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26 outubro, 2011

Após a reunião com o Quarteto: "Fórmulas falhadas não podem ser reexperimentadas"

PALESTINE LIBERATION ORGANIZATION

NEGOTIATIONS OFFICE

Press Release

26 October 2011


"We explained to the Quartet that we are prepared to sit at the negotiating table as soon as the Israeli government freezes all settlement construction and accepts clear terms of reference, specifically the 1967 borders"


Please find below links to the press release, issued by Chief Palestinian Negotiator, Dr. Saeb Erekat, following the meeting with Quartet representatives this afternoon:


"We explained to the Quartet that we are prepared to sit at the negotiating table as soon as the Israeli government freezes all settlement construction and accepts clear terms of reference, specifically the 1967 borders.  These are not favors that Israel is doing for us. These are its obligations in accordance with international law and the Road Map.  Anything short of that will simply put us back on the failed track that we have been on for the last 20 years."

16 dezembro, 2010

ONU reitera rejeição dos colonatos israelitas em terras palestinas

As Nações Unidas reiteraram a sua rejeição à construção de colonatos israelitas nos territórios palestinos ocupados e deixou aos Estados Unidos a tarefa de retomar os contactos indirectos entre Tel Aviv e a Autoridade Palestina.

A ONU mantém que a actividade de colonização é contrária à lei internacional, ao Road Map e à posição do Quarteto para o Médio Oriente, afirmou o coordenador da organização para o processo de paz nessa região, Robert Serry.

Durante a sua comparecência mensal ante o Conselho de Segurança para analisar o conflito nessa área o diplomata fez questão de frisar que Israel deve cumprir suas obrigações, congelando a edificação nos colonatos e desmantelando os que foram construídas desde Março de 2001.

Assim mesmo, considerou necessária a participação dos Estados Unidos como mediador entre Tel Aviv e a parte palestina para retomar as reuniões indirectas.

A intransigência israelita em prosseguir com a construção nos colonatos foi o argumento utilizado por Washington para, há cerca de duas semanas, abandonar as pressões que exercia sobre Israel para o regresso às negociações directas.

Segundo Serry, é crucial "a mediação de uma terceira parte", referindo o papel ora outorgado a Washington com o objectivo de alcançar uma solução de dois Estados (um israelita e outro palestino) e o fim da ocupação dos territórios iniciada em 1967.

04 dezembro, 2010

Governo israelita crítica decisão brasileira de reconhecer Estado Palestino

O governo israelita condenou ontem, sexta-feira, o reconhecimento do Estado palestino com as fronteiras anteriores a 1967, pelo governo brasileiro, ao considerar que pode minar o processo de paz.

“Nós lamentamos e expressamos a nossa lástima e decepção quanto ao comunicado do Brasil. Com esse anúncio, o presidente do Brasil não contribui, mas prejudica o processo de paz”, declarou Andy David, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, acrescentando que, segundo ele, esta decisão vai contra o “Road Map”*.

Andy David disse ainda que qualquer tentativa de saltar por cima deste processo, com acções unilaterais, vai minar a confiança entre os dois lados e os compromissos em direcção à paz.

O Road Map foi lançado em 2002. Passados oito (8) anos, pouco ou nada aconteceu.

Dizer que o reconhecimento do Brasil pode afectar o processo e as negociações de paz – que processo e que negociações? - só demonstra que a clique dirigente israelita continua a pensar que pode continuar a enganar a opinião pública mundial, com a ajuda do seu principal aliado, os EUA.

O reconhecimento da Palestina pelo Brasil é antes de mais fazer justiça, nos termos do direito internacional e das inúmeras resoluções da ONU, ao Povo da Palestina e mais uma prova de que o isolamento de Israel se está a agravar.

* “Road Map” para a paz

O Road Map para a paz é um plano proposto pelo "Quarteto" (Estados Unidos, a União Europeia, Rússia e Nações Unidas) e que pretendia resolver o conflito israelo-palestino.

As linhas gerais do plano - originalmente elaborado por Donald Blome, um funcionário do Serviço de Relações Externas dos EUA (U.S. Foreign Service) - foram publicamente anunciadas pelo presidente dos EUA, George W. Bush, num discurso proferido em 24 de Junho de 2002, no qual ele pediu um Estado palestino independente vivendo lado a lado com Israel em paz:

"O Road Map representa um ponto de partida para alcançar a visão de dois Estados, um Estado de Israel em segurança e um Estado viável, pacífico e democrático na Palestina. Este é o contexto para o progresso em direcção a uma paz duradoura e para a segurança no Médio Oriente...”

Era um plano faseado por três etapas. A primeira iniciar-se-ia em Maio de 2003, a segunda entre Junho-Dezembro de 2003, e a última entre 2004-2005.

Logo a 12 de Maio de 2003, o primeiro-ministro, Ariel Sharon, rejeitou um dos requisitos do Road Map, o do congelamento dos colonatos, como "impossível", devido à necessidade dos colonos de construirem novas casas e de constituírem famílias.

