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23 agosto, 2012

Eyal Megged: O nosso (de Israel) capital moral acabou

No Haaretz:
Our moral capital has run out

Preserving the sense of legitimacy likewise precedes the maintaining of our nuclear superiority. Consequently, the eradication of the domestic racist blight should come before the eradication of the foreign nuclear one.
By Eyal Megged | Aug 23, 2012 | 05:35 AM

25 maio, 2010

Israel: Uma potência nuclear responsável?

A responsible nuclear power? | World news | guardian.co.uk

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Um post assinado por  Julian Borger  no  JulianBorger's GlobalSecurityBlog do The Guardian.

Onde se fala de como os reflexos da revelação do filrt entre Israel e a África do Sul [do apartheid] irão reforçar as reclamações sobre a política de dois pesos e das duas medidas - Israel vs. Irão e Síria - num momento especialmente delicado da Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que decorre em Nova York e onde se debate o guião a seguir para pôr em prática as decisões da Resolução de 1995 para transformar o Médio Oriente, numa zona livre de armas nucleares, químicas e biológicas.

O draft agora em debate representa um meio-termo entre os desejos dos Estados Árabes para uma conferência negocial e o ponto de vista dos EUA que considera prematura a execução de uma tal proposta.

E onde se recorda  Mordechai Vanunu, um israelita, que foi o primeiro a fornecer informações sobre o poder nuclear israelita e por isso foi raptado, em Itália onde se encontrava, levado para Israel, torturado, condenado a 18 anos de prisão, 11 dos quais cumpridos na "solitária" sendo considerado por isso um 'prisioneiro de consciência" pela Aministia Internacional.

Vanunu, que foi libertado em Abril de 2004, desde então, foi acusado em pelo menos em 21 ocasiões pela justiça por violar as restrições à sua liberdade.

A última condenação foi decretada em Dezembro passado por ter falado com um jornalista, tendo sido detido no passado domingo para cumprir uma pena de três meses de prisão.

Siga a campanha da Amnistia Internacional Portugal aqui.

Israel propôs a venda de armas nucleares à África do Sul do Apartheid

Esta informação é extraida do site Carta Maior pelo que segue a norma brasileira.


O acordo militar secreto assinado por Shimon Peres, agora Presidente de Israel, e P W Botha da Africa do Sul 
Foto do: The Guardian

Documentos secretos da África do Sul revelam que Israel tentou vender armas nucleares para o país africano na época do apartheid, configurando-se como o primeiro documento oficial que evidencia que os israelenses possuem arsenal nuclear.

Um artigo assinado por  Chris McGreal desde Washington para o jornal britânico The Guardian.
 
Em comunicado oficial, a presidência de Israel afirma que "não existe base de realidade alguma" na informação publicada pelo jornal.
 
Os documentos em questão, diz o jornal, são minutas de reuniões entre membros dos governos dos dois países realizadas em 1975. Na ata, ministro da Defesa sul-africano na época, PW Botha, perguntou sobre as ogivas e o então ministro da Defesa de Israel, Shimon Peres, ofereceu as armas "em três tamanhos" — referindo-se a armas convencionais, químicas e nucleares. Shimon Peres é o atual presidente israelense.

Os dois ministros ainda assinaram um acordo de cooperação militar entre os dois países, sendo que o próprio acordo continha uma cláusula que determinava o mesmo deveria se manter secreto. Segundo o jornal britânico, os documentos foram descobertos pelo pesquisador americano Sasha Polakow-Suransky, que estuda a relação entre Israel e África do Sul e escreveu um livro sobre o tema.

O documento é a primeira evidência real de que Israel possui armas nucleares, a despeito de sua política de nem negar nem confirmar que possui este tipo de armamento. Além disso, a revelação deixa um duplo embaraço diplomático para Israel. O primeiro é que cairia por terra um possível argumento israelense de que, mesmo que tivesse armas nucleares, seria um país "responsável" o suficiente para mantê-las, uma vez que tentou vender o arsenal para outro país.

