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24 agosto, 2010

Director-Geral da Agência de Energia Atómica visita Israel. Em treze anos é a segunda visita.

O director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), Yukiya Amano, iniciou ontem a sua primeira visita a Israel desde que assumiu o cargo, em Dezembro de 2009, informa a edição digital do diário Haaretz.

Segundo o jornal, a viagem tem como objectivo melhorar as relações entre a agência nuclear das Nações Unidas e Israel, [e, espero eu, para iniciar uma maior supervisão aos programas nucleares, civil e militar,de Israel pela IAEA]. Israel não confirma ou desmente oficialmente o tamanho do seu arsenal nuclear, estimado em cerca de 300 ogivas.

O anterior presidente da IAEA, o egípcio Mohamed El Baradei, durante os seus mandatos, 12 anos no total, só visitou duas vezes Israel e uma delas com carácter privado.

Yukiya Amano reunirá com o presidente israelita, Shimon Peres, e com os vice primeiro-ministros e ministros dos Assuntos Estratégicos, Moshe Yaalon, e dos Serviços de Informação e da Energia atómica, Dan Meridor; e com o director da Agência Israelita para a Energia Atómica, Shaul Horev, que foi quem lhe endereçou o convite para esta visita [o interesse oficial em afirmar que é esta visita é fruto de um convite e não do cumprimento de uma obrigação de prestar contas à IAEA, situação que começa a ser insustentável a nível internacional].

Amano não se reunirá com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que está de férias, segundo o Haaretz.

A visita de Amano tem como pano de fundo o progresso do plano nuclear iraniano, que Israel encara como uma ameaça à sua existência, [a versão oficial e que Israel pretende dar maior enfase por motivos de e a preparação de uma reunião geral da AIEA na qual os países árabes querem discutir o programa nuclear israelita e a sua recusa em assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Em Maio, a conferência de revisão do TNP apelou, no seu documento final - adoptado por consenso pelos 189 signatários do tratado - a Israel que se juntasse ao tratado e convocou uma conferência a realizar em 2012 com o objectivo de criar uma zona livre de armas nucleares no Médio Oriente.

Netanyahu classificou então o texto como "profundamente erróneo e hipócrita".

25 maio, 2010

Israel: Uma potência nuclear responsável?

A responsible nuclear power? | World news | guardian.co.uk

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Um post assinado por  Julian Borger  no  JulianBorger's GlobalSecurityBlog do The Guardian.

Onde se fala de como os reflexos da revelação do filrt entre Israel e a África do Sul [do apartheid] irão reforçar as reclamações sobre a política de dois pesos e das duas medidas - Israel vs. Irão e Síria - num momento especialmente delicado da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que decorre em Nova York e onde se debate o guião a seguir para pôr em prática as decisões da Resolução de 1995 para transformar o Médio Oriente, numa zona livre de armas nucleares, químicas e biológicas.

O draft agora em debate representa um meio-termo entre os desejos dos Estados Árabes para uma conferência negocial e o ponto de vista dos EUA que considera prematura a execução de uma tal proposta.

E onde se recorda  Mordechai Vanunu, um israelita, que foi o primeiro a fornecer informações sobre o poder nuclear israelita e por isso foi raptado, em Itália onde se encontrava, levado para Israel, torturado, condenado a 18 anos de prisão, 11 dos quais cumpridos na "solitária" sendo considerado por isso um 'prisioneiro de consciência" pela Aministia Internacional.

Vanunu, que foi libertado em Abril de 2004, desde então, foi acusado em pelo menos em 21 ocasiões pela justiça por violar as restrições à sua liberdade.

A última condenação foi decretada em Dezembro passado por ter falado com um jornalista, tendo sido detido no passado domingo para cumprir uma pena de três meses de prisão.

Siga a campanha da Amnistia Internacional Portugal aqui.