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01 agosto, 2012

Israel "embaraça" Morsi


noticias.terra.com.br
Israel disse nesta terça feira que recebeu uma carta do presidente do Egito, Mohamed Mursi, sinalizando a intenção de trabalhar pela paz do Oriente Médio

31 julho, 2012

Morsi quer colocar a paz no caminho certo



22 novembro, 2011

Acta provisória do Conselho de Segurança presidido por Paulo Portas (11.11.21)

Acta Provisória da 6662.ª Sessão do Conselho de Segurança/UN de 21/11/2011, presidida por Portugal, na pessoa do MNE Paulo Portas, onde Robert Serry, Cordenador Sspecial para o Processo de Paz do Médio Oriente e Representante Pessoal do Secretário Geral, fez uma apresentação sobre:

"The situation in the Middle East, including the Palestinian question"

18 fevereiro, 2011

Kathleen Christison: Os EUA, como patrono de Israel no Médio Oriente


  Kathleen Christison (*)

A imprensa não discute Israel nem noticia o que Israel faz no Oriente Médio, mais diretamente aos palestinos que vivem sob ocupação militar. O tema sempre dispara cartas de leitores indignados e cancelamento de assinaturas de jornais e revistas. Assim, silencia-se sobre o fato de que Israel é o fator determinante de praticamente todas as políticas e ações dos EUA no Oriente Médio.

O artigo é de Kathleen Christison - Counterpunch (16 de Fevereiro de 2011)


Há cerca de dez dias, participei de discussão especialmente interessante sobre Israel e seu relacionamento com a política dos EUA para o Oriente Médio, considerados os atuais acontecimentos no Egito e em outros países do mundo árabe. Meu interlocutor foi um dos mais brilhantes comentaristas de política norte-americana da mídia alternativa, mas disse que, para ele, Israel não teria qualquer importância considerável no que os EUA fazem na região.

Devo dizer que pode ser caso de uma espécie de ‘ponto cego’ no panorama mental sempre que se trata de Israel – fenômeno frequente também entre os pensadores progressistas. E espero que o torvelinho pelo qual passa a região acabará abrindo os olhos também dos que ainda tendem a minimizar o papel central que Israel desempenha na política dos EUA.

Os recentes eventos no Egito e os “Documentos da Palestina” publicados por WikiLeaks e divulgados pela rede al-Jazeera, com conversações entre palestinos e israelenses, aí estão, como prova escrita, mais contundentes que qualquer outra divulgação, de que os EUA fazem o que fazem no Oriente Médio em vasta medida por causa de Israel – para proteger e salvaguardar Israel contra os vizinhos árabes que se revoltam contra o tratamento que Israel dá aos palestinos; contra muçulmanos, também revoltados pelos mesmos motivos; contra todos os críticos que reclamam das agressões militares dos israelenses contra Estados próximos; contra a ira de outros Estados eternamente ameaçados por Israel; contra governos na região que não aceitam que Israel seja o único Estado nuclear e insistem em desenvolver programas nucleares próprios, que lhes deem meios para conter Israel e defender-se das agressões dos israelenses.

É instrutivo lembrar que o Egito é importante para os EUA quase exclusivamente porque assinou um tratado de paz com Israel em 1979 e ajuda a garantir a segurança de Israel, defendendo a fronteira ocidental; ajudando em ataques militares contra outros países árabes; fechando os túneis que chegam a Gaza, pelos quais o Hamás contrabandeia algumas armas, e a população de Gaza obtém comida e outros artigos essenciais; e, claro, também porque o Egito ajuda a minar o poder do Hamás em Gaza. Os EUA também consideram o Egito como roldana importante em sua máquina de “guerra ao terror” e na guerra contra o radicalismo islâmico – função também intimamente ligada aos interesses de segurança de Israel.

Obviamente, o Egito é importante, de pleno direito, na Região. O tamanho do país e sua localização estratégica garantem que sempre terá influência considerável na política do Oriente Médio, e há séculos é o coração da cultura árabe, para o que não precisa de ajuda dos EUA.

As três últimas semanas de luta do povo egípcio por democracia aumentou a importância do Egito, capturando a imaginação dos povos do mundo inteiro (exceto de muitos, talvez a maioria, em Israel e da direita linha-dura nos EUA, com destaque para a ala daquela direita que apóia Israel).

