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16 outubro, 2011

Palestino preso aos 13 anos será libertado na 3.ª feira


Da lista dos 450 prisioneiros e 27 prisioneiras que Israel irá libertar constam 21 prisioneiros que começaram a cumprir pena antes da sua maioridade (18 anos).

Um deles, Ali Abd Allah Salem Amariya, nascido em 1975 e preso desde 24.11.1988, terá assim começado a cumprir a sua pena com cerca de 13 anos, e somará até à próxima 3.ª feira, data esperada para a sua libertação, 22 anos, 9 meses e 18 dias de prisão.

Acresce que indicada que é, pela Sabat, a sua residência em Israel, pressupõe-se que será um cidadão nascido em Israel, o que apenas vem demonstrar a política de Apartheid prosseguida pelo Estado de Israel .

Vou apenas falar de outros 2 que na altura de serem presos teriam menos de 16 anos:

Mustafa Ayyad Ahmad Abu Hasana, nascido em 1973 e preso desde 15.03.1989. Terá assim começado a cumprir a sua pena com cerca de 15 anos, e somará até à próxima 3.ª feira, data esperada para a sua libertação, 22 anos, 7 meses e 1 dia de prisão.

Ali Yusuf Ahmad al-Maghribi, nascido em 1986 e preso desde 27.05.2002. Terá assim começado a cumprir a sua pena com cerca de 15 anos, e somará até à próxima 3.ª feira, data esperada para a sua libertação, 9 anos, 4 meses e 21 dias de prisão.

Os outros 5 situavam-se na faixa dos 16 anos e os restantes 13 na dos 17.

Estes dados estão disponíveis na lista de prisioneiros a libertar emitida pela Shabak –uma espécie de PIDE do regime nacional-sionista – que poderá encontrar em: http://shabas.gov.il/listeng1.xls

O destino marcado dos presos palestinos


A contabilidade da "libertação":

Os prisioneiros, do número 1 ao 131 da lista, deverão regressar às suas residências na Faixa de Gaza.

Os prisioneiros, do número 132 ao 186 da lista, deverão regressar às suas residências na "Judea & Samaria" (Cisjordânia) ou em Jerusalém Oriental;

Os prisioneiros, do número 187 ao 241 da lista, deverão regressar às suas residências na "Judea & Samaria" (Cisjordânia) ou em Jerusalém Oriental, sujeitos a restrições, conforme especificado no acordo;

Os prisioneiros, do número 242 ao 281 serão enviados para o exterior (deportados da sua terra natal);

Os prisioneiros, do número 282 ao 299 da lista, (residentes na Cisjordânia) serão enviados (desterrados) para a Faixa de Gaza por três anos (ou em alternativa: deportados);

Os prisioneiros, do número 300 ao 444 da lista, (residentes na Cisjordânia) serão enviados (desterrados) para a Faixa de Gaza (ou em alternativa: deportados);

Os prisioneiros, do número 445 ao 450 da lista, deverão regressar às suas residências em Israel;

As prisioneiras, do número 451 ao 477 da lista, deverão regressar às suas residências na "Judea & Samaria" (Cisjordânia), na Faixa de Gaza, em Jerusalem Oriental (e em Israel – prisioneira 468 ), excepto a prisioneira 473, que será enviada para a sua residência na Jordânia, e a prisioneira 474, que será enviada (desterrada) para a Faixa de Gaza (ou em alternativa, deportada).

Estes dados estão disponíveis na lista de prisioneiros a libertar emitida pela Shabak –uma espécie de PIDE do regime nacional-sionista – que poderá encontrar em: http://shabas.gov.il/listeng1.xls

13 agosto, 2010

Embaixador de Israel em Portugal deveria ser considerado persona non grata

O Embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, continua a comportar-se como um perfeito arruaceiro. Onde lhe falta a educação sobra a arrogância e a sobranceria bacocas.

Já por diversas vezes tem vocalizado de forma pouco cordata, pela linguagem e tom que usa e de que abusa, a desconsideração que o nosso País lhe merece.

