Mostrar mensagens com a etiqueta Ionline. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ionline. Mostrar todas as mensagens

23 abril, 2012

Rob Riemen: “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!"

INTERESSANTE! Uma entrevista interessante, de um pensador interessante, que expõe de forma interessante, mas que... interessantemente, se esquece dos movimentos sociais, sindicais (ele filho se sindicalistas) e políticos que desde sempre lutaram pela democracia, pela verdade, pela justiça social e pelo progresso declarando que: "A História mostra-nos que as mudanças vêm sempre de um de três grupos: mulheres, jovens ou minorias".
Para não falar do populismo simplicista de colocar no mesmo saco, todos os políticos, sendo ele próprio uma criatura eminentemente política, como verificarão se lerem a entrevista de Joana Azevedo Viana, para o i.



O filósofo holandês esteve em Lisboa à conversa com o i sobre o espírito de resistência e o “eterno retorno do fascismo”

12 agosto, 2010

Chefe das IDF defende ataque à flotilha, reconhece erros e promete mais acção

Chefe das IDF defende ataque à flotilha, reconhece erros e promete mais acção

Neste artigo assinado por Gonçalo Venâncio, informa-se que o Major-General Gabi Ashkenazi, chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), defendeu ontem perante o comité Turkel, - um comité nomeado pelo governo de Israel para tentar tapar o Sol com a peneira e fugir às suas responsabilidades de responder perante uma comissão de investigação internacional independente - a legitimidade do raide israelita à Frota da Liberdade, embora tenha reconhecido erros de avaliação na abordagem das tropas de elite ao Mavi Marmara.

Ashkenazi de acordo com as declarações que o Ionline apresenta como suas é mentiroso.

Para camuflar as responsabilidades do governo israelita e as suas na operação ilegítima e criminosa, contra a Flotilha da Liberdade que se dirigia à Faixa de Gaza, transportando ajuda humanitária, passa um atestado de incompetência à comunidade dos serviços de informações israelitas, que agora servem de bode expiatório e, ao mesmo tempo, ao seu Estado Maior e às suas Forças Especiais, quer no tocante à doutrina, quer ao planeamento da operação, quer ao treino.

Quem seguiu a preparação da Freedom Flotilla sabia que o Mavi Marmara levava cerca de 600 passageiros. Ashkenazi afirma que o seu erro "... foi ter pensado que estavam dez ou 15 pessoas no navio"

Estou certo que a Mossad até terá fornecido informação mais detalhada do que uma simples lista de passageiros e a Direcção dos Serviços de Informação Militar tem-se mostrado suficientemente competente para, neste caso, não ter feito o seu trabalho.

Assim quem planeou a operação tinha todos os dados necessários para prever o curso dos acontecimentos e tempo necessário para preparar e treinar os habituais planos de contingência.

O major-general Ashkenazi até no plano técnico é trapalhão quando, de acordo com o artigo do Ionline, afirma que: "Deveríamos ter usado armas de precisão"

As armas das Forças Especiais já são de uma certa precisão. E as armas de precisão não são possíveis de utilizar numa abordagem pois requerem posições fixas de fogo... senão lá se vai a precisão.

O Ionline esqueceu-se de referir o falhanço político do objectivo que o governo de Israel pretendia atingir com o comité Turquel: afastar um inquérito internacional independente.

De facto o Conselho dos Direitos Humanos da ONU nomeou uma comissão de inquérito internacional independente, de peritos, ao ataque israelita ao comboio naval de ajuda humanitária, em 23 de Julho, face à inacção do secretário-geral Ban Ki-moon, que ia dilatando no tempo a sua obrigação de nomear a comissão de inquérito a que estava obrigado por deliberação do Conselho de Segurança.

Entretanto esta decisão "obrigou" Ban, para "controlar" o processo a finalmente nomear uma nova comissão, chefiada pelo primeiro ministro neozelandês Geoffrey Palmer, a que Israel forçadamente aderiu para tentar evitar um "mal maior" tipo "Relatório Goldstone".

Esta comissão "política" é composta, para além de Palmer, por Álvaro Uribe, ex-presidente da Colômbia, como vice-presidente, e por um representante da Turquia e outro de Israel.

Em meu entendimento esta comissão, desde logo pela sua composição, não atingirá o objectivo a que se propôs: a descoberta da verdade sobre o ataque israelita de 31 de Maio ao comboio de navios transportando ajuda humanitária para a faixa de Gaza, onde se destaca a abordagem em águas internacionais, ao navio mercante de pavilhão turco Mavi Marmara, donde resultou a morte de 9 civis e ferimentos em dezenas de outros.