Mas a parte fundamental que interessa destacar é que os EUA não teriam o relacionamento militar, político e econômico tão íntimo que têm com o Egito há mais de 30 anos, não fosse o Egito aliado de Israel e o fato de que, nas palavras de Rashid Khalidi, especialista em Oriente Médio, o Egito sempre aceitou “a hegemonia regional de Israel”. O 1,5 bilhão anual de dólares em ajuda militar, e os 28 bilhões em assistência econômica e para o desenvolvimento ao longo dos últimos 35 anos não seriam entregues ao Egito, se o antecessor de Mubarak, Anwar Sadat, não tivesse suplicado por eles e, afinal, não tivesse concordado em assinar um tratado de paz com Israel, que removeu o Egito – o mais poderoso exército do mundo árabe – da lista das ameaças ‘existenciais’ contra Israel, abandonando os palestinos e outros partidos árabes aos seus próprios (poucos) recursos.

Com o Egito fora do jogo e já, de fato, jogando a favor, Israel ficou livre para lançar vários ataques militares contra países vizinhos, duas vezes contra o Líbano e incontáveis vezes contra Gaza e a Cisjordânia, e livre para expandir as colônias exclusivas para judeus em territórios ocupados, roubar terra dos palestinos e massacrar rotineiramente os palestinos, sem medo de retaliação nem, sequer, de qualquer manifestação mais significativa vinda de qualquer exército árabe.

O comentarista israelense Aluf Benn já destacou além disso que, com Mubarak no poder, Israel sempre poderia sentir-se seguro em relação ao flanco ocidental no caso de atacar o Irã.

Hoje, Israel já não pode atrever-se a atacar o Irã, e assim continuará até que volte (se voltar) a poder confiar que receberá do Egito “apoio tácito a todos os seus atos”. Mas quem quer que substitua Mubarak, seguindo esse raciocínio, também terá de preocupar-se com não despertar a fúria das massas, no caso de mostrar muita disposição para apoiar Israel. “Sem Mubarak, desaparece qualquer possibilidade de Israel atacar o Irã.”

Para Israel e, portanto, também para os EUA, o investimento de bilhões que os EUA fizeram no Egito sempre valeu cada vintém. O fim da “estabilidade” que o Egito assegurava – ou seja, com Israel já sem poder confiar que se manterá em segurança, como potência regional dominante ­– é o fator de mudou muito dramaticamente todos os cálculos estratégicos dos EUA e de Israel.

Antes do tratado de paz Egito-Israel, os EUA jamais consideraram que o Egito fosse o item de alta importância estratégica que passou a ser depois de render-se e por toda a sua capacidade militar a serviço dos interesses de Israel. Pode-se dizer o mesmo sobre as relações dos EUA com inúmeros outros estados árabes. O envolvimento dos EUA no Líbano – inclusive os esforços para tirar o exército sírio do Líbano – também se explica quase completamente pela defesa dos interesses de Israel também ali.

O fracasso da invasão de Israel ao Líbano em 1982 ainda reverbera: em resposta àquela invasão, os EUA mandaram um contingente de Marines, que se envolveu em luta direta com facções libanesas, o que levou a um ataque a bomba devastador contra o quartel-general dos Marines que matou 241 militares e agentes dos EUA em 1983. O crescimento do Hizbullah, representando a população xiita sitiada no sul do Líbano, é resultado direto da invasão israelense; o aumento no número de pessoal norte-americano seqüestrado pelo Hizbullah ao longo dos anos 1980s é resultado da hostilidade que cresceu contra os EUA, por causa do apoio a Israel. Israel retirou-se em 2000 do sul do Líbano, depois de vinte anos de ocupação, deixando atrás de si um Hizbullah mais poderoso do que jamais fora. O continuado conflito ao longo da fronteira levou ao brutal ataque de Israel contra o Líbano no verão de 2006. Mas Israel não derrotou a organização islâmica nem fez diminuir sua popularidade. Como resultado disso, os EUA já há anos estão obrigados a trabalhar para minar o poder do Hizbullah e, essencialmente, para manter o Líbano como sinecura israelense.

