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10 junho, 2010

Audiência preliminar de Ameer Makhoul marcada para 13 de Junho

 Ameer Makhoul

No próximo domingo, 13 de junho,às 12:00, no Tribunal de Haifa, vai ser realizada uma audiência preliminar do julgamento de Ameer Makhoul perante um colectivo de de três juízes.

Ameer Makhoul será acusado de auxílio ao inimigo em tempo de guerra, conspiração para ajudar o inimigo, espionagem agravada e contacto com um agente estrangeiro.

Ameer Makhoul,Director-Geral da Ittijah – União das Associações de Base das Comunidades Árabes e Presidente do Comité para a Defesa das Liberdades Políticas, nega veementemente tais acusações.

A prisão e o interrogatório de Ameer Makhoul foi conduzida violando gravemente os seus direitos fundamentais não respeitando o devido processo legal.

Ameer Makhoul foi preso em sua casa, em Haifa, em 6 de Maio de 2010, às 3:10 da madrugada. Foi imediatamente mantido em isolamento e impedido de contactar com os seus advogados por doze dias após a sua prisão. Durante esse período, foi submetido a duros métodos de interrogatório pela Shabak.

Ameer Makhoul declarou, perante o Tribunal de Petakh Tikvah, que tinham sido usados contra ele severos métodos de interrogatório, que lhe tinham causado tanto danos físicos como psicológicos, e que, como resultado, havia admitido sob coação as falsas acusações feitas pelos inquisidores da Shabak, relativamente a actos que não cometeu.

Os métodos ilegais empregues contra Ameer Makhoul durante os primeiros dias de seu interrogatório incluem prolongada privação de sono e interrogatórios contínuos, estando algemado firmemente a uma cadeira de tamanho mais pequeno que o usual, presa ao chão para impedir que ele se movesse.

As suas mãos foram algemadas à parte de trás da cadeira para que os braços e ombros ficassem repuxados sob tensão para trás.

As suas pernas estavam dobradas para trás, flanqueando a cadeira, com os joelhos voltados para o chão.

Quando, depois de horas de estar preso nesta posição, sob intenso interrogatório, Makhoul se queixou de ter dores excruciantes, os inquisidores da Shabak algemaram as suas pernas à cadeira.

Também o ameaçaram de que ele ficaria permanentemente aleijado neste interrogatório.

28 maio, 2010

Ameer Makhoul e Omar Saeed negam veementemente acusações

Adalah: "Incriminações forjadas transformadas em acusações tornaram-se, de forma assustadora, numa prática comum em casos de segurança em Israel. Pretendendo assim justificar o completo isolamento e o uso de métodos ilegais de interrogatório contra os detidos e a imposição de restrições à liberdade de expressão sobre os seus casos."

Hoje, quinta-feira 27 Maio de 2010, o Procurador do Estado de Israel apresentará acusações contra o Dr. Omar Saeed, um activista político que também dirige uma empresa líder em medicina natural e Ameer Makhoul, director da rede de ONGs árabes "Ittijah" e um defensor dos direitos humanos.

A acusação contra o Dr. Omar Saeed será apresentada junto do Tribunal do distrito da Nazaré e inclui os alegados crimes de contacto com um agente estrangeiro e de fornecimento de informações ao inimigo.

A acusação contra o Senhor Ameer Makhoul será apresentada perante o Tribunal do Distrito de Haifa. Makhoul onde será acusado de auxílio ao inimigo em tempo de guerra, conspiração para ajudar o inimigo, espionagem agravada e contacto com um agente estrangeiro.

O Dr. Saeed e Ameer Makhoul informaram os seus advogados de que negam veementemente tais acusações.

As prisões e os interrogatórios do Dr. Saeed e do Sr. Makhoul foram conduzidos em grave violação dos seus direitos fundamentais não respeitando o devido processo legal.

Além disso, as ordens de censura total foram imediatamente impostas nestes casos, o que impediu a divulgação dos actos ilegais cometidos contra eles pelos Serviços Gerais de Segurança (GSS ou Shabak).

O Dr. Saeed foi preso em 24 de Abril de 2010. Forneceu uma declaração clara aos seus inquisidores que nunca agiu em nome do Hezbollah, e que as suas actividades políticas são legais e transparentes. Foi permitido ao Dr. Saeed um primeiro contacto com os seus advogados, apenas em 10 de Maio de 2010, dezasseis dias após a sua prisão, devido a uma ordem judicial que o privou de qualquer acesso a aconselhamento legal. Foi interrogado por prolongados períodos de tempo, sendo-lhe permitido dormir num espaço de tempo muito limitado.

