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02 janeiro, 2012

Quem matou a notícia do Dia da Paz em Priscos?

O Correio do Minho vinha noticiando a ocorrência de um momento marcante na celebração do Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2012:

A convocação da comunidade internacional para se empenhar pela Paz na Palestina e em Israel.

Fê-lo em 30 de Dezembro num artigo intitulado:

"Minuto de Silêncio pela paz entre Israel e Palestina com a Presença do Nobel D. Ximenes Belo"

E em 31 de Dezembro num artigo intitulado: "Presépio vivo de Priscos recebe D. Ximenes Belo"

Essa convocação teve lugar num espaço privilegiado, o "Presépio ao Vivo de Priscos"; com o privilégio da presença de um Nobel da Paz, neste caso, D. Ximenes Belo - um homem que bem conhece e ao vivo, o que é o drama quotidiano de um povo ocupado e reprimido militarmente e que, apesar de ter resistido corajosamente pelas armas, só em 2002, conseguiu a sua autodeterminação plena; e num enquadramento singelo mas de grande simbolismo:

Num amplo campo verde, as bandeiras da Palestina e de Israel, lado a lado, unidas por uma faixa com um voto nela inscrito: "Paz para a Palestina e para Israel".

Todas as condições para merecer cobertura da comunicação social nacional - a Lusa serve para alguma coisa? - e a partir daí da internacional.

Mas o evento foi amortalhado numa peça publicada hoje no Correio de Braga, que me escuso de qualificar, e que aqui deixo recorte para vossa apreciação, e no silêncio de chumbo, que já é habitual na nossa comunicação social quando se trata do conflito israelo-palestino.

(Nota: Se clicar sobre a imagem ela aumenta) 

PS: Se obtivermos imagens cá voltaremos.

06 dezembro, 2011

Mais uma humilhação para Obama imposta pelo lobby nacional-sionista

Jewish groups demand Obama action over Belgium envoy's anti-Semitism remarks - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

Pode ler a história seguindo o link, aqui fica uma breve resenha:

"Uma distinção deve ser feita entre o anti-semitismo tradicional, que deve ser condenado e o ódio muçulmano para com os judeus, que deriva do conflito entre Israel e os palestinos", teria dito Howard Gutman numa conferência sobre anti-semitismo, organizada pela União dos Judeus Europeus, e realizada em Bruxelas na semana passada, passando a argumentar que "... um tratado de paz entre israelitas e palestinos iria diminuir significativamente o anti-semitismo muçulmano. "

Ocorre que Howard Gutman é judeu e é embaixador dos EUA (pois…) na Bélgica.

O bom senso de Howard Gutman, não agradou ao lobby nacional-sionista que desde logo começou a fazer campanha, obrigando a Administração Obama a rebaixar-se emitindo um comunicado, onde afirma:
 
"Condenamos o anti-semitismo em todas as suas formas, e que não existe qualquer justificação para o preconceito contra o povo judeu ou Israel,"

23 outubro, 2010

A ICAR e o conflito israelo-palestino: um passo em frente... omitindo Gaza

Hoje o Público referiu a mensagem final do Sínodo do Médio Oriente, titulando "Igreja Católica pede à ONU que ponha fim à ocupação israelita dos territórios palestinianos". No entanto na notícia faltavam referências a Gaza e a Jerusalém, por isso entendi avaliar a mensagem do Sínodo.

Aqui ficam os resultados e o meu comentário.

Durante a XIV Congregação Geral realizada na tarde de ontem, sexta-feira 22 de Outubro de 2010, os Padres sinodais aprovaram a Nuntius, a Mensagem ao Povo de Deus, na celebração da Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos.

(O texto completo em inglês pode ser encontrado seguindo este link. Nesse local ainda encontrará ligações para as versões publicadas em árabe, francês e italiano.)

Este Sínodo é um acontecimento extraordinário já que reuniu pela primeira vez, não só Patriarcas e Bispos das Igrejas Católicas do Médio Oriente e o Papa, mas os cardeais e arcebispos, responsáveis dos vários departamentos da Cúria Romana, os presidentes das conferências episcopais de todo o mundo, os representantes das Igrejas ortodoxas e das comunidades eclesiais e convidados judeus e muçulmanos.

Se um Sínodo só por si é um acontecimento relevante na Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), esta participação alargada acresce uma dimensão política ainda mais forte e significante.

A Nuntius foi organizada em 7 capítulos, com uma Introdução e uma Conclusão.

