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31 dezembro, 2010

Feliz Ano Novo desde Bil'in, que seja o ano da "libertação da Palestina e de uma paz justa"

At the threshold of the New Year, I write to wish you a new year of freedom and liberation. This has been an unbelievable year for me in both highs and lows. A year during which I have witnessed how, despite repression, ordinary people all across Palestine take to the streets for freedom.

In my village, Bil'in, thousands of people marched on the Wall today to take it down. During the demonstration, one protestor, a 36 year old resident of the village, Jawaher Abu-Rahmah, was critically injured by severe tear-gas inhalation. She is currently hospitalized in Ramallah, unresponsive to medical treatment as the doctors are fighting for her life.

Bil'in has been struggling for almost six years against the Wall that was built on our lands. The illegality and absurdity of this wall has been recognized worldwide, and even by the Israeli Supreme Court, which ruled it must be dismantled over three years ago. Yet the Wall still stands. We, the people of Bil'in, the people of Palestine, have waited enough. Today was therefore declared by the Bil'in Popular Committee Against the Wall and Settlements as the last day of the Wall. Together with our supporters, we managed to bring a substantial part of the wall down but we still have a long way to go.

On a personal note, the beginning of 2011 also strikes notes of fear. In just a few days, on January 3rd, 2011, my trial in front of an Israeli military court will draw into conclusion. Captain Sharon Rivlin, the soldier-judge presiding in my case, will hand down my verdict. If found guilty of "incitement", my next letter will likely be written from inside a prison cell; If found guilty, despite having proved that evidence against me was falsified, I will proudly join my friend and comrade, Abdallah Abu Rahmah, who is now spending his second new year's eve behind bars.  PSCC's media coordinator, my friend and brother in struggle, Israeli activist Jonathan Pollak, will also be going to prison, again, for three months on January 11th, for protesting Israel's siege on Gaza.

We are all facing tremendous challenges, as individuals and as a movement. It is our pride and strength that keeps us going. It is your support and involvement, which is becoming more crucial than ever. Join us – take our struggle forward, so that the year of 2011 will become an historical year of Palestinian liberation and a just peace.

In solidarity,

Mohammad Khatib



For real time updates on the popular struggle, see the Popular Struggle Coordination Committee's Twitter account.


Popular Struggle Coordination Committee | Amarat alRamouni | Ramallah | Occupied Territories

26 novembro, 2010

Convite para ver o documentário "Billin against the wall" -27/11 - 18:00

Convite para assistir à projecção do documentário "Billin against the wall" (Jan. 2008, 40 min.), no próximo sábado, 27 de Novembro pelas 18:00, na Casa do Brasil, Rua Luz Soriano (Bairro Alto), 42, 2º andar, em Lisboa.

O documentário conta a história dos moradores de Bi'lin, que numa acção de resistência não-violenta se vem manifestado semanalmente, todas as sextas-feiras, contra a construção do muro de separação junto à sua aldeia, o recolher obrigatório, a invasão das suas casas pelas tropas de ocupação israelitas e contra a ocupação.
Estas manifestações têm contado com a participação solidária de activistas israelitas e internacionais e com a repressão feroz das forças de ocupação israelitas.
Esta é apenas uma história sobre a comunidade de Bi'lin, mas podia ser a de outras comunidades da Cisjordânia - Jayyous, Budrus, Ni’lin, Umm Salamonah - ou até de Gaza, que já aderiram a esta forma de resistência não-violenta ao ocupante ilegal, opressor e repressivo: Israel.
Hoje esta forma de luta tem uma coordenação que reúne os Comités Populares contra o Muro e os Colonatos e que se definiram, desta forma, num documento apresentado à 5.ª Conferência da Resistência Palestina de Bi’lin (21 -23 Abril 2010)

"Os Comités Populares são grupos locais de base. Não somos filiados em nenhuma facção ou partido político. A nossa lealdade é para com nosso povo e nossa terra. Acreditamos que a criatividade e a esperança são as nossas ferramentas mais eficazes para quebrar as algemas da ocupação e da opressão e viver em liberdade. Somos civis, pessoas comuns, que estão engajadas numa luta palestina liderada pelos activistas palestinianos, israelitas e internacionais pela vida e liberdade, tal como consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem e no direito internacional.

A nossa luta está ganhando impulso e alcançando vitórias, mas, porque a resistência popular ameaça a sustentabilidade da ocupação, as nossas vitórias também intensificam a repressão com que as autoridades de ocupação tentam esmagar o nosso movimento. Numa tentativa para nos destruir Israel está atacando activistas e membros dos comités populares, através de prisão e violência. Durante os últimos anos de luta contra o Muro do Apartheid, 20 manifestantes desarmados foram mortos, 100 presos e milhares feridos. "
Um exemplo da repressão acima referida é o caso de Abdallah Abu Ramah, coordenador do Comité Popular contra o Muro e os Colonatos de Bi’lin, condenado a 12 meses de prisão.
Preso a 10 de Dezembro de 2009 por soldados das forças de ocupação israelitas que invadiram a sua casa no meio da noite, foi posteriormente presente num tribunal militar israelita sob acusações infundadas, que incluíram o lançamento de pedras e posse de armas.

Abu Rahmah foi absolvido dessas duas acusações, mas foi condenado por incitamento e organização de manifestações ilegais, em 24 de Agosto, a um ano de prisão.
Um caso exemplar de abuso do sistema judicial militar israelita na Cisjordânia, com o objectivo de silenciar a dissidência política legítima, a condenação de Abu Rahmah foi objecto de duras críticas internacionais.

Então e de ie imediato a responsável pela política externa da UE, Catherine Ashton, manifestou a sua profunda preocupação dado "que a possível prisão do Senhor Abu Rahma destina-se a evitar que ele e outros palestinos exerçam o seu legítimo direito de protesto [...]".
Abdallah Abu Rahmah deveria ser libertado no passado dia 18 de Novembro, após ter cumprido a pena de prisão de um ano a que fora condenado. No entanto permanece preso após o Tribunal Militar de Apelações ter decidido, no passado dia 24 de Novembro, – quase uma semana depois do prazo limite para ser libertado por cumprimento da pena que lhe fora imposta - mantê-lo preso, enquanto se aguarda uma decisão sobre um recurso da sentença (entretanto já cumprida) apresentado pela Procuradoria Militar.

Para saber mais consulte: