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28 dezembro, 2010

Concentração: Recordando o massacre de Gaza; Exigimos a Paz! (2010/12/27): Um balanço

 A Concentração de Solidariedade com a Palestina e o povo de Gaza, realizada ontem, 27 de Dezembro, pelas 18:30, no Largo de São Domingos, (Praça da Tolerância), em Lisboa, por ocasião da passagem do segundo aniversário do início da criminosa e sangrenta agressão israelita à Faixa de Gaza, reuniu mais de 50 cidadãs e cidadãos e representações das seguintes organizações: Associação Abril, Comité de Solidariedade com a Palestina, PAGAN, SOS Racismo e Tribunal Mundial sobre o Iraque.

A concentração tinha como objectivo:
  • Evocar o 2.º Aniversário do massacre de Gaza;
  • Exigir o fim do cerco ilegítimo da Faixa de Gaza por Israel;
  • Exigir a materialização do Direito à Autodeterminação do Povo Palestino
  • Exigindo a Paz!
A iniciativa excedeu as expectativas iniciais, dados os circunstancialismos – ser uma iniciativa cidadã, o curto espaço de tempo para convocação, a época do ano e a falta de solidariedade de organizações que tendo tradições no trabalho de solidariedade com o povo da Palestina, nem sequer se dignaram responder ao convite que lhes foi endereçado, ao contrário de outras que não podendo assumir uma posição em tempo útil, não deixaram de desejar sucesso para a iniciativa, como a Amnistia Internacional – Portugal e a CGTP-IN.

A concentração foi encerrada com uma breve síntese do evento feita por Ana Benavente, um dos quatro cidadãos*, enquanto tal, que lançaram a iniciativa, e com uma declaração/apelo:

Recordamos! Não esquecemos! Exigimos a Paz!

Registámos a presença da Lusa que gravou um pequeno apontamento.

Uma das perguntas da Lusa foi se a realização desta concentração naquele local não seria uma provocação.

A resposta, menos articulada é certo do que a seguir se apresenta, foi que a Concentração se realizou naquele local por ser um local central na cidade de Lisboa e não por nele existir um Memorial que sendo “evocativo do massacre judaico”** de 1506, é mais inclusivo e abrangente, pois que nele se evoca todas as “Vítimas da Intolerância” e “todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias”. 

Aliás evocar um massacre junto do memorial de um outro massacre, ser uma provocação, não tem sentido, porque o sujeito colectivo de qualquer massacre é sempre o mesmo – o ser humano - e as razões objectivas filiam-se normalmente na intolerância, no fanatismo e no ódio, religioso, filosófico, ideológico, político, racial ou de género e na ganância.

O profundo respeito pelas vítimas de origem e/ou fé judaicas não nos impede de condenar, aliás como acontece a cada vez mais judeus, por esse mundo fora, as políticas e acções criminosas do Estado de Israel, e isto sem pôr em causa o seu direito a existir em pé de igualdade com o futuro Estado da Palestina.

* Os outros são Guadalupe Magalhães, Pedro de Azevedo Peres e Vitor Garrido.
** Aliás de judeus, de cristãos novos e de muitos outros arrebanhados na sanha do ódio e fanatismo religioso e da ganância de uns tantos.

10 outubro, 2010

10.10.10 - Dia Europeu e Mundial contra a Pena de Morte



Não sei a que se deve a falta de tantas outras organizações na convocatória desta louvável iniciativa. Entre elas a CGTP-IN, que sempre seguiu os bons princípios da solidariedade internacional, ou a Amnistia Internacional, que sempre lutou contra a pena de morte. Isto para não falar noutras, muitas outras, organizações da sociedade civil.

Será que os organizadores não contactaram com mais ninguém?

Se não contactaram terá sido por vesgo sectarismo, por oportunismo de falso “vanguardismo” ou porque já desistiram de convidar outras organizações, para não receber um “Não!” como resposta, ou porventura, o que é mais grave, o vazio do silêncio?

Será que existiram organizações convidadas que não tenha aderido, por questões de “imagem”, por falsas questões ideológicas, por sectarismo partidário, por mero tacticismo oportunista – não estando presentes não reconhecemos os outros como iguais, nem lhes damos importância, retirando peso à iniciativa - ou porque tem outros assuntos de maior importância a tratar?

Seria bom clarificar a situação, porque me parece estar a instalar-se uma desmedida apatia, em Portugal, perante a necessária afirmação e defesa dos direitos humanos e humanitários e a correspondente materialização em acções de solidariedade moral e material.

No meu caso, apesar de não partilhar com algumas das organizações subscritoras, a sua estratégia, as tácticas, a forma e o tom das suas comunicações e até o “modus operandi” de alguns dos seus dirigentes, existe um Bem Maior a ter presente.

E esse, é hoje, a abolição da pena de morte.

É por isso que eu digo presente!

E saúdo nessas organizações todos os seus activistas, porque são eles que, apesar das possíveis diferenças de visão que possam existir, nestes tempos incertos e difíceis, estão a chamar, de forma directa, a nossa consciência para a acção solidária em defesa da Vida, honrando a nossa história, já que, Portugal foi o primeiro país do Mundo a abolir de forma definitiva a pena de morte.

06 setembro, 2010

Protestos em Lisboa contra a expulsão de ciganos



A melhor cobertura televisiva da manifestação.

No entanto a peça escrita que acompanha a reportagem televisiva e as fotografias, também se baseou no despacho da Lusa e assim se repete a história rídicula e não verdadeira de que a PSP teria criado um perímetro de segurança à volta da Embaixada de França por ouvir palavras de ordem.

 Quem fará o escrutínio sobre a veracidade e qualidade das notícias da Lusa?

15 maio, 2010

Acção BDS marcou a tarde de ontem em Lisboa


Ontem 14 de Maio, activistas do Colectivo Abu-Jamal, do Comité de Solidariedade com a Palestina e do SOS Racismo, reuniram-se  junto da EPAL para reforçar a exigência da rescisão, por aquela empresa pública, do contrato para serviços de consultoria na prevenção de riscos de um eventual ataque terrorista, com a MEKOROT, uma empresa israelita, .

Desdobraram um pano denunciando o apartheid israelita, distribuiram comunicados a quem passava, desfraldaram a bandeira da Palestina, e documentaram uma pequena acção de protesto que realizaram junto da recepção ao público da EPAL.

Esta operação foi levada a efeito no quadro  da doutrina BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra Israel, a que estas organizações já aderiram, sendo esta a sua 4.ª acção no espaço dos últimos meses, e também como uma forma de solidariedade activa na véspera do dia em que se celebra a memória da NABKA.