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07 agosto, 2012

Pena de Morte e a hipocrisia da UE

22 setembro, 2011

Troy Davis: Executado às 04:08 (Lisboa) "Eu sou inocente."


 Troy Davis, (09/10/1968 - 21/09/2011)
 
Segundo a AFP as suas últimas palavras foram:

Gostaria de me dirigir à família MacPhail. Saibam que, apesar da situação em que estão, eu não sou o que, pessoalmente, matou o vosso filho, o vosso pai, o vosso irmão. Eu sou inocente. O incidente que aconteceu naquela noite não é culpa minha. Eu não tinha uma arma. Tudo o que posso pedir... é que olhem mais profundamente este caso, para que realmente possam finalmente ver a verdade. Peço aos meus familiares e amigos para continuarem a combater esta luta. Para aqueles que estão prestes a tirar a minha vida, que Deus tenha piedade das suas almas. E que possa Deus abençoar as vossas almas.

 Aproprio-me, neste momento, de tristeza e desilusão, - mas onde a firme certeza subsiste de que perdemos este combate, mas que ganharemos a guerra contra a irracionalidade e a barbárie - das palavras de Neruda:

Escribo estas palabras en mi libro pensando
que este desnudo adiós en que no está presente,
esta carta sencilla que no tiene respuesta,
no es nada sino polvo, nube, tinta, palabras
y la única verdad es que mi amigo ha muerto.
 
In C.O.S.C. de Pablo Neruda (Parral, 12/06/1904 – Santiago, 23/09/ 1973)

I write these words down in my book, thinking
that this naked farewell, with him not present,
this simple letter, with no answer,
is nothing more than dust, cloud, ink, words
and the only truth is that my friend is dead.

Troy Davis: O Supremo Tribunal dos EUA adia execução

A imagem é do site do The Huffington Post.

20 setembro, 2011

Clemência negada a Troy Davis. Não baixemos os braços!


Será executado na próxima quarta-feira, 21 de Setembro, às 19:00 EDT. (24:00 em Lisboa).

MAS ANTES DISSO E ATÉ LÁ TROY DAVIS AINDA ESTÁ VIVO1

JUNTEMO-NOS AO CORO DE PROTESTOS E MAIS UMA VEZ PEÇAMOS JUSTIÇA!


Leia aqui os contornos desta profunda injustiça

17 setembro, 2011

Ainda é tempo de salvar Troy Davis




Troy Davis passou mais de 20 anos no corredor da morte, na Geórgia, EUA, por um crime que sempre declarou que não cometeu.

O seu caso está ferido pela dúvida.

  • Não existem evidências físicas que liguem Troy ao crime;
  •  7 das 9 testemunhas alteraram ou retractaram o seu testemunho, com algumas delas invocando a existência de coação policial;
  • Testemunhas identificaram um outro suspeito.
Mas apesar disso, Troy Davis tem agora marcada a data da sua execução: Quarta-feira, 21 de Setembro, às 19:00 EDT. (24:00 em Lisboa).

Nós acreditamos firmemente que ninguém deve enfrentar a pena de morte. A natureza irrevogável da execução é demasiado arriscada especialmente quando dúvidas subsistem – e existem tantas dúvidas sobre a culpabilidade de Troy.

A AI há mais de seis anos que luta para que Troy seja retirado do corredor da morte e com a ajuda e o apoio de milhares de pessoas em todo o mundo, ajudou Troy  a evitar três execuções programadas no passado. Precisamos da sua ajuda para fazer isso de novo. Não temos muito tempo.
 
Uma das maneiras de você poder fazer a diferença agora é enviar um e-mail ao Conselho Estadual de Indultos e Liberdade Condicional da Geórgia a pedir clemência.

É simples. Envie-lhes um e-mail agora através da AI UK 

Vai usar menos de dois minutos a preencher o formulário preparado pela AI UK - nome, apelido, e-mail  e a confirmar que é maior de 18 anos - e o seu pedido, educado e respeitoso, para que concedam a clemência a Troy, baseada nas dúvidas do caso, pode ser o que faltava para os convençer.

Outras acções estão disponíveis e visíveis quando visitar o site da AI UK, que pode usar nas suas redes sociais.

CONTAMOS CONSIGO!

16 setembro, 2011

16 de Setembro: Dia Internacional de Solidariedade com Troy Davis


Promovido pela Amnistia Internacional e outras organizações por todo o mundo.


Troy Davis passou mais de 20 anos no corredor da morte, na Geórgia, EUA, por um crime que sempre declarou que não cometeu.