A Jordânia foi aliada menor dos EUA durante décadas, até que concluiu um tratado de paz com Israel em 1994 e ganhou status aos olhos dos EUA. Então, o pequeno Estado na fronteira leste de Israel passou a receber gorda ajuda militar e econômica dos EUA. O perfil oficial da Jordânia nos arquivos do Departamento de Estado dos EUA expõe os argumentos que explicam o bom relacionamento com a Jordânia, todos ligados, mais ou menos diretamente, a Israel, mas sem jamais mencionar Israel: “A política dos EUA busca reforçar o comprometimento da Jordânia com a paz, a estabilidade e a moderação. O processo de paz e a oposição da Jordânia ao terrorismo seguem e indiretamente reforçam interesses mais amplos dos EUA. Assim também, mediante assistência militar e econômica e por vias de cooperação política, os EUA têm ajudado a Jordânia a manter-se estável e próspera.”

As referências a “reforçar” o comprometimento da Jordânia “com a paz, a estabilidade e a moderação” e à manutenção da estabilidade e da prosperidade da Jordânia dizem, de fato, sobre a Jordânia ajudar a manter a área – e sobretudo a fronteira com Israel – calma. Assim também, a expressão “indiretamente reforçam interessem mais amplos dos EUA” refere-se ao compromisso de cuidar da segurança de Israel. “Moderação”, no jargão do Departamento de Estado, é palavra-código para defesa dos interesses de Israel; “estabilidade” significa sempre ambiente seguro que atenda, primeiro, aos interesses de Israel.

Pode-se afirmar com segurança que nem o Líbano nem a Jordânia jamais teriam a importância que têm para os EUA, se os EUA não considerassem importante manter calmas as áreas de fronteira desses dois países com Israel, sempre considerada, só, a segurança de Israel. O mesmo não se pode dizer da Arábia Saudita, onde os EUA têm interesses vitais no petróleo, além da preocupação com a segurança de Israel. Mas, ao mesmo tempo, os EUA controlaram todos os impulsos dos sauditas na direção de defender os palestinos ou quaisquer outros árabes sob sítio dos israelenses, e puseram os sauditas bem alinhados, pelo menos implicitamente, ao lado de Israel, em várias questões – seja quando Israel atacou o Líbano em 2006 seja em 2008-2009, quando Israel massacrou Gaza seja, ainda, no que tenha a ver com a suposta “ameaça iraniana”. Vai muito longe o tempo em que os sauditas enfureceram-se por conta do apoio dos EUA a Israel, a ponto de imporem um embargo ao petróleo, como aconteceu em 1973.

Os documentos recentemente divulgados por WikiLeaks de telegramas do Departamento de Estado e, sobretudo, a divulgação pela rede al-Jazeera de minutas de reuniões das negociações entre Israel e palestinos ao longo da última década também mostram com ofuscante clareza o quanto os EUA jogam duro, e que o jogo duro sempre funcionou, para ajudar Israel no processo de negociação com palestinos.

O apoio dos EUA a Israel jamais foi segredo, e cada vez é menos secreto ao longo dos últimos anos, mas os telegramas vazados fazem ver um quadro muito mais dramático do total desdém dos EUA pelos interesses dos palestinos nas negociações e o quanto os palestinos foram deixados sem qualquer poder de barganha ante a recusa de Israel a qualquer concessão.

Chama a atenção, naqueles documentos, que os EUA fazem o papel de “advogado de Israel” – descrição cunhada por Aaron David Miller, depois de trabalhar nas negociações durante a era Clinton. E é o mesmo papel sempre, seja nos governos Bill Clinton ou George W. Bush ou Barack Obama: sempre prevalecem os interesses e demandas de Israel.

Fora do mundo árabe, também a política dos EUA para o Irã é ditada praticamente toda, por Israel. A pressão para atacar o Irã – seja ataque direto dos EUA, ou apoio dos EUA a ataque de Israel – que está em pauta há quase oito anos, desde o início da guerra no Iraque, sempre veio toda de Israel e de seus apoiadores nos EUA. É pressão declarada, e é impossível negar o quanto Israel pressionou para que os EUA atacassem o Iraque.

Se algum dia os EUA se envolverem em ataque militar contra o Irã, diretamente, ou como força de apoio dos israelenses, acontecerá porque Israel decidiu que acontecesse. Se não houver ataque algum contra o Irã, como Aluf Benn prevê que não haverá, foi porque Israel tremeu, agora, depois de iniciada a Revolução Egípcia.
Israel e o desejo de defender a própria hegemonia regional foram fatores substancialmente importantes também para arrastar os EUA à guerra no Iraque – embora haja quem discorde, entre progressistas e conservadores, que entendem que aí haveria em jogo outras forças além das relações EUA-Israel-árabes.

