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01 janeiro, 2011

Salário Mínimo Nacional

€ 485,00
A medida da pouca-vergonha!

As empresas que não podem pagar o salário mínimo de € 500,00,
ou não têm viabilidade económica e vão fechar no curto prazo,
ou tem patrões sanguessugas!

O Governo de José Sócrates continua a demonstrar à exaustão:
incapacidade para entender a realidade económica;
falta de coragem política;
total insensibilidade social!

07 junho, 2010

Governo propõe transferência dos bancários para a Segurança Social

Jornal de Negócios Online


Na edição do Jornal de Negócios de hoje, informa-se que "o Governo propôs à banca a transferência para a Segurança Social das responsabilidades futuras com as reformas dos bancários no activo e que hoje descontam para os fundos de pensões dessas instituições."

Sendo um bom negócio para o Governo - um encaixe de milhões cujas obrigações são deferidas a longo prazo - e por certo para a Banca - que no processo negocial irá retirar dividendos e vantagens, nomeadamente, estou certo, quanto às correcções em curso no provisionamento dos Fundos de Pensões, que nalguns casos não correspondem às necessidades actuariais - se-lo-à para os trabalhadores bancários? Duvido!

E quem vai fazer a auditoria actuarial dos Fundos de Pensões se a Segurança Social os vier a integrar? As Finanças?

22 maio, 2010

Certificados do Tesouro para quem?

O Governo anunciou que iria lançar um novo produto de dívida pública, os Certificados do Tesouro (CT) a partir de Julho.

Com esta medida, o Governo pretende incentivar a poupança e, ao mesmo tempo, por os portugueses a financiar a dívida de Portugal, tal como nos certificados de aforro.

Não se conhecem ainda as suas características para além de que o capital aplicado estará sempre garantido, a rentabilidade será mais elevada do que a dos actuais certificados de aforro, o pagamento dos juros será anual e que... o investimento mínimo será de 1.000 unidades de participação, com um custo de um euro cada, ou seja...

MIL EUROS de investimento mínimo? Em unidades de participação de UM EURO?

Esta operação apresenta-se assim, tão somente, como uma mera operação tecnocrática, em que nem sequer foi tido em conta, estou certo, os custos de emissão e manutenção, para definir qual seria o "ponto de entrada" óptimo para o investimento mínimo.

Se este fosse um Governo do Povo e para o Povo - que assumidamente não é, tendo em conta as medidas anti-populares que tem assumido ao longo do tempo, mesmo antes da crise - teria  utilizado esta operação para chamar os Portugueses a uma participação cívica e democrática na sustentabilidade financeira de Portugal, contribuindo com as suas poupanças e ao mesmo tempo intervir pedagogicamente no sentido da criação de hábitos de poupança.

O valor agora definido como o "investimento mínimo" desta operação, define também a distância a que este Governo se encontra da realidade, onde a esmagadora maioria dos portugueses sobrevive e a falta de interesse que tem em ser sujeito na construção de uma socieadade mais democrática e participativa.

Por curiosidade a 13 de Maio... neste blog (que não haja enganos) já tinha proposto:

"...
Pouparem, através da compra de títulos de dívida da República, criando uma campanha que operacionalizasse esta aquisição, para valores acessíveis a qualquer cidadão, e que a tal incentivasse, quer em termos financeiros, quer em termos de reconhecimento pessoal: Lista a publicar na internet, com o nome dos investidores e o valor investido.
..."