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04 novembro, 2010

5 factos sobre o voto dos judeus americanos nas eleições de 2010

Escolhi 5 dos factos que considerei mais relevantes de uma lista de 10 que a organização judaica americana pró-paz e pró-Israel JStreet coligiu para desmontar a campanha que os sectores do "nacional"-sionismo puseram em marcha após a derrota dos democratas com o objectivo de sabotarem qualquer esforço de Obama em relação à paz no Médio Oriente.

Isto apesar da toda a indulgência demonstrada pela Administração de Obama face aos desmandos de Israel no campo dos direitos humanos e do cumprimento da lei e decisões internacionais. O lobby do "nacional"-sionismo achou demais o agravo e como comprovou hoje a propagandista Ester Mucznik na sua crónica no Público, não esquece nem perdoa.

Facto # 1: 60% dos judeus americanos têm uma opinião favorável acerca de Obama, apesar dos constantes boatos em sentido contrário.

Facto # 2: 71% dos judeus americanos apoiam que os EUA desempenhem um papel activo na resolução do conflito, mesmo que isso signifique discordar publicamente tanto os israelitas quanto dos árabes, apesar de dois anos de constantes ataques da direita sobre a política do Presidente para o Médio Oriente.

Facto # 3: Quando perguntados quais são as duas questões mais importantes para decidir como votar, apenas 7% dos eleitores judeus escolheram Israel, colocando esta questão em oitavo lugar empatada com o meio ambiente.

Facto N º 4: As questões que são importantes para eles são as mesmas que são importantes para os outros eleitores americanos: a economia (62%), a saúde (31%), o défice e a despesa pública (18%) e a educação (12%).

Facto # 5: Os judeus americanos têm uma opinião fortemente desfavorável em relação ao Tea Party (71%), Glenn Beck (67%), Sarah Palin (78%) e Partido Republicano (70%).

Fontes: National Survey of American Jewish Voters (November 2, 2010), Survey of PA Jewish Voters (November 2, 2010), Survey of IL-09 Jewish Voters (October 21-24, 2010); Conducted by Gerstein | Agne Strategic Communications; Resultados globais disponíveis em http://2010.jstreet.org

Saiba mais em: http://2010.jstreet.org

06 agosto, 2010

Cartoons sobre a Palestina: "Negociações..."


Al-Bayan, 4 de Agosto de 2010 (Emiratos Árabes Unidos)
Nas roupas do palestino que o Judeu segura: "Negociações Indirectas"; nas calças do palestino: "Negociações Directas". 


Este cartoon foi copiado do site da Liga Anti-Difamação (The Anti-Defamation League), e encontra-se titulado como: "Anti-semitismo no Mundo Árabe. Cartoon da semana".

Como podem verificar o cartoon é "altamente anti-semita"... aliás esta classificação é muito esclarecedora sobre o conservadorismo e radicalismo desta organização.

A Anti-Defamation League foi fundada em 1913 "para impedir a difamação do povo judeu e garantir justiça e tratamento correcto para todos." Actualmente intitula-se "como a primeira agência de relações humanas e de direitos civis da nação [EUA], a ADL combate o anti-semitismo e todas as formas de intolerância, defende os ideais democráticos e protege direitos civis para todos."

De facto é hoje um dos lobbies de judeus-americanos mais poderoso dos EUA, com uma influência desmedida junto dos meios políticoe e da comunicação social americana, e que é responsável pela perseguição, ao melhor estilo do macarthismo de todos aqueles que de alguma forma se mostram contrários às políticas de colonização, de apartheid e de total desrespeito pelos direitos humanos da clique "nacional"-sionista que vem governando Israel.

Como contraponto podemos referir organizações americanas de Judeus que, como a JStreet ou a Jewish Voice for Peace, se batem por uma solução que traga a paz e a segurança para ambos os povos, palestinos e israelitas.

11 julho, 2010

10 respostas transformando os "Não!" em "Sim!" numa solução de "Dois-Estados"

(You can find after the Portuguese version the original version in english)

"Não, não há parceiro."

"Não, não podemos querer a paz mais do que os israelitas e os palestinos."

"Não, terra por paz não resulta. Devolvemos Gaza e tudo o que recebemos foram foguetes."

Ouvimos muitas vezes "Não!" nas comunidades judaico-americanas e pro-Israel sobre o porque nunca poderemos alcançar qualquer acordo razoável para o conflito israelo-palestino - apesar de a maioria destes "Não!" terem respostas simples e racionais.

Para contraditar, Lara Friedman, da organização "Americans for Peace Now" (Americanos pela Paz Agora), juntou-se a Isaac Luria, da organização "JStreet", para escreverem estas curtas e racionais respostas aos "Top Ten Nos", como parte integrante da campanha "Community of Yes".