Aqui apenas referiremos dois pontos, que traduzimos, desse documento, que no essencial é pastoral, e que entendemos relevantes para entender a posição agora tomada pela ICAR, quanto ao conflito israelo-palestino:

1.º. A caracterização das condições políticas e de segurança referidas aos palestinos e israelitas, que respigámos do ponto 3.2, inserido no Capitulo I - A Igreja no Oriente Médio: comunhão e testemunho ao longo da História e que apresentamos :

Avaliámos a situação social e a segurança pública em todos os países do Médio Oriente. 

Tomamos em consideração o impacto do conflito israelo-palestino em toda a região, especialmente sobre os palestinos que estão sofrendo as consequências da ocupação israelita: a falta de liberdade de movimentos, o muro de separação e os postos de controlo militar, os prisioneiros políticos, a demolição de casas, a perturbação da vida socioeconómica e os milhares de refugiados.

Reflectimos sobre o sofrimento e a insegurança em que vivem os israelitas. 

Temos meditado sobre a situação da cidade santa de Jerusalém. Estamos preocupados com as iniciativas unilaterais que ameaçam a sua natureza e que arriscam alterar o seu equilíbrio demográfico. 

Com tudo isso em mente, vemos que uma paz justa e duradoura é a única salvação para todos e para o bem da região e seus povos.

2.º. O “Apelo á Comunidade Internacional”, (Capítulo VII), que excedendo o âmbito anteriormente definido, entendemos relevante apresentar na integra: 

Os cidadãos dos países do Médio Oriente Médio solicitam à comunidade internacional, nomeadamente às Nações Unidas, para que trabalhem conscienciosamente para encontrar uma solução definitiva, justa e pacífica, na região, através da aplicação das resoluções do Conselho de Segurança e para que tomem as medidas legais necessárias para pôr fim à ocupação dos diferentes territórios árabes.

O povo palestino terá assim uma pátria independente e soberana, onde possa viver com dignidade e segurança. O Estado de Israel poderá assim desfrutar de paz e segurança dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. 

A Cidade Santa de Jerusalém poderá obter o seu estatuto próprio, que respeite o seu carácter particular, a sua santidade e o património religioso das três religiões: judaica, cristã e muçulmana. Esperamos que a Solução dos Dois Estados, possa tornar-se uma realidade e não um sonho apenas.

O Iraque irá ser capaz de pôr fim às consequências da sua guerra mortal e restabelecer uma forma segura de vida que protegerá todos os seus cidadãos em todas as suas estruturas sociais, quer religiosas, quer nacionais.

O Líbano será capaz de desfrutar de soberania sobre todo o seu território, reforçar a sua unidade nacional e continuar na sua vocação para ser o modelo de coexistência entre cristãos e muçulmanos, do diálogo entre diferentes culturas e religiões, e da promoção das liberdades públicas básicas.

Condenamos a violência e o terrorismo venha donde vier, bem como todo o extremismo religioso. Condenamos todas as formas de racismo, o anti-semitismo, o anti-cristianismo e a islamofobia e conclamamos as religiões a assumir a sua responsabilidade de promover o diálogo entre culturas e civilizações na nossa região e em todo o mundo.

A caracterização das condições políticas e de segurança referidas aos palestinos e israelitas realizada pelo Sínodo e acima referidas, estariam totalmente correctas se não tivessem omitido uma questão fundamental: o bloqueio ilegal da Faixa de Gaza e a tragédia humanitária que ali se vive.

E ao apelar ao “… fim à ocupação dos diferentes territórios árabes.” não me parece englobar nesse domínio a Faixa de Gaza, que está cercada e sob bloqueio, mas que tecnicamente não está ocupada. 

Nem vejo onde poderia incluir, a questão da tragédia humanitária dos palestinos de Gaza, presos uma imensa prisão a céu aberto, em condições totalmente distintas dos palestinos da Cisjordânia ocupada.

Em política a omissão esconde quase sempre a reserva mental e a incapacidade para lidar com uma realidade incomoda. Gostava de poder avaliar esta questão de forma diferente, para bem dos palestinos de Gaza infelizmente, a razão e a história, não me permitem cair nesse "engano da alma, ledo e cego".

De todas as formas esta tomada de posição da ICAR é no geral positiva, e é um bom sinal para a paz no Médio Oriente, tendo em conta o carácter conservador desta teocracia e da sua diplomacia.

