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26 agosto, 2012
31 maio, 2010
Fugiu-lhe a boca para a verdade: Presidente alemão renuncia
Presidente alemão renuncia após comentário sobre guerra e interesses comerciais
O presidente alemão, Horst Koehler, surpreendeu o país ao anunciar nesta segunda-feira a sua renúncia ao cargo após ser amplamente criticado por declarações ligando ações militares aos interesses comerciais alemães.
Koehler afirmou em visita ao Afeganistão que um país como a Alemanha, que depende fortemente do comércio exterior, deveria saber que intervenções militares eram necessárias para defender os interesses alemães.
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13 maio, 2010
Carros oficiais, em Itália; Transportes públicos na Bulgária; PECulato em Portugal
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Actualizado em 20 de Junho de 2010
Segundo o Público de hoje o Estado Português detinha 28.793 veículos (automóveis e motociclos) no final do ano passado com uma média de 11,6 anos, sendo que 74 por cento das viaturas matriculadas tinham mais de sete anos. Este número representa um aumento face às cerca de 27.500 viaturas registadas no final de 2008.
Assim procedemos às alterações, desta informação decorrentes, nos dados e cálculos anteriormente apresentados.
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O título deste post nada tem a ver com o do The Economist onde se apresenta um gráfico construído com base nos números da frota automóvel oficial de um conjunto de Estados. 7 europeus, entre eles Portugal, os EUA, o Japão e a Turquia.
Segundo o Público de hoje o Estado Português detinha 28.793 veículos (automóveis e motociclos) no final do ano passado com uma média de 11,6 anos, sendo que 74 por cento das viaturas matriculadas tinham mais de sete anos. Este número representa um aumento face às cerca de 27.500 viaturas registadas no final de 2008.
Assim procedemos às alterações, desta informação decorrentes, nos dados e cálculos anteriormente apresentados.
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O título deste post nada tem a ver com o do The Economist onde se apresenta um gráfico construído com base nos números da frota automóvel oficial de um conjunto de Estados. 7 europeus, entre eles Portugal, os EUA, o Japão e a Turquia.
É pena não correlacionar esses dados com o PIB, ou com a população, porque assim permitiria uma avaliação mais perfeita do fenómeno e colocaria cada país no seu verdadeiro posicionamento, sendo certo que à Itália caberia sempre um berlusconiano primeiro lugar com 629.000 unidades. Para saber mais é só clicar no link.
Só por curiosidade.
Fazendo uma estimativa, tendo em conta o posicionamento no referido gráfico, de cada país, Portugal tem 28.793 terá cerca de 20.000 viaturas oficias [sem autarquias] vs. 55.000 da Alemanha.
Estes valores correlacionados com:
a) O PIB de 2009, estimado pelo FMI em dólares, resultaria que, para cada viatura oficial na Alemanha corresponderão 60,95 milhões de dóláres de produto e em Portugal a 7,91 11,39 milhões;
b) A população, com base nas estimativas a 1 de Janeiro de 2010, da Divisão de População, do Departamento de Economia e Assuntos Sociais das Nações Unidas, resultaria que, para cada viatura oficial na Alemanha, corresponderão 1.486 habitantes e para Portugal 369 532 habitantes.
Eu sei que estes resultados contém uma certa grande margem de erro mas mesmo assim podemos afirmar que temos uma frota automóvel desproporcionada, quer à população que deveria servir, quer à riqueza produzida.
Entretanto na Bulgária, o Primeiro-Ministro Boyko Borisov pediu aos seus ministros que renunciassem aos carros oficiais e motoristas e que passassem a usar os transportes públicos nas suas deslocações para chegar ao trabalho, segundo o diário búlgaro Standart, do passado dia 10 de Maio, num artigo assinado por Martin Karbovski, e intitulado: "Poder sem limusinas. Exemplo pessoal é mais importante do que a poupança em despesas extras"
Por cá as medidas centram-se nas receitas facilitistas e repentistas, sem visão, sem alma e sem decoro.
Corta-se no investimento, nas prestações sociais dos mais desfavorecidos. E de seguida propõe-se cortes nos salários e aumentos de impostos.
Não me esqueci da proposta do corte de 5% nos ordenados do Poder, mas nem nisso mostram coragem e vergonha.
Adiante.