Utilize este documento para demonstrar aos seus amigos e familiares que não há tempo a perder na busca de uma solução de dois Estados e garantir o futuro de Israel como uma casa democrática e Judia. [e da Palestina, como Estado soberano e independente]

[Estando de acordo com uma solução baseada em dois Estados, paritários, independentes e soberanos, e reconhecendo o Estado de Israel, entendo que, para este ser democrático, tem de optar pela laicidade e nele acomodar, respeitando os direitos humanos, as distintas minorias étnicas, religiosas e filosóficas.]

Estamos a transformar "Nãos!" em "Sins!" com as seguintes respostas, curtas e racionais:

1. Não, não há parceiro para a paz.

Sim, existe um parceiro. A actual liderança da Autoridade Palestina - o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro palestino Salam Fayaad - são na verdade os líderes mais moderados e pro-paz palestinos que a Autoridade Palestiniana já alguma vez teve.

Dada a força crescente do extremismo entre alguns sectores da sociedade palestina, eles podem ser os líderes mais moderados que alguma vez teremos.

Abbas indicou que reconhece os compromissos difíceis que os palestinos terão de fazer (incluindo o Direito de Retorno) e o direito dos Judeus a uma pátria na terra da Palestina. E sob a sua liderança, a Autoridade Palestina tem feito enormes progressos na melhoria da segurança na Cisjordânia, na construção das instituições governamentais da Palestina, nos últimos anos, e na repressão ao discurso e incitamento ao ódio.

Devemos aproveitar desta oportunidade e buscar uma solução negociada de dois Estados agora com a actual liderança da Autoridade Palestina - antes que seja tarde demais.

[Eu entendo que, apesar da boa vontade da Lara Friedman e do Isaac Luria, ainda não compreenderam que a única paz verdadeira e consistente tem de ser construída com o inimigo.

Tentar tirar o Hamas da equação nada resolverá.

Por outro lado o "Direito ao Retorno"é um direito inalienável do povo palestino, que pode e deve ser negociado. Agora querer "apagá-lo" é impossível. Aliás esta hipótese nem deveria ser colocada por quem por certo sabe que os sobreviventes do Holocausto e /ou seus descendentes, já receberam ou pugnam ainda hoje por justas indemnizações, por tudo aquilo que lhes foi tirado.

Isto para não falar nas indemnizações que o Estado de Israel, aos colonos desalojados da Faixa de Gaza.

Tal e qual os palestinos.]


2. Não, terra por paz não é o caminho certo. Devolvemos Gaza e tudo o que recebemos foram foguetes.

Sim, terra por paz continua sendo a melhor - e única - fórmula para alcançar a segurança de Israel, preservando o carácter judeu de Israel e os valores democráticos.

A retirada de Gaza, no entanto, não foi um exemplo de negociação de terra pela paz. A maneira como Israel se retirou de Gaza - de forma unilateral e sem negociação de acordos de segurança com a Autoridade Palestina - criou um vácuo de poder que o Hamas correu a preencher.

Se tivesse havido uma retirada negociada, poderia ter reforçado a liderança palestina moderada que apoiaria a negociação com Israel para uma solução de dois Estados. Em vez disso, a retirada reforçou aqueles que fariam guerra contra Israel.

[ A retirada das forças militares e dos colonos israelitas, terminando uma ocupação que já durava há 38 anos - desde a "Guerra dos 6 dias", foi concluída a 12 de Setembro de 2005. Foi uma decisão unilateral de Israel, mas tendo como corolário da resistência do povo palestino.

Mas se Israel retirou, manteve o controlo do espaço aéreo e marítimo da região e das fronteiras terrestres, em conúbio com o Egipto. E cedo o cerco começou a apertar, - a 18 de Março de 2006 - como iremos observar.

25 de Janeiro de 2006: o Hamas foi declarado vencedor de eleições livre e democráticas, em todo o território palestino, como foi atestado então por observadores internacionais independentes e assim, naturalmente formou governo.

18 de Março de 2006: os EUA, a UE e Israel decidem boicotar o novo governo palestino em Gaza, punindo a população civil com a suspensão de todas as relações económicas e reduzindo a ajuda humanitária. Ao mesmo tempo apelaram a comunidade internacional de doadores para cessarem todos os financiamentos à Autoridade Nacional Palestina e Israel reteve todas as receitas fiscais, colocando uma enorme pressão sobre a já devastada economia palestina.