Se a ICAR tomou tal posição neste momento é porque definiu existir uma forte propensão para o "império" e seus aliados estarem dispostos a resolver de alguma maneira a ocupação ilegal da Palestina.
É ainda de sublinhar que na sua mensagem o Sínodo , ao referir-se a Jerusalém, inclui a seguinte expressão: “Esperamos que a Solução dos Dois Estados, possa tornar-se uma realidade e não um sonho apenas.”, que em meu entendimento é o reconhecimento de Jerusalém como a capital de ambos os Estados.
Só é pena que tenha sido preciso tanto tempo para a ICAR reconhecer o que estava à vista de quem não desviasse o olhar. Mas mais vale tarde do que nunca.
Mas também é preciso, precisamente neste momento, não esquecer os muitos católicos, sacerdotes e fiéis, que por todo o mundo, desde sempre, se mostraram publicamente do lado da Justiça e se envolveram militantemente no combate por uma Palestina independente, soberana e livre, que garantisse a segurança e a paz com Israel.

31 maio, 2010

Flotilha de 8 navios transportando 700 activistas e 10.000 toneladas de ajuda humanitária para Gaza enfrentam bloqueio israelita


Um comboio de seis navios que transporta 10.000 toneladas de ajuda humanitária partiu para Gaza no passado domingo, desafiando os avisos de Israel de que serão interceptados, apressados e conduzidos para Aschkelon, onde os activistas ficarão detidos e daí deportados.

Os navios, liderados por uma embarcação turca, partiram de águas internacionais próximas de Chipre, na tarde de domingo, transportando cerca de 700 activistas, incluindo escritores, jornalistas e parlamentares da Irlanda, da Suécia e da Turquia. 

"Se tudo correr bem e não houver problemas ou interrupções de qualquer tipo, deveremos chegar a Gaza por volta das 14 horas (tempo local) de amanhã (segunda-feira), declarou Mary Hughes-Thompson, porta-voz do movimento "Free Gaza", um das entidades organizadoras. 

A frota foi organizada por grupos pró-palestinos e por uma organização turca de direitos humanos. 

A Turquia pediu a Israel que permita a passagem da flotilha com segurança e afirmou que os navios transportam  apenas ajuda humanitária. 

A Turquia é um dos mais próximos aliados de Israel no Médio Oriente , mas o relacionamento entre os dois países tem vindo a degradar-se. Aliás o primeiro-ministro turco Tayyip Erdogan tem criticado frequentemente as políticas de Israel quanto aos palestinos. 

Recorde-se que Israel e Egipto fecharam as fronteiras de Gaza após o Hamas, ter assumido o controlo do território em 2007 e que a tensão na região mantém-se elevada desde a agressão israelita a Gaza entre os finais de 2008 e Janeiro de 2009.

A população de Gaza, milhão e meio de seres humanos sobrevive à míngua de tudo, devido ao desumano bloqueio de Israel, apesar da ajuda das Nações Unidas.

De todas as formas Israel enfrenta um dilema insolúvel segundo Ismail Haniyeh, o líder do Hamas na Faixa de Gaza, que afirmou no passado sábado: “Se os navios chegarem a Gaza, é uma vitória para Gaza. Se forem interceptados e aterrorizados pelos Sionistas, será igualmente uma vitória para Gaza, e eles continuarão a vir com novos navios para quebrar o bloqueio a Gaza.”

24 maio, 2010

Gaza para além da "economia de tunel"

FT.com / Middle East / Economy - Gaza looks beyond tunnel economy  by Tobias Buck in Rafah

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O artigo está em inglês.

Assim apenas três breves transcrições:

1.
"...
Por cerca de três anos, os túneis por baixo de Rafah têm oferecido a única linha de salvação para os habitantes de Gaza, que de outra forma estariam privados de todo, da maioria dos suprimentos humanitários básicos.
..."
 2.
 "...
Reconhecem que os túneis estão a providenciar bens essenciais, mas os contrabandistas também estão trazendo precisamente os itens de consumo básico que poderiam ser fabricados em Gaza, especialmente se as sanções foram atenuadas.
..."
3.
"...
Um funcionário ocidental afirmou que os túneis funcionam como uma válvula de segurança "humanitária", mas adverte que não oferecem solução para o declínio econômico. 

..."

15 maio, 2010

Palestinos celebram o Dia da Catástrofe (Nakba)

Palestinians mark Nakba Day | The Jerusalem Post | Associeted Press

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Os líderes do Hamas e da Fatah marcham em Gaza 62 anos após a "catástrofe".
 
Rivais palestinos marcharam juntos, neste sábado, numa rara demonstração de unidade marcando 62 anos de exílio devido à guerra motivada pela criação de Israel. 

Activistas de grupos rivais Hamas e Fatah empunhando bandeiras palestinas e uma chave gigante simbolizando as suas esperanças para o retorno, como parte das comemorações anuais do que chamam de "catástrofe", ou Nakba, em árabe. Os nomes das cidades e vilas esvaziadas durante a guerra foram escritos ao longo da chave, ao lado do slogan "Vamos voltar." 


