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06 dezembro, 2011

Mais uma humilhação para Obama imposta pelo lobby nacional-sionista

Jewish groups demand Obama action over Belgium envoy's anti-Semitism remarks - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

Pode ler a história seguindo o link, aqui fica uma breve resenha:

"Uma distinção deve ser feita entre o anti-semitismo tradicional, que deve ser condenado e o ódio muçulmano para com os judeus, que deriva do conflito entre Israel e os palestinos", teria dito Howard Gutman numa conferência sobre anti-semitismo, organizada pela União dos Judeus Europeus, e realizada em Bruxelas na semana passada, passando a argumentar que "... um tratado de paz entre israelitas e palestinos iria diminuir significativamente o anti-semitismo muçulmano. "

Ocorre que Howard Gutman é judeu e é embaixador dos EUA (pois…) na Bélgica.

O bom senso de Howard Gutman, não agradou ao lobby nacional-sionista que desde logo começou a fazer campanha, obrigando a Administração Obama a rebaixar-se emitindo um comunicado, onde afirma:
 
"Condenamos o anti-semitismo em todas as suas formas, e que não existe qualquer justificação para o preconceito contra o povo judeu ou Israel,"

06 agosto, 2010

Cartoons sobre a Palestina: "Negociações..."


Al-Bayan, 4 de Agosto de 2010 (Emiratos Árabes Unidos)
Nas roupas do palestino que o Judeu segura: "Negociações Indirectas"; nas calças do palestino: "Negociações Directas". 


Este cartoon foi copiado do site da Liga Anti-Difamação (The Anti-Defamation League), e encontra-se titulado como: "Anti-semitismo no Mundo Árabe. Cartoon da semana".

Como podem verificar o cartoon é "altamente anti-semita"... aliás esta classificação é muito esclarecedora sobre o conservadorismo e radicalismo desta organização.

A Anti-Defamation League foi fundada em 1913 "para impedir a difamação do povo judeu e garantir justiça e tratamento correcto para todos." Actualmente intitula-se "como a primeira agência de relações humanas e de direitos civis da nação [EUA], a ADL combate o anti-semitismo e todas as formas de intolerância, defende os ideais democráticos e protege direitos civis para todos."

De facto é hoje um dos lobbies de judeus-americanos mais poderoso dos EUA, com uma influência desmedida junto dos meios políticoe e da comunicação social americana, e que é responsável pela perseguição, ao melhor estilo do macarthismo de todos aqueles que de alguma forma se mostram contrários às políticas de colonização, de apartheid e de total desrespeito pelos direitos humanos da clique "nacional"-sionista que vem governando Israel.

Como contraponto podemos referir organizações americanas de Judeus que, como a JStreet ou a Jewish Voice for Peace, se batem por uma solução que traga a paz e a segurança para ambos os povos, palestinos e israelitas.

31 maio, 2010

Israel aconselhou a todos os israelitas que abandonassem a Turquia.

 Uma jogada de mestre.

Põe a Turquia, até aqui o seu principal aliado regional, ao nível de um país que não consegue assegurar a segurança a quem por lá vive, por ser judeu. E tenta recolher mais 26.000 colonos de lá vindos para reforçar a colonização dos Territórios Ocupados da Palestina.

O que nos conta a história é que na Turquia, apesar de ser um país de maioria islâmica, a comunidade judaica raramente sofreu com o anti-semitismo populista, quer durante o Império Otomano, quer na actual fase Republicana.

Só após 1948 é que o anti-sionismo e o anti-semitismo se desenvolveram. Mas os ataques que a comunidade judaica sofreu até aqui não tiveram um cunho popular mas antes cirúrgico e tendo por base organizações externas à própria Turquia.

Os ataques - 3 - tiveram como alvo central a sinagoga de Neve Shalom, situada em Istambul.

O primeiro, ocorreu em 6 de Setembro de 1986, num ataque em que morreram 22 crentes e 6 ficaram feridos, e que foi levado à prática pelo grupo palestino Abu Nidal;

Em 1992, o Hezbollah colocou uma bomba na sinagoga mas ninguém ficou ferido;

Em 2003 houve outro ataque a esta sinagoga e ainda à sinagoga de Beth Israel, onde morreram 20 pessoas e ficaram feridas cerca de 300, entre judeus e muçulmanos: Apesar de uma organização radical turca, ter reclamado a responsabilidade pelo atentado, este nunca lhe foi atribuído face à sofisticação do material utilizado.