O seu caso está ferido pela dúvida.
  •  Não existem evidências físicas que liguem Troy ao crime;
  • 7 das 9 testemunhas alteraram ou retractaram o seu testemunho, com algumas delas invocando a existência de coação policial;
  • Testemunhas identificaram um outro suspeito.
Mas apesar disso, Troy Davis tem agora marcada a data da sua execução: Quarta-feira, 21 de Setembro, às 19:00 EDT. (24:00 em Lisboa).

Nós acreditamos firmemente que ninguém deve enfrentar a pena de morte. A natureza irrevogável da execução é demasiado arriscada especialmente quando dúvidas subsistem – e existem tantas dúvidas sobre a culpabilidade de Troy.

A AI há mais de seis anos que luta para que Troy seja retirado do corredor da morte, e com a ajuda e o apoio de milhares de pessoas em todo o mundo, ajudaram Troy  a evitar três execuções programadas no passado. Precisamos da sua ajuda para fazer isso de novo. Não temos muito tempo.
 
Uma das maneiras de você poder fazer a diferença agora é enviar um e-mail ao Conselho Estadual de Indultos e Liberdade Condicional da Geórgia a pedir clemência.

É simples. Envie-lhes um e-mail agora através da AI UK

Vai usar menos de dois minutos a preencher o formulário preparado pela AI UK - nome, apelido, e-mail  e a confirmar que é maior de 18 anos - e o seu pedido, educado e respeitoso, para que concedam a clemência a Troy, baseada nas dúvidas do caso pode ser o que os convença.

Outras acções estão disponíveis e visíveis quando visitar o site da AI UK.

CONTAMOS CONSIGO!

14 setembro, 2011

16 de Setembro: Dia Internacional de Solidariedade com Troy Davis


Poderá não ser possível realizar um evento mas sempre poderá enviar um sinal da sua solidariedade.


Stand Strong, Stand Together for Troy Davis this Friday, September 16!

This Friday, September 16, is the International Day of Solidarity for Troy Davis.

We need you there. Troy needs you there.

We chose this date because the following Monday, the Georgia Board of Pardons & Paroles will hold Troy's final clemency hearing – our final chance to prevent Troy Davis from being executed.

On Friday, September 16th we need everyone pouring out onto the streets to demand justice for Troy Davis. 

We want to see pictures, local news stories, Facebook postsvideosblogs, tweets and re-tweets on Twitter and any other visible signs of solidarity for Troy.

To make the biggest impact, we'll need to join together.

If you know of public events happening in your U.S. city, then please add them to our public listing! Or to find a public Troy Davis Solidarity event taking place in your city, check back at our event listing that will be available in the next few days!

Here's how to add a Troy Davis solidarity event to our public listing:

2.       Be sure to add a descriptive title for your event that includes "Troy Davis Event"
3.       In the Description, please include any details about your event including location, type of event (film screening, rally, vigil, etc) and any special information such as parking.
The outpouring of support you've shown for Troy Davis so far has been phenomenal - more than 100,000 of you have signed the petition for clemency and nearly 500 events have popped up in small towns and big cities alike all over the United States. Supporters from countries in the U.K., France, Denmark, Brazil, Hong Kong and Australia have also joined in to lend their voices.

The growing range of scholars, world leaders and prominent figures who are also demanding justice – including former President Jimmy Carter, Archbishop Desmond Tutu, John Legend, R.E.M., Russell Simmons, Mia Farrow, Indigo Girls, a former Governor of Texas and a former Member of Congress from Georgia - is simply awe-inspiring.

Momentum is building, but the biggest hurdle lies ahead.

Thank you for standing with Troy Davis!

Laura Moye
Director, Death Penalty Abolition Campaign
Amnesty International USA

12 outubro, 2010

Umberto Eco: Mundo protesta contra pena de morte no Irã, mas não se opõe à injeção letal nos EUA

Mundo protesta contra pena de morte no Irã, mas não se opõe à injeção letal nos EUA - 11/10/2010 - International Herald Tribune

[Em Portugal o protesto foi contra a pena de morte!]


Crónica de Umberto Eco no International Herald Tribune.


Tradução de Eloise De Vylder segundo a norma brasileira

No mês passado na Virgínia (EUA), Lewis foi executada por injeção letal; ninguém será punido por seu assassinato, porque ela foi legalmente condenada à morte. Ela planejou os assassinatos de seu marido e de seu filho adotivo – mortes que foram, é claro, ilegais – enquanto aqueles que a mataram, em resposta, fizeram isso com a bênção das autoridades.

