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02 março, 2011

Rádio Vaticano reconhece Jerusalém como capital de Israel? Gafe ou política?

A "Rádio Vaticano - A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo", publicou no seu site a notícia que mais abaixo se transcreve.

No entanto, como é do conhecimento geral a Lei Básica: Jerusalém, Capital de Israel aprovada pelo Parlamento israelita (Knesset) em 30 de Julho de 1980, que declara "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel.", tentando anexar assim o território palestino ocupado, desde 1967, de Jerusalém Oriental , não foi reconhecida pela comunidade internacional tendo o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovado uma resolução que declarava tal lei "uma violação do direito internacional" e solicitando a que todas as os Estados-membros retirarassem as suas embaixadas da cidade. (Resolução 478 de 1980).

Apesar do Estado da Cidade do Vaticano não ser membro das Nações Unidas e assim não estar vinculado às suas resoluções, penso que terá tomado esta orientação em conta, tanto mais que a sua Nunciatura Apóstolica está sedeada na cidade de Jaffa.

Alías o estatuto de Jerusalém, e designamente o dos seus lugares sagrados, continua a ser uma questão central no conflito palestino-israelense.

Falta saber onde serão edificadas os 80 apartamentos se no lado Ocidental (israelita) ou oriental (palestino)

Assim esperamos que esta notícia, no tocante à expressão  "capital israelense" seja apenas uma gafe da redacção.




01/03/2011 11.31.39



ISRAEL: IGREJA TENTA EVITAR EXÔDO DE CRISTÃOS




Jerusalém, 1º mar (RV) - Na tentativa de conter o êxodo de cristãos da Terra Santa, o Patriarcado Latino de Jerusalém dá cabo ao projeto para a construção de 80 apartamentos ao Sul da capital israelense. A idéia é de que no futuro jovens casais cristãos fixem residência.

Em entrevista ao novo jornal do patriarcado, o bispo auxiliar, Dom William Shomali, destaca que nos últimos anos a população cristã na Terra Santa teria diminuído significativamente. Em 1948, quando a ONU, presidida então pelo brasileiro Oswaldo Aranha, reconheceu o Estado de Israel, os cristãos somavam cerca de 25 mil, hoje não são mais de 10 mil.

Os primeiros 40 apartamentos devem ficar prontos em onze meses. O projeto terá um custo total de quinze milhões de dólares. Ao final, Dom Shomali diz que o projeto não tem a pretensão de resolver todos os problemas da comunidade cristã em Jerusalém e, tampouco, a crescente necessidade por novas moradias, mas que pode contribuir para amenizar este problema e servir como exemplo para outras instituições religiosas. (RB)

09 maio, 2010

OLP aprova conversações indirectas com Israel

OLP aprova conversações indirectas com Israel - Mundo - PUBLICO.PT artigo assinado por Isabel Gorjão Santos.

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Acrescento à notícia do Público:

Ficaram estipulados quatro meses de negociações indiretas sob a forma de diplomacia de vaivém entre Jerusalém, a cidade de Ramallah, na Cisjordânia, e em Washington.

[Faço notar que os EUA mais uma vez aceitam negociar em Jerusalém com os israelitas, não respeitando, em minha opinião, a resolução 478 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, adoptada em 20 de Agosto de 1980 1)].

Apesar de Mahmud Abbas ter aceite abrir estas negociaçõesa, em nome da OLP, parece não existir unanimidade no seio desta organização no tocante a esta decisão.
Qais Abu Laila da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, declarou que:

"Nós acreditamos que as promessas americanas não representam garantia suficiente de que o processo produza resultados concretos"

Quanto ao Hamas, que não está representado na OLP, condenou esta decisão, tendo o seu porta-voz Fawzi Barhum afirmado que a OLP "perdeu toda a legitimidade".
  
"Esta decisão constitui um novo alento para o ocupante e para as suas políticas de colonização, servindo apenas os seus interesses e os dos americanos", afirmou Barhum, acusando a Autoridade Palestiniana de Abbas de receber "dinheiro americano" para apoiar as negociações com Israel.

Notas:

1) A resolução 478 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, adoptada em 20 de Agosto de 1980, declarou que a legislação israelita conhecida como a “Lei Jerusalém”, que declara Jerusalém como "eterna e indivisível capital de Israel", uma violação do direito internacional, afirmando que o Conselho de Segurança não reconheceria tal Lei, e instando os Estados membros a aceitar a decisão do conselho.

Esta resolução também insta os Estados membros a retirar as suas missões diplomáticas da cidade.

A resolução foi aprovada com 14 votos a favor, nenhum contra e com a abstenção dos Estados Unidos.