Em 25 de Maio de 2003, o governo israelita anunciou catorze pré-requisitos a cumprir antes de qualquer paz. Entre eles destacam-se:

1. O total desmantelamento de todos os subgrupos de militantes palestinos, a recolha de todas as armas ilegais e sua destruição
2. Cessação do incitamento contra Israel, mas no Road Map não se podia afirmar que Israel deveria cessar a violência e o incitamento contra os palestinos
3. O controlo de Israel sobre a Palestina, incluindo a entrada e saída de todas as pessoas e carga, do seu espaço aéreo e do espectro electromagnético (rádio, televisão, radar, etc.)
4. A renúncia de qualquer direito de regresso dos refugiados palestinos a Israel
5. Nenhuma discussão sobre os colonatos israelitas na Judeia, Samaria (cuja definição territorial do ponto de vista israelita engloba na sua maior parte territórios palestinos da Cisjordânia) e Gaza ou do estatuto da Autoridade Palestina e das suas instituições em Jerusalém
6. Nenhuma referência às principais disposições da Resolução n.º 242 da ONU**

Poderíamos continuar a contar a história do Road Map mas penso que, passados oito anos, bastará ter presente a situação actual da Palestina: colonizada e ocupada militarmente – a Cisjordânia, onde os palestinos vivem cada vez mais em guetos dispersos pelo território - ou cercada e sujeita a bloqueio – Gaza, o maior campo de concentração a céu aberto de sempre - e sem ligação entre ambas.

** Resolução no. 242 do Conselho de Segurança da ONU

Aprovada em 22 de Novembro de 1967, após a Guerra dos Seis Dias, esta resolução condenou a aquisição de territórios por meio da guerra, reafirmou a necessidade de uma paz justa e duradoura na qual cada Estado na região possa viver em segurança, e recordou o compromisso de todos os Estados Membros de agir nos termos da sua Carta constitutiva ( Carta das Nações Unidas), nomeadamente com o seu Artigo 2.º.

Declarando que a sua efectivação requeria a retirada das forças armadas israelitas dos territórios ocupados - Cisjordânia, faixa de Gaza, Jerusalém Oriental, assim como da península do Sinai (Egipto) e das colinas de Golan (Síria) e afirmando a necessidade de um acordo justo para o problema dos refugiados palestinos.

24 julho, 2010

ASEAN condena Israel pelo ataque ao comboio naval humanitário

Os Ministros dos Negócios Estrangeiros da ASEAN na sua 43.ª reunião, em Hanoi, de 19 a 20 de Julho, aprovaram um comunicado conjunto onde, quanto ao "Processo de Paz do Médio Oriente", condenaram Israel, apelaram para o levantamento do bloqueio sem restrições a Gaza e encorajaram o reínicio de negociações, nos seguintes termos

"69. Nós condenamos firmemente o ataque militar de Israel contra um comboio de navios que transportavam ajuda para a Faixa de Gaza, no que resultou perda de vidas e agravou a tensão na região. Neste sentido, em conformidade com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, (CSNU), que reiterou o apelo para o levantamento do bloqueio para garantir o acesso sem restrições da assistência humanitária ao povo palestino na Faixa de Gaza, a fim de ajudar a aliviar o seu sofrimento.

70. Encorajamos as partes interessadas a reiniciar as negociações sobre o processo de paz para uma solução final justa e abrangente com a realização de dois estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado, em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com base no "Roadmap", nas relevantes resoluções da (CSNU), bem como na Iniciativa de Paz Árabe."

A ASEAN tem os seguintes membros: Brunei, Cambodja, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietname

14 maio, 2010

Colonos israelitas mataram jovem palestino perto de Ramallah

Palestinians: Settlers killed stone-throwing teen near Ramallah - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

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Colonos abriram fogo e mataram um adolescente palestino que estava a atirar pedras a carros israelitas perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia, [Território Ocupado Palestino] no fim da passada quinta-feira, relata o Haaretz, citando fontes palestinas. 

O corpo de Iser A-aban de 16 anos, foi encontrado com ferimentos de balas nas costas nos arredores da vila de Maza'a al Sharqiva localizada no noroeste de Ramallah entre os colonatos de Shiloh e Ofra.

Não existe confirmação da parte de Israel acerca deste acontecimento. [Resguarda-se e bem o Haaretz].

Direitistas violentos adoptaram uma política de "price tag" [1)] contra os palestinos desde que Israel declarou, no passado mês de Dezembro,  um congelamento temporário de construções na Cisjordânia.

No decurso dos últimos cinco meses, grupos de extremistas vandalizaram mesquitas, destruíram propriedades de palestinos como resposta ao desmantelamento de "postos-avançados" ilegais pelas IDF. [O que o Haaretz esquece de dizer neste artigo é que estas acções são muitas vezes levadas a efeito nas "barbas" dos IDF. Quanto aos desmantelamentos: dos 23 que constavam do "Road Map Peace Plan of 2002", penso que nenhum deles foi ainda desmantelado. Falta saber dos que entretanto nestes últimos oito anos se foram instalando.]

Ainda não está claro que este incidente esteja relacionado com a operação "price tag".

1) "Price tag": Doutrina que defende que cada acção palestina deve ter uma retribuição por parte dos colonos"quando, onde e como" se quiser. Doutrina que tem sido entendida como "um-vale-tudo".