15 Março de 2007: os palestinos chegarem a acordo para a formação de um governo de união nacional entre o Hamas e o Fatah, que é constantemente posto em causa por continuadas intervenções dos EUA e de Israel.

15 de Junho de 2007: O Hamas esmaga as forças do Fatah em Gaza após três dias de combates. O Fatah perde todo o poder na Faixa de Gaza. Na Cisjordânia, Mahmoud Abbas, do Fatah, o presidente da Autoridade Palestiniana, rejeita um governo de união liderado pelo Hamas. Nessas circunstâncias, Israel reforça a aplicação do bloqueio de Gaza.]
3. Não, não podemos confiar num compromisso do presidente Obama para com a segurança de Israel.

Sim, podemos. O presidente Obama tem repetidamente demonstrado, tanto por meio de palavras como de acções, um forte compromisso com a segurança de Israel.

Na verdade, o Wall Street Journal relatou recentemente que a cooperação de segurança entre Israel e os E.U.A. é significativamente mais ampla com o presidente Obama do que era sob a presidência de Bush. Por exemplo, o Presidente solicitou recentemente um orçamento adicional de USD $ 205 milhões para subsidiar o novo sistema de mísseis de defesa de Israel - algo que nunca foi financiado pelos E.U.A. no passado.

A busca de uma solução viável e duradoura de dois Estados, para o conflito israelo-palestino , por parte do presidente Obama, é mais uma prova do seu compromisso com a segurança de Israel - uma vez que alcançar tal acordo é a única forma de Israel concretizar uma verdadeira paz e segurança, a única coisa que pode preservar o carácter judaico e os valores democráticos de Israel.

[Aliás o apoio é tão inteiro, até sobre questões ética e moralmente erradas, que o capital de confiança que Obama constituiu e que se reflectiu na imagem dos EUA, está práticamente dissipado, pelo contínuos atropelos de Israel ao direito internacional e humanitário.]

4. Não, não podemos querer a paz mais do que os israelitas e palestinos.

Sim, nós podemos, e devemos desejar a paz, independentemente do humor político entre israelitas e palestinos. Este conflito não é meramente uma questão de local para israelitas e palestinos. Ela afecta os interesses de segurança nacional dos E.U.A. na região e em todo o mundo. Decidir a paz entre israelitas e palestinos é de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos.

É claro que qualquer acordo viável de paz terá que ser aceite por ambas as partes, israelitas e palestinos. Felizmente, as sondagens mostram consistentemente grandes maiorias de israelitas e de palestinos que apoiam uma solução de dois Estados.

A chave é como chegar lá, especialmente quando os sistemas políticos de ambos os lados dificultam a progressão. É por isso que o papel dos EUA é tão necessário - para ajudar as partes a fazerem as difíceis mas necessárias concessões para a paz, para dar cobertura política para lidar com os círculos políticos domésticos anti-paz, para empregar importantes incentivos e desincentivos nos momentos certos, e sugerir propostas-pontes que façam avançar o processo.

[É óbvio que o papel a desempenhar pelos EUA é fundamental e decisivo. Falta saber qual é o que pretende jogar. O habitual, de protector do um Estado, que faz tábua rasa dos direitos internacionais e humanos. Ou de defensor dos direitos inalienáveis do povo palestino e assim da paz e da segurança de ambos os povos.]

5. Não, nunca haverá paz enquanto Hamas estiver no poder em Gaza.

Sim, o progresso é possível, mesmo com o Hamas na imagem.

Em última análise, uma resolução política do conflito israelo-palestino será sempre acelerada pela reconciliação política palestina. É por isso que os esforços de terceiros para alcançar a reconciliação e um governo de unidade nacional, em que o Hamas renuncie à violência e se envolva no processo político são tão importantes.

Responsáveis por um tal governo de unidade iriam trabalhar no processo diplomático para alcançar uma solução de dois Estados aceitável. Israel já negociou indirectamente com o Hamas sobre Gilad Shalit e negociou vários cessar-fogos, largamente bem sucedidos no passado - por isso não é fantasia pensar que Israel seria capaz de negociar com esse governo de unidade.

E importante: a única maneira eficaz de limitar o poder e popularidade do Hamas seria se o Presidente Abbas e o primeiro-ministro Fayyad conseguissem entregar a soberania aos palestinos - numa transição para uma democracia e economia vibrantes e crescentes na Cisjordânia.

Nesse ponto, os palestinos serão confrontados com uma escolha clara entre um Estado, tranquilo, seguro, crescendo vibrante, e um regime fundamentalista. Dada a escolha, é provável que a esmagadora maioria dos palestinos escolha a abordagem pro-negociação e pro-paz, para alcançar as suas aspirações políticas.