Na oportunidade chamo a vossa atenção para uma crónica de Uri Avnery de 6 de Julho de 2009, sobre a conduta ética e moral das Forças Armadas israelitas

03 julho, 2010

Para quem tinha dúvidas: Conversas gravadas provam que Nixon queria eliminar Salvador Allende

Conversas gravadas provam que Nixon queria eliminar Salvador Allende in Ionline

Um artigo de André Patrocínio com base nas conclusões retiradas de gravações agora desclassificadas das conversas entre o então presidente norte-americano, Nixon, e o seu conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger - e divulgadas agora pelo Centro de Investigação e Informação Jornalística do Chile (CIPER).

É preciso recordar, até para os mais jovens, que Salvador Allende foi eleito democraticamente, tendo sido ratificada a sua eleição pelo Congresso Chileno a 24 de Outubro de 1970.

O apoio do povo chileno a Salvador Allende foi demonstrado claramente nas eleições parlamentares de 1971 e nas autárquicas de 1973, nas quais os partidos que constituíam a Unidade Popular cresceram em número de votos.

Foi deposto por um golpe militar brutal e sangrento, em 11 de Setembro de 1973, dirigido pelo general Augusto Pinochet e apoiado logística e diplomaticamente pelo Governo dos EUA.

"Era imperioso acabar com aquele "mau exemplo".

O democrata Salvador Allende cercado no Palácio de La Moneda escolheu a morte à rendição.

Seguiu-se a ditadura e a repressão animalesca, brutal e impiedosa.

Em 1990 o seu corpo foi exumado da campa anónima onde jazia, tendo sido enterrado em Santiago com as devidas honras e grandes manifestações populares.

30 junho, 2010

A ler no Ionline:"Frota da Liberdade. Não estávamos à espera de assassinatos"

Frota da Liberdade. Não estávamos à espera de assassinatos - vídeo - in Ionline

Uma entrevista de Cláudia Garcia à cineasta brasileira e activista Iara Lee, uma das passageiras do Mavi Marmara, onde foram brutalmente assassinados 9 activistas pelas forças israelitas que assaltaram o navio em àguas internacionais.

Interessante não só pelas suas declarações em relação ao acontecimento em si, mas também em relação à forma de como propões denunciar as guerras e as injustiças.

Poderá encontrar mais informação relevante em cultureofresistance.org.

29 junho, 2010

Pedofilia: O estranho caso da "Comissão católica de investigação"

Pedofilia: Comissão de investigação de crimes na igreja demite-se após acção policial in Ionline

A comissão de investigação de crimes de pedofilia na Igreja Católica belga demitiu-se hoje, conta-nos o Ionline,

A comissão vai demitir-se em bloco”, anunciou hoje publicamente um dos seus membros, Karlijn Demasure, (professora de teologia numa universidade católica,), à saída da reunião deste organismo criado há dez anos para investigar denúncias de casos de pedofilia na igreja belga."

Há dez anos?
Então porquê que ainda em Abril deste ano o porta-voz da Conferência de Bispos Católicos da Bélgica, Eric De Beukelaer, propôs, a criação de uma comissão de investigação sobre a forma como a Igreja Católica tratou os casos de abuso?

Diz-nos o Ionline: "Em causa está uma investigação da polícia belga que a comissão acusa de ter apreendido 450 dossiers que, segundo o presidente do organismo, Peter Andriaenssens, continham testemunhos de vítimas que queriam manter o anonimato. "

E continua:

Retiramo-nos. O debate deve ser feito, agora, entre as vítimas, os responsáveis políticos, a justiça, a igreja e a opinião pública”.

Eu diria que o escândalo extravasou para o domínio público e que assim a "Comissão de Encobridores" deixou de fazer sentido, até porque, em certas circunstâncias, o encobrimento e a cumplicidade, para além da moral e da ética, são crimes que podem dar prisão.
 
Há que dizer que a pedofilia na Igreja Católica Belga não é novidade.

Cerca de 300 denúncias de casos de pedofilia cometidos por clérigos tinham sido apresentados aos bispos da Bélgica no passado dia 12 de Abril de 2010, ou seja há mais de dois meses. A notícia foi então distribuída pela Agência France Press, e mais dizia:

O fundador do grupo Direitos Humanos da Igreja Católica local, o padre Rick Davillé, afirmou que prestou assistência a inúmeras vítimas mas que apenas 15 casos foram investigados até o final e os culpados nunca foram punidos.

