear message that it is not a state above the law.”

Stas Misezhnikov, the Israeli Minister of Tourism, stated Israel’s desire to use the OECD conference to solidify its illegal actions when he characterized the holding of the conference as “declaration of intent and a seal of approval on the fact that we have a state whose recognized capital is Jerusalem.”.

“The OECD is a widely respected organization. Its member states are considered role models for the international community. Israel’s actions in the occupied Palestinian territory, included East Jerusalem, completely contradict the values of the organization. Holding this conference in Jerusalem creates the perception that the OECD is complicit with Israel’s provocative and unlawful actions in this occupied city.”

Dr. Erakat called on those states that have indicated that they will participate in the conference, despite Israeli polices and statements, “to cancel their participation and to publicly repudiate illegal Israeli actions, including, the unilateral annexation of occupied East Jerusalem”.

The Chief Palestinian Negotiator praised the “vital role that Palestinian and international civil society groups have played in garnering attention on the issues surrounding this conference. Thousands of people, including international lawyers, students, solidarity movements, alternative tourism and Christian groups, have called on the OECD not to recognize illegal unilateral Israeli actions by holding this conference in Jerusalem.”

For more detailed information, please reference our new factsheet, “Jerusalem is Not the Capital of Israel,” on our website www.nad-plo.org or by clicking the following link .

13 outubro, 2010

Acção contra a realização da Conferência de Turismo da OCDE em Jerusalém

Recebi esta carta ontem, por e-mail, de Mohammed Khatib, de Bil'in, em nome do Popular Struggle Coordination Committee, onde informa da condenação a um ano de prisão do coordenador do Comité Popular de Bil'in Contra o Muro e os Colonatos, Abdallah Abu Rahmah e nos pede para que convidemos a OCDE a não realizar a sua Conferência de Turismo em Jerusalém, a partir de 20 de Outubro.

Para quem não teve pejo de admitir Israel como seu membro, apesar da confessada trapalhada e falsificação do dossier de candidatura onde Israel incluiu informação estatística sobre a sua economia agregando a informação dos territórios palestinos ilegalmente ocupados e quando nenhum dos membros da UE, incluindo Portugal, em contradição com a lei europeia que proíbe os membros da UE de reconhecerem a legitimidade da ocupação israelita dos territórios da Palestina, vetou a sua admissão - e para tal bastava apenas um voto - será difícil ter esperança, ainda por cima tão em cima do acontecimento que a nossa acção faça demover a OCDE de realizar o seu duplamente triste evento em Jerusalém.

Mas mesmo que pareça que estamos a quebrar as nossas lanças contra moinhos de ventos feitos Don Quixotes, vale a pena fazê-lo, por solidariedade com o Povo Palestino e para escárnio dos mandarins da OCDE.

Aqui fica a carta, que traduzi, do meu amigo Mohammed Khatib, com os links necessários à vossa informação e acção.

Caro amigo,

Estes são dias difíceis, mas importantes para nós na Palestina. Ainda ontem, o meu amigo e coordenador do Comité Popular de Bil'in Contra o Muro e os Colonatos, Abdallah Abu Rahmah, foi condenado a um ano de prisão por um tribunal militar israelita. O seu único “crime” era ser uma parte fundamental na campanha das nossas aldeias contra a construção do muro nas nossas terras.

No entanto, não devemos permitir que a nossa tristeza sobre o encarceramento de Abdallah pare o nosso trabalho. Enquanto Abdallah trabalhou para denunciar a expansão dos colonatos na Cisjordânia, Israel também constrói infra-estruturas ilegais em Jerusalém Oriental.

Entre os dias 20 e 22 de Outubro, quase uma semana a partir de hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) vai realizar a sua conferência bi-anual sobre turismo em Jerusalém - uma cidade cujos naturais palestinos aí residentes são vítimas de discriminação sistemática e de expulsão.Não há um momento a perder se queremos mudar esta decisão.

Apesar das persistentes violações de Israel aos direitos humanos e do seu desrespeito pela lei internacional, a OCDE - cujos países membros incluem a maioria dos países mais ricos do mundo – admitiu Israel como seu membro em 27 de Maio deste ano.

O turismo desempenha um papel importante na colonização por Israel da ocupada Jerusalém Oriental. O Estado e as organizações de colonos cooperam na expulsão de moradores dos bairros palestinos de Jerusalém Oriental, como Silwan e Sheikh Jarrah para criação de colónias e de parques temáticos bíblicos para os turistas.

Junte-se a nós convidando a OCDE a cancelar a sua conferência de turismo em Jerusalém.

Ajude-nos a denunciar esta injustiça e expresse a sua preocupação.


