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27 junho, 2010

Contra a impunidade, Façamos memória



Pedro Almodóvar Virgilio Leret Ruiz Maribel Verdú Primitiva Rodríguez Hugo Silva José Villalibre Toral María Galiana Balbina Gayo Gutiérrez Juan Diego Botto Santos Valentín Francisco Díaz Almudena Grandes Granada Garzón de la Hera José Manuel Seda Gerardo González Iglesias Pilar Bardem María Álvarez Juan José Millás Antonio Parra Ortega Carmen Machi Isabel Picorel Miguel Ríos Severiano Rivas Juan Diego Feliciano Marcos Brasa Paco León Joaquín León Trejo Aitana Sánchez-Gijón Julia Conesa Javier Bardem Francisco Escribano

“No tuve juicio, ni abogado, ni sentencia. Mi familia me sigue buscando”
Delitos? Antifranquistas, Republicanos, Socialistas. Demócratas.
¿Hasta cuándo?
 Fonte: La Feina Ben Feta...

Nota: Os produtores deste vídeo esqueceram-se de incluir comunistas e  anarquistas. Neste momento a quem serve a "revisão" da história? Para que a história não se repita façamos a memória... de todos.

29 abril, 2010

A União Europeia já está a arder

Ontem a Standard & Poor’s (S&P) voltou a baixar a notação das dívidas soberanas da Grécia e de Portugal, metendo Espanha no mesmo saco.

Se há uns dias atrás o problema parecia ser, para alguns, apenas da Grécia, hoje, notoriamente, o problema é de todos os que subscreveram o pacto económico e monetário da União Europeia.

Como fazemos parte da União Europeia (UE) cabe ao Governo Português na defesa dos nossos interesses, ainda soberanos, e como um dos países mais directamente afectados, propor uma reunião com carácter de urgência para que se avalie a situação e se definam políticas e mecanismos que defendam a União Europeia como um todo e cada país membro em particular do impacto das notações de uma qualquer empresa de rating americana - a S&P é uma empresa privada americana, pertencente ao grupo The McGraw-Hill Companies - por muito correctas que aquelas possam ser.

Aliás as indefinições na abordagem à questão grega e o protelamento de uma decisão sobre o tema só tem agravado a situação e "infectado" outras como é patente, quanto aos casos tão distintos como os de Portugal e de Espanha.

O certo é que a UE já está a arder e o seu presidente Herman Van Rompuy, só agora anunciou que irá convocar uma reunião dos países da zona euro "para 10 de Maio", para debater a crise grega.

Eu tenho presente que, a 9 de Maio, irão realizar-se importantes eleições regionais na Alemanha, e que um resultado negativo poderá retirar a maioria ao Governo da Senhora Merkel, - por isso a marcação da reunião ser só para 10 - mas esta é mais uma razão para se definirem urgentemente politicas e mecanismos que blindem a UE de tais vicissitudes particulares.

Faço votos para que o Sr. Von Rompuy, até lá, altere a ordem de trabalhos para que, para além de avaliar a crise grega e definir a solidariedade devida à Grécia, sob as naturais garantias, se avalie igualmente a vulnerabilidade da UE face às notações das agências de rating americanas e se definam as políticas e medidas que defendam a UE de ataques mais ou menos especulativos.