Mostrar mensagens com a etiqueta Freedom Flotilla. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Freedom Flotilla. Mostrar todas as mensagens

18 julho, 2010

ASEAN irá apelar para "um acesso sem entraves a Gaza"

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN - Association of South-east Asian Nations) apela para um acesso sem entraves à ajuda para Gaza e a retoma das negociações de paz no Médio Oriente, num projecto de documento que será colocado à consideração dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação, a partir da próxima segunda-feira, na sua reunião anual, que terá lugar no Vietname.

O documento “condena firmemente" o ataque militar israelita de 31 de Maio a uma flotilha de ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza, onde nove activistas turcos foram mortos, provocando clamorosos protestos internacionais.

“Neste sentido, reiteramos o apelo para o livre acesso da ajuda humanitária ao povo palestiniano na Faixa de Gaza, a fim de ajudar a aliviar seu sofrimento", diz o projecto de documento obtido pela AFP, em avanço.

No seu projecto, os ministros da ASEAN apelam ainda para a retoma das negociações para que seja encontrada “uma solução definitiva justa e abrangente com a concretização de dois estados, Israel e Palestina”.

Os debates culminam na sexta-feira no Fórum Regional da ASEAN, que integra 27 países da região Ásia-Pacífico, e que é o mais importante fórum para a segurança da região. Nele irá estar presente a secretária de Estado Hillary Clinton.

Fonte: AFP

Em Gaza, Catherine Ashton, Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, pelo levantamento do bloqueio

Catherine Ashton, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a porta-voz da diplomacia da União Europeia, visita Gaza, neste domingo, para pressionar o levantamento do bloqueio de Israel sobre o território palestino governado de facto pelo Hamas.

Na sua segunda viagem ao empobrecido enclave palestino em quatro meses, Ashton foi avaliar os resultados do levantamento parcial do bloqueio, na sequência do ataque mortal de 31 de Maio a uma frota de ajuda humanitária a Gaza e que dura há já quatro anos.

"Tornámos claro que queremos ver o povo de Gaza viver uma vida normal", declarou Ashton à comunicação social na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, antes daquela visita.

“É preciso haver uma abertura dos pontos de passagem para que pessoas e mercadorias fluam em ambos os sentidos."

Afirmou ainda que a União Europeia está disposta a enviar observadores para ajudar a operar os pontos de passagem, mas eles teriam que ter um papel claro e trabalhar com a Autoridade Palestiniana.

"Mas neste momento não é algo que esteja em discussão", declarou.

Israel comprometeu-se a permitir a entrada de todas as mercadorias em Gaza, excepto armas e itens de dupla utilização, militar e civil, perante o clamor internacional que se seguiu ao ataque sangrento da flotilha de ajuda humanitária e ao assassinato de nove activistas turcos.

Também afirmou que iria permitir a entrada de materiais de construção no território, mas apenas para projectos fiscalizados internacionalmente, e que o bloqueio naval permaneceria para impedir que o movimento islâmico Hamas importasse mísseis e outras armas.

A União Europeia congratulou-se com as alterações, mas tem pressionado Israel para permitir maior liberdade à deslocação de pessoas e à exportação de bens fabricados em Gaza, onde o quase colapso do sector privado gerou 40 por cento de desemprego.

"O que temos hoje é 75 por cento menos (em volume de tráfego) do que tivemos no primeiro semestre de 2007... Não é isso que queremos", declarou o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad, neste sábado.

"A economia de Gaza não pode ser sustentado apenas por importações. É preciso haver exportações", afirmou Fayyad numa conferência de imprensa conjunta com Ashton.

Catherine Ashton irá acentuar estas preocupações durante os seus três dias de viagem pelo Médio Oriente, a qual inclui ainda reuniões com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, com o mediador americano George Mitchell e outros funcionários.

Ashton não tinha planos para se encontrar com representantes do Hamas, que está ainda categorizado como um grupo terrorista pelos EUA e seus aliados, entre eles a UE, devido à sua recusa em reconhecer Israel e ao seu compromisso com a luta armada.

Em Gaza, Catherine Ashton irá visitar um acampamento de verão e uma escola administrada por uma agência de Socorro aos Refugiados da Palestina das Nações Unidas (UNRWA).

Visitará ainda empresas locais co-financiadas pela União Europeia através do seu programa de reconstrução do sector privado de Gaza.

Esta visita tem lugar no momento em que George Mitchell inicia a sexta ronda de negociações de paz indirectas entre Israel e a Autoridade Palestina, numa tentativa de relançar as negociações directas suspensas depois da guerra de Gaza ter eclodido em Dezembro de 2008.