Em solidariedade,

Mohammed Khatib
Popular Struggle Coordination Committee
Bil'in

(1)

Caro Sr. Angel Gurria,
Presidente da OCDE,


Escrevo a apelar para que cancele a conferência de turismo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em Jerusalém. Israel comporta-se em total desrespeito do direito internacional e de uma infinidade de resoluções da ONU, o Estado de Israel:


• Anexou de facto, de forma ilegal e unilateral este território em 1967, expandindo os limites municipais de "Jerusalém Ocidental" para incluir a cidade velha de Jerusalém e os seus arredores;


• Anunciou em 1980 que "Jerusalém completa e unida é a capital do estado de Israel";


• Sistematicamente pratica a discriminação institucionalizada contra os palestinos de Jerusalém. Os palestinos não podem votar nas eleições nacionais e, ao contrário dos judeus israelitas, os seus direitos de residência são muitas vezes revogados, se saírem temporariamente da cidade;


• Está "desenvolvendo" locais turísticos na Jerusalém Oriental ocupada através do estabelecimento de colónias judaicas nesses locais e fazendo uma campanha de terror e de expulsão contra os palestinos;


• Nega o acesso a Jerusalém aos palestinos dos restantes territórios ocupados


Como sabe, a Resolução 465 do Conselho de Segurança das Nações Unidas dispõe:


"O Conselho de Segurança [...] Determina que todas as medidas tomadas por Israel para mudar o carácter físico, a composição demográfica, a estrutura institucional ou o status dos territórios palestinos e de outros territórios árabes ocupados desde 1967, incluindo Jerusalém, ou qualquer das suas partes, não têm validade jurídica e que a política e as práticas de Israel de instalar parte da sua população e de novos imigrantes nesses territórios constitui uma violação flagrante da Quarta Convenção de Genebra relativa à Protecção das Pessoas Civis em Tempo de Guerra e também um obstáculo sério para alcançar uma paz global, justa e duradoura no Médio Oriente. "


Apesar desta e de muitas outras resoluções as políticas ilegais israelitas em Jerusalém e nos territórios ocupados continuam a ser intensificadas.


Lembramos-lhe que a Resolução 465 do Conselho de Segurança também "[...] Exorta todos os Estados a não prestarem qualquer apoio a Israel para ser usado especificamente em conexão com colonatos nos territórios ocupados [...]"


À luz do facto de todas as principais atracções turísticas de Jerusalém estarem localizadas nos territórios palestinos ocupados, a realização de uma conferência de turismo da OCDE em Jerusalém constitui uma assistência concreta aos colonatos nos territórios ocupados e solidifica o controlo de Israel sobre os locais sagrados em Jerusalém. Esse apoio ao crime de Israel é contrário ao direito internacional.


Infelizmente, este apoio às violações do direito internacional por Israel tem sido a posição da OCDE, desde que Israel foi aceite como membro. 

As estatísticas fornecidas pelo governo israelita à OCDE incluiu dados acerca dos colonos israelitas nos territórios palestinos ocupados, mas não os dados relacionados com os residentes palestinos naquelas mesmas áreas. Isso reforça ainda mais a suposição de que a OCDE está a tratar intencionalmente com indiferença as violações de Israel ao direito internacional, ao invés de confrontá-lo.


Por conseguinte, exorto-vos a respeitar e a defender o direito internacional, cancelando a conferência de turismo planeada para Jerusalém e revogando o estatuto de membro da OCDE a Israel.


Atenciosamente,



Ainda sobre este tema pode consultar:

2010 Jun 25

Gaza: Quase 3 anos de "preocupação", enquanto isso... milhão e meio de seres humanos sofrem

2010 Mai 31

Protesto da Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina sobre a admissão de Israel na OCDE

2010 Mai 16

2010 Mai 10

2010 Mai 07

Países da OCDE tentam ratificar ilegalmente a ocupação israelita dos territórios da Palestina e da Síria

2010 Mai 07

30 julho, 2010

A paz de Netanyahu: Colonos ocupam edifício habitado por palestinos em Jerusalém Oriental

Um grupo de colonos judeus ocupou na quinta-feira um prédio no bairro muçulmano da Cidade Antiga de Jerusalém no qual moram nove famílias palestinas.

Os colonos invadiram a casa quando a maior parte de seus ocupantes estava fora do edifício, de dois andares e 11 quartos, situado muito perto da Esplanada das Mesquitas, informou o jornal israelita Haaretz.

"Duas famílias israelitas entraram quinta-feira de manhã num imóvel que estava vazio. Quando a Polícia chegou, apresentaram documentos que mostram claramente que compraram a parte do imóvel na qual entraram", disse à agência EFE o porta-voz policial, Miki Rosenfeld, que acrescentou que "os documentos estão sendo examinados", para determinar sua veracidade.

