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09 janeiro, 2011

Israel continues its efforts to cleanse Jerusalem of its Palestinian inhabitants, heritage and history

 A tradução virá mais tarde.

For Immediate Release

January 9, 2011

Palestine Liberation Organization
Negotiations Affairs Department


Dr. Erakat on the demolition of the Shepherd Hotel in East Jerusalem: “Israel continues its efforts to cleanse Jerusalem of its Palestinian inhabitants, heritage and history.”


Dr. Saeb Erakat, Chief Palestinian Negotiator, denounced today the Israeli demolition of the Shepherd Hotel in Jerusalem, initiated at 5 am this morning.

“The State of Israel is demolishing one Palestinian property after another in an effort to cleanse Jerusalem of its Palestinian inhabitants, heritage and history. East Jerusalem, and the Sheikh Jarrah neighborhood in particular, have been targeted by Israel in a campaign to forcibly remove Palestinians and supplant them with Jewish settlers. Such actions are unlawful and undermine the two-state solution and the negotiations process.”

Dr. Erakat went on to say, “The United Nations and governments around the world, including the United States and the United Kingdom have already condemned plans to demolish this particular hotel. We call on the world to take a strong stand in defense of their positions. This intransigent and illegal behavior on behalf of Israel must not be allowed to proceed unchecked.”

The Chief Palestinian Negotiator concluded, “What is happening today is part of the political program of the Israeli government to preempt any solution on Jerusalem. While Netanyahu continues his public relations campaign regarding the peace process, on the ground he is rapidly moving  to prevent the establishment of a sovereign Palestinian state.”  Dr. Erakat added, “Israel continues to change the landscape of Jerusalem aiming to change its status and turn it into an exclusive Jewish city. This process of cleansing and colonization must be stopped to change the dark reality of Israeli occupation into a free and sovereign Palestinian State with East Jerusalem as its capital.” 

Settlement plans in Sheikh Jarrah, similar to those in Silwan, Mount of Olives, Ras Al Amoud, Al Issawiya and other neighborhoods in East Jerusalem, aim to create a ring of settlements severing the Old City from the rest of occupied East Jerusalem and the West Bank.”

About the Shepherd Hotel Property

The property currently referred to as the Shepherd’s Hotel was built in the 1930’s by Haj Amin Al-Husseini, the Grand Mufti of Jerusalem, as his family home outside of the Old City of Jerusalem. Upon his exile by the British in 1937, the property fell under British government control and was pressed into service as a military outpost. During the period of Jordanian rule, from 1948 through 1967, the Mufti's proxy took control of the property, assumed its management and rented it to hoteliers. Thus the home became known as the Shepherd’s Hotel. In 1967, the Hotel, along with the rest of Sheikh Jarrah neighborhood where it’s located, fell under Israeli occupation. Israeli authorities confiscated the property and  transferred it to the Israeli Custodian of Absentee Property who in turn transferred it to the Israeli Development Authority from where it subsequently passed, on 5 November 1985, to "C & M Properties." [do milionário judeu-americano e pró nacional-sionista Irving Moscowitz ]

The Shepherd’s Hotel is currently being demolished  in order to facilitate the construction of a residential Jewish settlement. These demolition and settlement construction plans mask an settlement  project that date back to the 1984. In July 2009, the Israeli planning authorities approved the construction license for the project, thus allowing for the demolition of the existing building in favor of two new residential buildings, which will include 30 housing units and associated amenities at the first stage and 90 housing units at a later stage.

02 agosto, 2010

O despejo das familias palestinas Hanoun e Al Ghawi


Os móveis das famílias Hannoun e Al Ghawi atirados para a rua (à esquerda) e os colonos israelitas apossando-se da casa dessas famílias (à direita) no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental em 2 de Agosto de 2009.

Que cesse a colonização israelita, apelo da OLP

You can find the original version in English after the Portuguese version.

Recebemos hoje às 14:26, do Departamento de Negociações da Organização para a Libertação da Palestina o seguinte comunicado de imprensa que traduzimos:

Assinalando um ano após a expulsão das famílias Al Ghawi e Hanoun, o chefe negociador palestino, Dr. Saeb Erekat apelou à comunidade internacional para faça cessar as políticas brutais de Israel contra os palestinos em Jerusalém Oriental.

Hoje assinala-se o primeiro aniversário da expulsão das famílias Al Ghawi e Hanoun das suas casas no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental.