[Mais uma vez os autores se contradizem sobre o Hamas. Sim, podemos negociar com o Hamas, mas... se Abbas/Fayyad aparecessem "como salvadores da pátria" seria a... "maneira mais eficaz de limitar o (seu) poder e popularidade..."]

6. Não, a paz não é possível até que os palestinos reconheçam Israel como um Estado Judaico.

Sim, é. O carácter judaico de Israel é uma questão de auto-identificação e não importa se os palestinos - ou qualquer outra pessoa nessa matéria - o reconheça como tal.

O que importa é que os palestinos reconheçam o direito de Israel existir - algo que o presidente Abbas fez , ao aceitar a solução de dois estados, indicando que ele reconhece assim o direito dos judeus a uma pátria, na terra histórica de Israel e algo que a OLP - Organização para a Libertação da Palestina fez durante Processo de Oslo. E o que importa, também, é que os líderes de Israel tomem as medidas adequadas para garantir o carácter e a maioria judaica de Israel e prosseguirem, com urgência uma solução de dois Estados.

7. Não, não pode haver nenhum compromisso sobre Jerusalém, porque ele pertence exclusivamente a Israel e ao povo judeu.

Sim, deve haver um compromisso sobre Jerusalém. Jerusalém acabará por ser compartilhada de alguma maneira, e será uma coisa boa para Israel. Jerusalém ocupa um lugar único no coração do povo judeu, e também é de grande importância para cristãos e muçulmanos. É por causa dessa importância que está entre as questões mais difíceis de solucionar na resolução do conflito - e é por isso que devemos fazer tudo o que pudermos para garantir um futuro aberto e pacífico para a cidade.

A única maneira que Israel continuar a ser seguro, judeu e democrático, é através da solução de dois Estados. E a solução de dois Estados só é possível se as reivindicações de ambos, israelitas e palestinos, a Jerusalém estiverem reconciliadas.

Isto deve significar encontrar um caminho para que a Jerusalém Israelita, - Yerushalayim - serja reconhecida como capital de Israel, e a Jerusalém Palestina - Al Quds, com seus 200.000 moradores palestinos - ser reconhecida como a capital da Palestina.

Este é o único caminho a seguir, e ele exige abordar as realidades no terreno e desenvolver um plano razoável para a partilha da cidade. Planos de paz anteriores incluíram parâmetros básicos - as áreas judaicas de Jerusalém sob a soberania israelita, as áreas palestinas sob soberania palestina, tomando cuidados especiais para garantir a acessibilidade e atender as necessidades de todos, quando se trata de locais sagrados.

8. Não, o conflito em curso não é um impedimento para os objectivos dos E.U.A. no Oriente Médio.

Sim, é. O conflito em curso no Médio Oriente afecta os objectivos e interesses americanos na região, e a sua resolução é de particular importância para os objectivos da política externa dos E.U.A.

Actores como o Irão continuarão a usar o conflito nas suas guerras de representação contra os interesses americanos e israelitas. As organizações terroristas como a Al Qaeda continuarão a usar o conflito como uma ferramenta de recrutamento. Relações com os países aliados no Médio Oriente - como o Egipto, Turquia, Jordânia e outros - serão prejudicados pelo conflito em curso.

Conseguir dois estados e um acordo de paz global na região ajudará a estabilizar a região, enquanto constrói a credibilidade americana e apoia os seus interesses estratégicos. Além disso, garantir a própria segurança de Israel e o seu futuro é do interesse dos Estados Unidos. Assim, serve os interesses americanos prosseguir com ousadia e activamente a solução dos dois estados.

9. Não, uma solução de dois Estados é demasiado pouco e demasiado tarde. A única resposta é uma solução de um Estado.

Nós discordamos. Israelitas e palestinos ainda demonstram consistentemente o seu apoio a uma solução de dois Estados. No terreno, a solução de dois Estados ainda é possível (mas não será possível para sempre), e é a única solução que irá preservar a segurança de Israel, os judeus israelitas e os valores democráticos. E o cenário de um Estado não é solução, mas apenas uma receita para a violência e conflito perpétuo.

Pessimismo sobre a viabilidade da solução de dois Estados é uma preocupação real - e vai continuar a crescer, se não conseguirmos alcançar urgentemente o único acordo viável, uma solução de dois Estados.

10. Não, Israel não tem qualquer responsabilidade pela situação actual. Israel sempre desejou a paz, mas os árabes sempre se recusaram. O conflito e tudo a ele associado são 100% culpa dos árabes.