Ontem mais uma vez surge a público, tentando desconsiderar e enxovalhar os cidadãos deste País, num "Direito de resposta" publicado no DN e que trancrevemos mais abaixo acompanhada pela resposta de um dos visados António Carrilho.

Infelizmente o DN não entendeu acompanhar tal resposta da republicação do cartoon, que  tanto enraiveceu tão  presunçosa personagem, para assim ficar mais claro a falta de razão da sua verborreia pouco lúcida.

Comparar o DN ao jornal nazi Der Stürme, é infame.

Evocar momentos negros da história de Portugal, nos quais um ditador, António Salazar, prestou homenagem a Hitler, pela sua morte. É ultrajante. Mas, estou certo, que tal evocação não deixa a maioria dos portugueses de consciência pesada, já que, mesmo os que viveram, em idade da razão, tal momento e ainda sobrevivem, para tal não foram dados nem achados.

Não há que fazer exames de consciência. Há antes que olhar para a história e aprender com os erros do passado, para que estes não se voltem a repetir. Ora neste caso, com o derrube da ditadura em 25 de Abril de 1974, Portugal tem percorrido um caminho de liberdade, de democracia e de Paz, salvo raros momentos como o do nosso envolvimento na agressão ao Iraque, que entretanto foi rectificado.

Pelo contrário Israel há muito que se perdeu no caminho traçado pelos seus precursores. Ao invés de estarem a construir um Estado "democrático e justo", estão a transformar-se num Estado etnocêntrico e religioso, baseado na opressão de um outro povo o Palestino, a quem ocuparam as terras, colonizando-as agora pelo esbulho de terras e de casas, de forma violenta, por vezes brutal. O que se verifica hoje é a existência de uma política de apartheid, que já não poupa sequer os cidadãos israelitas, e que tem por base um racismo cego e ignóbil.

Na minha visão, os seis milhões de judeus mortos no Holocausto, ombreiam com os outros, muitos mais, que nele pereceram. E há muito que não pertencem a Yad Vashem. Há muito que eles são património de toda a Humanidade.

Israel quer capturar a memória dos Justos como mero álibi para os seus desmandos, para  sobre ela,   justificar a violência, a tortura, a prisão, a perseguição, a descriminação. Sem respeito pela sua memória.

O cartoon de André Carrilho, que Sua Excelência entende por desprezível, expressa apenas a visão do seu autor, que pode não ser perfeita, mas que de alguma forma apresenta um certo equilíbrio, e em meu entendimento nada tem de anti-semitismo. 

Felizmente para André Carrilho que vive em Portugal, nos dias de hoje. Assim não tem que se preocupar com uma PIDE, uma Gestapo ou uma Shabak, que o venha buscar, sem aviso, pela calada da noite e o leve para sítio muitas vezes desconhecido, por "delito de opinião contra a segurança do Estado".

Na minha opinião, o Senhor Embaixador, apesar de lhe terem feito um briefing sobre alguns passos da História de Portugal, deveria ler pessoalmente a parte que se refere ao período da ditadura. Iria encontrar semelhanças embaraçosas no que ocorreu naquele tempo em Portugal e nas então colónias, e que ocorre hoje em Israel e Territórios Ocupados da Palestina: polícias políticas e de "segurança do Estado"; Tribunais Plenários e Tribunais Militares; tortura, prisões e campos de concentração; colonização violenta e agressiva...

Entendo que caberá ao Senhor Embaixador de Israel, apresentar dez milhões de desculpas aos Portugueses e ao mesmo tempo seis milhões de milhões de desculpas aos Justos por se servir da sua memória de forma tão despudorada e sem vergonha.

Mais entendo que caberá ao Governo de Portugal declarar o Senhor Embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, como persona non grata.


Aqui fica o cartoon que "enraiveceu" e "repugnou" Sua Excelência o Embaixador de Israel em Portugal, Ehud Gol, para assim poderem avaliar o desarrazoado da sua diabrite. 