Fonte: AFP

02 julho, 2010

Diálogo secreto com turcos causa crise no governo de Israel

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, criticou duramente o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu por manter conversações secretas de reaproximação com a Turquia sem o seu conhecimento prévio. A crise no governo israelita ocorreu antes da reunião de ontem de Netanyahu, com o enviado especial dos EUA ao Médio Oriente, George Mitchell, com Netanyahu.

"O ministro dos Negócios Estrangeiros considera grave o facto de o encontro ter ocorrido sem uma consulta ao ministério. É um insulto às normas de um comportamento aceitável e prejudica a confiança entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e o primeiro-ministro", informou, em comunicado, o gabinete de Lieberman.

Os governos israelita e turco tentam reduzir as tensões que se intensificaram depois do ataque à Flotilha da Liberdade que se dirigia para Gaza. Assim o deputado Benjamin Ben Eliezer, do Partido Trabalhista, que integra a coligação de Netanyahu, reuniu-se em segredo, Genebra, com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Ahmet Davutoglu.

Até recentemente, os dois países eram aliados estratégicos no Médio Oriente. Nos últimos dois anos, a relação tem-se vindo a deteriorar, agravando-se com o incidente do Mavi Marmara onde foram assassinados 9 activistas turcos, num assalto de fuzileiros israelitas, aquele navio, de pavilhão turco, em águas internacionais, e que transportava ajuda humanitária para Gaza.

Procurando reduzir a tensão com Lieberman, considerado um dos mais radicais da coaligação no governo, o gabinete de Netanyahu afirmou, que teria havido problemas de comunicação com o MNE.

Na reunião com Mitchell, Netanyahu recebeu elogios por ter amenizado o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, actualmente controlada pelo Hamas.

"Houve progresso na permissão para a entrada de bens em Gaza", afirmou o enviado especial dos EUA. Os dois também analisaram a possibilidade de negociações directas entre Israel e a Autoridade Palestina.

Esta era a situação reportada pela UN OCHA oPt e referida à semana de 13 a 19 de Junho, sobre o número de camiões de mercadorias entrados na Faixa de Gaza, mais logo iremos conhecer a real evolução da decisão de Israel de "suavizar" o bloqueio.

Mas falta esclarecer a situação das exportações das mercadorias produzidas em Gaza, apesar de destruição profunda e alargada do seu tecido produtivo  - no mínimo flores e de morangos - e da liberdade de circulação dos seus habitantes. 

16 junho, 2010

Editorial do Haaretz: Nem comissão, nem inquérito

Neither commission nor inquiry - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

Tradução do editorial do jornal israelita de referência Haaretz, de 15 de Junho de 2010

A comissão, cuja composição e autoridade são percebidos como predeterminados será incapaz de satisfazer os líderes internacionais e os seus eleitores, que exigiam o inquérito, em primeiro lugar.

O governo [de Netanyahu] autorizou ontem a criação de uma comissão independente para examinar os acontecimentos que rodearam o ataque a flotilha com destino a Gaza no mês passado. Infelizmente, nem os membros da comissão, nem a sua autoridade são adequados para enfrentar os desafios colocados pelo caso.

A comissão deveria ter sido convidada a analisar os fatos e a responsabilizar aqueles que causaram que o incidente terminasse como terminou, permitindo assim que os israelitas e o seu governo aplicassem as lições que precisam ser aprendidas. Em vez disso, o gabinete criou um júri destinado a apaziguar o mundo, em particular os Estados Unidos. A sua autoridade é demasiado limitada para conduzir uma autêntica investigação, e a sua composição levanta a suspeita de que foi projectada mais como uma ferramenta de relações públicas do que para propriamente analisar os acontecimentos e revelar os responsáveis.

Um júri que não é uma comissão estatal de inquérito não será capaz de apresentar à justiça aqueles que forem considerados responsáveis pelas falhas da operação.

E não importa quanto possam ser considerados os membros da comissão, todos têm estado há décadas longe dos acontecimentos, tanto militares, como governamentais, e, portanto, não serão capazes de chegar às necessárias conclusões. A observação feita pelo presidente da Comissão, Jacob Turkel, antes da sua nomeação, de que certas pessoas não devem ser implicadas, levanta uma interrogação sobre se foi escolhido justamente por causa dessa observação.

Ter parado a flotilha já causou danos políticos imensos a Israel. Impedir uma investigação autêntica, nomeando uma comissão com poderes tão limitados é susceptível de causar danos ainda maiores não só para a imagem de Israel no exterior, mas também à sua capacidade para evitar imbróglios semelhantes no futuro.

É difícil acreditar que a comissão recém-nomeada, mesmo incluindo dois observadores internacionais, irá convencer o mundo de que Israel está investigando seriamente as falhas operacionais do ataque.

O governo teve a oportunidade de tentar controlar os danos que trouxe sobre si mesmo através da realização de uma investigação ousada e abrangente. Ontem, o governo perdeu essa oportunidade. O estranho híbrido que surgiu em seu lugar - quer quanto à sua intrigante composição, quer pelo fraco mandato - é um mau presságio para Israel.