Ameer Makhoul foi preso em sua casa, em Haifa, em 6 de Maio de 2010, às 3:10 da madrugada. Foi imediatamente mantido em isolamento e impedido de contactar com os seus advogados por doze dias após a sua prisão. Durante esse período, foi submetido a duros métodos de interrogatório pela Shabak.

Ameer Makhoul declarou, perante o Tribunal de Petakh Tikvah, que tinham sido usados contra ele severos métodos de interrogatório, que lhe tinham causado tanto danos físicos como psicológicos, e que, como resultado, havia admitido sob coação as falsas acusações feitas pelos inquisidores da Shabak, relativamente a actos que não cometeu.

Os métodos ilegais empregues contra Ameer Makhoul durante os primeiros dias de seu interrogatório incluem prolongada privação de sono e interrogatórios contínuos, estando algemado firmemente a uma cadeira de tamanho mais pequeno que o usual, presa ao chão para impedir que ele se movesse.

As suas mãos foram algemadas à parte de trás da cadeira para que os braços e ombros ficassem repuxados sob tensão para trás.

As suas pernas estavam dobradas para trás, flanqueando a cadeira, com os joelhos voltados para o chão.

Quando, depois de horas de estar preso nesta posição, sob intenso interrogatório, Makhoul se queixou de ter dores excruciantes, os inquisidores da Shabak algemaram as suas pernas à cadeira.

Também o ameaçaram de que ele ficaria permanentemente aleijado neste  interrogatório.

A equipa de defesa legal, de Ameer Mahhoul, o advogado Hussein Abu Hussein e os advogados da Adalah, Orna Kohn e Jabareen Hassan, não tem podido discutir os métodos de interrogatório ilegais, até à data, devido à ordem de censura imposta pelo tribunal sobre o caso.

Até 26 de Maio de 2010, os  repetidos requerimentos apresentados pela Adalah e pelos Médicos para os Direitos Humanos de Israel (Physicians for Human Rights-Israel) para acederem aos relatórios médicos do Sr. Makhoul e para que um médico independente, pudesse examiná-lo, foram todos negados.

Após a apresentação de um outro requerimento ao Tribunal de Justiça do Distrito, os registos médicos de Makhoul irão ser disponibilizados, e um médico independente, irá visitar Makhoul rápidamente, já que irá ser transferido do centro de detenção da Shabak.

A Adalah está seriamente preocupada com as graves violações dos direitos do Dr. Saeed e do Sr. Makhoul que estão  em clara violação da lei israelita e internacional. Sobre a questão das salvaguardas contra a tortura e maus-tratos aos detidos, o Comité da ONU Contra a Tortura, nas suas observações finais sobre Israel em 2009 (para n.º 15), enfatizou que "os detidos devem ter acesso imediato a um advogado, a um médico independente e a um membro da família, estes são meios importantes para a protecção de suspeitos, oferecendo acrescidas salvaguardas contra a tortura e os maus-tratos dos detidos, e devem ser garantidas às pessoas acusadas de crimes contra a segurança".

10 maio, 2010

APELO: LIBERDADE PARA AMEER MAKHOUL (Activista dos direitos cívicos e humanos)

Este é a tradução livre do apelo da OPGAI - Occupied Palestine and Golan Heights Advocacy Initiative para a libertação de Ameer Makhoul.

As autoridades israelitas detiveram o escritor e activista dos direitos cívicos e humanos e um dos líderes da comunidade palestina israelita, Ameer Makhoul.

Makhoul é Director-Geral da Ittijah – União das Associações de Base das Comunidades Árabes e Presidente do Comité para a Defesa das Liberdades Políticas.

A polícia israelita e a Shabak (Serviços de Segurança Geral) invadiram a casa de Makhoul na passada quinta-feira, 6 de Maio, duas semanas depois de ter sido emitida uma ordem judicial, que o proibia de deixar Israel por dois meses.

A detenção de Makhoul, a quem não é permitido reunir-se com os seus representantes legais, é parte das políticas de Israel contra figuras políticas activas na sua terra natal.

A prisão de Makhoul, juntamente com a prisão, há cerca de um mês, de um grupo de ativistas palestinos, faz parte de uma tentativa de esmagar o movimento popular palestino que defende a existência palestina em Israel.

