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17 março, 2011

Israel responde a morte de família de judeus autorizando mais construções nos colonatos

 As desculpas que eles arranjam para continuar a colonizar ilegalmente os territórios ocupados da Palestina.

Apesar da repressão tipo nazi que encetaram, que eu saiba, ainda não conseguiram identificar o/os assassino/s... mas são palestinos ... porque usam... facas!

Aqui fica a notícia respigada do Público.

Ataque sublinha "ameaça existencial" que o Estado hebraico enfrenta, defende vice-primeiro-ministro perante milhares de pessoas no funeral da família Fogel


O Governo israelita deu ontem luz verde para a construção de centenas de novas casas para colonos na Cisjordânia, depois do assassínio, na véspera, de um casal e três filhos no colonato de Itamar, na zona de Nablus.

Enquanto no terreno, soldados e membros dos serviços de segurança israelitas continuavam a caça ao homem, milhares de pessoas assistiram ao funeral do pai, mãe e três filhos (um de 11 anos, outro de três e um bebé de três meses), em Jerusalém. As cinco vítimas da família Fogel foram mortas à facada nas suas camas na noite de sexta-feira. Da mesma família sobreviveram três filhos.

No funeral, o vice-primeiro-ministro Moshe Ya"alon fez um breve discurso afirmando que o ataque sublinha a ameaça existencial que Israel enfrenta. "Este assassínio lembra a todos que a luta e o conflito não têm como razão as fronteiras de Israel ou a independência de uma nação reprimida, mas sim uma luta pela nossa existência", defendeu Ya"alon. "Não podemos continuar assim a falar sobre segurança quando a essência é negligenciada - a essência que é o direito de Israel ao seu território."

A polícia israelita elevou o seu estado de alerta, principalmente em Jerusalém, por temer actos de vingança contra palestinianos por parte de extremistas judeus.

A segurança foi reforçada depois de colonos em fúria terem entrado na véspera na aldeia palestiniana de Burin, perto de Nablus, atirando pedras e incendiando uma casa. O Exército interveio rapidamente para dispersar os atacantes e evitar uma escalada de violência.

Netanyahu pede "contenção"

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu aos israelitas "contenção" e apelou para que não tentem fazer "justiça pelas próprias mãos". Esse papel, sublinhou, cabe ao Exército e às forças de segurança.

Na frente política, o Governo israelita reagiu ao ataque dando luz verde para a construção de "centenas de habitações" nos colonatos da Cisjordânia.

Um comunicado do gabinete de Netanyahu refere que foram autorizadas centenas de construções em Gush Etzion, Ma"ale Adumin, Ariel e Kyriat Sefer. Estes quatro colonatos são dos mais povoados da Cisjordânia e fazem parte daqueles que o Estado hebraico quer manter num acordo de paz com os palestinianos.

O dirigente da Yesha, a principal organização de colonos, Danny Dayan, felicitou-se por "este pequeno passo na boa direcção", pedindo ao primeiro-ministro para aprovar novas autorizações de construção nos territórios ocupados da Cisjordânia.

A Autoridade Palestiniana "condenou firmemente" a decisão do Governo israelita e avisou que vai conduzir "a problemas graves". Os palestinianos vêem a construção nos colonatos como o fortalecimento de "factos no terreno" que retiram cada vez mais território a um futuro Estado. Os colonatos judaicos em território ocupado são, além disso, ilegais à luz do Direito internacional.

13 março, 2011

Cinco membros de uma família de colonos israelitas mortos à facada na sua casa


Este é um crime abominável. Sem justificação nem perdão.

Mas lendo a notícia tenho que questionar alguns factos, que pelos vistos estão dados como provados:

Como é que as autoridades israelitas concluíram de imediato que um tal crime foi cometido por palestinos? Os judeus entre si não se matam? Ou os judeus não usam facas para matar?

