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27 dezembro, 2010

As demolições de casas por Israel são traumáticas para as crianças Palestinas

O comunicado que a seguir reproduzo, em inglês,  foi-me enviado pela Human Rights Education Associates (HREA),que é uma organização internacional não-governamental que apoia o ensino dos Direitos Humanos; a formação de activistas e profissionais; o desenvolvimento de programas e materiais educativos; e o desenvolvimento de uma comunidade, [centrada nesses interesses], através das tecnologias on-line.

O comunicado foi produzido pelo serviço de Notícias das Nações Unidas (UN News Service)

Eu gostava de o poder traduzir, mas é-me de todo impossível.

23 December 2010 – A senior United Nations official today condemned the demolition of two refugee homes in East Jerusalem, stressing in particular the trauma caused to Palestinian children forced to witness their homes being destroyed.

“These condemnable acts have a devastating impact,” Barbara Shenstone, the West Bank Field Director for the UN Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East (UNRWA), said in a news release.

“I call on the Israeli authorities to cease demolitions and evictions in occupied areas which are in contravention of Israel’s obligations under international law, including the UN Convention on the Rights of the Child, to which Israel is a party.”

The nine-member extended Subuh family, whose home in the Ras Al Amud district of East Jerusalem was destroyed on 21 December, has been living at the location of their demolished home in two tents.

The Jerusalem Municipality gave the family just one day to destroy their home and threatened to demolish the house in 24 hours unless they complied. The family destroyed the house themselves at a cost of 60,000 new Israeli shekels rather than pay the Municipality to do so, which costs twice as much.

Also under orders from the Jerusalem Municipality, the four-member al Shukiwi family destroyed their home in the Ath Thuri district of East Jerusalem on 19 December.

Ms. Shenstone noted that while children around the world are enjoying the holiday season in their homes, the children from these families have suffered the trauma and indignity of watching their homes being destroyed.

After witnessing the demolition of his home, one of the children, aged two, said “all I want to do is die.”

The UN says there has been an almost 45 per cent increase in demolitions in 2010, during which 396 Palestinian structures were demolished in East Jerusalem and other areas under full Israeli control in the West Bank, as compared to 275 in 2009. As a result, 561 people have been displaced, including 280 children, and the livelihoods of over 3,000 people have been affected.

UNRWA, which is assisting some 4.7 million Palestinians in the occupied Palestinian territory, Jordan, Lebanon and Syria, has provided emergency food assistance, cash and social worker support to the families uprooted by the recent demolitions.

Yesterday the UN Humanitarian Coordinator for the occupied Palestinian territory, Maxwell Gaylard, criticized Israel’s demolition of Palestinian homes, which he said have a “severe social and economic impact” on the lives and welfare of Palestinians and increase their dependence on humanitarian assistance.

“The position of the United Nations remains that the Government of Israel must take immediate steps to cease demolitions and evictions in the West Bank, including East Jerusalem,” he said in a statement that was issued as he visited the site of the house of the Subuh family that was demolished the previous day.

18 julho, 2010

Em Gaza, Catherine Ashton, Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, pelo levantamento do bloqueio

Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a porta-voz da diplomacia da União Europeia, visita Gaza, neste domingo, para pressionar o levantamento do bloqueio de Israel sobre o território palestino governado de facto pelo Hamas.

Na sua segunda viagem ao empobrecido enclave palestino em quatro meses, Ashton foi avaliar os resultados do levantamento parcial do bloqueio, na sequência do ataque mortal de 31 de Maio a uma frota de ajuda humanitária a Gaza e que dura há já quatro anos.

"Tornámos claro que queremos ver o povo de Gaza viver uma vida normal", declarou Ashton à comunicação social na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, antes daquela visita.

“É preciso haver uma abertura dos pontos de passagem para que pessoas e mercadorias fluam em ambos os sentidos."

Afirmou ainda que a União Europeia está disposta a enviar observadores para ajudar a operar os pontos de passagem, mas eles teriam que ter um papel claro e trabalhar com a Autoridade Palestiniana.

"Mas neste momento não é algo que esteja em discussão", declarou.

Israel comprometeu-se a permitir a entrada de todas as mercadorias em Gaza, excepto armas e itens de dupla utilização, militar e civil, perante o clamor internacional que se seguiu ao ataque sangrento da flotilha de ajuda humanitária e ao assassinato de nove activistas turcos.

Também afirmou que iria permitir a entrada de materiais de construção no território, mas apenas para projectos fiscalizados internacionalmente, e que o bloqueio naval permaneceria para impedir que o movimento islâmico Hamas importasse mísseis e outras armas.

A União Europeia congratulou-se com as alterações, mas tem pressionado Israel para permitir maior liberdade à deslocação de pessoas e à exportação de bens fabricados em Gaza, onde o quase colapso do sector privado gerou 40 por cento de desemprego.

"O que temos hoje é 75 por cento menos (em volume de tráfego) do que tivemos no primeiro semestre de 2007... Não é isso que queremos", declarou o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad, neste sábado.

"A economia de Gaza não pode ser sustentado apenas por importações. É preciso haver exportações", afirmou Fayyad numa conferência de imprensa conjunta com Ashton.

Catherine Ashton irá acentuar estas preocupações durante os seus três dias de viagem pelo Médio Oriente, a qual inclui ainda reuniões com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, com o mediador americano George Mitchell e outros funcionários.

Ashton não tinha planos para se encontrar com representantes do Hamas, que está ainda categorizado como um grupo terrorista pelos EUA e seus aliados, entre eles a UE, devido à sua recusa em reconhecer Israel e ao seu compromisso com a luta armada.

Em Gaza, Catherine Ashton irá visitar um acampamento de verão e uma escola administrada por uma agência de Socorro aos Refugiados da Palestina das Nações Unidas (UNRWA).

Visitará ainda empresas locais co-financiadas pela União Europeia através do seu programa de reconstrução do sector privado de Gaza.

Esta visita tem lugar no momento em que George Mitchell inicia a sexta ronda de negociações de paz indirectas entre Israel e a Autoridade Palestina, numa tentativa de relançar as negociações directas suspensas depois da guerra de Gaza ter eclodido em Dezembro de 2008.

Fonte: AFP