Meu interlocutor progressista, por exemplo – que fez valente oposição ao envolvimento dos EUA na aventura do Iraque e também se opõe fortemente a qualquer ataque ao Irã, e está sem dúvida profundamente perturbado por os EUA não terem pressionado para a imediata partida de Mubarak – não concorda completamente com minha ideia de que Israel e seus apoiadores nos EUA são fator a considerar no envolvimento dos EUA na guerra do Iraque. No início da discussão, ele falou longamente sobre os neoconservadores, seu antigo think tank “Project for a New American Century (PNAC)” e o manifesto interesse do PNAC dos neoconservadores em fazer avançar a hegemonia global dos EUA; e defendeu a ideia de que, quando George W. Bush chegou ao poder, todo um completo think tank instalou-se na administração. Mas, embora reconheça os objetivos dos neoconservadores e o sucesso que alcançaram na implantação daqueles objetivos, nem assim concorda com que o PNAC e os neoconservadores também estivessem tão interessados em promover a hegemonia regional de Israel quanto em promover o imperialismo norte-americano.

Quando, contudo, observei que Bush não instalou só um think tank dentro do governo, mas também, simultaneamente, instalou efetivamente o lobby israelense, ou a ala mais ativa daquele lobby, nos mais altos escalões do governo, nos conselhos políticos, meu amigo logo concordou: oh, claro, ele concordou com vigor, eles (os neoconservadores) “são todos Likudniks.” Há aqui alguma espécie de desconexão, que meu interlocutor parece não perceber: além de reconhecer a íntima ligação entre os neoconservadores e Israel, ele também reconhece que os neoconservadores trabalharam, de algum modo, por Israel. Como se tudo se justificasse, porque escreveram suas simpatias pró-Israel nas portas da Casa Branca e do Pentágono, ao assumir os cargos. Como se tudo se justificasse por declararem que abdicavam de todas as suas longas histórias de serviços prestados a Israel e de orientação dada há anos a políticos israelenses – orientação que incluiu conselho muito real, por escrito, em 1996, para que Israel atacasse o Iraque.

Sempre foi muito claro para muitos analistas, durante anos, até décadas, que os EUA favorecem Israel, mas a realidade jamais foi revelada tão explicitamente, até que eventos recentes puseram a nu o relacionamento, e trouxeram à luz o fato de que no centro de praticamente todos os movimentos dos EUA na região sempre está Israel.

Sempre foi tabu falar dessas realidades, tabu que amordaçou gente como o meu interlocutor. Ninguém fala contra Israel, porque quem fale sempre poderá ser dito antissemita, acusado de “selecionar” Israel como alvo preferencial de críticas. A imprensa não discute Israel nem noticia o que Israel faz no Oriente Médio e, nunca, o que Israel faz mais diretamente aos palestinos que vivem sob ocupação militar, porque o tema sempre dispara cartas de leitores indignados e cancelamento de assinaturas de jornais e revistas, dos apoiadores de Israel que militam nos EUA. Candidatos a deputado e senador poriam em risco as gordas doações de campanha, se dissessem a verdade sobre Israel. E assim aconteceu que Israel sumiu do radar da opinião pública. Muitos progressistas até mencionam Israel “de passagem”, como meu amigo, mas nada além disso. E a crítica não avança.

Ultimamente, porque já não se fala sobre Israel, já ninguém nem pensa sobre Israel. Assim, já ninguém nem vê que Israel é o fator determinante de praticamente todas as políticas e ações dos EUA no Oriente Médio.

É tempo de começar a falar de Israel. Todos, no Oriente Médio, já começam a ver o que há para ver, como a Revolução Egípcia deixou tão claro. É provável que muitos outros, em todo o mundo, também estejam vendo. Temos de começar a ouvir a voz do povo – não dos políticos e líderes, que vivem de dizer o que supõem que nos interesse ouvir.

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

* Kathleen (McGrath) Christison (nascida em 1941) é uma analista política e escritora norte-americana, cuja principal área de interesse é o conflito israelo-palestino.