A única motivação para matar será apenas o de criar "terror"? Vingança pessoal ou outra motivação, que pode ser partilhada por ambas as etnias, nem sequer são postas em causa?

Porquê que num crime de "terror" são poupadas duas crianças, uma de 4 e outra de 2 anos, que estavam em casa, enquanto um outro de 3 anos e um bebé de 3 meses foram assassinados? (Não refiro aqui a vítima de 11 anos, já que pela idade poderia ser uma "testemunha incomoda".)

Como é que num colonato, tão "fervoroso" (ortodoxo), meninas de 12 anos voltam para casa "cerca da meia-noite" estando os seus pais já deitados?

Porquê a apressada declaração de Netanyahu, quando nem se sabe quem é culpado? Só para dramatizar e para assim tentar desviar a atenção dos crimes que o seu governo comete diariamente, contra os palestinos?

Aliás noutra notícia é referido que os IDF (Forças de "Defesa" de Israel, neste caso forças de ocupação), devido ao facto de a arma do crime ter sido uma faca e não uma arma de fogo duvidam que o ataque tenha sido obra de uma operação organizada por "terroristas".

Aqui fica a notícia respigada do Público.

Uma família de colonos israelitas, um casal e os seus três filhos, foi assassinada durante um ataque atribuído a um palestiniano, durante a noite de sexta-feira, perto de Nablus.

As cinco vítimas, residentes no colonato de Itamar [colonato ilegal situado em Nablus, na Cisjordânia, território palestino ocupado], foram mortas à facada no interior da sua casa. O pai, a mães e três filhos (um de 11 anos, outro de três e um bebé de três meses) foram mortos nas suas camas, segundo os media israelitas.

Dois outros filhos, de quatro e dois anos, que estavam também em casa, não foram atacados. E uma sexta filha, de 12 anos, deparou-se com a tragédia quando chegou a casa já perto da meia-noite. Sem que alguém lhe abrisse a porta, foi com a ajuda de um vizinho que conseguiu entrar em casa para encontrar um cenário de horror.

Este ataque é o primeiro contra colonos em meses e o único com este nível de crueldade em anos, recorda o jornal "Ha'aretz". Itamar é onde vivem muitos dos colonos mais fervorosos da Cisjordânia.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exigiu ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, a punição do ou dos responsáveis pelo ataque. E avisou: "Israel vai agir vigorosamente para defender a população israelita e punir os assassinos". Tanto o exército como os serviços de segurança receberam ordens para "agir em todas as direcções para capturar os terroristas".

Do lado palestiniano, o primeiro-ministro, Salam Fayyad, condenou o crime de Itamar "exactamente como condeno os crimes contra os palestinianos" e relembrou que "rejeita categoricamente a violência" - sejam quais forem "as razões, os autores e as vítimas".

O ataque não foi reivindicado. 

Um porta-voz das Brigadas Al-Quds, o braço armado da Jihad islâmica em Gaza, limitou-se a dizer em comunicado que "esta operação é normal porque exprime o direito de resistência contra a ocupação (israelita) e os seus crimes". [Note-se que este fala-barato, pertence à Jihad,  está em Gaza e os crimes aconteceram na Cisjordânia]

11 junho, 2010

Viver em paz na Palestina, sob um governo Palestino, afirmou o rabino Dovid Feldman do Neturei Karta International

Tradução do declaração do Rabi Dovid Feldman do movimento religioso Neturei Karta International, (uma corrente do Judaísmo ortodoxo),  por ocasião do ataque à "Freedom Flotilla".

"Os autênticos Judeus ortodoxos em todo o mundo condenam de forma inequívoca a matança a sangue frio, realizada pelas forças de ocupação sionistas contra inocentes, pacíficos, amantes da liberdade e nobres activistas comprometidos com a paz e os direitos humanos", afirmou o rabino Dovid Feldman do Neturei Karta International.

