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25 agosto, 2012

O Sol perguntou à Lua

Adriano Correia de Oliveira



O Sol
préguntou à Lua

O Sol
préguntou à Lua

Quando a
quando a vera amanhancer
Quando a,
quando a vera amanhacer

D’uns olhos teus
À vista
D’uns olhos teus

À vista
Que vem o Sol cá fazer

Que vem
Que vem o Sol cá fazer

E o Sol préguntou à Lua
quando a vera amanhancer

À vista d’uns olhos teus
Que vem o Sol cá fazer

E o Sol préguntou à Lua
quando a vera amanhancer

À vista d’uns olhos teus
Que vem o Sol cá fazer

O Sol
préguntou à Lua

O Sol
préguntou à Lua

Quando a
quando a vera amanhancer
Quando a,
quando a vera amanhacer

Duns olhos teus
À vista
D’uns olhos teus

À vista
Que vem o Sol cá fazer

Que vem
Que vem o Sol cá fazer.

25 abril, 2012

PÁTRIA



Letra: António Ferreira Guedes
Música: António Portugal
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira.

PÁTRIA

A minha boca é um cravo
na tua boca desfeito
outro cravo é o coração
desfolhado no teu peito

O coração só desfolha
se lhe apodrece a raiz
triste destino o destino
da gente do meu país

A minha boca é um cravo
na tua boca desfeito
nascem cravos murcham cravos
desfolhados no teu peito

23 abril, 2012

Boa noite. Amanhã será um novo dia cheio de esperanças...

Boa noite.
Amanhã será um novo dia cheio de esperanças e porventura de desencantos.
MAS SEGURAMENTE:
 
"... há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."



Intérprete: Adriano Correia de Oliveira 
Letra: Manuel Alegre


Trova do Vento que Passa


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
 
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
 
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
 
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
 
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
 
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
 
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
 
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
 
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
 
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
 
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
 
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
 
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
 
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
 
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.