Durante dezesseis anos, Christison trabalhou como analista política para a CIA. Entre 1963 e 1972, o seu trabalho centrou-se sobre o Vietnam, nos últimos sete anos, antes de sua demissão da agência em 1979, sobre o Médio Oriente.

Desde que deixou a CIA, Christison tem trabalhado como free-lance, tendo, ela e o seu marido, Bill Christison, ganharam reconhecimento como críticos notórios de Israel.

Os seus artigos têm sido publicados com frequência pelo Journal of Palestine Studies e pelo CounterPunch, bem como na Electronic Intifada e Adbusters.

Também é autora de dois livros: "Perceptions of Palestine: Their Influence on U.S. Middle East Policy" (Percepções da Palestina: Sua influência na política dos EUA para o Médio Oriente), 1999 e 2001 e "The Wound of Dispossession: Telling the Palestinian Story", (A Ferida da Expoliação: Contar a história palestina), 2002

E ainda em co-autoria com o seu marido Bill Christison: "Palestine in Pieces: Graphic Perspectives on the Israeli Occupation, (Palestina em pedaços: Panorama real sobre a ocupação israelita,)2009.

02 dezembro, 2010

AG da ONU clarifica isolamento EUA-Israel face à questão Palestina

A Assembleia Geral da ONU concluiu um debate de dois dias, (ver comunicado de imprensa), sobre a questão da Palestina e a situação no Médio Oriente adoptando seis resoluções.
  1. A proposta de resolução sobre o Comité para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino (documento A/65/L.14), foi adoptada por 112 votos a favor, 9 votos contra (Austrália, Canadá, Estados Unidos, Israel, Japão, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru e Palau) e 54 abstenções, entre elas a de Portugal e dos restantes países da União Europeia.
  2. A proposta de resolução sobre a Divisão para os Direitos Palestinos do Secretariado (documento A/65/L.15), foi adoptada por 110 votos a favor, 9 votos contra (Austrália, Canada, Estados Unidos, Israel, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru, Nova Zelândia e Palau) e 56 abstenções, entre elas a de Portugal e dos restantes países da União Europeia.
  3. A proposta de resolução sobre o Programa especial de informação sobre a questão da Palestina do Departamento de Informação Pública do Secretariado (documento A/65/L.16), foi adoptada por 167 votos a favor, (entre eles o de Portugal), 8 votos contra (Austrália, Canada, Estados Unidos, Israel, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru e Palau) e 2 abstenções, Camarões e Tonga.
  4. A proposta de resolução sobre o Acordo pacífico da questão da Palestina (documento A/65/L.17), foi adoptada por 165 votos a favor, (entre eles o de Portugal), 7 votos contra (Austrália, Estados Unidos, Israel, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru e Palau) e 4 abstenções, Camarões Canadá, Costa do Marfim e Tonga.
  5. A proposta de resolução sobre Jerusalém (documento A/65/L.18), foi adoptada por 166 votos a favor, (entre eles o de Portugal), 6 votos contra (Estados Unidos, Israel, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru e Palau) e 4 abstenções, Austrália, Camarões, Panamá e Tonga.
  6. A proposta de resolução sobre o Golan Sírio (documento A/65/L.19), foi adoptada por 118 votos a favor, 7 votos contra (Canada, Estados Unidos, Israel, Ilhas Marshall, Micronésia (Federação dos Estados da), Nauru e Palau) e 52 abstenções, entre elas a de Portugal e dos restantes países da União Europeia.
Como se verifica em todas as votações realizadas a 30 de Novembro na Assembleia Geral da ONU, os Estados Unidos acompanhou, votando contra, Israel, contando ainda com o exíguo apoio das Ilhas Marshall, da Micronésia, de Nauru e de Palau.

Enquanto a Austrália apoiou Washington e Tel Aviv em quatro das resoluções, o Canadá na mesma quantidade, mas em diferentes textos, e o Japão e a Nova Zelândia apenas em uma, também elas diferentes.

De diferentes ângulos, todos os documentos exigem a Israel a retirada dos territórios palestinos ocupados, o fim da construção dos colonatos e o cumprimento das resoluções da ONU sobre o Médio Oriente.

