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06 novembro, 2011

Anonymous declaram sanções a Israel

Num vídeo que a seguir apresentamos e que foi carregado para o YouTube, os Anonymous advertem que se o cerco a Gaza for mantido e as forças israelitas interceptarem outras flotilhas, ou se realizarem operações idênticas as do Mavi Marmara, não terão outra alternativa senão lançar repetidos cyber-ataques contra os sistemas de computadores de Israel até que o bloqueio termine.

No seguimento desta mensagem verificou-se a inoperacionalidade dos websites da Mossad - a agência de espionagem e de operações encobertas no estrangeiro (leia-se raptos, sabotagem, assassinatos) israelita - das Forças Armadas (IDF) do Shin Bet (PIDE de Israel), para além de diversos portais governamentais.

21 dezembro, 2010

Em 12 Junho de 2007: Israel seria "feliz" por Hamas governar Gaza. (Wikileaks)

FT.com / Middle East - Israel ‘happy’ for Hamas to rule Gaza, says cable

O Financial Times (FT) publica hoje um artigo com a assinatura de Tobias Buck sobre duas mensagens diplomáticas sobre Israel.

Dois breves apontamentos sobre o seu teor deixando ao leitor a opção de ler o artigo do FT seguindo o link para que possa entender o contexto.

Na primeira mensagem é referido que:

O chefe dos serviços de informações militares israelita, Amos Yadlin, disse a diplomatas americanos que o seu país seria "feliz" por o Hamas tomar o poder na Faixa de Gaza, de acordo com as mais recentes mensagens embaixada divulgada pela WikiLeaks.

O comentário foi feito por Amos Yadlin em 12 de Junho de 2007, poucos dias antes de o Hamas ter expulsado a Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente, de Gaza.
[De facto o principio das hostilidades teve início a 10 de Junho, tendo terminado a 14 de Junho. Logo esta conversa teria tido lugar já no auge da Batalha de Gaza]

A segunda mensagem " ... resume numa reunião realizada em 11 de Junho de 2007 entre Yuval Diskin, chefe do serviço de segurança interna de Israel, Shin Bet, e o embaixador dos EUA em Israel.

Cita
o Sr. Diskin, dizendo: "O Fatah está em péssimas condições na Faixa de Gaza Temos recebido pedidos para treinar as suas forças no Egipto e no Iémen. Gostaríamos de levá-los a obter aformação de que necessitam, e para serem mais poderosos, mas eles não têm ninguém que os lidere. "

Noutra passagem, o Sr. Diskin é citado descrevendo a situação "desesperada" dos líderes do Fatah na Faixa de Gaza: "Eles estão se aproximando de uma situação de soma zero [onde um tudo ganhará e outro tudo perderá], e ainda assim pedem-nos para atacar o Hamas. Este é um novo desenvolvimento. Nunca tinhamos visto isto antes. "


Esta última informação só veio confirmar as suspeitas das dúbias relações dos líderes da Fatah com o eixo EUA-Israel.

Pode verificar o original da primeira mensagem no EL País.

10 maio, 2010

Israel censura detenção de activista nos média israelistas

O Serviço de Segurança Geral de Israel, Shabak 1) [tipo Pide/DGS] voltou a impor a censura, pela segunda vez em meio ano, para impedir que a imprensa israelita divulgasse informações sobre a detenção realizada há vários dias de um civil no país, neste caso um activista e escritor árabe-israelita.

Tal censura causou polémica entre os meios de comunicação social locais, que protestaram contra a aplicação de uma medida que deveria ser reservada para situações de emergência nacional.

Desta vez, o Shabak deteve o árabe-israelita, escritor e activista dos direitos cívicos e humanos e um dos líderes da comunidade palestina israelita, Ameer Makhoul, Director-Geral da Ittijah – União das Associações de Base das Comunidades Árabes e Presidente do Comité para a Defesa das Liberdades Políticas.

Makhoul foi preso em Haifa, no norte de Israel, na quinta-feira passada, numa operação que envolveu mais de 16 agentes da Shabak, que invadiram a sua casa, e confiscaram documentos, mapas, telefones móveis, computadores, uma câmara fotográfica e um gravador.

A sua mulher, Jana, relatou que os agentes se negaram a identificar-se e que apenas apresentaram uma ordem de detenção por "razões de segurança".

Um juiz da cidade de Petahtikva, a nordeste de Tel Avive, prorrogou a detenção por seis dias e concedeu aos agentes 48 horas para interrogar o activista sem a presença do seu advogado.

Esta detenção tinha sido precedida por uma ordem emitida pelo ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, no dia 21 de Abril, proibindo que o escritor saísse do país, nos próximos dois meses, por representar uma "séria ameaça".

Masu Gnaim, deputado da Lista Árabe Unida, um dos partidos árabes com representação no Knesset, parlamento israelita, qualificou o caso de "terrorismo policial", cujo único objectivo é "calar a boca" do povo.

1) O acrónimo Shabak, representa a designação Sherut haBitachon Haklali, "Serviço de Segurança Geral", também oficialmente conhecida como Agência de Segurança de Israel (pelo acrónimo da sua designação em inglês ISA) e mais popularmente referido como o Shin Bet. Tem por missão a segurança interna de Israel.