Condenamos a prisão de Ameer Makhoul

Acreditamos que esta prisão é expressão das políticas opressivas de Israel que negam os direitos dos palestinos no interior do estado de Israel, e também das continuadas, mas sempre falhadas, tentativas, levadas a cabo há mais de 60 anos, pelas autoridades israelitas para eliminar a identidade nacional palestina dos seus cidadãos.

A OPGAI reafirma a importância de continuar a resistir e lutar contra o colonialismo, a ocupação e o racismo israelita.

A OPGAI apela à libertação imediata e incondicional de Ameer Makhoul, e pelo fim da prática há muito estabelecida, por Israel, de detenção e deportação arbitrárias dos defensores dos direitos humanos.

A OPGAI e todos os ativistas da justiça para o povo palestino ficarão firmes perante estas práticas, cada vez mais agressivas, de Israel contra o povo palestino e continuarão a resistir à ocupação colonial e ao racismo de Israel.

A OPGAI exorta ainda os ativistas israelitas de uma paz justa, para não permanecerem em silêncio perante esta flagrante e antidemocrática repressão de Ameer Makhoul, dos seus direitos e do direito de todos os palestinos, ativistas da sociedade civil e defensores dos direitos humanos, de litigar contra as políticas de apartheid israelitas.
A tomada de uma posição pública é particularmente importante dada a decisão antidemocrática por parte de Israel de negar o conhecimento ao público israelita [através da censura pura e dura] desta flagrante violação dos direitos humanos

A OPGAI convida os ativistas internacionais a publicamente protestarem e a lutarem contra a prisão de Ameer Makhoul e contra a repressão israelita de activistas políticos e da sociedade civil palestinos.

Cartas de protesto para as autoridades israelitas podem ser enviadas para:

O Chefe dos Serviços de Segurança Geral de Israel (Head of Israel’s General Security Services), Yuval Diskin, através deste link: http://www.pmo.gov.il/PMOEng/Public+Applications/PublicApplications/

e para o ministro israelita da Segurança interna (Ministry of Internal Security), Yitzhak Aharonovitch: sar@mops.gov.il

Não há uma mensagem tipo, mas penso que será suficiente a expressão:

Israel: Free Palestinian Civil Society Activist Ameer Makhoul!

Israel censura detenção de activista nos média israelistas

O Serviço de Segurança Geral de Israel, Shabak 1) [tipo Pide/DGS] voltou a impor a censura, pela segunda vez em meio ano, para impedir que a imprensa israelita divulgasse informações sobre a detenção realizada há vários dias de um civil no país, neste caso um activista e escritor árabe-israelita.

Tal censura causou polémica entre os meios de comunicação social locais, que protestaram contra a aplicação de uma medida que deveria ser reservada para situações de emergência nacional.

Desta vez, o Shabak deteve o árabe-israelita, escritor e activista dos direitos cívicos e humanos e um dos líderes da comunidade palestina israelita, Ameer Makhoul, Director-Geral da Ittijah – União das Associações de Base das Comunidades Árabes e Presidente do Comité para a Defesa das Liberdades Políticas.

Makhoul foi preso em Haifa, no norte de Israel, na quinta-feira passada, numa operação que envolveu mais de 16 agentes da Shabak, que invadiram a sua casa, e confiscaram documentos, mapas, telefones móveis, computadores, uma câmara fotográfica e um gravador.

A sua mulher, Jana, relatou que os agentes se negaram a identificar-se e que apenas apresentaram uma ordem de detenção por "razões de segurança".

Um juiz da cidade de Petahtikva, a nordeste de Tel Avive, prorrogou a detenção por seis dias e concedeu aos agentes 48 horas para interrogar o activista sem a presença do seu advogado.

Esta detenção tinha sido precedida por uma ordem emitida pelo ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, no dia 21 de Abril, proibindo que o escritor saísse do país, nos próximos dois meses, por representar uma "séria ameaça".

Masu Gnaim, deputado da Lista Árabe Unida, um dos partidos árabes com representação no Knesset, parlamento israelita, qualificou o caso de "terrorismo policial", cujo único objectivo é "calar a boca" do povo.

1) O acrónimo Shabak, representa a designação Sherut haBitachon Haklali, "Serviço de Segurança Geral", também oficialmente conhecida como Agência de Segurança de Israel (pelo acrónimo da sua designação em inglês ISA) e mais popularmente referido como o Shin Bet. Tem por missão a segurança interna de Israel.