Sim, Israel tem a responsabilidade no conflito israelo-palestino. E sim, assim como os palestinos e outros países árabes. Qualquer um que afirma que um dos lados é inteiramente culpado - ou totalmente inocente - está ignorando as realidades actuais e históricas.

Mas isso não vem ao caso. O jogo da culpa tem de acabar. Muito tempo é gasto por ambos os lados tentando colocar a culpa de como chegamos onde estamos hoje e por isso, hoje, a paz continua a ser tão difícil de alcançar.

O que importa agora são as realidades no terreno e a urgência da situação. Se não agirmos de imediato para obter uma solução de dois Estados, arriscamos o próprio futuro de Israel e a viabilidade de um futuro, independente Estado da Palestina.


We hear far too many "Nos!" in the American Jewish and pro-Israel communities about why we can't ever achieve any reasonable compromise to the Israeli-Palestinian conflict.

We're turning these "Nos!" into "Yeses!" with the following short, rational responses.

1. No, there is no partner for peace.

Yes, there is a partner. The current Palestinian Authority leadership -- Palestinian President Mahmoud Abbas and Palestinian Prime Minister Salaam Fayaad -- are actually the most moderate and pro-peace Palestinian leaders the Palestinian Authority has ever had. Given the growing pull of extremism among some sectors of Palestinian society, they may just be the most moderate leaders we will ever have. Abbas has indicated that he acknowledges the tough compromises the Palestinians will have to make (including on the Right of Return) and the Jewish right to a homeland in the land of Palestine. And under their leadership, the Palestinian Authority has made enormous strides in improving security in the West Bank, building Palestinian government institutions in the past few years, and cracking down on hateful speech and incitement.

We must take advantage of this opportunity and pursue a negotiated two-state solution now with the current leadership of the Palestinian Authority - before it's too late.

2. No, land for peace is not the right way forward. We gave back Gaza and all we got was rockets.

Yes, land for peace remains the best - and only - formula for achieving Israeli security, and preserving Israel's Jewish character and democratic values.

The Gaza disengagement, however, was not an example of negotiating land for peace. The way that Israel withdrew from Gaza -- unilaterally and without negotiating security arrangements with the Palestinian Authority -- created a power vacuum that Hamas acted to fill. Had there been a negotiated withdrawal, it could have empowered moderate Palestinian leadership that would support negotiating with Israel for a two-state solution. Instead, the withdrawal empowered those would wage war against Israel.

3. No, we can't trust President Obama's commitment to Israeli security.

Yes we can. President Obama has consistently demonstrated, both through words and actions, a strong commitment to Israel's security. In fact, the Wall Street Journal recently reported that security cooperation between the US and Israel is significantly more extensive under President Obama than it was under President Bush. For example, the President recently requested an additional $205 million in funds for Israel's new missile defense system - something that was never funded by the US in the past.

President Obama's pursuit of a viable, lasting two-state solution to the Israeli-Palestinian conflict is further evidence of his commitment to Israel's security -- because achieving such a deal is the only way that Israel achieves real peace and security, and the only thing that can preserve Israel's Jewish character and democratic values.

4. No, we cannot want peace more than the Israelis and Palestinians.

Yes we can, and we should want it, regardless of the political moods among Israelis and Palestinians. This conflict is not merely a local issue for Israelis and Palestinians. It affects US national security interests in the region and around the world. Resolving the Israeli-Palestinian peace is in the vital national security interests of the United States.

Of course any viable peace deal will have to be accepted by both the Israelis and Palestinians. Thankfully, surveys consistently show large majorities of Israelis and Palestinians support a two-state solution.

The key is how to get there, especially when both sides' political systems make progress difficult. That is why a strong American role is so necessary -- to help the parties make the hard compromises necessary for peace, provide political cover to deal with anti-peace domestic political constituencies, employ important incentives and disincentives at the right moments, and suggest bridging proposals that will move the process forward.

5. No, there will never be peace as long as Hamas is in power in Gaza.

Yes, progress is possible even with Hamas in the picture.

Ultimately, a political resolution to the Israeli-Palestinian conflict will be advanced by Palestinian political reconciliation. This is why third party efforts to achieve reconciliation and a unity government, in which Hamas renounces violence and engages in the political process, are so important. Officials in such a unity government would work within a diplomatic process to achieve an acceptable two-state solution. Israel already does negotiate indirectly with Hamas over Gilad Shalit and has negotiated largely successful ceasefires in the past -- so it is not fantasy that Israel would be able to negotiate with such a unity government.

