ATTAC Portugal,
Colectivo Mumia Abu-Jamal,
Comité de Solidariedade com a Palestina,
FERVE,
Não te Prives,
Panteras Rosas,
Pobreza Zero,
Precários Inflexíveis,
Solidariedade Imigrante,
SOS Racismo, decidiram marcar o dia Europeu e Mundial contra a Pena de Morte com uma iniciativa.
Não sei a que se deve a falta de tantas outras organizações na convocatória desta louvável iniciativa. Entre elas a CGTP-IN, que sempre seguiu os bons princípios da solidariedade internacional, ou a Amnistia Internacional, que sempre lutou contra a pena de morte. Isto para não falar noutras, muitas outras, organizações da sociedade civil.
Será que os organizadores não contactaram com mais ninguém?
Se não contactaram terá sido por vesgo sectarismo, por oportunismo de falso “vanguardismo” ou porque já desistiram de convidar outras organizações, para não receber um “Não!” como resposta, ou porventura, o que é mais grave, o vazio do silêncio?
Será que existiram organizações convidadas que não tenha aderido, por questões de “imagem”, por falsas questões ideológicas, por sectarismo partidário, por mero tacticismo oportunista – não estando presentes não reconhecemos os outros como iguais, nem lhes damos importância, retirando peso à iniciativa - ou porque tem outros assuntos de maior importância a tratar?
Seria bom clarificar a situação, porque me parece estar a instalar-se uma desmedida apatia, em Portugal, perante a necessária afirmação e defesa dos direitos humanos e humanitários e a correspondente materialização em acções de solidariedade moral e material.
No meu caso, apesar de não partilhar com algumas das organizações subscritoras, a sua estratégia, as tácticas, a forma e o tom das suas comunicações e até o “modus operandi” de alguns dos seus dirigentes, existe um Bem Maior a ter presente.
E esse, é hoje, a abolição da pena de morte.
É por isso que eu digo presente!
E saúdo nessas organizações todos os seus activistas, porque são eles que, apesar das possíveis diferenças de visão que possam existir, nestes tempos incertos e difíceis, estão a chamar, de forma directa, a nossa consciência para a acção solidária em defesa da Vida, honrando a nossa história, já que, Portugal foi o primeiro país do Mundo a abolir de forma definitiva a pena de morte.