Talvez tenhamos que reformular o sexto mandamento para algo como “não matarás sem permissão”. Afinal, há séculos reverenciamos as bandeiras carregadas por soldados que, quando estão em guerra, têm licença para matar, como James Bond. E agora o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad respondeu aos apelos de clemência do Ocidente em prol de uma mulher supostamente adúltera que foi condenada à morte por apedrejamento – a pena foi deixada de lado, mas as autoridades sustentam que ela ainda é uma possibilidade – dizendo, resumidamente: vocês reclamam que queremos matar legalmente uma mulher iraniana, enquanto matam legalmente uma mulher norte-americana?

Uma objeção à lógica de Ahmadinejad é a de que a mulher norte-americana planejou o assassinato de seu marido, enquanto a mulher iraniana, Sakineh Mohammadi Ashtiani, foi simplesmente infiel a seu marido. E a norte-americana foi morta sem dor, enquanto a iraniana corre o risco de ser assassinada de uma forma brutalmente dolorosa. Mas uma resposta desse tipo implica duas coisas: enquanto uma mulher infiel não deveria receber uma punição maior do que a separação legal sem pensão alimentícia, é aceitável punir uma assassina com a morte – desde que o método de execução não seja muito doloroso.

Se a nossa razão não estivesse tão cega, talvez pudéssemos ver o argumento maior: que até mesmo os assassinos não devem ser condenados à morte, que as sociedades não devem matar seus cidadãos – nem mesmo por meio de um processo legal, e nem mesmo se a execução for relativamente indolor.

Como os cidadãos de países democráticos deveriam responder ao líder de um país pouco democrático quando ele pede para que não critiquemos a pena de morte iraniana – enquanto algumas nações ocidentais ainda mantêm a cruel pena de morte em seus territórios?

A situação é embaraçosa, e eu gostaria de saber se esses ocidentais – entre os quais está a primeira-dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy – que estão protestando contra a pena de morte iraniana também protestaram contra a dos Estados Unidos. Suspeito que muitos deles não o fizeram. Os ocidentais se dessensibilizaram diante do alto número de execuções legais nos Estados Unidos. E entretanto estamos horrorizados com a ideia de uma mulher ser brutalmente assassinada com uma chuva de pedras no Irã. Eu certamente não sou imune a isso: quando foi feito um abaixo assinado para protestar contra o apedrejamento de Ashtiani, eu o assinei imediatamente. Ao mesmo tempo, ignorei o fato de que Teresa Lewis da Virgínia estava prestes a ser assassinada.

Será que nós, ocidentais, teríamos protestado tanto se Ashtiani tivesse sido condenada à morte por injeção letal? Estamos indignados com o apedrejamento ou com a execução de pessoas que violam o sétimo mandamento - “não cometerás adultério” - em vez do sexto? Não sei, mas o fato é que as reações humanas costumam ser instintivas e irracionais.

Em agosto passado deparei-me com um site que descrevia várias formas de cozinhar um gato. Quer se tratasse de uma brincadeira ou de algo para ser levado a sério, defensores dos direitos dos animais do mundo todo se posicionaram contra o site. Eu adoro gatos. Eles são uma das poucas criaturas que não se permitem explorar por seus donos – ao contrário, eles exploram seus donos com um cinismo olímpico – e seu afeto pela casa indica uma forma de patriotismo. Então eu ficaria revoltado se me apresentassem um prato de ensopado de gato. Por outro lado, acho os coelhos tão fofos quanto os gatos, e não tenho nenhum problema em comê-los. Fico escandalizado ao ver cachorros andando livres nas casas chinesas, brincando com as crianças, quando todos sabem que os animais serão comidos no final do ano. Mas os porcos – animais altamente inteligentes, segundo me dizem – passeiam pelas fazendas ocidentais, e pouquíssimas pessoas se preocupam com o fato de que o seu destino é virar presunto. O que nos faz considerar alguns animais incomíveis quando os antropomorfizamos, ao passo que achamos outros criaturas adoráveis – bezerros, por exemplo, ou ovelhinhas – extremamente palatáveis?

Nós, seres humanos, somos animais muito estranhos, capazes de um grande amor e de um cinismo assustador, igualmente preparados para proteger um peixinho dourado quanto para ferver uma lagosta viva, para esmagar uma lagarta sem remorso e considerar bárbaro matar uma borboleta. Da mesma forma, aplicamos regras diferentes quando confrontados com duas sentenças de morte – escandalizados por uma, enquanto fechamos os olhos para a outra. Às vezes sou tentado a concordar com o escritor de origem romena Emil Mihai Cioran, que dizia que a criação, depois que escapou das mãos de Deus, deve ter sido entregue para um demiurgo: desmazelado e atrapalhado, talvez até um pouco beberrão, que ia trabalhar com algumas ideias muito confusas na cabeça.