O sofrimento dos refugiados - que fugiram ou foram expulsos de suas casas durante a guerra de 1948 entre israelitas e árabes - é uma das questões mais polémicas para os palestinos e Israel resolverem.

Negociadores palestinos exigiram, pelo menos, uma repatriação, parcial. Israel recusou, dizendo que um influxo de refugiados diluiria a maioria judaica de Israel e ameaçaria a existência do Estado. 

Os governantes do Hamas em Gaza convidaram os seus rivais da Fatah para participarem na marcha deste sábado, um gesto raro do grupo militante islâmico desde que se apoderou de Gaza e expulsou as forças do Fatah em Junho de 2007. Em anos anteriores, as diferentes facções palestinas organizaram os seus próprios eventos, destacando a sua incapacidade de trabalhar em conjunto sobre questões fundamentais. 


Não foram feitos discursos políticos  - numa aparente homenagem às diferenças ideológicas fundamentais entre o Hamas e a Fatah. Aos manifestantes também foi solicitado que não usassem bandeiras dos seus partidos. Algumas mulheres da Fatah deram a volta à proibição usando lenços de cabeça amarelos, a cor do seu movimento. 

Cerca de 4,7 milhões de refugiados palestinos e seus descendentes estão espalhados por toda a Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria, segundo dados da ONU. Cerca de um terço ainda vivem em campos de refugiados apoiados pela ONU .
 
No comício de Gaza, a manifestante Amina Hasanat, de 50 anos, expôs documentos esfarrapados que disse provarem que a sua família possuía uma casa e terrenos onde é agora é a cidade de Beersheba em Israel. "Eles (os judeus) podem voltar de onde vieram, nós vamos voltar para nossas casas e terras", afirmou Hasanat. 

Na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, centenas de palestinos, motoristas e de peões, pararam por um minuto ao som de sirenes para marcar o aniversário. Ocorreram manifestações menores noutras cidades da Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
 

No Líbano, o grupo militante Hezbollah, que travou uma guerra de guerrilha contra as forças israelitas até estas se retiraram do sul do Líbano em 2000, declarou num comunicado que "a resistência e sacrifício" são a única forma de retomar as terras reclamadas pelos árabes.

"No 62. º aniversário da Nakba, apelamos a todos os árabes para manter viva a causa palestina aos olhos e nos corações de todas as gerações", disse o Hezbollah, que também lutou contra Israel numa guerra de 34 dias em 2006 que deixou cerca de 1.200 libaneses e 160 israelitas mortos. 

O Egipto, por sua vez, abriu a sua fronteira de passagem para Gaza,
normalmente encerrada, neste sábado, a primeira vez em 75 dias, para permitir que doentes e outros moradores em Gaza, com residência no estrangeiro, saíssem do território bloqueado.

Israel e o Egipto tem mantido as fronteiras de Gaza, em grande parte fechadas desde a tomada do poder pelo Hamas em 2007, mas o Egipto, periodicamente, abre o terminal de passageiros de Rafah com Gaza para permitir que possam atravessar gazanos em dificuldades.

14 maio, 2010

Colonos israelitas mataram jovem palestino perto de Ramallah

Palestinians: Settlers killed stone-throwing teen near Ramallah - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

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Colonos abriram fogo e mataram um adolescente palestino que estava a atirar pedras a carros israelitas perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia, [Território Ocupado Palestino] no fim da passada quinta-feira, relata o Haaretz, citando fontes palestinas. 

O corpo de Iser A-aban de 16 anos, foi encontrado com ferimentos de balas nas costas nos arredores da vila de Maza'a al Sharqiva localizada no noroeste de Ramallah entre os colonatos de Shiloh e Ofra.

Não existe confirmação da parte de Israel acerca deste acontecimento. [Resguarda-se e bem o Haaretz].

Direitistas violentos adoptaram uma política de "price tag" [1)] contra os palestinos desde que Israel declarou, no passado mês de Dezembro,  um congelamento temporário de construções na Cisjordânia.

No decurso dos últimos cinco meses, grupos de extremistas vandalizaram mesquitas, destruíram propriedades de palestinos como resposta ao desmantelamento de "postos-avançados" ilegais pelas IDF. [O que o Haaretz esquece de dizer neste artigo é que estas acções são muitas vezes levadas a efeito nas "barbas" dos IDF. Quanto aos desmantelamentos: dos 23 que constavam do "Road Map Peace Plan of 2002", penso que nenhum deles foi ainda desmantelado. Falta saber dos que entretanto nestes últimos oito anos se foram instalando.]