A comissão, cuja composição e autoridade são percebidos como predeterminados será incapaz de satisfazer os líderes internacionais e os seus eleitores, que exigiam o inquérito, em primeiro lugar. Teria sido melhor, portanto, que a comissão Turkel nunca tivesse nascido, poupando-nos a aparência enganosa de uma autêntica investigação.

11 junho, 2010

Viver em paz na Palestina, sob um governo Palestino, afirmou o rabino Dovid Feldman do Neturei Karta International

Tradução do declaração do Rabi Dovid Feldman do movimento religioso Neturei Karta International, (uma corrente do Judaísmo ortodoxo),  por ocasião do ataque à "Freedom Flotilla".

"Os autênticos Judeus ortodoxos em todo o mundo condenam de forma inequívoca a matança a sangue frio, realizada pelas forças de ocupação sionistas contra inocentes, pacíficos, amantes da liberdade e nobres activistas comprometidos com a paz e os direitos humanos", afirmou o rabino Dovid Feldman do Neturei Karta International.

"Este ataque brutal ocorreu em águas internacionais a bordo de navios que transportavam ajuda humanitária para os nossos irmãos, os residentes palestinos da cercada Faixa de Gaza. Foi um acto claramente ilegal, que viola, de uma forma séria, direitos humanos básicos e sagrados, a justiça e a lei.

"Esse tipo de comportamento, infelizmente, só se poderia esperar dos sionistas", continuou. "Toda a existência do seu estado foi construída, desde o início, sobre Heresia, esbulho e assassinato. Oprimiram, assassinaram e expulsaram um povo inteiro da sua terra.

Tudo isso nos aflige, especialmente porque foi feito em nome de todo o povo judeu e, em nome da religião judaica. A verdade é que a Tora se opõe totalmente a tudo o que fazem. A Tora ensina-nos a misericórdia, a Tora proíbe o assassinato e a Tora proíbe o roubo.

De acordo com a Tora, toda a terra do Jordão ao Mar Mediterrâneo deverá ser devolvida ao povo palestino ". "Os judeus estão no exílio por decreto divino, e qualquer tentativa de acabar com este decreto Todo-Poderoso é uma rebelião contra D-us. A Tora ensina que uma rebelião contra D-us não pode ser bem sucedida.

Achamos que é imperativo declarar claramente que o Estado de "Israel" não representa o povo judeu, e certamente a religião judaica. Eles não têm direito de falar em nosso nome nem no nome da sagrada Tora. Eles envergonham a Terra Santa com as suas abominações, matanças e inúmeras outras acções que emanam deste Estado ilegítimo.

Além disso, a própria existência deste Estado é ilegítima como a sagrada Tora estrita e explicitamente proíbe qualquer domínio judaico sobre a Terra Santa. Quando o movimento sionista surgiu há um século, todos os nossos rabinos alertaram-nos para que não tivéssemos qualquer ligação com eles.

Os sionistas com a sua perversão do Judaísmo denegriram o nome de judeus e da Tora em todo o mundo. São os piores inimigos de D-us, da Tora e do verdadeiro povo judeu, que sempre se manteve fiel a D-us em todas as circunstâncias. Subsequentemente, são a maior causa da exacerbação do anti-semitismo em todo o mundo.

"Os judeus ao longo dos séculos sempre tiveram excelentes relações com seus vizinhos árabes. Em séculos passados, durante os quais os judeus sefarditas viviam em comunidades prósperas por todo o mundo árabe, foi uma época de ouro entre os nossos povos.

Quem pôs um ponto final nessa idade de ouro?

Só o sionismo político. Na verdade, ainda hoje existem alguns países árabes e muçulmanos que ainda têm comunidades judaicas que vivem, entre eles, pacificamente. E mesmo os palestinos (de ambos, os principais partidos) declararam que não tem nenhum problema com os judeus que vivem entre eles; eles apenas se opõem ao sionismo político.

Manifestamos o nosso profundo pesar às famílias dos inocentes assassinados, assim como os nossos sinceros desejos de rápida recuperação a todos os feridos pelas forças de ocupação sionistas. Possa o Céu enviar-lhes completa e rápida recuperação.

"Nós esperamos e rezamos por um fim pacífico e rápido do estado sionista. Então os judeus serão capazes de viver em paz na Palestina sob um governo Palestino, assim como eles tem vivido, até hoje, noutros países árabes.

"Que possamos merecer o cumprimento da promessa dos profetas da revelação do reino de D-us sobre todo o mundo, e que a cada momento todos os povos O possam servir em unidade".


O Neturei Karta é uma corrente da ortodoxia judaica que se opôs à fundação do Estado de Israel e mantêm a oposição à existência do chamado, segundo eles, "Estado de Israel".

Oportunamente trataremos de publicar as origens e fundamentos deste movimento religioso que defende o fim do Estado de Israel, de forma rápida mas pacífíca.

NB: Utilizámos  a expressão"D-us" dado que a mesma surgia no texto traduzido como "G-d", respeitando assim a crença do se autor.

06 junho, 2010

Procuradoria de Istambul abre inquérito por homicídio, sequestro e pirataria

Respigado no Público de hoje,  de um artigo intitulado "Israel respira de alívio após abordagem sem violência a navio irlandês", assinado por Ana Fonseca Pereira:

Ontem, o jornal Today"s Zaman revelou que a Procuradoria de Istambul abriu uma investigação ao ataque ao Mavi Marmara, o ferry turco que encabeçava a frota carregada de ajuda humanitária.


Os principais visados pela acção são o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e o chefe das Forças Armadas Gabi Ashkenazi e, caso sejam encontradas provas suficientes, os três dirigentes poderão ser acusados de homicídio, sequestro e pirataria.

Rapto e Pirataria

Israel vai expulsar hoje activistas do navio “Rachel Corrie” - Mundo - PUBLICO.PT

Que coisa estranha é esta de ser "expulso" de um país onde não se pretendia a entrar e onde apenas se entrou porque fomos raptados, em águas internacionais, de um navio de pavilhão irlandês, que foi abordado por forças militares de um país terceiro, sem mandato internacional para o fazer, violando as leis internacionais, nomeadamente as leis marítimas internacionais e entre elas a Convenção sobre o Direito do Mar, onde se regula que:

"A única jurisdição aplicável a um navio em alto-mar é a do Estado cuja bandeira a embarcação arvora."

Rapto e Pirataria, digo eu.

05 junho, 2010

Mate um turco e descanse, de Uri Avnery

NO ALTO MAR, fora das águas territoriais, o navio foi parado pela Marinha. Os comandos atacaram. Centenas de pessoas no convés resistiram, os soldados usaram a força. Alguns dos passageiros foram mortos, muitos feridos. O navio foi levado para o porto, os passageiros foram desembarcados à força. O mundo vi-os, caminhando sobre o cais, homens e mulheres, jovens e velhos, todos eles extenuados, um após outro, cada um deles caminhando entre dois soldados...

O navio chamava-se "Exodus 1947". Zarpou de França na esperança de quebrar o bloqueio britânico, que foi imposto para impedir que os navios carregados com sobreviventes do Holocausto alcançassem as costas da Palestina. Se tivesse sido autorizado a chegar ao país, os imigrantes ilegais teriam vindo a terra e os britânicos teriam de os enviar para campos de detenção em Chipre, como haviam feito antes. Ninguém teria tomado conhecimento do episódio por mais de dois dias.

Mas o responsável de então era o ministro britânico Ernest Bevin, um líder do Partido Trabalhista, arrogante, rude e amante do poder. Ele não ia deixar um monte de judeus dar-lhe ordens. Decidiu assim ensinar-lhes uma lição que o mundo inteiro iria testemunhar. "É uma provocação", exclamou, e é claro que ele estava certo. O principal objectivo era realmente criar uma provocação, a fim de atrair os olhos do mundo para o bloqueio britânico.

O que se seguiu é bem conhecido: o episódio arrastou-se, uma estupidez levou a outra, o mundo inteiro simpatizava com os passageiros. Mas os britânicos não cederam e pagaram o preço. Um preço muito alto.

Muitos acreditam que o incidente com o "Exodus" foi o ponto de viragem na luta pela criação do Estado de Israel. A Grã-Bretanha entrou em colapso sob o peso da condenação internacional e decidiu desistir de seu mandato sobre a Palestina. Havia, naturalmente, muitas mais razões de peso para esta decisão, mas o "Exodus" provou ser a palha que quebrou as costas do camelo.

EU NÃO SOU o único que se lembrou deste episódio esta semana. Na verdade, era quase impossível não se lembrarem dele, especialmente para aqueles de nós que viviam na Palestina nesse tempo e o presenciaram.

Há, naturalmente, diferenças importantes. Na altura os passageiros eram sobreviventes do Holocausto, desta vez foram pacifistas de todo o mundo. Mas então e agora o mundo viu soldados fortemente armados atacarem brutalmente passageiros desarmados, que resistem com tudo que lhes vem às mãos, varas e as mãos vazias. Então e agora aconteceu em alto mar - a 40 km da costa, então, a 65 km, agora.

Em retrospectiva, o comportamento britânico em todo o processo parece ser incrivelmente estúpido. Mas Bevin não era nenhum tolo, e os oficiais britânicos, que comandaram a acção não eram parvos. Afinal, eles tinham acabado uma Guerra Mundial no lado vencedor.

