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02 julho, 2009

Os 21 activistas do "Free Gaza" estão presos em Israel



De acordo com um amigo da ex-congressista americana Cynthia McKinney, este recebeu um telefonema da própria, proveniente da prisão israelita de Ramle. Na ocasião Cynthia McKinney declarou:

Estávamos num barco, em águas internacionais, levando ajuda humanitária ao povo de Gaza quando os navios da Marinha israelita nos cercaram, nos ameaçaram ilegalmente, desmantelaram o nosso equipamento de navegação, abordaram-nos e confiscaram o navio.

Em seguida fomos retirados do navio sob custódia, levados para Israel e encarcerados.

Funcionários da imigração israelita disseram que não nos querem manter aqui, mas continuamos a estar presos.

Os responsáveis no Departamento de Estado e na Casa Branca não concretizaram a nossa libertação nem tomaram uma forte posição pública para condenar as acções ilegais da Marinha israelita de impor um bloqueio da ajuda humanitária aos palestinianos de Gaza, um bloqueio que foi condenado pelo Presidente Obama.

01 julho, 2009

Nós não somos a "Estória"; Não se trata apenas do sequestro de 21 pessoas

Em 30 Junho de 2009 as Forças de Ocupação israelitas abordaram o Spirit of Humanity, um navio do Movimento “Free Gaza“, e sequestraram 21 activistas dos direitos humanos e jornalistas que se dirigiam para a sitiada Gaza, para entregar ajuda humanitária tão necessária e materiais para a sua reconstrução. Entre os sequestrados por Israel incluem-se o Prémio Nobel da Paz Mairead Maguire e ex-congressista dos E.U.A. Cynthia McKinney.
Desde o seu rapto, dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo se mobilizam para exigir a sua libertação imediata e incondicional. O Movimento Free Gaza gostaria de agradecer a todos os que fizeram chamadas telefónicas, enviaram um fax ou e-mail, escreveram uma carta, ou uma manifestação organizada, em nome dos nossos 21 amigos presos.

Com o devido respeito, não é suficiente. Nós não somos a estória.

Desde a sua fundação, em 1948, o Estado de Israel tem regularmente raptado e torturado palestinos, atirando-os para prisões esquecidas onde eles podem definhar durante anos.

Hoje, mais de 11.000 palestinos presos políticos, sem o benefício do devido processo, alguns nem sequer foram acusados - homens, mulheres e crianças - sofrem torturas e isolamento em prisões israelitas, em campos de prisioneiros ao ar livre, em lugares escuros e secreto. Eles vêm de todos os sectores da sociedade: médicos, jornalistas, parlamentares, trabalhadores, lutadores da resistência, donas de casa, estudantes e outros. São nossas irmãs e irmãos.

Os 21 passageiros a bordo do Spirit of Humanity foram detidos ilegalmente pelo seu trabalho de solidariedade com a Palestina. Outros 11.000 membros da nossa comum família humana já estão presos apenas por serem palestinos.

O Cerco da Palestina não é simplesmente o bloqueio físico contra Gaza. O Cerco inclui as centenas de pontos de controlo por toda a Cisjordânia, separando famílias e comunidades e esmagando qualquer perspectiva de um Estado palestino viável. O cerco inclui os milhões de palestinos na diáspora, muitos deles despejados em sórdidos campos de refugiados na Jordânia, no Líbano e noutros países. O cerco está cada vez mais presente em todos os aspectos da vida palestina.

Este Cerco é apenas reforçado quando prestamos mais atenção à injustiça feita a estes 21 trabalhadores da solidariedade internacional do que a maiores injustiças que já estão a ser cometidas contra milhares de palestinos.

Nós no Movimento Free Gaza imploramos a todas as boas pessoas que ao redor do mundo trabalham arduamente para garantir a libertação dos nossos amigos para "adoptar" um prisioneiro palestino. Pedimos-lhe para saber mais sobre a crise e para que assumam a causa de um dos prisioneiros como sua.

Quebre o Cerco! Ajude a Palestina!

Para mais informações, visite http://www.FreeGaza.org, bem como os seguintes sites com informações sobre os prisioneiros palestinos:

21 março, 2009

Gilad Shalit: 1000 dias desperdiçados... para nada!



Esta é a cópia alterada da imagem, por razões técnicas, de um contador que o Haaretz colocou na sua edição electrónica para recordar a todos, o tempo que o jovem Gilad Shalit já perdeu da sua vida.

Hoje perfaz mil dias de cativeiro, o jovem prisioneiro de guerra.

Do outro lado, nas prisões de Israel, prisioneiros de guerra e prisioneiros políticos, homens mulheres e crianças, perfazem, num só dia, 11.000 dias de cativeiro.

Todos sabemos que o inimigo não é ele, mas sim um Estado que por todos os meios procura manter e expandir os seu domínio colonial e que por isso desespera na derrota, agravando cada vez mais a repressão.

O inimigo não é ele.

Ele é o rosto de uma juventude sem alternativa e sem futuro, porque sem Paz.