DIREITO DE RESPOSTA in Diário de Notícias de 12 de Agosto de 2010


Sr. Director, [João Marcelino]

Foi com um misto de raiva e repugnância que vi o cartoon publicado no vosso jornal no domingo, dia 1 de Agosto, com o título "Déjà-Vu Evolução das Espécies", que na sua essência nos lembra, mais do que tudo, o jornal nazi Der Stürmer publicado nos anos 30 do século passado.

Não me é claro qual o contexto e o timing para a expressão de tal ódio ao povo judeu, mas esta não é a primeira vez que o cartoonista desse jornal utiliza estereótipos para expressar a generalidade dos seus pontos de vista.

Estou ciente do facto de em Portugal não se saber o suficiente acerca dos horrores nazis. É por essa razão que os acontecimentos do passado são tratados de uma forma tão ligeira, superficial e gratuita.

Assim, presumo que nem o Sr. nem o seu cartoonista saberão que Portugal foi um dos poucos países que, após a morte de Hitler, declarou vários dias de luto nacional e colocou bandeiras a meia haste.

Talvez seja necessário fazerem um exame à consciência colectiva.

Não sei se o Sr. ou o seu cartoonista alguma vez visitaram o Memorial de Yad Vashem, em Jerusalém. Sugiro que o façam. É a oportunidade de pedirem seis milhões de vezes desculpa pelo vosso desprezível cartoon.

Ehud Gol
Embaixador de Israel

NOTA DO AUTOR:

O Sr. Embaixador de Israel, ao não se referir à substância do cartoon em questão, acaba por sublinhá-la.

A saber que as atrocidades do passado podem ser instrumentalizadas demagogicamente para justificarem abusos do presente.

Não há no cartoon nenhuma indicação de ódio ao povo Judeu (que não confundo com determinadas políticas do Estado de Israel, o verdadeiro objecto do cartoon), nem nenhuma negação dos horrores do Holocausto.

Procura-se, isso sim, reflectir sobre como a história e a sua memória molda os papéis de vítimas e de agressores, num quadro que, por muito que queira, nunca será a preto e branco.

André Carrilho

10 junho, 2010

Audiência preliminar de Ameer Makhoul marcada para 13 de Junho

 Ameer Makhoul

No próximo domingo, 13 de junho,às 12:00, no Tribunal de Haifa, vai ser realizada uma audiência preliminar do julgamento de Ameer Makhoul perante um colectivo de de três juízes.

Ameer Makhoul será acusado de auxílio ao inimigo em tempo de guerra, conspiração para ajudar o inimigo, espionagem agravada e contacto com um agente estrangeiro.

Ameer Makhoul,Director-Geral da Ittijah – União das Associações de Base das Comunidades Árabes e Presidente do Comité para a Defesa das Liberdades Políticas, nega veementemente tais acusações.

A prisão e o interrogatório de Ameer Makhoul foi conduzida violando gravemente os seus direitos fundamentais não respeitando o devido processo legal.

Ameer Makhoul foi preso em sua casa, em Haifa, em 6 de Maio de 2010, às 3:10 da madrugada. Foi imediatamente mantido em isolamento e impedido de contactar com os seus advogados por doze dias após a sua prisão. Durante esse período, foi submetido a duros métodos de interrogatório pela Shabak.

Ameer Makhoul declarou, perante o Tribunal de Petakh Tikvah, que tinham sido usados contra ele severos métodos de interrogatório, que lhe tinham causado tanto danos físicos como psicológicos, e que, como resultado, havia admitido sob coação as falsas acusações feitas pelos inquisidores da Shabak, relativamente a actos que não cometeu.

Os métodos ilegais empregues contra Ameer Makhoul durante os primeiros dias de seu interrogatório incluem prolongada privação de sono e interrogatórios contínuos, estando algemado firmemente a uma cadeira de tamanho mais pequeno que o usual, presa ao chão para impedir que ele se movesse.

