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23 outubro, 2011

Governo de Passos Coelho? Obviamente, demitia-o!

Como é que, face a tanta mentira documentada, tem Passos Coelho a falta de vergonha para se manter à frente do Governo?

E se @s Ministr@s também ainda não se demitiram... é porque aceitam estas mentiras e com elas estão mancomunad@s.

E com eles os partidos que o continuam a apoiar PSD e CDS-PP.

Qual a credibilidade de um País com um tal governo?

E se o Presidente da República face a tais dislates não usa das suas prerrogativas e não demite o Governo (alínea g, do artigo 133.º da CRP) a partir do dia 22 de Dezembro de 2011 dissolvendo a AR e marcando novas eleições (alínea e, do artigo 133.º da CRP)   é porque aceita a mentira como forma de governo e aí só lhe resta resignar ao seu mandato  (número 2, do artigo 131.º da CRP).

Isto... se estivéssemos num país onde os governantes prezassem a sua palavra e honradez e as cidadãs e cidadãos não claudicassem dos seus direitos e prerrogativas de cidadania.



31 maio, 2010

O silêncio de Cavaco Silva quanto às vítimas do acto de agressão israelita

Durante o seu mandato até hoje o Presidente da República já enviou 101 mensagens de condolências - pelo menos foi este o número que surgiu quando fiz uma pesquisa no site da PR utilizando o termo "condolências.

Mensagens de condolências pelo falecimento de figuras portuguesas ou da cena internacional; ou pelas vítimas de desastres naturais - sismos, cheias, intempéries; por acidentes de viação, aviação e ferroviários e até pelo rebentamento de paióis.

E também às vítimas dos seguintes (7) actos de terrorismo::
  • 2006.06.12 - Ataques terroristas na Índia
  • 2007.04.12 - Atentados sangrentos na Argélia
  • 2007.12.27 - Atentado contra Benazir Bhutto
  • 2008.05.19  - Atentado em Jaipur
  • 2008.11.27 - Acto de terrorismo em Mumbai
  • 2009.07.17 - Terrorismo em Jakarta
  • 2010.03.29 - Actos de terrorismo em Moscovo
Verifico, com surpresa e desagrado, que Sua Excelência ainda não teve tempo de enviar, (2010.05.31 - 22:48) pelo menos para a Turquia, uma mensagem de condolências às famílias dos activistas humanitários, que pereceram sobre o tombadilho de um barco de bandeira turca, em águas internacionais, às mãos de um grupo de comandos israelitas, num acto que muitos consideram um acto de pirataria, contrário ao Direito Internacional, em geral, e à Convenção do Direito do Mar, em especial.

15 maio, 2010

Cidadãos pela Laicidade

O texto que a seguir transcrevo é o de um protesto, sob a forma de petição, que foi dirigido ao Presidente da República Portuguesa, por um grupo de cidadãs e cidadãos, - 5.227 no momento em que escrevo - por ocasião da visita oficial  de Bento XVI protestando contra as condições oficialmente anunciadas para realização da mesma  - a mistura entre as obrigações protocolares de um Estado soberano e laico, face a uma individualidade convidada que tem estatuto diplomático de Chefe de Estado, apesar de o Vaticano não ser um Estado por definição, e a continuidade da sua presença em território nacional prosseguindo uma missão apostólica ao serviço da sua igreja, - e que se vieram infelizmente a confirmar.

Senhor Presidente da República Portuguesa,

Nós, cidadãs e cidadãos da República Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justiça e da laicidade, manifestamos, através da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condições – oficialmente anunciadas – de que se revestirá a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Católica.


Embora reconhecendo que o Estado português mantém relações diplomáticas com o Vaticano e que a religião católica é a mais expressiva entre a população nacional, não podemos deixar de sublinhar que ao receber Joseph Ratzinger com honras de chefe de Estado ao mesmo tempo que como dirigente religioso, o Presidente da República Portuguesa fomenta a confusão entre a legítima existência de uma comunidade religiosa organizada, e o discutível reconhecimento oficial a essa confissão religiosa de prerrogativas estatais, confusão que é por princípio contrária à laicidade.


Importa ter presente que o Vaticano é um regime teocrático arcaico que visa a defesa, propaganda e extensão dos privilégios temporais de uma religião, e que não reúne, de resto, os requisitos habituais de população própria e território para ser reconhecido como um Estado, e que a Santa Sé, governo da Igreja Católica e do «Estado» do Vaticano, não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem – não podendo portanto ser um membro de pleno direito da ONU – e não aceita nem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas.