Se eles se comportaram na mais completa loucura do começo ao fim, foi o resultado da arrogância, insensibilidade e desprezo sem limites para com a opinião pública mundial.

Ehud Barak é o Bevin israelita. Ele não é um tolo, nem o são os nossos altos comandos. Mas eles são responsáveis por uma cadeia de actos de loucura, cujas desastrosas consequências são difíceis de avaliar. O ex-ministro e actual comentador Yossi Sarid chamou ao "comité [ministerial] dos sete", que decide sobre questões de segurança, "os sete idiotas" - e eu devo protestar. É um insulto para os idiotas.

OS PREPARATIVOS para a flotilha duraram mais de um ano. Centenas de mensagens de correio electrónico foram trocadas. Eu mesmo recebi dezenas. Não era nenhum segredo. Tudo estava em aberto.

Houve tempo para todas as nossas instituições políticas e militares se prepararem para a abordagem dos navios. Os políticos consultados. Os soldados treinados. Os diplomatas informados. As pessoas dos serviços de informação para fazerem o seu trabalho.

Nada ajudou. Todas as decisões foram erradas desde o primeiro momento até ao presente momento. E ainda não é o fim.

A ideia de uma flotilha como um meio para romper o bloqueio roça o génio. Colocou o governo de Israel sobre os chifres de um dilema - a escolha entre várias alternativas, todas elas ruins. Todo o general tem esperança de apanhar o seu adversário numa situação destas.

As alternativas eram:

(A) Permitir que a flotilha chegasse a Gaza sem impedimentos. O secretário do gabinete apoiava esta opção. Isso teria levado ao fim do bloqueio porque, após essa flotilha mais e maiores viriam.

(B) Parar os navios em águas territoriais, fiscalizar a sua carga e assegurar que não estavam carregando armas ou "terroristas", em seguida, deixá-los continuar em seu caminho. Isso teria despertado alguns vagos protestos em todo o mundo, mas manteria o princípio de um bloqueio.

(C) Capturá-los em alto mar e trazê-los para Ashdod, arriscando uma batalha frente-a-frente com os activistas a bordo.

Como sempre fizeram, os nossos governos, quando confrontados com a escolha entre várias alternativas ruins, o governo Netanyahu escolheu a pior.

Qualquer um que acompanhou os preparativos nos meios de comunicação poderia ter previsto que eles iriam conduzir a pessoas a serem mortas e feridas. Ninguém ataca um navio turco e espera lindas meninas para os presentear com uma flor. Os turcos não são conhecidos como pessoas que cedem facilmente.

As ordens dadas às forças especiais e tornadas públicas incluíam as três palavras fatídicas: "a qualquer custo". Qualquer militar sabe o que estas três terríveis palavras significam. Além disso, na lista de objectivos, o respeito para com os passageiros só aparecia em terceiro lugar, depois da garantia da segurança dos soldados e do cumprimento da missão.

Se Binyamin Netanyahu, Ehud Barak, o chefe do Estado-Maior e o comandante da marinha não entenderam que isso levaria a matar e a ferir pessoas, então deve ser concluído - até mesmo por aqueles que estavam relutantes em considerar isso até agora - que são manifestamente incompetentes. Deve lhes ser dito, nas palavras imortais de Oliver Cromwell ao Parlamento: "Estiveram sentados tempo demais para qualquer bem que tenham feito ultimamente. Ide e que não se ouça mais falar de vós. Em nome de Deus, ide!”

ESTE EVENTO aponta novamente para um dos aspectos mais graves da situação: vivemos numa bolha, numa espécie de gueto mental, que nos isola e nos impede de ver uma outra realidade, a que é percebida pelo resto do mundo. Um psiquiatra poderia considerar que este é o sintoma de um problema mental grave.

A propaganda do governo e do exército conta uma história simples: os nossos heróicos soldados, determinados e sensíveis, a elite da elite, desceram ao navio a fim de "conversar" e foram atacados por uma multidão selvagem e violenta. Porta-vozes oficiais repetem inúmeras vezes a palavra "linchamento".

No primeiro dia, quase todos os meios de comunicação israelitas aceitaram isto. Afinal, é evidente que nós, os judeus, somos as vítimas. Sempre. Isto aplica-se aos soldados judeus, também. Na verdade, nós assaltámos um navio estrangeiro no mar, mas tornando-nos de imediato em vítimas que não têm escolha senão a de se defender contra a violência e incitamentos anti-semitas.

É impossível não recordar a clássica piada judaica sobre a mãe judia na Rússia ao se despedir do seu filho, que foi convocado para servir o Czar na guerra contra a Turquia. "Não te esforces demasiado", implora ela, "Mata um turco, e descansa. Mata outro turco, e descansa de novo... "

"Mas mãe" interrompe o filho: "E se o turco me matar?"