"Este ataque brutal ocorreu em águas internacionais a bordo de navios que transportavam ajuda humanitária para os nossos irmãos, os residentes palestinos da cercada Faixa de Gaza. Foi um acto claramente ilegal, que viola, de uma forma séria, direitos humanos básicos e sagrados, a justiça e a lei.

"Esse tipo de comportamento, infelizmente, só se poderia esperar dos sionistas", continuou. "Toda a existência do seu estado foi construída, desde o início, sobre Heresia, esbulho e assassinato. Oprimiram, assassinaram e expulsaram um povo inteiro da sua terra.

Tudo isso nos aflige, especialmente porque foi feito em nome de todo o povo judeu e, em nome da religião judaica. A verdade é que a Tora se opõe totalmente a tudo o que fazem. A Tora ensina-nos a misericórdia, a Tora proíbe o assassinato e a Tora proíbe o roubo.

De acordo com a Tora, toda a terra do Jordão ao Mar Mediterrâneo deverá ser devolvida ao povo palestino ". "Os judeus estão no exílio por decreto divino, e qualquer tentativa de acabar com este decreto Todo-Poderoso é uma rebelião contra D-us. A Tora ensina que uma rebelião contra D-us não pode ser bem sucedida.

Achamos que é imperativo declarar claramente que o Estado de "Israel" não representa o povo judeu, e certamente a religião judaica. Eles não têm direito de falar em nosso nome nem no nome da sagrada Tora. Eles envergonham a Terra Santa com as suas abominações, matanças e inúmeras outras acções que emanam deste Estado ilegítimo.

Além disso, a própria existência deste Estado é ilegítima como a sagrada Tora estrita e explicitamente proíbe qualquer domínio judaico sobre a Terra Santa. Quando o movimento sionista surgiu há um século, todos os nossos rabinos alertaram-nos para que não tivéssemos qualquer ligação com eles.

Os sionistas com a sua perversão do Judaísmo denegriram o nome de judeus e da Tora em todo o mundo. São os piores inimigos de D-us, da Tora e do verdadeiro povo judeu, que sempre se manteve fiel a D-us em todas as circunstâncias. Subsequentemente, são a maior causa da exacerbação do anti-semitismo em todo o mundo.

"Os judeus ao longo dos séculos sempre tiveram excelentes relações com seus vizinhos árabes. Em séculos passados, durante os quais os judeus sefarditas viviam em comunidades prósperas por todo o mundo árabe, foi uma época de ouro entre os nossos povos.

Quem pôs um ponto final nessa idade de ouro?

Só o sionismo político. Na verdade, ainda hoje existem alguns países árabes e muçulmanos que ainda têm comunidades judaicas que vivem, entre eles, pacificamente. E mesmo os palestinos (de ambos, os principais partidos) declararam que não tem nenhum problema com os judeus que vivem entre eles; eles apenas se opõem ao sionismo político.

Manifestamos o nosso profundo pesar às famílias dos inocentes assassinados, assim como os nossos sinceros desejos de rápida recuperação a todos os feridos pelas forças de ocupação sionistas. Possa o Céu enviar-lhes completa e rápida recuperação.

"Nós esperamos e rezamos por um fim pacífico e rápido do estado sionista. Então os judeus serão capazes de viver em paz na Palestina sob um governo Palestino, assim como eles tem vivido, até hoje, noutros países árabes.

"Que possamos merecer o cumprimento da promessa dos profetas da revelação do reino de D-us sobre todo o mundo, e que a cada momento todos os povos O possam servir em unidade".


O Neturei Karta é uma corrente da ortodoxia judaica que se opôs à fundação do Estado de Israel e mantêm a oposição à existência do chamado, segundo eles, "Estado de Israel".

Oportunamente trataremos de publicar as origens e fundamentos deste movimento religioso que defende o fim do Estado de Israel, de forma rápida mas pacífíca.

NB: Utilizámos  a expressão"D-us" dado que a mesma surgia no texto traduzido como "G-d", respeitando assim a crença do se autor.