As suas mãos foram algemadas à parte de trás da cadeira para que os braços e ombros ficassem repuxados sob tensão para trás.

As suas pernas estavam dobradas para trás, flanqueando a cadeira, com os joelhos voltados para o chão.

Quando, depois de horas de estar preso nesta posição, sob intenso interrogatório, Makhoul se queixou de ter dores excruciantes, os inquisidores da Shabak algemaram as suas pernas à cadeira.

Também o ameaçaram de que ele ficaria permanentemente aleijado neste interrogatório.

28 maio, 2010

Ameer Makhoul e Omar Saeed negam veementemente acusações

Adalah: "Incriminações forjadas transformadas em acusações tornaram-se, de forma assustadora, numa prática comum em casos de segurança em Israel. Pretendendo assim justificar o completo isolamento e o uso de métodos ilegais de interrogatório contra os detidos e a imposição de restrições à liberdade de expressão sobre os seus casos."

Hoje, quinta-feira 27 Maio de 2010, o Procurador do Estado de Israel apresentará acusações contra o Dr. Omar Saeed, um activista político que também dirige uma empresa líder em medicina natural e Ameer Makhoul, director da rede de ONGs árabes "Ittijah" e um defensor dos direitos humanos.

A acusação contra o Dr. Omar Saeed será apresentada junto do Tribunal do distrito da Nazaré e inclui os alegados crimes de contacto com um agente estrangeiro e de fornecimento de informações ao inimigo.

A acusação contra o Senhor Ameer Makhoul será apresentada perante o Tribunal do Distrito de Haifa. Makhoul onde será acusado de auxílio ao inimigo em tempo de guerra, conspiração para ajudar o inimigo, espionagem agravada e contacto com um agente estrangeiro.

O Dr. Saeed e Ameer Makhoul informaram os seus advogados de que negam veementemente tais acusações.

As prisões e os interrogatórios do Dr. Saeed e do Sr. Makhoul foram conduzidos em grave violação dos seus direitos fundamentais não respeitando o devido processo legal.

Além disso, as ordens de censura total foram imediatamente impostas nestes casos, o que impediu a divulgação dos actos ilegais cometidos contra eles pelos Serviços Gerais de Segurança (GSS ou Shabak).

O Dr. Saeed foi preso em 24 de Abril de 2010. Forneceu uma declaração clara aos seus inquisidores que nunca agiu em nome do Hezbollah, e que as suas actividades políticas são legais e transparentes. Foi permitido ao Dr. Saeed um primeiro contacto com os seus advogados, apenas em 10 de Maio de 2010, dezasseis dias após a sua prisão, devido a uma ordem judicial que o privou de qualquer acesso a aconselhamento legal. Foi interrogado por prolongados períodos de tempo, sendo-lhe permitido dormir num espaço de tempo muito limitado.

Ameer Makhoul foi preso em sua casa, em Haifa, em 6 de Maio de 2010, às 3:10 da madrugada. Foi imediatamente mantido em isolamento e impedido de contactar com os seus advogados por doze dias após a sua prisão. Durante esse período, foi submetido a duros métodos de interrogatório pela Shabak.

Ameer Makhoul declarou, perante o Tribunal de Petakh Tikvah, que tinham sido usados contra ele severos métodos de interrogatório, que lhe tinham causado tanto danos físicos como psicológicos, e que, como resultado, havia admitido sob coação as falsas acusações feitas pelos inquisidores da Shabak, relativamente a actos que não cometeu.

Os métodos ilegais empregues contra Ameer Makhoul durante os primeiros dias de seu interrogatório incluem prolongada privação de sono e interrogatórios contínuos, estando algemado firmemente a uma cadeira de tamanho mais pequeno que o usual, presa ao chão para impedir que ele se movesse.

As suas mãos foram algemadas à parte de trás da cadeira para que os braços e ombros ficassem repuxados sob tensão para trás.

As suas pernas estavam dobradas para trás, flanqueando a cadeira, com os joelhos voltados para o chão.