"A ti?", exclama a mãe, "Mas porquê? O quê que lhe fizeste? "

Para qualquer pessoa normal, isso pode parecer loucura. Soldados fortemente armados de uma unidade de elite de comandos aborda um navio em alto mar no meio da noite, pelo mar e pelo ar - e eles são as vítimas?

Mas há um grão de verdade nisto: eles são as vítimas de comandantes arrogantes e incompetentes, de políticos irresponsáveis e dos meios de comunicação alimentados por eles. E, na verdade, da opinião pública israelita, uma vez que a maioria das pessoas votou neste governo ou na oposição, o que não é diferente.

O caso "Exodus" foi repetido, mas com uma mudança de papéis. Agora somos os britânicos.

Nalgum lugar, um novo Leon Uris está planeando escrever o seu próximo livro, "Exodus 2010". Um novo Otto Preminger está planeando um filme que vai se tornar um blockbuster. Um novo Paul Newman irá nele brilhar - afinal, não há falta de talentosos atores turcos.

HÁ MAIS de 200 anos, Thomas Jefferson afirmou que cada nação deve agir com um "respeito apropriado às opiniões da humanidade". Os líderes israelitas nunca aceitaram a sabedoria desta máxima. Elas aderem à máxima de David Ben-Gurion: "Não é importante o que dizem os gentios, o que é importante é o que os judeus fazem." Talvez ele tenha assumido que os judeus não agiriam estupidamente.

Fazer inimigos dos turcos é mais do que uma tolice. Durante décadas, a Turquia tem sido o nosso principal aliado na região, um aliado muito mais próximo do que é geralmente conhecido. A Turquia poderia desempenhar, no futuro, um papel importante como mediador entre Israel e o mundo árabe-muçulmano, entre Israel e a Síria, e, sim, mesmo entre Israel e o Irão. Talvez tenhamos agora conseguido unir o povo turco contra nós - e alguns dizem que esta é a única questão em que os turcos estão agora unidos.

Este é o Capítulo 2 da operação “Cast Lead”. Então, irritámos a maioria dos países do mundo contra nós, chocando os nossos poucos amigos e alegrando os nossos inimigos. Agora fizemo-lo de novo, e talvez com um sucesso ainda maior. A opinião pública mundial está a voltar-se contra nós.

Este é um processo lento. Assemelha-se ao acumular de água atrás de uma represa. A água sobe devagar, calmamente, e a mudança é dificilmente perceptível. Mas quando se atinge um nível crítico, a barragem rompe e o desastre está sobre nós. Estamos perseverantemente a aproximarmo-nos desse ponto.

"Mate um turco, e descanse", diz a mãe na piada. O nosso governo não descansa sequer. Parece que eles não vão parar até fazerem inimigos os últimos dos nossos amigos.

Actualizado em 2010.06.06 - 08:

A propósito da aplicabilidade do "descanso" veja no Público  de hoje, uma nova abordagem.

O último navio da Freedom Gaza foi abordado à força por Israel

Pouco antes das 09:00 desta manhã, o exército israelita tomou à força o navio de ajuda humanitária de pavilhão irlandês, o MV Rachel Corrie, impedindo-o de entregar mais de 1.000 toneladas de suprimentos médicos e de materiais de construção a Gaza sitiada.

Pela segunda vez em menos de uma semana, forças especiais de Israel invadiram um navio desarmado, tomando brutalmente os seus passageiros como reféns e rebocando o navio para porto de Ashdod no sul de Israel. Não se sabe ainda se qualquer um dos passageiros do MV Rachel Corrie foram mortos ou feridos durante o ataque, mas acredita-se que estejam a salvo.

O MV Rachel Corrie transportava 11 passageiros e 9 tripulantes, de 5 distintas nacionalidades, mas principalmente irlandeses e malaios.

Entre os passageiros contam-se a Prémio Nobel da Paz Mairead Maguire, um membro do Parlamento da Malásia Mohd Nizar Zakaria, e o ex-Secretário-Geral Adjunto da ONU, Denis Halliday.

Recorda-se que nove activistas de direitos humanos internacionais foram mortos na passada segunda-feira, quando comandos israelitas invadiram violentamente o navio turco, Marmara Mavi e outras cinco embarcações desarmadas, que transportavam ajuda humanitária para Gaza. Então antes de ser feito refém pelas forças israelenses, Derek Graham, irlandês, coordenador do movimento Free Gaza, declarou: "Apesar do que aconteceu no Marmara Mavi no início desta semana, não temos medo.

O navio de carga 1.200 toneladas foi comprado através de um fundo especial criado pelo ex-primeiro-ministro da Malásia e presidente da Perdana Global Peace Organisation (Organização pela Paz Global Perdana (PGPO), Tun Mahathir Mohamad.

O navio recebeu o nome de uma activista dos direitos humanos americana, assassinada em 2003, esmagada por um bulldozer militar israelita na Faixa de Gaza. A carga incluía centenas de toneladas de equipamentos médicos e de cimento, bem como papel doado pelo povo da Noruega, às escolas da ONU em Gaza.

De acordo com Denis Halliday: "Nós somos o único navio de ajuda humanitária a Gaza que resta. Estamos decididos a entregar nossa carga." O MV Rachel Corrie fazia parte da Freedom Flotilla, um esforço para romper o bloqueio ilegal de Israel a Gaza, antes de ser forçado a parar, na semana passada, devido a suspeitos de problemas mecânicos.

O ataque ao MV Rachel Corrie pode significar problemas para o relacionamento entre Israel e a Irlanda. O governo irlandês tinha solicitado formalmente a Israel que permitisse que o navio chegasse a Gaza. A 1 de Junho, o parlamento irlandês também aprovou uma moção de todos os partidos condenando Israel pelo uso de força militar contra navios civis de ajuda humanitária e exigindo "o fim do bloqueio ilegal israelita a Gaza."

A Prémio Nobel Mairead Maguire resumiu as esperanças desse esforço conjunto irlandês e malaio para superar o bloqueio cruel de Israel, dizendo: "Nós somos inspirados pelo povo de Gaza, cuja coragem, amor e alegria em receber-nos, mesmo no meio de tanto sofrimento dá a todos nós esperança. Eles representam o melhor da humanidade, e todos nós somos privilegiados em ter a oportunidade de apoiá-los na sua luta pacífica pela dignidade humana e pela liberdade. Esta viagem destacará novamente o criminoso bloqueio e ocupação ilegal de Israel. Numa demonstração do poder de acção da cidadania global, esperamos despertar a consciência de todos. "

---
Dos passageiros a bordo da MV Rachel Corrie fazem parte:

Ahmed Faizal bin Azumu, activista dos direitos humanos, da Malásia; Matthias Chang, advogado, escritor e activista dos direitos humanos, da Malásia; Derek Graham, activista do Free Gaza, da Irlanda; Jenny Graham, do Free Gaza, da Irlanda; Denis Halliday, ex-Secretário-Geral Adjunto da ONU, da Irlanda; Mohd Jufri Bin Mohd Judin, jornalista, da Malásia; Shamsul Akmar Musa Kamal, representante PGPO (Perdana Global Peace Organisation), da Malásia, Mairead Maguire, Prémio Nobel da Paz, da Irlanda; Abdul Halim Bin Mohamed, jornalista, da Malásia; Fiona Thompson, cineasta, da Irlanda; Mohd Nizar Zakaria, Membro do Parlamento, Malásia.

A notícia no Público às 11:00

Testemunho do comando que matou seis activistas civis enfraquece ainda mais o "filme" de Israel sobre os acontecimentos

Testimony of rogue commando who killed six civilian activists further undermines official IDF story

03 junho, 2010

Rabis apelam ao levantamento do cerco a Gaza e à realização da paz.

NB: Para saber mais sobre este movimento e como participar, sendo crente de uma qualquer religião ou não crente, leia o nosso post de 10 de Julho de 2009, anteriormente publicado no "Fórum Palestina" sob o título Rabinos jejuam e apelam ao jejum de crentes e não crentes, em solidariedade com Gaza e pela Paz.

Publico esta newsletter recebida hoje para vos dar a conhecer mais uma nuance na paleta de mil cores que representa a solidariedade com o Povo da Palestina. 


Ta'Anit Tzedek-Jewish Fast for Gaza Newsletter


June 2010


Caro apoiante da Ta'anit Tzedek,

Enviamos este boletim especial em resposta ao ataque mortal de Israel a um dos navios da flotilha "Liberdade para Gaza" (Freedmom Flotilla).

A Ta'anit Tzedek foi fundada há um ano com três objectivos: quebrar o silêncio, levantar o cerco e buscar a paz.

Este último ataque trágico e imoral por parte de Israel é outra consequência desastrosa do cerco imposto por Israel sobre Gaza.

Ta'anit Tzedek condena o ataque e apela a realização de uma investigação imparcial e credível. Acreditamos que os responsáveis por esse ataque devem ser responsabilizados, assim como temos repetidamente (até agora sem sucesso), pedido uma investigação imparcial e a responsabilização por acções durante a Operação Cast Lead [Chumbo Fundido].

Embora os detalhes do ataque sejam importantes, a questão principal é o cerco imposto por Israel sobre Gaza, com a cumplicidade dos Estados Unidos e da União Europeia.

A Flotilha de Gaza Livre, como a Gaza Freedom March [Marcha da Liberdade] em Dezembro, assim como Ta'anit Tzedek e muitas outras iniciativas levadas a efeito por diferentes organizações, são esforços populares para destacar o cerco e o imenso sofrimento que causa ao povo de Gaza.