And importantly: the single most effective way to curb Hamas' power and popularity would be if President Abbas and Prime Minister Fayyad succeeded in delivering statehood to the Palestinians - jumpstarting a vibrant and growing democracy and economy in the West Bank. At that point, Palestinians will be faced with a clear choice between a growing, vibrant, safe, and secure state, and a fundamentalist regime. Given the choice, it is likely that the overwhelming majority of Palestinians would choose the pro-peace, pro-negotiation approach to achieving their political aspirations.

6. No, peace is not possible until the Palestinians recognize Israel as a Jewish State.

Yes it is. Israel's Jewish character is a matter of self-identification and it does not matter whether the Palestinians - or anyone else for that matter - recognize it as such. What does matter is that the Palestinians recognize Israel's right to exist - something President Abbas has done both in accepting the two-state solution and indicating he acknowledges the Jewish right to a homeland in the historic land of Israel and something the Palestinian Liberation Organization did during the Oslo Process. And what matters, too, is that Israel's leaders take the appropriate steps to ensure Israel's Jewish majority and character by urgently pursuing a two-state solution.

7. No, there can be no compromise on Jerusalem, because it belongs exclusively to Israel and the Jewish people.

Yes, there must be a compromise regarding Jerusalem. Jerusalem will ultimately be shared in some manner, and it will be a good thing for Israel. Jerusalem holds a unique place in the hearts of the Jewish people, and is also of great importance to Christians and Muslims. It is because of that significance that it is among the most difficult issues to address in resolving the conflict - and why we must do all that we can to ensure a peaceful, accessible future for the city.

The only way that Israel will remain secure, Jewish, and democratic is through the two-state solution. And the two-state solution is only possible if both Israeli and Palestinian claims to Jerusalem are reconciled. This must mean finding a way for Israeli Jerusalem -Yerushalayim - to be recognized as Israel's capital, and Palestinian Jerusalem - al Quds, with its 200,000 Palestinian residents - to be recognized as the capital of Palestine.

This is the only way forward, and it requires addressing the realities on the ground and developing a reasonable plan for sharing the city. Previous peace plans have included basic parameters - the Jewish areas of Jerusalem falling under Israeli sovereignty, Palestinian areas falling under Palestinian sovereignty, and special care taken to ensure accessibility and meet the needs of all when it comes to holy sites.

8. No, the ongoing conflict is not an impediment to US goals in the Middle East.

Yes it is. The ongoing conflict in the Middle East effects Americans goals and interests in the region, and resolving it is of particular importance to US foreign policy goals. Actors like Iran continue to use the conflict in their proxy wars against American and Israeli interests. Terrorist organizations like Al Qaeda continue to use the conflict as a recruiting tool. Relationships with allied countries in the Middle East - like Egypt, Turkey, Jordan, and others - are undermined by the ongoing conflict.

Achieving two states and a comprehensive regional peace agreement will help stabilize the region, while building American credibility and supporting strategic interests. Additionally, ensuring Israel's own security and future is in America's interest. Therefore, it serves American interests to boldly and actively pursue two states.

9. No, a two-state solution is too little, too late. The only answer is a one-state solution.

We disagree. Israelis and Palestinians still consistently demonstrate their support for a two-state solution. On the ground, the two-state solution is still possible (but it won't be possible forever), and it is the only solution that will preserve Israel's security and Israelis Jewish and democratic values. And the one-state scenario is no solution, but only a recipe for perpetual violence and strife.

Pessimism about whether viability of the two-state solution is a real concern - and will continue to grow unless we can urgently achieve the only viable deal, a two-state solution.

10. No, Israel bears no responsibility for the situation today. Israel has always wanted peace, but the Arabs have refused. The conflict and everything associated with it is 100% the fault of the Arabs.

Yes, Israel bears responsibility for the Israeli-Palestinian conflict. And yes, so do the Palestinians and other Arab states. Anyone who asserts that one side is entirely to blame - or entirely blameless - is ignoring present and historical realities.

But this is beside the point. The blame game needs to end. Too much time is spent by both sides trying to lay blame for how we got where we are today and why peace today remains so hard to achieve.

What matters now are the realities on the ground and the urgency of the situation. If we don't act immediately to achieve a two-state solution, we risk Israel's very future and the viability of a future, independent State of Palestine.

07 julho, 2010

"Comunidade do SIM!": Para construir a paz no conflito israelo-palestino


Hoje recebi um e-mail da organização americano-judaica JStreet a convocar-me para aderir a uma campanha "A Comunidade do Sim!" [Community of Yes] que tem por objectivo sensibilizar Obama de que é tempo de assumir medidas sérias para acabar com o conflito israelo-palestino e destinada a demonstrar o amplo apoio que Obama pode esperar se liderar o caminho para acabar com a conflito.