Rosenfeld negou que os israelitas estivessem armados e que tenham ocupado o imóvel com protecção policial, informaram alguns meios de comunicação.

Hatem Abdel Kader, encarregado dos Assuntos de Jerusalém na Autoridade Nacional Palestina (ANP), assegurou à agência palestina Ma'an que os documentos dos colonos são falsos e que eles já perderam um julgamento em 1996, quando tentaram ficar com a propriedade.

Segundo Kader, o imóvel pertence a Kamal Handal, que o alugou há anos à família Qarsh.

As Nações Unidas denunciaram o facto num duro comunicado, emitido pelo coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, no qual "deplora a acção inaceitável dos colonos israelitas armados que tomaram à força um edifício que é o lar de nove famílias palestinas".

"Peço às autoridades israelitas que expulsem os colonos da propriedade e restabeleçam a situação anterior", afirma a nota, na qual Serry denuncia também que as autoridades israelitas destruíram ontem um número indeterminado de estabelecimentos comerciais palestinos nos arredores de Jerusalém Oriental.

"Estes actos provocatórios chegam num momento crítico dos esforços da comunidade internacional para fazer avançar o processo de paz. Apelo ao Governo de Israel que atenda a chamada do Quarteto (EUA, UE, ONU e Rússia) para abster-se de realizar acções provocativas em Jerusalém Oriental, incluindo demolições de casas e despejos", afirma o representante da ONU.

28 julho, 2010

Confrontos em Jerusalém Oriental ocupada

A polícia israelita entrou em confronto na terça-feira à tarde com cerca de 200 jovens palestinos num bairro árabe de Jerusalém Oriental ocupada, no local onde está previsto um controverso projecto arqueológico israelita.

Vários polícias e guardas fronteiriços dispararam balas de borracha e bombas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes, que responderam com pedradas, segundo testemunhas.

Cinco palestinos ficaram levemente feridos, indicaram as fontes, à AFP.

Segundo um porta-voz da polícia israelita, a calma voltou durante a noite, depois dos vereadores locais palestinos terem pedido que os jovens dispersassem. O porta-voz informou que não houve nenhuma prisão.

O local dos confrontos foi o bairro árabe de Silwan, onde a câmara de Jerusalém autorizou um projecto arqueológico cuja gestão foi outorgada a uma associação ultra-nacionalista que apoia a colonização judaica em Jerusalém Oriental.

A comissão de planeamento e construção da câmara aprovou em 22 de Junho passado o plano do parque arqueológico chamado "Jardim do rei" (uma referência à cidade do rei David que se supõe ter sido erigida naquele local) nesse bairro, no qual se tem vindo a instalar colónias de judeus, sob extremas medidas de segurança subsidiadas pelo governo israelita, entre os 12.000 palestinos lá moradores. Desde então, já ocorreram diversos incidentes.

O plano municipal prevê a destruição de 22 casas palestinas construídas sem autorização israelita [potência ocupante], e a "legalização" retroactiva de outras 66 casas construídas em idêntica situação.

A comunidade internacional não reconhece a anexação israelita do sector oriental de Jerusalém, ocupada desde Junho de 1967.

Israel proclamou Jerusalém como sua capital "eterna e unificada", enquanto os palestinos querem que a parte oriental da cidade seja a capital de seu futuro Estado.

Aliás é bem patente quais são os objectivos da colonização judaica de Jerusalém Oriental, tendo em conta as declarações do membro do Knesset pelo Likud, [partido do Senhor Benjamim Netanyahu], Yariv Levine, citado pelo Arutz Sheva de 21 de Junho, que afirmou que a aprovação deste plano é um "primeiro e importante passo para repor a lei e a ordem na cidade. Esta decisão deve ser posta em prática imediatamente, e a polícia deve alocar os necessários recursos para a demolição dos edifícios. Isto irá reforçar a nossa soberania em Jerusalém."

No entanto a esquerda já classificou esta decisão como "lamentável" afirmando que ela visa incendiar a região e o processo de paz.

15 julho, 2010

Autoridades israelitas enxovalham EUA e União Europeia, ao retomarem as demolições em Jerusalém Oriental

Autoridades israelitas retomam demolições em Jerusalém Oriental - Mundo - PUBLICO.PT

Leia a notícia no Público, de três casas e um armazém propriedade de famílias palestinianas, alegadamente construídas sem licença na zona de Jerusalém Oriental, foram ontem, 14 de Junho, arrasadas pelas autoridades israelitas, ignorando a decisão informal de suspender estas demolições, que vigorava desde Novembro de 2009.

Siga o link para conhecer o resto da notícia.

Eu vou esperar para conhecer qual a posição da Administração Obama face a mais este enxovalho...