10 outubro, 2010

Recordemos neste dia Sakineh Ashtiani


Que depois de condenada à morte por apedrejamento, por pretenso adultério, passou a condenada à forca, por alegado assassínio do seu marido, e que se não fosse por isso, seria por outra qualquer razão.

O que importa é salvar a face de um regime que não tolera ser posto em causa e que, apesar de todos os dias, os seus dirigentes, por certo, o invocarem, logo esquecem um dos princípios mais sagrados de toda a humanidade: a misericórdia.

Por aqui, em Portugal, as vozes que se ouviram em alta grita a 28 de Agosto, foram esmorecendo, talvez até que exista nova onda mediática, que lhes dê alento.

Neste dia que em que se repudia a pena de morte teria sido bom contar com algumas daquelas vozes.

Mas podemos começar aqui. Aceitam-se inscrições desde já para criar um círculo de apoiantes que tenha por objectivo a libertação de Sakineh Ashianti.

10.10.10 - Dia Europeu e Mundial contra a Pena de Morte



Não sei a que se deve a falta de tantas outras organizações na convocatória desta louvável iniciativa. Entre elas a CGTP-IN, que sempre seguiu os bons princípios da solidariedade internacional, ou a Amnistia Internacional, que sempre lutou contra a pena de morte. Isto para não falar noutras, muitas outras, organizações da sociedade civil.

Será que os organizadores não contactaram com mais ninguém?

Se não contactaram terá sido por vesgo sectarismo, por oportunismo de falso “vanguardismo” ou porque já desistiram de convidar outras organizações, para não receber um “Não!” como resposta, ou porventura, o que é mais grave, o vazio do silêncio?

Será que existiram organizações convidadas que não tenha aderido, por questões de “imagem”, por falsas questões ideológicas, por sectarismo partidário, por mero tacticismo oportunista – não estando presentes não reconhecemos os outros como iguais, nem lhes damos importância, retirando peso à iniciativa - ou porque tem outros assuntos de maior importância a tratar?

Seria bom clarificar a situação, porque me parece estar a instalar-se uma desmedida apatia, em Portugal, perante a necessária afirmação e defesa dos direitos humanos e humanitários e a correspondente materialização em acções de solidariedade moral e material.

No meu caso, apesar de não partilhar com algumas das organizações subscritoras, a sua estratégia, as tácticas, a forma e o tom das suas comunicações e até o “modus operandi” de alguns dos seus dirigentes, existe um Bem Maior a ter presente.

E esse, é hoje, a abolição da pena de morte.

É por isso que eu digo presente!

E saúdo nessas organizações todos os seus activistas, porque são eles que, apesar das possíveis diferenças de visão que possam existir, nestes tempos incertos e difíceis, estão a chamar, de forma directa, a nossa consciência para a acção solidária em defesa da Vida, honrando a nossa história, já que, Portugal foi o primeiro país do Mundo a abolir de forma definitiva a pena de morte.

28 agosto, 2010

HOJE! Sabádo, 28 de Agosto, no Largo do Camões, às 18:00: A vida de Sakineh Ashtiani está nas nossas mãos

Sakineh Mohamadi Ashtiani

103 cidades vão unir-se hoje num protesto global contra a lapidação e a pena de morte, apelando pela vida de Sakineh Ashtiani. É às 18 horas, no Largo Camões. Contamos todos.


Apesar de não saber quem lançou a iniciativa em Portugal - de que tive conhecimento, por acaso, através da crónica de Fernanda Câncio, publicada ontem no DN - espero que seja um sucesso (eu estou fora por isso não poderei participar) e que corporize os princípios definidos pela ICAE, que desde já subscrevo.

Liberdade para Sakine Ashtiani
Não às Lapidações
Não às Execuções
Nunca Mais
Em Todo o Mundo.

Pedindo

  • A revogação da execução/lapidação de Sakineh Mohamadi Ashtiani e a sua imediata e incondicional libertação;
  • A revogação Total e Universal das execuções e das lapidações porque configuram crimes de Estado;
  • A prisão e julgamento dos dirigentes da República Islâmica do Irão responsáveis por 31 anos de execuções, lapidações e torturas;
  • A libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos Iranianos.

Apelando

À solidariedade dos amantes da Liberdade de todo o Mundo para com o povo do Irão no seu esforço para derrubar o regime Islâmico e para instaurar uma sociedade livre e igualitária

Pode assinar este apelo aqui.