Desejamos deixar claro que, se em Portugal há católicos dos quais uma fracção, mais ou menos importante, se regozijará com a visita de Joseph Ratzinger, há também católicos e não católicos para quem o carácter oficial da visita papal, o seu financiamento público e a tolerância de ponto concedida pelo Governo, são agressões perpetradas contra os princípios de laicidade do poder político que a própria Constituição da República Portuguesa institui.


Esta infracção da laicidade a que estão constitucionalmente vinculadas as autoridades republicanas torna-se ainda mais gritante e deletéria quando consideramos que se celebra este ano o Centenário da Implantação da República, de cujo legado faz parte o princípio de clara separação entre Estado e Igreja, contra o qual atentará qualquer confusão entre homenagens a um chefe de Estado e participação oficial dos titulares de órgãos de soberania em cerimoniais religiosos.


Declaramos também o nosso repúdio pelas posições veiculadas pelo Papa em matéria de liberdade de consciência, igualdade entre homens e mulheres, auto-determinação sexual de adultos, e outras matérias políticas.


Porque nos contamos entre esses cidadãos que entendem que a laicidade da política é condição fundamental das liberdades e direitos democráticos em cuja defesa e extensão estão apostados, aqui deixamos o nosso protesto e declaramos a Vossa Excelência o nosso propósito de o mantermos e alargarmos através de todos os meios de expressão e acção ao nosso alcance enquanto cidadãos activos da República Portuguesa. 

Para que fique também registado aqui ficam os nomes dos subscritores iniciais: 

Alexandre Andrade, Andrea Peniche, António Serzedelo, Carlos Esperança, Eugénio de Oliveira, Francisco Carromeu, João Pedro Cachopo, João Tunes, Joana Amaral Dias, Joana Lopes, José Rebelo, Ludwig Krippahl, Luís Grave Rodrigues, Luís Mateus, Luis Sousa, Maria Augusta Babo, Miguel Cardina, Miguel Duarte, Miguel Madeira, Miguel Serras Pereira, Onofre Varela, Palmira Silva, Pedro Viana, Porfírio Silva, Ricardo Gaio Alves, Rui Tavares, J. Xavier de Basto. 

06 maio, 2010

O site do MNE ao serviço do proselitismo da Igreja Católica

Ontem recebi informações sobre a possível entrada de Israel como membro de pleno direito da OCDE, assunto que  logo que possível abordarei. 

Para tal terá que existir uma aceitação unânime da sua candidatura por todos os países-membros, entre eles Portugal. Assim fui pesquisar o site da OCDE, onde para além do "roadmap" da candidatura de Israel nada mais encontrei.

Fui de seguida ao site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa - bem carente de informação sobre as nossas posições internacionais nas diversas organizações de que fazemos parte e onde nem uma ligação a um motor de pesquisa disponibiliza - e logo me deparei com os sinais do proselitismo da Igreja Católica Apostólica Romana.

Abrindo o site do MNE, sobre a coluna da direita, surge a "marca" da campanha de promoção em curso sobre a visita apostólica de Bento XVI.

Aliás basta ir ao sitebentoxviportugal - cuja qualidade gráfica e informativa saliento - criado especialmente para a promoção deste evento pelo Conselho Episcopal Português para verificarmos, se dúvidas houvesse, a origem de tal "marca".

Que a "marca" de um evento religioso apareça no site oficial de um ministério da República Portuguesa, Estado constitucionalmente laico, dá que pensar sobre a incompetência, dolo ou "sabujice" que por lá escorrem.

Mas não ficamos por aqui.

Se clicarmos sobre essa "marca" somos conduzidos a uma página intitulada "Visita Oficial e Apostólica de S.S. o Papa Bento XVI", onde se indicam uma série de links úteis para a comunicação social - acreditações, "badges", contactos, programa ...

Se no título da página atrás referida já aparecia a referência a "apostólica" que lá não devia estar, a designação do link para o "Programa" é simplesmente extraordinária:

"Viagem Apostólica de Sua Santidade Bento XVI a Portugal no 10º aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, Pastorinhos de Fátima - Programa"

"Caiu" o "oficial" e passou a estar claro a essência desta viagem de Bento XVI: uma acção de proselitismo católico com a cobertura dos órgãos de soberania da República Portuguesa (constitucionalmente laica), nomeadamente do Presidente da República e do Governo.

