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17 julho, 2010

Congelamento dos colonatos, a chave para as negociações directas, declarou Abbas

Os palestinos devem começar as negociações directas de paz com os israelitas assim que eles congelarem as construções nos colonatos da Cisjordânia, informou hoje o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, ao mediador americano, George Mitchell.

Abbas e Mitchell reuniram esta tarde na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Durante a reunião o presidente da ANP afirmou ao mediador que "não é contra as conversas directas e que foi o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que as bloqueou e assim é ele que detém a chave para que se inicie um diálogo directo", declarou à imprensa o chefe negociador palestino, Saeb Erekat.

Netanyahu, acrescentou Erekat, deve declarar uma paragem total na construção de colonatos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia e aceitar que as negociações sejam retomadas no ponto em que ficaram no último processo negociador (Annapolis), finalizado abruptamente em Dezembro de 2008 com o ataque militar israelita contra Gaza, na qual morreram mais de 1.400 palestinos, na sua maioria civis.

O mediador americano realizou este fim-de-semana a sexta ronda das chamadas "conversas de proximidade" procurando convencer as partes a iniciarem uma negociação directa antes do fim do prazo, em Setembro.

No final deste mês a ANP deverá fazer o ponto da situação do resultado das actuais negociações à Liga Árabe, que em Maio apoiou e incentivou Abbas a negociar com a mediação americana durante um prazo de quatro meses.

Abbas salientou que Israel deverá aceitar a presença de forças internacionais no futuro Estado palestino e compensar, com territórios do mesmo valor, os territórios actualmente ocupados pelos colonatos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que ficassem sob soberania israelita.

29 dezembro, 2008

A posição do Governo Português sobre a situação em Gaza

São 18:29 do dia 29 de Dezembro de 2008 e o Governo Português continua silencioso sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

Pode confirmar no Portal do Governo: http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Comunicacao/

e no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros (http://www.mne.gov.pt/mne/pt/)

ACTUALIZAÇÃO (20:35)

De acordo com noticía veiculada pelo Público às 19:46 o Governo Português tomou finalmente a seguinte posição:

"Portugal não pode deixar de lamentar os actos violentos que têm levado à perda de inúmeras vidas e condena o lançamento de 'rockets' a partir de Gaza e as operações militares em larga escala desencadeadas por Israel".
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Para o Executivo "importa estabelecer de imediato um cessar-fogo, retomando a via do diálogo e possibilitando a prestação de auxílio humanitário às populações atingidas".
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Ainda na mesma nota, o Governo apela ao regresso de todas as partes, com o apoio da comunidade internacional e dos principais parceiros do processo de paz, aos princípios e objectivos da Conferência de Annapolis, sublinhando a importância decisiva de uma paz duradoura no Médio Oriente, assente na convivência pacífica de Israel e da Palestina, para a estabilidade regional e mundial.
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Ainda segundo o Público 0 ministro dos Negócios Estrangeiros participará, amanhã, em Paris, numa reunião de âmbito ministerial, convocada pela Presidência francesa da UE para debater a crise no Médio Oriente.