Quando, depois de horas de estar preso nesta posição, sob intenso interrogatório, Makhoul se queixou de ter dores excruciantes, os inquisidores da Shabak algemaram as suas pernas à cadeira.

Também o ameaçaram de que ele ficaria permanentemente aleijado neste  interrogatório.

A equipa de defesa legal, de Ameer Mahhoul, o advogado Hussein Abu Hussein e os advogados da Adalah, Orna Kohn e Jabareen Hassan, não tem podido discutir os métodos de interrogatório ilegais, até à data, devido à ordem de censura imposta pelo tribunal sobre o caso.

Até 26 de Maio de 2010, os  repetidos requerimentos apresentados pela Adalah e pelos Médicos para os Direitos Humanos de Israel (Physicians for Human Rights-Israel) para acederem aos relatórios médicos do Sr. Makhoul e para que um médico independente, pudesse examiná-lo, foram todos negados.

Após a apresentação de um outro requerimento ao Tribunal de Justiça do Distrito, os registos médicos de Makhoul irão ser disponibilizados, e um médico independente, irá visitar Makhoul rápidamente, já que irá ser transferido do centro de detenção da Shabak.

A Adalah está seriamente preocupada com as graves violações dos direitos do Dr. Saeed e do Sr. Makhoul que estão  em clara violação da lei israelita e internacional. Sobre a questão das salvaguardas contra a tortura e maus-tratos aos detidos, o Comité da ONU Contra a Tortura, nas suas observações finais sobre Israel em 2009 (para n.º 15), enfatizou que "os detidos devem ter acesso imediato a um advogado, a um médico independente e a um membro da família, estes são meios importantes para a protecção de suspeitos, oferecendo acrescidas salvaguardas contra a tortura e os maus-tratos dos detidos, e devem ser garantidas às pessoas acusadas de crimes contra a segurança".

20 maio, 2010

Após 12 dias de detenção Ameer Makhoul foi autorizado a falar com advogados. Prisão prorrogada para Ameer Makhoul e Omar Saeed

Na segunda-feira, 17 de Maio de 2010, o Tribunal de Petakh Tikvah decidiu prolongar a detenção do Sr. Ameer Makhoul até quinta-feira, 20 de Maio de 2010 numa audiência à porta fechada realizada às 9 horas.

Depois da pressão popular, através de uma manifestação à porta do tribunal, e dos protestos da equipa de defesa, o tribunal adiou o exame do pedido de prorrogação da detenção de Makhoul das 09:00, da manhã, para as 09:00 da noite, decidindo que a audiência seria realizada na presença de Makhoul e da sua equipa de defesa.

O tribunal também suspendeu a proibição de Ameer Makhoul se reunir com os seus advogados, imposta pelos Serviços de Segurança Gerais (GSS ou Shabak) e mais tarde pelo tribunal, que vigorava desde a sua detenção.

A equipa de defesa tinha informado o tribunal de que não representaria Makhoul, durante a audiência sobre a prorrogação da sua detenção se ele continuasse a ser proibido de reunir com seus advogados.

A equipa de defesa, constituída pelo advogado Hussein Abu Hussein e pelos advogados da Adalah, Orna Kohn e Jabareen Hassan, realizou uma breve reunião com o Sr. Makhoul antes da audiência, e, novamente, após a audiência.

No entanto, não podem discutir detalhes do seu encontro com o Sr. Makhoul, devido a uma ordem judicial.

Os advogados encontraram Makhoul exausto após os interrogatórios intensivos a que foi submetido, e que continuaram ao longo do dia.

Makhoul queixou-se de dores e tontura, e informou os seus advogados que um médico do serviço prisional o tinha visitado durante a sua detenção.

Os advogados manifestaram a sua profunda preocupação com sua saúde, e exigiram, como já tinham feito os Médicos pelos Direitos Humanos - Israel, que um médico, particular e independente fosse autorizado a visitá-lo na prisão.