22 junho, 2010

Aprovado plano para destruir casas de palestinos em Jerusalém Oriental

Aprovado FT.com / Middle East / Arab-Israel conflict - Plan to raze Arab homes approved

O conselho da cidade de Jerusalém, na passada segunda-feira, agitou do princípio ao fim, um polémico plano para demolir 22 casas palestinas na parte oriental ocupada da cidade, preparando o terreno para novas tensões entre Israel e a comunidade internacional.

Siga o link para ler esta notícia 8em inglês)  preparada por Tobias Buck correspondente do FT em Jerusalém.

22 maio, 2010

Todas as semanas há um movimento de protesto pela paz que cresce em Sheikh Jarrah

Público - Todas as semanas há um movimento de protesto que cresce mais um pouco em Israel


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Neste artigo do Público assinado pela jornalista Maria João Guimarães dá-se conta de uma das inúmeras acções de protesto que decorrem, de forma repetida, desde há muito tempo, quer em Israel, quer nos territórios ocupados da Palestina - neste caso trata-se de Sheikh Jarrah, situado em Jerusalém Oriental, logo, de acordo com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas aplicáveis, em  território ocupado da Palestina e não em Israel, como titula.

É de sublinhar que o que começou por ser um protesto contra a expulsão de famílias palestinas das suas casas, foi ganhando dimensão, apesar da repressão policia que intrevém desrespeitando a legalidade de tais manifestações, e transformando-se num protesto a favor de um acordo de paz entre israelitas e palestinianos.

Neste artigo escreve-se:

"...
E, muito importante também, os protestos começaram a ter participação não só de israelitas mas também de palestinianos moderados.
..."

Eu gostava de saber o que a Maria João Guimarães entende por "palestinos moderados" e é pena no artigo não surgir o nome de nenhum deles.

Porque, deixem que lhes diga face a tão violenta ocupação, a tão opressiva repressão e injustiça, a tanta descriminação, a tantos actos criminosos, incluindo genocídio e limpeza étnica, em meu entender, muito moderados eles são.

Quanto à afirmação da jornalista Lisa Goldman de que "Os palestinianos não se costumam manifestar ao lado dos judeus. Estamos a ver isso em Sheikh Jarrah", Linda Goldman deve estar há pouco tempo em Israel ou então nunca relevou a participação de israelitas judeus e laicos, nas manifestações palestinas.

O que acontece é que o movimento pela paz israelita se tem vindo a reforçar com aqueles que tem vindo a tomar consciência que só através da paz poderão garantir um Israel livre e democrático, e onde as liberdades sejam respeitadas e garantidas e não postergadas como agora acontece em nome da "segurança nacional".


12 maio, 2010

O "Dia de Jerusalém" mistifica uma ilegal e ilusória unificação

Jerusalem Day celebrates an illusory unification - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

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A titulação é de minha responsabilidade e o artigo, em inglês, é assinado por Daphna Golan 1).
 
Como não tenho possibilidade de o traduzir na integra aqui fica  a parte final do artigo:

" ...
Jerusalém dividida está a celebrar [parte dos israelitas judeus estão] uma unificação que nunca teve lugar. Está a celebrar a ocupação [43 anos] e a continuada descriminação contra mais de um terço dos moradores da cidade, a quem o município atribuiu menos de 14% do seu orçamento.

A ligação do povo judeu a Jerusalém não tem necessidade de paradas com milhares de civis e de polícias armados. Do que Jerusalém necessita é de uma nova visão que, aprendendo com o passado, ofereça esperança a todos os moradores: Palestinos e Israelitas, Cristãos e Judeus. No próximo ano em Jerusalém reconstruída com igualdade."




1). Daphna Golan-Agnon ensina Direitos Humanos na Universidade Hebraica de Jerusalém e é co-fundadora da organização pioneira de direitos humanos B’Tselem e do grupo pacifista femininista Bat Shalom.

Daphna Golan-Agnon ganhou reconhecimento internacional pela sua coragem e eloquência em acções, como os protestos contra Ansar III, a prisão do deserto, onde os prisioneiros políticos palestinos definhavam durante meses em condições cruéis, sem julgamento, e pela sua intervenção marcante para que o Tribunal Superior de Israel decidisse pela abolição da tortura, em Março de 1999.

No seu livro "No próximo ano em Jerusalém", lançado em 2005, uma obra que reflecte o dia-a-dia numa terra dividida, e tanto quanto eu saiba ainda não publicado em português, termina assim:

"Recuso acreditar que é aceitável aprisionar toda uma nação, em nome da nossa segurança. Recuso acreditar que a prisão de toda uma nação - ou de ambas as nações, pois estamos aprisionados também - proporcione segurança. Recuso acreditar naqueles que só conhecem os caminhos da guerra ".