Espero que tenha sucesso e que amplifique a voz os que defendem um solução que garanta a segurança de Israel e da Palestina, como iguais.

11 junho, 2010

Judeus europeus pretendem quebrar o bloqueio de Gaza

Público - Judeus europeus pretendem chegar por mar à Faixa de Gaza

Frequentemente tenho referido a existência de organizações e de movimentos, judaicos, muitas vezes abertos à participação de não-judeus, que proliferam, quer em Israel - num esforço corajoso e heróico, contra a repressão sobre eles exercida - quer por esse mundo fora, e as suas iniciativas.

Não sendo judeu, pretendo com esta linha editorial:
  • por um lado, combater o anti-semitismo que se vai gerando face a actuação criminosa, sob o ponto de vista do direito internacional e humanitário, de sucessivos governos do Estado de Israel - com a cumplicidade, diga-se, dos EUA e seus aliados e satélites - contra o Povo Palestino, que vê a sua terra sob ocupação militar há mais de 63 anos;
  • e por outro, salientar uma das componentes do movimento de solidariedade com o Povo da Palestina, que tem vindo a crescer e se reforçar, no dia-a-dia.

Na Europa esses movimentos, que  não existem em todos os  países, têm-se mostrado, no geral, discretos e tem se integrado nas campanhas de solidariedade mais gerais.

Em Portugal não existe qualquer movimento autónomo e os judeus que são solidários com a Palestina, poucos que eu saiba, participam nas iniciativas que por aqui se vão realizando.

Nos EUA existe um maior dinamismo como é patente em organizações como a JStreet ou a Jewish Voice for Peace, cujos links poderão encontrar neste blog.

Diz o Público que:
"A iniciativa, Um barco judaico para Gaza, partiu do grupo alemão Jüdische Stimme für gerechten Frieden in Nahost (Uma Voz Judaica para a Paz no Médio Oriente), a ela tendo aderido outras organizações judaicas que afirmam representar "a grande voz alternativa dos judeus na Europa", e que entendem que o bloqueio a Gaza "é um acto altamente imoral, que obriga as pessoas a viver nas ruínas das suas casas".

Esta iniciativa conjunta dos judeus alemães, dos seus amigos da EJJP (European Jews for a Just Peace in the Near East) e dos britânicos, JFJFP - Jews for Justice for Palestinians é um marco na afirmação dos judeus europeus e um sinal que o governo nacional-"sionista" de Netanyahu está a ficar cada vez mais isolado.

PS: A propósito de organizações judaicas europeias leia o post Judeus europeus por uma paz justa, de 5 de Fevereiro de 2009, inicialmente publicado no Fórum Palestina.

03 junho, 2010

JStreet um movimento americano-judaico que apoia a solução dos 2 Estados

Transforme Tragedia em Acção
Este é o apelo da JStreet

A posição da organização americano-judaica JStreet.

Um movimento que se define como pro-Israel e pro-Paz e defensor de uma solução de Dois Estados.

Publico esta sua iniciativa para que os mais desatentos entendam que há uma corrente de Judeus que pretende a paz e que está a trabalhar nesse sentido, junto das suas comunidades.
Neste caso a americana JStreet trabalha nos EUA e está a procurar assegurar ao Presidente Barack Obama que existem muitos judeus americanos que pretendem uma solução negociada para o conflito, para já.

É evidente que entre as minhas posições e as da JStreet existirão diferenças e nuances mas isso não me impede de lhes reconhecer mérito e coragem e de estar com eles em tudo o que eles carrearem de positivo, em minha opinião, para terminar com o conflito israelo-palestino.

Por exemplo se tomarmos esta iniciativa vemos que eles estão a tentar dar confiança e força a Obama para que seja mais assertivo na sua aproximação à resolução do conflito. 

Concordo e entendo que a paz só se atingirá quando os EUA apresentarem um plano de paz calendarizado e sujeito a sanções, porque é ele o primeiro factor da existência e continuidade deste conflito.

Mas isso só se concretizará com a confluência do trabalho:
  • de movimentos como o JStreet, ou o CODEPINK noutro registo, nos EUA;
  • das organizações israelitas - judaicas, muçulmanas, cristãs ou laicas - que pugnam em Israel pela paz, pela defesa das liberdades cívicas e políticas e pelos direitos humanos, como o Gush-Shalom, o Adalah, o Bat Shalom, Rabbis for Human Rights, entre outros; 
  • das organizações e movimentos de solidariedade com a Palestina  e organizações e partidos que sempre declaram e prestaram essa solidariedade sem rebuço, por todo o mundo;
  • e da continuada e férrea resistência do povo palestino, que nunca baixou os braços, apesar da ocupação e dos bloqueios, da opressão, da repressão, da brutalidade terrorista sem olhar a quem, da discriminação racial e religiosa, das prisões indiscriminadas e das detenções sem culpa formada, da tortura e dos julgamentos fantoches, da destruição de lares, terras e cultivos.
Também propõem e apoiam o fim imediato do bloqueio à entrada em Gaza, de produtos civis e humanitários, sujeitos a inspecção e triagem para impedir a importação de armas exigindo também a imediata libertação do cabo Gilad Shalit.

