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16 setembro, 2011

Hamas e Fatah reuniram em Gaza antes da AG da ONU


De acordo com a agência de notícias palestina Ma’na, representantes do Fatah e do Hamas reuniram em Gaza City, ontem, 15 de Setembro para, segundo declarações do comissário para as relações nacionais do Fatah, Diab al-Loh, discutir o acordo de reconciliação e a proposta para reconhecimento do Estado da Palestina na ONU.

Por sua vez o líder do Hamas Ismail Radwan esclareceu que o foco da reunião foram as questões em aberto no processo de reconciliação, acrescentando que a questão dos presos políticos deveria ser tratada em primeiro lugar. Radwan declarou ainda que ambos os lados têm opiniões diferentes sobre a proposta a apresentar à ONU, (o Hamas considera que esta proposta é apenas cosmética e que não trará qualquer resultado útil para o povo Palestino) mas que ambas as partes estão empenhadas em proteger a unidade nacional, acrescentado que foi analisada a necessidade de terem reuniões com mais frequência.

22 outubro, 2010

Actualizado: "Os países árabes devem-se unir para apoiar uma paz global" por Jimmy Carter

Actualizado com a tradução para português às: 00:42 de 2010.10.24

Respigado do blog da secção "Médio Oriente" do site da organização "The Elders"

The Elders - Jimmy Carter | 22 Oct 2010


Ao longo da nossa [The Elders] missão no Médio Oriente não encontramos ninguém que tivesse confiança no sucesso futuro do vacilante processo de paz. Em vez disso, ouvimos um fluxo constante de reclamações sobre as políticas de Israel, que são muitas vezes apoiadas ou toleradas pelos Estados Unidos. Não há dúvida de que muitas dessas preocupações se justificam, especialmente aquelas focadas na ocupação e colonização israelita da Palestina por colonos.

O que geralmente é esquecido nesta região é a relutância entre as nações árabes para assumir a responsabilidade pela falta de progresso em direcção à paz e à justiça para os palestinos ou do alívio do seu sofrimento. Os líderes políticos estão relutantes em tomar uma acção corajosa e concertada, mesmo que para promover a admirável Iniciativa Árabe de Paz, se existir o perigo de desagradar os Estados Unidos (ou a Israel).

A terrível situação do milhão e meio de palestinos em Gaza é aceite ou ignorado a tal ponto que 40.000 crianças em idade escolar estão sendo privadas de educação, enquanto alguns poucos felizardos assistem às aulas em contentores abandonados. Eles precisam de 250 novas escolas, mas nenhuns materiais de construção estão disponíveis para substituir ou reparar as casas, escolas, hospitais e outros edifícios públicos destruídos - com excepção de pequenas quantidades que chegam através dos túneis do sul. Onde está o clamor concertado ou uma torrente de ajuda financeira?

Existe uma relutância por parte de importantes líderes árabes de dar um forte apoio à reunificação das duas principais facções palestinas, o que permitiria que um governo de transição para realizar as há muito esperadas eleições e para que condições de normalidade sejam retomadas na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza .

O facto é que ninguém está sofrendo realmente na região, excepto os palestinos, e um esforço especial está sendo feito por Israel e por alguns outros poderes para tornar óbvio que a privação em Gaza, sob a direcção do Hamas é sempre pior do que noutras partes da Palestina, onde a Fatah tem o controlo.

É inconveniente recordar que os candidatos do Hamas triunfaram nas últimas eleições palestinas em Janeiro de 2006. Eles foram então declarados terroristas, privados de tomar posse, e todos aqueles que estavam fora de Gaza foram presos e punidos de outras maneiras. Existe um esforço por parte de Israel para deportar os que vivem em Jerusalém Oriental.

Existem muitas pessoas na Europa e nos Estados Unidos, que condenam a subjugação e a punição do povo palestino e apoiam um Israel plenamente reconhecido, pacífico e seguro. Eles precisam de um ponto de encontro, que não estará disponível até o mundo árabe esteja unido na defesa de ambos os objectivos. Uma crítica abafada e equívoca das políticas israelitas e deferência para com as dos Estados Unidos não será suficiente.

Os palestinos estão cada vez mais desesperados. Rezamos para que Israel pare com a construção nos colonatos para que as conversações de paz possam ser retomadas, mas outras acções serão necessárias se este esforço falhar. Uma opção bastante referida é a da Palestina ser reconhecida pela ONU e que lhe seja prestado apoio como um estado, dentro das fronteiras de 1967. Se os Estados Unidos vetar este movimento, então os países árabes, os da Europa, e outros ao redor do mundo devem agir. Pelo menos, o impasse seria quebrado.


03 julho, 2010

Países africanos instam à ONU para que aumente esforços na solução de conflito palestino

O Encontro dos Países Africanos das Nações Unidas sobre a Questão Palestina instou hoje as Nações Unidas a "assumir a sua responsabilidade e a desempenhar um papel importante" na resolução do conflito israelo-palestino.

Na reunião, que terminou ontem, em Rabat, foi feito um apelo à ONU para que "não se contente em ser um organismo internacional que acompanha a evolução da situação ou que denuncia as continuadas agressões das autoridades israelitas nos territórios palestinos ocupados", sem que "tome as medidas necessárias antes que a situação se agrave."

Assim inscreveram os participantes na declaração final deste evento, convocado pela Comissão para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino com o objectivo de reforçar o apoio das nações africanas e da restante comunidade internacional para uma solução do conflito.

"É imperativo encontrar uma solução justa e viável", que preveja dois Estados, um Israel e outro Palestina, com Jerusalém como capital, diz o texto.

Os participantes, entre os quais se encontravam representantes dos Estados-Membros, parlamentares e especialistas internacionais constataram que "o estatuto definitivo de Jerusalém continua a ser um dos maiores problemas nas negociações de paz."

Também reafirmaram que "a presença de colonatos israelitas nos territórios palestinos ocupados é ilegal, e sublinharam que "estas acções unilaterais constituem violações do direito internacional e levantam dúvidas sobre a credibilidade do compromisso de Israel no processo."

Também apelaram aos líderes palestinos para que "trabalhem pela reconciliação nacional", segundo eles, "condição essencial para pôr fim à ocupação e criar um Estado palestino viável, soberano e democrático".

Fonte: EFE