Já ouviram da parte do Governo apelos para os Portugueses:
a) Comprarem produtos nacionais? (Ajudando a produção nacional, logo protegendo/fomentando o emprego.)
b) Pouparem em energia, nomeadamente nos combustíveis? (Reduzindo o nosso deficit e a nossa dependência do estrangeiro)
c) Pouparem, através da compra de títulos de dívida da República, criando uma campanha que operacionalizasse esta aquisição, para valores acessíveis a qualquer cidadão, e que a tal incentivasse, quer em termos financeiros, quer em termos de reconhecimento pessoal: Lista a publicar na internet, com o nome dos investidores e o valor investido.
d) Medidas concretas para reduzir a despesa como por exemplo as relativas à frota oficial.
Não? Eu acho que não, mas penso que é parte do que deveriam fazer.
Voltando ao tópico do The Economist, ao exemplo búlgaro, e à nossa realidade, esta é uma das áreas que assumidamente o PEC deveria tratar, apesar de serem medidas que qualquer gestor já teria assumido de há muito:
Voltando ao tópico do The Economist, ao exemplo búlgaro, e à nossa realidade, esta é uma das áreas que assumidamente o PEC deveria tratar, apesar de serem medidas que qualquer gestor já teria assumido de há muito:
a) Congelar a compra de novas viaturas, sem prejuízo de dar resposta às necessidades de dotação das Forças de Segurança e Serviços de Saúde e Protecção Civil;
b) Avaliação da distribuição/utilização de viaturas e sua redistribuição de acordo com as necessidades reais da missão de cada organização. As que estão a mais vendem-se claro... nem que seja para sucata (não é piada, espíritos malévolos);
c) Controle apertado da sua utilização, impondo regras e criminalizando de facto usos abusivos;
d) Controle apertado de consumos, gastos de manutenção e de reparação, por forma a impedir tanto quanto possível o desvio de combustíveis, peças e de valores de manutenção e reparações não realizadas.
Pois ... mas é sempre mais fácil cortar nos rendimentos de quem trabalha ou dos reformados e pensionistas.
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30 abril, 2010
Criação de uma agência de rating europeia na ordem do dia
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, declarou hoje que vai tomar iniciativas para criar uma agência de notação financeira europeia.
Aliás a ideia não é nova pois já Jean-Claude Juncker, o luxemburguês, Presidente do EuroGroup (o forum dos ministros das finanças da União Europeia) se tinha pronunciado, em 5 de Março passado, a favor da criação de uma agência de rating europeia, que seria supervisionada pelo Banco Central Europeu (BCE).
"Nós ouvimos demasiado as agências de notação", declarou então Juncker à rádio alemã Deuschlandfunk, "quando elas, a Standard & Poor's, Moody's e a Fitch, contribuíram para a queda dos mercados financeiros, a partir do final de 2008."
"Seria sensato que nós criássemos na Europa uma agência própria", acrescentou Juncker.
29 abril, 2010
A União Europeia já está a arder
Ontem a Standard & Poor’s (S&P) voltou a baixar a notação das dívidas soberanas da Grécia e de Portugal, metendo Espanha no mesmo saco.
Se há uns dias atrás o problema parecia ser, para alguns, apenas da Grécia, hoje, notoriamente, o problema é de todos os que subscreveram o pacto económico e monetário da União Europeia.
Como fazemos parte da União Europeia (UE) cabe ao Governo Português na defesa dos nossos interesses, ainda soberanos, e como um dos países mais directamente afectados, propor uma reunião com carácter de urgência para que se avalie a situação e se definam políticas e mecanismos que defendam a União Europeia como um todo e cada país membro em particular do impacto das notações de uma qualquer empresa de rating americana - a S&P é uma empresa privada americana, pertencente ao grupo The McGraw-Hill Companies - por muito correctas que aquelas possam ser.
Aliás as indefinições na abordagem à questão grega e o protelamento de uma decisão sobre o tema só tem agravado a situação e "infectado" outras como é patente, quanto aos casos tão distintos como os de Portugal e de Espanha.
O certo é que a UE já está a arder e o seu presidente Herman Van Rompuy, só agora anunciou que irá convocar uma reunião dos países da zona euro "para 10 de Maio", para debater a crise grega.
Eu tenho presente que, a 9 de Maio, irão realizar-se importantes eleições regionais na Alemanha, e que um resultado negativo poderá retirar a maioria ao Governo da Senhora Merkel, - por isso a marcação da reunião ser só para 10 - mas esta é mais uma razão para se definirem urgentemente politicas e mecanismos que blindem a UE de tais vicissitudes particulares.
Faço votos para que o Sr. Von Rompuy, até lá, altere a ordem de trabalhos para que, para além de avaliar a crise grega e definir a solidariedade devida à Grécia, sob as naturais garantias, se avalie igualmente a vulnerabilidade da UE face às notações das agências de rating americanas e se definam as políticas e medidas que defendam a UE de ataques mais ou menos especulativos.
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