Se seguirmos o link verificamos que a parte oficial da visita de Bento XVI,se baliza entre as 11 horas do dia 11 - Chegada ao Aeroporto de Lisboa; Acolhimento oficial; Discurso de Bento XVI - e o meio da tarde, com o fim da sua visita ao Presidente da República, no Palácio de Belém.

O resto do programa até dia 14, às 14.00, hora da sua partida de avião do Porto para Roma, é claramente proselitista, donde não fazer sentido a sua inclusão no "Programa" apresentado pelo MNE.

Creiam que o que me move é a defesa da laicidade, porque estou convicto que é o único regime que garante a liberdade de consciência e assim a liberdade religiosa.

Para mim, os católicos portugueses, tem tanto direito a manifestarem-se públicamente como quaisquer outras organizações.

O que me repugna profundamente é ver os órgãos de soberania da República Portuguesa,  Presidente da República e Governo, que deviam ser os primeiros garantes desse princípio, o tripudiarem, deixando-se aprisionar  nas teias do proselitismo religioso, uns por deleite esóterico próprio outros por mero oportunismo político, -  a questão das "tolerâncias de ponto " é exemplo flagrante - em qualquer dos casos, derespeitando a Constituição.

02 maio, 2010

Carvalho da Silva em entrevista: Desemprego um novo negócio para certos patrões

“Desemprego tornou-se um negócio em Portugal” (COM VÍDEO) - Entrevista - Correio da Manhã

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Uma  entrevista a ter em conta, a Manuel Carvalho da Silva, conduzida por António Ribeiro Ferreira do Correio da Manhã e Nuno Domingues do Rádio Clube onde se fala

(Os tópicos seguintes e a sua redacção, apesar de procurarem seguir o fio condutor da entrevista, são de minha responsabilidade)

  • Da luta dos trabalhadores e do sentido de responsabilidade dos sindicatos;
  • Da alternativa ao PEC apresentada pela CGTP ao Governo;
  • Da redução das prestações sociais versus os milhões que foram deslocados do Orçamento do Estado para servir o sector financeiro e os grupos económicos;
  • A convergência PS- PSD que teve como primeiro resultado a redução do subsídio de desemprego;
  • O estigma de que os pobres e os desempregados são potencialmente malandros e o paralelismo da condenação à morte dos indigentes, no século XIX;
  • A constatação que numa sociedade capitalista, onde vivemos, o lucro tem o seu lugar... com regra;
  • Precariedade: o maior destruidor do emprego;
  • Comparações entre o desemprego na Espanha e Portugal e a situação na Grécia;
  • Greve Geral versus mobilização da sociedade;
  • Propostas do PSD aprofundam o problema;
  • Com o desmontar da protecção social previsto pelo PS, aprofundado pelo PSD e apoiado por Cavaco Silva, a pobreza "oficial" (18/20%) mais que duplicaria (40/42%);
  • A "quietude" do Presidente da República perante a necessidade de definir uma estratégia para o futuro;
  • A necessidade de criar responsabilização, acabando com essa ideia do facilitismo.
Boa leitura!

29 dezembro, 2008

A posição do Presidente da República sobre a situação em Gaza

São 18:37 do dia 29 de Dezembro de 2008 e o Presidente da República continua silencioso sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

ACTUALIZAÇÃO (2009.01.13):

Palavras do Presidente da República a 12 de Janeiro de 2009 por ocasião da Cerimónia de Apresentação de Cumprimentos de Ano Novo pelo Corpo Diplomático acreditado em Portugal.

"...
Mas o combate ao extremismo implica, também, a aposta no diálogo entre povos e civilizações, na diplomacia preventiva e na resolução de conflitos.

Neste contexto, não posso deixar de exprimir a minha forte preocupação com a situação que se vive na Faixa de Gaza e com as suas graves implicações humanitárias. É absolutamente necessário, neste momento, que o conflito dê lugar a um cessar-fogo permanente, que permita prestar auxílio aos que dele carecem e criar condições para um diálogo político frutuoso. É fundamental que as partes tenham a coragem de tomar as decisões capazes de garantir, a israelitas e palestinianos, o futuro de paz e de desenvolvimento económico e social a que têm direito.
..."