"Entre 1992 e 1998, apresentamos mais de 300 queixas de vítimas de abusos cometidos por padres, mas apenas 15 acabaram com a confissão dos acusados.

O religioso criticou a falta de apoio da hierarquia católica belga e disse que nunca houve punições.

O padre informou que a maioria das queixas foi deixada de lado por prescrição do caso e, inclusive, algumas vítimas foram acusadas de difamação.

Uma onda de escândalos sobre clérigos pedófilos tem eclodido pela Europa e Estados Unidos, sendo as mais altas hierarquias da Igreja Católica acusada de tê-los acobertado durante décadas.

A ler: A terceira depressão por Paul Krugman

A terceira depressão in Ionline

Uma análise implacável à ortodoxia vigente de menos deficit público - em prazo destemperado e a destempo - menos, ou mesmo nada, em investimento público - em obras com sentido estratégico e que criem emprego - mais impostos - sobre os que já pagam - e cortes nos apoios sociais - sobre os mais desfavorecidos - o que conduzirá inevitavelmente a uma terceira depressão.

Como conclui Paulo Krugman*:

"...
É, sim, a vitória de uma postura ortodoxa, que tem pouco que ver com uma análise racional, cujo dogma central é que a imposição de sofrimento aos outros é a maneira certa de mostrar capacidade de liderança em tempos difíceis.

E quem vai pagar o preço deste triunfo da ortodoxia? Dezenas de milhões de trabalhadores desempregados. Destes, muitos ficarão sem emprego durante anos: os restantes nunca mais voltarão a trabalhar."
Para ler na íntegra, basta seguir o link acima indicado.
* Paul Robin Krugman (1953) é um economista, laureado com o Prémio Nobel em economia em 2008, pelas suas contribuições sobre A Teoria de um Novo Comércio e uma Nova Geografia Económica. Professor de Economia e de Relações Internacionais na Woodrow Wilson School of Public and International Affairs da Universidade de Princeton, e na London School of Economics e autor, é também colunista para o The New York Times.

27 junho, 2010

A não perder: Entrevista com Janúario Torgal Ferreira, Bispo, no Ionline

Concordo e aceito um homem que viva com um homem in Ionline

O título do "Ionline", que suporta o link para a entrevista, é um chamariz. Este é apenas um dos temas - importantes - que foram abordados na entrevista com o Bispo Januário Torgal Ferreira, realizada pela jornalista Rosa Ramos. Uma boa entrevista.

Na entrevista vai passando:

Saramago; "O Evangelho segundo Jesus Cristo"; o artigo do L' Osservatore Romano" (Eu pensei que esse extremismo já tivesse passado, esse radicalismo. Não ficava mal mostrar alguma sensatez - mantendo a verdade - diante de uma pessoa que já cá não está para se defender.); comunismo;

A "esquerda" (Se as pessoas entenderem que ser de esquerda é falar dos problemas sociais, defender gente desempregada, demonstrar diante de sistemas governamentais a sua inutilidade, desvarios e erros...); CGTP;

O casamento homossexual (...casamento com o qual eu não concordo e que entendo como união.); a argumentação de Cavaco Silva aquando da promulgação (... produção cultural insuficiente da argumentação usada: dizer que não veta por causa da situação crítica que estamos a atravessar?); o movimento de homossexuais católicos; a prática da homossexualidade (Com certeza que um casal homossexual não é um teórico, não é? E os afectos traduzem-se por essa prática, por essa fusão psíquico-afectiva da unidade misteriosa que é o ser humano.) e a posição da Igreja Católica;

Planeamento familiar;

Igreja; os "novos movimentos"; ritos; centralismo do Vaticano;

Razão e fé.

Recomendo a leitura pois é uma entrevista que carrega a esperança de que milhões de católicos possam vir a abraçar, um dia, uma sociedade mais aberta, mais justa, mais inclusiva, mais fraterna e progressiva, objectivo que infelizmente apenas alguns desde há muito defendem.

Bastava para tal que seguissem o exemplo radical de Cristo adaptado aos nossos tempos.

A questão é que, por cada Januário cristão, existem dezenas de aliados do obscurantismo mais reaccionário, que preferem o conúbio com a riqueza e o poder, do que com a justiça social e os mais desfavorecidos e pobres.