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23 julho, 2012

07 outubro, 2011

The Elders: Apoiando o legítimo direito palestino a um Estado

The Elders

 Apoiamos firme e fortemente o direito do povo Palestino à sua soberania  e acreditamos que as Nações Unidas é o fórum certo para abordar esta questão.

Mais de duas décadas de negociações não produziram nem um Estado para os palestinos, nem a segurança e o reconhecimento regional para Israel. A candidatura palestina para o seu reconhecimento enquanto Estado nas Nações Unidas poderia ser a "mudança no jogo", que reavive o processo de Paz no Médio Oriente.


Antes da reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em Setembro escrevemos a todos os Ministros dos Negócios Estrangeiros de todos os 27 estados membros da União Europeia, instando-os a adoptar uma forte posição comum em favor de uma resolução da ONU que apoiasse o direito do povo palestino a um estado. 

Como maior parceiro de negócios de Israel e os maiores doadores para a Autoridade Palestiniana, acreditamos que a UE tem um papel crucial a desempenhar no incentivo, a ambas as partes, a chegarem a um acordo de paz genuíno e duradouro.
Juntamente com cinco dos meus companheiros dos "The Elders"encontrei-me com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, em Nova York na véspera da entrega, ao Secretário-Geral, desta candidatura histórica. Tivemos uma discussão sincera com ele, expressando o nosso apoio para seus esforços para conseguir o reconhecimento de um Estado palestino.

NB: Tradução não certificada da declaração de Mary Robinson na newsletter de 7 de Outubro, dos "The Elders".

20 dezembro, 2010

Separados e Desiguais um relatório da Human Rights Watch sobre a descriminação e a colonização ilegal israelita


Um relatório da  Human Rights Watch (HRW) publicado neste domingo mostra que os colonatos israelitas têm melhores serviços, como a água ou energia eléctrica, do que as urbanizações palestinas da mesma zona.

Este relatório mostra que Israel opera um sistema a dois níveis para as duas populações da Cisjordânia, nas grandes áreas em que exerce o controlo exclusivo. O relatório é baseado em estudos de caso comparando o tratamento totalmente diferente dado por Israel, aos colonatos e às comunidades palestinas vizinhas nessas áreas.. Ele exorta os EUA e os estados membros da UE e as empresas com operações em áreas de colonatos para evitar apoiar as políticas de colonização israelitas que são inerentemente discriminatórias e que violam a lei internacional.

Nesse relatório a organização de defesa dos direitos humanos HRW afirma que o governo dos Estados Unidos deveria descontar da ajuda que fornece ao Estado de Israel o valor dos subsídios que Israel concede para continuar a colonizar a Cisjordânia.

"Os Estados Unidos, que concedem 2,75 bilhões de dólares de ajuda anual a Israel, teriam que suspender uma parte deste financiamento equivalente ao que Israel gasta para apoiar a colonização, um valor estimado num estudo de 2003 em 1,4 bilhão de dólares", afirma a HRW.

Os palestinos consideram que a presença de 500.000 israelitas em mais de 120 colonatos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental impedem a criação de um Estado palestino viável nos territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967.

O fim da moratória sobre a construção de novas casas para colonos na Cisjordânia colocou em risco as negociações directas de paz israelo-palestinas retomadas em 2 de Setembro, depois de uma interrupção de 20 meses, no seguimento da brutal agressão à Faixa de Gaza.

A moratória de 10 meses, anunciada em 25 de Novembro de 2009 pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, estava limitada aos colonatos da Cisjordânia, excluindo Jerusalém Oriental e milhares de obras iniciadas anteriormente, assim como edifícios públicos (escolas ou sinagogas).

A seguir poderá encontrar o link para o documento e o respectivo índice:


I. Summary

Background
Construction Permits, Zoning, and Demolitions
Freedom of Movement
Water
Land Confiscation

II. Recommendations

To the Government of Israel
To the Government of the United States
To the International community, including the United States and European Union
To the United Nations Committee on the Elimination of Racial Discrimination
To Businesses Profiting from Settlements

III. Methodology

IV. Background

Israeli Jurisprudence and Discrimination
Land Confiscation
Discriminatory Restrictions, Planning, and Forced Displacement in Area C
Discriminatory Enforcement
East Jerusalem..
Settler Incentives and Funding Sources
Corporate Involvement in Settlements

V. Northern Jordan Valley

VI. Bethlehem District

Jubbet al-Dhib
Nahalin

VII. Nablus District

Yanun and Itamar

VIII. Ramallah District

Al-Janiya and Talmon

IX. Jahalin Bedouin and Ma’ale Adumim

X. East Jerusalem

Background: Overview of Israeli Planning and Building Policies in East Jerusalem
Al-Bustan and the City of David
Discrimination in Silwan
Coda: Increasing Harassment
Discrimination and Forcible Transfer in International Law
Forcible Transfer

XI. Rights to a Home, Adequate Housing and Property

Appendix: Human Rights Watch Letters to Israeli Authorities and Their Responses
Acknowledgments

18 julho, 2010

Ashton apela para o fim do bloqueio a Gaza e a reabertura das fronteiras em Gaza

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em visita à faixa de Gaza, neste domingo. insistiu que vai continuar a apelar às autoridades israelitas para que levantem o bloqueio imposto ao enclave palestiniano.

"Continuarei a fazer pressão para que sejam reabertos os postos fronteiriços a fim de melhorar a situação económica na faixa de Gaza e criar um futuro melhor para a sua população", garantiu Ashton, na sua segunda visita ao território em quatro meses.

"Reconhecemos e compreendemos as necessidades de segurança de Israel", sublinhou a representante da UE numa conferência de imprensa, "mas isso não deve impedir a possibilidade de livre circulação de mercadorias para dentro e fora de Gaza, para que as casas sejam reconstruídas, as crianças possam frequentar escolas que funcionem normalmente e o comércio renasça"