E aqui se estou de acordo com os termos em que propõem a abertura imediata dos postos de controlo para a entrada de mercadorias, apenas sujeitas a inspecções.

Há que clarificar que não se trata do fim do bloqueio, pois pressuponho que o movimento de pessoas continuará cerceado e que os pescadores em Gaza continuarão com o actual quadro de restrições à sua faina o que os impede de facto de pescarem.

Por outro lado por muito que seja meu desejo que o jovem cabo israelita Gilad Shalit, prisioneiro de guerra, se possa reunir à sua família, a JStreet deveria saber que ele não é moeda de troca nesta situação.

Shalit só será libertado num quadro mais amplo de negociações.

Entretanto sugiro que visitem o site da JStreet e leiam (em inglês) a sua "Declaração de princípios".

NB: Os links foram deixados como no original e funcionais pois poderão existir pessoas que queiram subscrever a posição da JStreet.
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Dor. Mágoa. Raiva.

Raramente sentimos tanta emoção nos nossos apoiantes como nas horas seguintes à tragédia na costa da Faixa de Gaza.

Centenas de vocês compartilharam os vossos sentimentos mais  profundos e as vossas fortes emoções.
Como sempre uma gama de reacções.

Alguns tinham receio de, com demasiada pressa, culparem apenas Israel e de não reconhecerem que a frota não era apenas uma missão de ajuda humanitária, mas também um esforço estratégico para forçar uma resposta israelita.
 

Outros queriam uma forte e directa condenação das acções israelitas e denúncia do ineficaz e improdutivo bloqueio de Gaza
.

Poucos entre os nossos apoiantes não tiveram uma opinião ou uma resposta emocional - o que é natural, humano e reflecte a diversidade de pontos de vista no nosso movimento.

Mas hoje a nossa atenção deve se voltar para o futuro - para acções significativas, necessárias à resolução deste conflito.

Momentos de grande tragédia oferecem uma oportunidade rara para a concentração, a clareza e a acção.
Os verdadeiros líderes mostram-se à altura dos desafios em momentos como este - e nós olhamos para a nossa liderança, em particular para o Presidente Barack Obama.



Estamos fartos de acções e reacções que fazem retroceder a causa da paz e da segurança para todos os povos da região.

Agora é o momento para demonstrar apoio esmagador a uma liderança determinada a por fim imediato ao conflito israelo-palestino.

Precisamos do presidente [Obama] para liderar o caminho para o fim - um fim real e imediato - deste trágico conflito.
 

Eis o texto de nossa carta aberta:

Lamentamos a mais recente perda de vidas no conflito israelo-palestiniano como nós lamentamos as inúmeras mortes e vidas destruídas pelo conflito trágico nas últimas décadas em ambos os lados do conflito.
 

Os nossos valores,  profundamente arraigados, exigem que falemos com clareza contra a morte e a destruição que acompanham este conflito, e o sofrimento infligido a ambas as partes, o povo palestino e o povo israelita ao longo das décadas.

Apoiamos o fim imediato do bloqueio à entrada em Gaza, de produtos civis e humanitários, sujeitos a inspecção e triagem para impedir a importação de arma. Exigimos também a imediata libertação do cabo Gilad Shalit.
 

Exortamos todas as partes para fazerem agora um esforço extra para conseguir a paz, antes que seja tarde demais: que conversem com os seus inimigos, abram a porta a um compromisso, preparem o vosso povo para os compromissos que o fim do conflito vai exigir. Sem esse esforço, o caminho será pavimentado apenas com mais violência e destruição.

O mais importante, Sr. Presidente, é tomar medidas imediatas, utilizando todo o poder dos Estados Unidos, para conseguir uma solução de dois Estados que proteja Israel e liberte o povo palestino.

Junte-se a nós na criação de uma poderosa demonstração de apoio para a liderança e para uma acção forte que quebre agora esta debilitante e descendente espiral de violência, antes que seja tarde demais para Israel, os palestinos, e para toda a região.

Clique aqui para adicionar o seu nome à nossa carta aberta.

Isaac Luria
Vice President for Communications and New Media
J Street
June 1, 2010

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