O chefe negociador palestino, Dr. Saeb Erekat assinalou o aniversário, convidando a comunidade internacional a tomar medidas eficazes para deter tais acções de colonização israelita na parte ocupada de Jerusalém Oriental e em noutras partes da Cisjordânia.

"No momento em que líderes mundiais apelam ardentemente para negociações directas, peço-lhes para que empreguem o mesmo nível de entusiasmo para impedir Israel de continuar o seu processo de colonização no território palestino ocupado, particularmente em Jerusalém Oriental" afirmou o Dr. Erekat. "Há um ano atrás, duas famílias palestinas com 19 crianças foram violentamente expulsas de suas casas pela polícia israelita, que posteriormente permitiu que colonos israelitas ocupassem as casas deles."

"Uma noite antes da Liga Árabe se reunir no Cairo para discutir o destino das negociações directas, na [passada] quinta-feira 30 de Julho, colonos israelitas apossaram-se de um edifício no coração da Cidade Velha com o apoio da polícia israelita. Hoje milhares de pessoas estão ameaçadas pela continuação das políticas de colonização ilegal de Israel, que incluem despejos de casas, demolições e revogação dos seus cartões de identificação, privando-as assim do direito a viver na sua cidade natal."

"Israel continua afirmando que Jerusalém é uma cidade aberta com direitos iguais para todos. Eu desafio os tribunais de Israel a permitirem os palestinos de Jerusalém a reclamarem a devolução de suas propriedades em Jerusalém Ocidental.

Eu desafio os governos de Israel a parar de expulsar os palestinos de Jerusalém Oriental e para que cessem de trazer mais colonos para a cidade.

Eu desafio o município israelita de Jerusalém, para que cesse a demolição de casas palestinas e que cesse de pôr em prática os seus planos de expansão implacável de colonatos israelitas em seu lugar.

E desafio a comunidade internacional para agir reconhecendo que o principal problema é a execução implacável pelo establishment político e judicial israelita desde 1967 do seu programa de colonização no território palestino ocupado ".

Dr. Erekat concluiu: "Não haverá Estado palestino sem Jerusalém Oriental como sua capital, e não haverá paz sem o fim da ocupação israelita e uma reversão das suas políticas de colonização.

A nossa visão é de uma cidade aberta e compartilhada de Jerusalém como a capital dos dois estados, com base nas fronteiras acordadas.

A comunidade internacional apoia esta visão e entretanto Israel faz todos os esforços para sabotar a possibilidade de alcançá-la. "

OLP Press Release 

22 maio, 2010

Todas as semanas há um movimento de protesto pela paz que cresce em Sheikh Jarrah

Público - Todas as semanas há um movimento de protesto que cresce mais um pouco em Israel


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Neste artigo do Público assinado pela jornalista Maria João Guimarães dá-se conta de uma das inúmeras acções de protesto que decorrem, de forma repetida, desde há muito tempo, quer em Israel, quer nos territórios ocupados da Palestina - neste caso trata-se de Sheikh Jarrah, situado em Jerusalém Oriental, logo, de acordo com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas aplicáveis, em  território ocupado da Palestina e não em Israel, como titula.

É de sublinhar que o que começou por ser um protesto contra a expulsão de famílias palestinas das suas casas, foi ganhando dimensão, apesar da repressão policia que intrevém desrespeitando a legalidade de tais manifestações, e transformando-se num protesto a favor de um acordo de paz entre israelitas e palestinianos.

Neste artigo escreve-se:

"...
E, muito importante também, os protestos começaram a ter participação não só de israelitas mas também de palestinianos moderados.
..."

Eu gostava de saber o que a Maria João Guimarães entende por "palestinos moderados" e é pena no artigo não surgir o nome de nenhum deles.

Porque, deixem que lhes diga face a tão violenta ocupação, a tão opressiva repressão e injustiça, a tanta descriminação, a tantos actos criminosos, incluindo genocídio e limpeza étnica, em meu entender, muito moderados eles são.

Quanto à afirmação da jornalista Lisa Goldman de que "Os palestinianos não se costumam manifestar ao lado dos judeus. Estamos a ver isso em Sheikh Jarrah", Linda Goldman deve estar há pouco tempo em Israel ou então nunca relevou a participação de israelitas judeus e laicos, nas manifestações palestinas.

O que acontece é que o movimento pela paz israelita se tem vindo a reforçar com aqueles que tem vindo a tomar consciência que só através da paz poderão garantir um Israel livre e democrático, e onde as liberdades sejam respeitadas e garantidas e não postergadas como agora acontece em nome da "segurança nacional".