Quanto Dr. Omar Saeed, o Tribunal de Justiça do Distrito rejeitou um recurso apresentado pela equipa de defesa contra a extensão da sua detenção até 20 de Maio de 2010.

17 maio, 2010

A defesa de Ameer Makhoul não comparecerá em Tribunal se ele continuar proibido de se reunir com os seus advogados

A equipa de defesa de Ameer Makhoul declarou que não participará na audiência de amanhã, 17 de Maio, se ele continuar proibido de se reunir com os seus advogados.

Adalah: "Devido à total falta de respeito pelo devido processo, a representação de Ameer Makhoul nas audiências de detenção não faz sentido."

Hoje, 16 de Maio de 2010, a equipa de defesa de Ameer Makhoul declarou que não iria participar da audiência sobre a situação da sua detenção a realizar no Tribunal de Tikvah Petakh, amanhã, segunda-feira 17 de Maio, se a proibição de reunião com os seus advogados não for levantada.

Ameer Makhoul é representado por uma equipa de defesa  constituída pelo advogado Hussein Abu Hussein e pelos advogados da Adalah, Orna Kohn e Jabareen Hassan.

Ameer Makhoul, director da rede de ONGs árabes, " Ittijah", e um defensor dos direitos humanos, foi detido na sua casa em 6 de Maio de 2010, no meio da noite.

Desde 6 de Maio, ocorreram duas audiências para decidir sobre a sua situação de detido no tribunal de Tikvah Petakh. Em ambas as audiências, a detenção foi prorrogada sem o Senhor Makhoul ter o direito de se encontrar com os seus advogados e sem nelas ter estado presente.

Desde a prisão do Senhor Makhoul, há onze dias atrás, está proibido de se encontrar um advogado. Tendo o tribunal rejeitado todos os requerimentos contra a proibição de reunião com um advogado apresentados pela equipa de defesa.

O Senhor Makhoul foi levado a tribunal, mas não foi autorizado a estar presente na sua própria audiência. Informações secretas foram trocadas entre o tribunal e os Serviços Gerais de Segurança (GSS ou Shabak) nas audiências. Perguntas foram feitas e apontamentos foram trocados entre o tribunal e a Shabak.

Nenhuma informação foi dada aos seus advogados sobre o conteúdo da investigação ou sobre a sua condição de saúde pessoal ou sobre as condições da sua detenção. Toda esta informação foi classificada. Assim, o tribunal, com efeito, só ouviu o lado da Shabak.

A equipa de defesa está convencida de que, nestas circunstâncias, devido à total falta de respeito ao devido processo, a representação de Ameer Makhoul nas audiências de detenção não tem sentido. "Neste caso, o sistema jurídico é um simples carimbo de borracha para o Shabak.

Deve-se salientar que o Supremo Tribunal de Israel nunca aceitou um recurso contra a proibição de reunião com um advogado.Além disso, como resultado da classificação do Senhor Makhoul como um "preso político de risco para a segurança", é exposto a duras condições de prisão e à contínua investigação pelo Shabak.

Além de ser impedido de reunir com os seus advogados, também não lhe é permitido encontrar-se com a sua família (a sua esposa Janan e as suas duas filhas), nem tem direito a fazer uma chamada telefónica ou a enviar uma carta.

Além disso, não há nenhum vídeo ou gravação de áudio ou registo escrito completo das investigações a que foi submetido nos últimos onze dias.

Essas condições, o seu quase completo isolamento do mundo exterior e a violação do seu direito ao devido processo legal são favoráveis à tortura e / ou tratamentos cruéis, desumanos e degradantes.

