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22 outubro, 2010

Entregue na ONU petição contra a violência sobre as mulheres nos conflitos armados

Ontem, na sede da ONU em Nova York, o secretário-geral Ban Ki-moon, recebeu 22.219 assinaturas da petição “Dizer NÃO à violência sexual contra as mulheres nos conflitos armados e SIM à plena implementação da resolução 1325 do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.

No 10 º aniversário da histórica resolução que apela à protecção das mulheres em zonas de conflito e à sua inclusão na construção da paz, vozes de todo o mundo enviaram um forte sinal para a acção ao Conselho de Segurança da ONU. A petição pede aos Estados-Membros que apoiem três medidas para a implementação da resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU:
  • Processar todos aqueles que comandaram e / ou cometeram violência sexual e excluí-los das forças militares e de segurança após o conflito.
  • Garantir que as mulheres participam nas negociações de paz e em todas as instituições responsáveis por tomar decisões pós-conflito.
  • Aumentar o número de mulheres nas forças militares, de segurança e organizações civis afectadas aos esforços internacionais de manutenção da paz.

15 outubro, 2010

Petição: Resolução 1325 pela participação das mulheres na construção da Paz


Este é o apelo da organização Say NO – UNiTE to End Violence against Women, que eu subscrevo:

Temos 1 semana para convencer o Conselho de Segurança da ONU através de um forte apelo pelo fim da violência sexual nas situações de conflitos armados e para garantir que as mulheres fazem parte das negociações de paz que afectam suas vidas.

Hoje pode tomar posição: subscreva a petição antes de 21 de Outubro, exortando os governos para que apliquem a resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONUEnglish | French | Spanish ] , que garante a participação das mulheres na construção da paz.

Nas guerras de hoje, 90% das vítimas são civis, e as mulheres e as crianças são as que mais sofrem: cada vez com maior frequência são o alvo directo da violência sexual. Apesar disso, a participação das mulheres nas negociações de paz é inferior a 8 por cento. Como consequência, as suas necessidades e prioridades ficam à margem.

Com a Resolução 1325, adoptada por unanimidade, no Conselho de Segurança da ONU, em 31 de Outubro de 2000, pretende-se:
  • Processar todos aqueles que comandaram e / ou cometeram violência sexual e excluí-los das forças militares e de segurança após o conflito.
  • Garantir que as mulheres participam nas negociações de paz e em todas as instituições responsáveis por tomar decisões pós-conflito.
  • Aumentar o número de mulheres nas forças militares, de segurança e organizações civis afectadas aos esforços internacionais de manutenção da paz.

Pode contribuir para a mudança:
  • Publicando o  banner ou o botão Web 1325 nos seus Websites, redes sociais e blogs para passar palavra.

Contamos consigo.

01 agosto, 2010

"Time" ao serviço da propaganda ideológica do belicismo e do ódio

Afegã desfigurada pelo marido é capa da Time - Ionline



A jornalista Maria Catarina Nunes colocou no Ionline um apontamento sobre a capa da revista americana Time que dá destaque à trágica história de Aisha, uma jovem afegã, de 18 anos, a quem foram cortadas as orelhas e o nariz por não respeitar as regras talibans e ter fugido da casa da família do marido.

De facto, mesmo cruelmente desfigurada, vê-se que é uma jovem muito bela. E pergunto-me: se não se visse ainda tanta beleza teria sido escolhida pela fotografa Jodie Bieber para modelo e pela Time como capa, para sustentar o seu objectivo político que claramente inscreve junto com a fotografia: "What happens if we leave Afghanistan" (O que acontece se nós deixarmos o Afeganistão).

Como se a agenda dos Estados Unidos no Afeganistão não continuasse a ser ditada pelos interesses do complexo militar-industrial-financeiro do "império".

A capa da Times, apresentada nestes termos, é um produto de propaganda ideológica, potenciando o ódio e a descriminação racial, étnica e religiosa ao serviço das forças mais conservadoras, retrógradas e belicistas da sociedade americana e não a execração da violência contra a mulher, como, por exemplo, a da campanha das Nações Unidas  UNITE!  que o primeiro ministro do XVI Governo Português (o actual é o XVII) subscreveu, acompanhado pelo seu ministro das Negócios Estrangeiros, mas por aqui se ficaram...