O cerco imoral deve ser levantado.

Apelamos ao Presidente [dos EUA] e ao Congresso para que insistam no fim do cerco a Gaza. Também apoiamos todas as acções do governo dos E.U.A. para forçar negociações directas entre Israel e todos os partidos palestinos relevantes, incluindo o Hamas, no sentido de uma resolução justa do conflito.

Levantar o cerco! Realizar a paz!

Encorajamos todos os membros da Ta'anit Tzedek a participarem nos esforços nacionais e locais, em resposta a este ataque.

Para obterem uma lista completa das acções que se encontra alojada no website da Gaza Freedom March [Marcha da Liberdade]

Esperamos que o nosso próximo dia de jejum, na quinta-feira 17 de Junho, seja um momento em que façamos acções públicas nas nossas comunidades locais.


A seguir indicamos alguns recursos que podem ser úteis:

1) Declaração rabínica sobre o ataque:

Os rabinos envolvidos na Ta'anit Tzedek emitiram uma resposta rabínica ao ataque. Poderá ver a declaração rabínica aqui e os rabinos são convidados a assinar a declaração enviando um e-mail para: rabbisletter@gmail.com

2) As declarações e acções sugeridas por organizações judaicas nacionais:

O Shalom Center, a Jewish Voice for Peace e a Tikkun Community todos eles emitiram declarações e apelos para a realização de acções em resposta ao ataque.
  • Leia a declaração da Tikkun Community aqui.
  • Leia a declaração do Shalom Center aqui.
  • Leia a declaração da Jewish Voice for Peace aqui.
3) Artigos

Muitos artigos importantes foram escritos. Destacamos aqui apenas alguns: 

4) Próximo dia de jejum

Por último, o nosso próximo dia de jejum é a 17 de Junho, quinta-feira. Se quiser planear um
Ta'anit Tzedek na sua comunidade pedindo o levantamento do cerco, envie por favor um e-mail para o rabbibrianwalt@gmail.com.

 If you would like to plan a public Ta'anit Tzedek event in your community calling for a lifting of the siege, please send an email to rabbibrianwalt@gmail.com.
Solidariamente,

Shalom/Salaam/Peace/Paz,


Rabbis Brian Walt and Brant Rosen
Co-Founders Ta'Anit Tzedek-Jewish Fast for Gaza

01 junho, 2010

Editorial do Público, a ler: O gesto inaceitável de Israel

Público - O gesto inaceitável de Israel

Não sei se através do link conseguem lá chegar porque essa é uma área reservada a assinantes. Se não conseguirem digam-me que tentarei resolver a vossa solicitação.

Em resumo um libelo contra a agressão, contra a expansão de colonatos constatando que "Telavive persiste numa política de cegueira e agressão" em vez de preferir a construção da solução dos dois Estados e concluindo afirmando que Israel " ... vive obcecado com a ameaça existencial que vem do exterior, não quer ver que a maior ameaça existencial é a que está no interior, a que aprisiona Israel nos muros que Israel constrói"

Em Lisboa também houveram protestos contra Israel

ramReportagem: Em Lisboa também houve protestos contra Israel - Mundo - PUBLICO.PT

A concentração para protestar contra a agressão israelita à "Flotilha da Liberdade"a partir das 17:30, frente à embaixada de Israel, foi convocada a partir das13:14, pelo que os resultados obtidos ficaram para além do que se poderia esperar.

09 maio, 2010

Israel ameaça atacar comboio naval humanitário que se dirige a Gaza

Israel ameaça atacar um comboio naval de ajuda internacional, que se dirige à sitiada Faixa de Gaza, transportando 5.000 toneladas de material de construção e de medicamentos e cerca de 600 activistas, noticia este domingo a Agência de Notícias Palestina Ma'an.

O comboio naval, apelidado de
"Freedom Flotilla" (Frota da Liberdade), composto por três cargueiros e cinco navios de passageiros, é o maior esforço coordenado internacionalmente a desafiar directamente o bloqueio de Israel à sitiada Faixa de Gaza, e a sua continuada ocupação, agressão e violência contra o Povo Palestino.

Tel Aviv impôs um bloqueio à Faixa de Gaza em meados de Junho de 2007, quando o Hamas assumiu o poder, nesse território palestino. Este bloqueio tem mantido os cerca de 1,5 milhões de habitantes de Gaza numa situação de sobrevivência quase sub-humana, pois há falta de tudo: alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos de primeira necessidade.

Jamal Al-Khudari, líder do Comité Popular de Gaza Contra o Cerco, afirmou que esta ameaça reflecte o falhanço israelita e encarna o  "terrorismo de Estado" contra pessoas pacíficas que vem ajudar outros seres humanos que estão sobre cerco e agressão.