Além disso, reiteram a defesa dos direitos inalienáveis do povo palestino, entre eles, a sua livre autodeterminação, um dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

Assim podemos afirmar que ficou claro o isolamento dos Estados Unidos e de Israel, sobre as questões do Médio Oriente em geral e sobre a questão Palestina em especial.

04 novembro, 2010

5 factos sobre o voto dos judeus americanos nas eleições de 2010

Escolhi 5 dos factos que considerei mais relevantes de uma lista de 10 que a organização judaica americana pró-paz e pró-Israel JStreet coligiu para desmontar a campanha que os sectores do "nacional"-sionismo puseram em marcha após a derrota dos democratas com o objectivo de sabotarem qualquer esforço de Obama em relação à paz no Médio Oriente.

Isto apesar da toda a indulgência demonstrada pela Administração de Obama face aos desmandos de Israel no campo dos direitos humanos e do cumprimento da lei e decisões internacionais. O lobby do "nacional"-sionismo achou demais o agravo e como comprovou hoje a propagandista Ester Mucznik na sua crónica no Público, não esquece nem perdoa.

Facto # 1: 60% dos judeus americanos têm uma opinião favorável acerca de Obama, apesar dos constantes boatos em sentido contrário.

Facto # 2: 71% dos judeus americanos apoiam que os EUA desempenhem um papel activo na resolução do conflito, mesmo que isso signifique discordar publicamente tanto os israelitas quanto dos árabes, apesar de dois anos de constantes ataques da direita sobre a política do Presidente para o Médio Oriente.

Facto # 3: Quando perguntados quais são as duas questões mais importantes para decidir como votar, apenas 7% dos eleitores judeus escolheram Israel, colocando esta questão em oitavo lugar empatada com o meio ambiente.

Facto N º 4: As questões que são importantes para eles são as mesmas que são importantes para os outros eleitores americanos: a economia (62%), a saúde (31%), o défice e a despesa pública (18%) e a educação (12%).

Facto # 5: Os judeus americanos têm uma opinião fortemente desfavorável em relação ao Tea Party (71%), Glenn Beck (67%), Sarah Palin (78%) e Partido Republicano (70%).

Fontes: National Survey of American Jewish Voters (November 2, 2010), Survey of PA Jewish Voters (November 2, 2010), Survey of IL-09 Jewish Voters (October 21-24, 2010); Conducted by Gerstein | Agne Strategic Communications; Resultados globais disponíveis em http://2010.jstreet.org

Saiba mais em: http://2010.jstreet.org

23 outubro, 2010

Tardou mas chegou: Igreja Católica pede à ONU que ponha fim à ocupação israelita dos territórios palestinianos

Igreja Católica pede à ONU que ponha fim à ocupação israelita dos territórios palestinianos - Mundo - PUBLICO.PT

Respigado do Público:

O Sínodo dos bispos católicos especialmente dedicado ao Médio Oriente pediu hoje às Nações Unidas e à comunidade internacional que acabem com a ocupação israelita dos territórios palestinianos.


“Os cidadãos dos países do Médio Oriente - lê-se no texto distribuído hoje pelo Vaticano - pedem à comunidade internacional, em particular à ONU, que trabalhe sinceramente para uma solução de paz justa e definitiva na região. Isto através da aplicação das resoluções do Conselho de Segurança; e através da adopção das medidas jurídicas necessárias para acabar com a ocupação dos diferentes territórios árabes”.

"Esqueceram-se"  de referir Gaza que técnicamente não está ocupado? Ou será uma questão de "política"?


Leia o resto seguindo o link acima indicado.

24 julho, 2010

ASEAN condena Israel pelo ataque ao comboio naval humanitário

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da ASEAN na sua 43.ª reunião, em Hanoi, de 19 a 20 de Julho, aprovaram um comunicado conjunto onde, quanto ao "Processo de Paz do Médio Oriente", condenaram Israel, apelaram para o levantamento do bloqueio sem restrições a Gaza e encorajaram o reínicio de negociações, nos seguintes termos

"69. Nós condenamos firmemente o ataque militar de Israel contra um comboio de navios que transportavam ajuda para a Faixa de Gaza, no que resultou perda de vidas e agravou a tensão na região. Neste sentido, em conformidade com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, (CSNU), que reiterou o apelo para o levantamento do bloqueio para garantir o acesso sem restrições da assistência humanitária ao povo palestino na Faixa de Gaza, a fim de ajudar a aliviar o seu sofrimento.