A este respeito, o Comité da ONU Contra a Tortura, nas suas Observações Finais sobre Israel, em 2009 (número 15), enfatizou que "os detidos devem ter acesso imediato a um advogado, a um médico independente, e a um membro da família, esses são meios importantes para a protecção dos suspeitos, oferecendo salvaguardas adicionais contra a tortura e os maus-tratos dos detidos, e deve ser garantido às pessoas acusadas de crimes contra a segurança. "O Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas, nas suas Observações Finais sobre Israel, em 2003 (número 13), afirmou que estava, "preocupado de que o uso da detenção prolongada sem qualquer acesso a um advogado ou de outras pessoas do mundo exterior, violando os artigos do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos [ICCPR] (arts. 7.º, 9.º, 10.º e alínea b, do número 3, do art.º 14.º" ... e que Israel "deve garantir que ninguém é detido por mais de 48 horas sem acesso a um advogado."

Se a ordem de proibição de reunião com um advogado continuar válida amanhã de manhã, a equipa de defesa apresentará um requerimento ao Tribunal de Petakh Tikvah pedindo-lhe para informar Ameer Makhoul, da sua decisão de não participar na audição de detenção.

No momento em que a proibição seja levantada, a equipa de defesa legal entrará no tribunal e providenciará a representação plena do Senhor Makhoul.

14 maio, 2010

Tribunal rejeitou recurso contra proibição de reunião com advogados para Ameer Makhoul e prolongou a detenção de Makhoul e do Dr. Omar Saeed



Quarta-feira, 12 Maio de 2010, o juiz do Tribunal de Petah Tikva realizou duas audiências sobre os requerimentos apresentados pelos Serviços de Segurança Gerais (GSS ou Shabak) para prorrogar a detenção dos activistas políticos árabes, Ameer Makhoul, que também é um defensor dos direitos humanos e director da rede de ONGs árabes em Israel, "Ittijah", e do Dr. Omar Saeed, que dirige uma empresa líder na medicina natural.

No caso do Dr. Saeed, a Shabak solicitou a prorrogação da detenção, por mais oito dias, enquanto no caso do Sr. Makhoul, pediram 12 dias. Ambas as audiências ocorreram à porta fechada e assim o público foi impedido de assistir.  

Como a proibição de reunião com os advogados foi levantada no caso do Dr. Saeed, este esteve presente na audiência, no entanto, porque o Sr. Makhoul ainda está sob proibição de reunião com os advogados, a audiência foi realizada sem a sua presença.  

O tribunal prorrogou a detenção do Dr. Saeed até domingo, 17 de Maio; uma nova audiência será realizada na mesma data, às 10 horas, a menos que ele seja libertado antes de 17 de Maio.

No caso de Ameer Makhoul o tribunal prorrogou a sua detenção até segunda-feira 18 de Maio, uma nova audiência será realizada na mesma data, às 10 horas.
O Estado afirma que o Sr. Makhoul e o Dr. Saeed foram detidos por razões de segurança.

Ameer Makhoul tem sido mantido incomunicável desde a sua detenção na quinta-feira, 6 de Maio.

A equipe de defesa também apresentou um recurso ontem, 12 de Maio, perante o Tribunal do Distrito de Petah Tivah contra a proibição de reunião de Ameer Makhoul com advogados. Essa audiência também foi realizada à porta fechada, e devido à proibição, Ameer Makhoul também não esteve presente. O Tribunal rejeitou o recurso e o despacho de proibição foi porrogado até, pelo menos, sexta-feira, 14 de Maio.
 
Dezasseis dias depois de sua prisão em 24 de Abril de 2010, período durante o qual foi submetido a interrogatório contínuo pela Shabak que lhe permitiu apenas breves instantes de sono, o Dr. Saeed obteve autorização para reunir com os seus advogados.

Como destacado no comunicado de imprensa da Adalah datado de 10 de Maio de 2010, o Dr. Saeed enfatizou que afirmou, durante toda a investigação, de que nunca fora recrutado ou trabalhado para uma organização, definida como organização terrorista pelo Estado de Israel, nem nunca teve qualquer contacto com tais organizações.
Ambos os prisioneiros, Ameer Makhoul e Dr. Omar Saeed, são representados pela equipe de defesa do advogado Hussein Abu Hussein, e pelos advogados da Adalah Orna Kohn e Hassan Jabareen.