O segundo é que nesta semana haverá discussões na ONU sobre sanções contra o Irã — país adversário de Israel — devido ao programa nuclear do país persa. Os israelenses estão entre os países que mais pressionam pelas sanções.

As atas das reuniões mostram ainda que os militares sul-africanos desejavam obter armas nucleares para ter um elemento de dissuasão ou até para potenciais conflitos contra países vizinhos.

Israel negou nesta segunda-feira que seu atual presidente, Shimon Peres, tenha oferecido em 1975 ogivas nucleares à África do Sul.

Em comunicado oficial, a presidência de Israel afirma que "não existe base de realidade alguma" na informação publicada pelo jornal. "Israel nunca negociou armas nucleares com a África do Sul. Não existe um só documento israelense ou uma só assinatura israelense em documento algum",diz a nota. A presidência israelense anunciou que enviará uma "contundente carta" ao diretor do jornal e pedirá "a publicação da verdade sobre os fatos".

A nota não afirma nem nega que Israel possua armas nucleares.

21 junho, 2009

Os dirigentes de Israel falam do Irão como se tivessem as mãos limpas e o coração puro.

Reparem no que eles disseram:

O Presidente Shimon Peres elogiou neste domingo os protestos pós-eleitorais no Irão e disse que esperava que o governo da República Islâmica desaparecesse.

"Deixem os jovens levantarem a voz da liberdade para uma política positiva. Deixem as mulheres iranianas, que são um grupo de pessoas muito corajosas, manifestarem a sua sede de igualdade e liberdade."

"Eu realmente não sei o que irá desaparecer em primeiro lugar, o seu urânio enriquecido, ou o seu mau governo", disse Peres, cuja posição é no fundamental cerimonial. "Esperemos que este governo medíocre desapareça."

Por seu lado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, saudou os "actos de incrível coragem" dos manifestantes iranianos que mostraram a "verdadeira natureza do regime" de Teerão.

À cadeia televisiva norte-americana NBC, o governante referiu ser um regime que "reprime o seu próprio povo e que espalha o terror".

Para quem oprime todo um Povo – o palestino – e trata da maneira que trata os seus nacionais – os israelitas – como veremos de seguida, estas declarações não são uma questão de descaramento, mas antes de certezas, de experiência feita, de que a esmagadora maioria da comunicação social correrá a dar a conhecer as suas palavras, de forma acéfala, elevando-os assim à condição de impolutos campeões das liberdades, da democracia e dos direitos humanos, aos olhos do público desinformado e desprevenido.

Nem sequer preciso de falar dos palestinos, - milhões de seres humanos - esbulhados das suas terras, dos seus olivais até das suas casas, da sua liberdade, da sua dignidade, da sua esperança, quase também do seu futuro, se se dessem por vencidos.

Assim falemos dos israelitas. Três casos bastam:

O caso do artista israelita Samieh Jabarrin, que continua a aguardar julgamento, já por diversas vezes adiado e agora marcado para 22 de Junho, em prisão domiciliária, desde há cerca de de cinco meses, por ter participado numa … manifestação;

O caso da associação de direitos humanos “Novo Perfil”, acusados de incitamento para evitar o serviço militar. [Ver” A caça às bruxas começou em Israel”] e a denúncia desta situação pela Coligação das Mulheres para a Paz, de Israel, denuncia ataques às liberdades democráticas;

E o caso do activista pelos direitos humanos Erza Nawi processado por se ter oposto à demolição de casas de palestinos.

Quanto à graçola de Shimon Peres sobre o urânio enriquecido é bom ter presente que Israel é “uma potência nuclear” e que desde 1981 se recusa a dar cumprimento à resolução 487 de 19 de Junho, do Conselho de Segurança, em que se exige que Israel abra as suas instalações nucleares à inspecção da Agência Internacional de Energia Atómica (International Atomic Energy Agency - IAEA).