70. Encorajamos as partes interessadas a reiniciar as negociações sobre o processo de paz para uma solução final justa e abrangente com a realização de dois estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado, em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com base no "Roadmap", nas relevantes resoluções da (CSNU), bem como na Iniciativa de Paz Árabe."

A ASEAN tem os seguintes membros: Brunei, Cambodja, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname

31 maio, 2010

Flotilha de 8 navios transportando 700 activistas e 10.000 toneladas de ajuda humanitária para Gaza enfrentam bloqueio israelita


Um comboio de seis navios que transporta 10.000 toneladas de ajuda humanitária partiu para Gaza no passado domingo, desafiando os avisos de Israel de que serão interceptados, apressados e conduzidos para Aschkelon, onde os activistas ficarão detidos e daí deportados.

Os navios, liderados por uma embarcação turca, partiram de águas internacionais próximas de Chipre, na tarde de domingo, transportando cerca de 700 activistas, incluindo escritores, jornalistas e parlamentares da Irlanda, da Suécia e da Turquia. 

"Se tudo correr bem e não houver problemas ou interrupções de qualquer tipo, deveremos chegar a Gaza por volta das 14 horas (tempo local) de amanhã (segunda-feira), declarou Mary Hughes-Thompson, porta-voz do movimento "Free Gaza", um das entidades organizadoras. 

A frota foi organizada por grupos pró-palestinos e por uma organização turca de direitos humanos. 

A Turquia pediu a Israel que permita a passagem da flotilha com segurança e afirmou que os navios transportam  apenas ajuda humanitária. 

A Turquia é um dos mais próximos aliados de Israel no Médio Oriente , mas o relacionamento entre os dois países tem vindo a degradar-se. Aliás o primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan tem criticado frequentemente as políticas de Israel quanto aos palestinos. 

Recorde-se que Israel e Egipto fecharam as fronteiras de Gaza após o Hamas, ter assumido o controlo do território em 2007 e que a tensão na região mantém-se elevada desde a agressão israelita a Gaza entre os finais de 2008 e Janeiro de 2009.

A população de Gaza, milhão e meio de seres humanos sobrevive à míngua de tudo, devido ao desumano bloqueio de Israel, apesar da ajuda das Nações Unidas.

De todas as formas Israel enfrenta um dilema insolúvel segundo Ismail Haniyeh, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, que afirmou no passado sábado: “Se os navios chegarem a Gaza, é uma vitória para Gaza. Se forem interceptados e aterrorizados pelos Sionistas, será igualmente uma vitória para Gaza, e eles continuarão a vir com novos navios para quebrar o bloqueio a Gaza.”

25 maio, 2010

Israel: Uma potência nuclear responsável?

A responsible nuclear power? | World news | guardian.co.uk

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Um post assinado por  Julian Borger  no  JulianBorger's GlobalSecurityBlog do The Guardian.

Onde se fala de como os reflexos da revelação do filrt entre Israel e a África do Sul [do apartheid] irão reforçar as reclamações sobre a política de dois pesos e das duas medidas - Israel vs. Irão e Síria - num momento especialmente delicado da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que decorre em Nova York e onde se debate o guião a seguir para pôr em prática as decisões da Resolução de 1995 para transformar o Médio Oriente, numa zona livre de armas nucleares, químicas e biológicas.

O draft agora em debate representa um meio-termo entre os desejos dos Estados Árabes para uma conferência negocial e o ponto de vista dos EUA que considera prematura a execução de uma tal proposta.

E onde se recorda  Mordechai Vanunu, um israelita, que foi o primeiro a fornecer informações sobre o poder nuclear israelita e por isso foi raptado, em Itália onde se encontrava, levado para Israel, torturado, condenado a 18 anos de prisão, 11 dos quais cumpridos na "solitária" sendo considerado por isso um 'prisioneiro de consciência" pela Aministia Internacional.

Vanunu, que foi libertado em Abril de 2004, desde então, foi acusado em pelo menos em 21 ocasiões pela justiça por violar as restrições à sua liberdade.

A última condenação foi decretada em Dezembro passado por ter falado com um jornalista, tendo sido detido no passado domingo para cumprir uma pena de três meses de prisão.

Siga a campanha da Amnistia Internacional Portugal aqui.