Ainda não está claro que este incidente esteja relacionado com a operação "price tag".

1) "Price tag": Doutrina que defende que cada acção palestina deve ter uma retribuição por parte dos colonos"quando, onde e como" se quiser. Doutrina que tem sido entendida como "um-vale-tudo".

09 maio, 2010

Israel ameaça atacar comboio naval humanitário que se dirige a Gaza

Israel ameaça atacar um comboio naval de ajuda internacional, que se dirige à sitiada Faixa de Gaza, transportando 5.000 toneladas de material de construção e de medicamentos e cerca de 600 activistas, noticia este domingo a Agência de Notícias Palestina Ma'an.

O comboio naval, apelidado de
"Freedom Flotilla" (Frota da Liberdade), composto por três cargueiros e cinco navios de passageiros, é o maior esforço coordenado internacionalmente a desafiar directamente o bloqueio de Israel à sitiada Faixa de Gaza, e a sua continuada ocupação, agressão e violência contra o Povo Palestino.

Tel Aviv impôs um bloqueio à Faixa de Gaza em meados de Junho de 2007, quando o Hamas assumiu o poder, nesse território palestino. Este bloqueio tem mantido os cerca de 1,5 milhões de habitantes de Gaza numa situação de sobrevivência quase sub-humana, pois há falta de tudo: alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos de primeira necessidade.

Jamal Al-Khudari, líder do Comité Popular de Gaza Contra o Cerco, afirmou que esta ameaça reflecte o falhanço israelita e encarna o  "terrorismo de Estado" contra pessoas pacíficas que vem ajudar outros seres humanos que estão sobre cerco e agressão.

04 junho, 2009

O discurso de Obama no Cairo por SMS # 7

Obama está a discursar no campus da Universidade do Cairo e seguindo as práticas da sua campanha eleitoral está a utilizar o SMS para enviar mensagens para quem se tivesse inscrito no site American.gov.

Iremos publicar esses SMS conforme os formos recebendo.

SMS # 1

I have come here to seek a new beginning between the United States and the Muslim world based upon mutual interest and mutual respect.

Eu vim aqui para buscar um novo começo entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano com base em mútuos interesses e mútuo respeito .

SMS # 2


We reject the same thing that people of all faiths reject: the killing of innocent men, women, and children.

Rejeitamos a mesma coisa que as pessoas de todas as fés rejeitam: a matança de inocentes, homens, mulheres e crianças.

SMS # 3

America will not turn our backs on the legitimate Palestinian aspiration for dignity, opportunity, and a state of their own.

A América não vai virar as costas à legítima aspiraçãodos Palestinianos à dignidade, oportunidade e a um estado seu.

SMS # 4

No system of government can or should be imposed upon one nation by any other.

Nenhum sistema de governo pode ou deve ser imposto a uma nação por outra qualquer.

SMS # 5

Freedom of religion is central to the ability of peoples to live together. We must always examine the ways in which we protect it

A liberdade de religião é um elemento central para a capacidade dos povos viverem juntos. Devemos sempre examinar as formas como a protegemos.

SMS # 6

The United States will partner with any Muslim-majority country to support expanded literacy for girls.

Os Estados Unidos farão parcerias com qualquer país maioritariamente muçulmano para apoiar a expansão da alfabetização das raparigas.

SMS # 7

The people of the world can live together in peace. We know that is God's vision. Now, that must be our work.


Os povos do mundo podem viver juntos em paz. Sabemos que esta é a visão de Deus. Agora, este deve ser o nosso trabalho.

14 março, 2009

Anais do Seminário: Palestina - Conhecer para Agir

Iremos procurar publicar as comunicações que foram proferidas no Seminário: "Palestina - Conhecer para Agir", organizado pela Amnistia Internacional (Portugal), ATTAC (Portugal), CIDAC, Fórum pela Paz, Graal, neste sábado, em Lisboa.
Este é o primeiro documento e refere-se à comunicação de Tariq Al-Khudayri (1).
 
" O dilema do Estado Palestiniano".

O filósofo alemão, Kant, comentou uma vez: "Se a história mundial culminar na paz universal, sê-lo-á através da sua moralização ou através de uma catástrofe de tal magnitude que não permita qualquer outra saída?"

Ao avaliar o processo de paz no Médio Oriente, que há demasiado tempo tem considerado como solução a existência de dois Estados na Palestina, confrontamo-nos com uma situação que pode conduzir à segunda alternativa acima descrita, ou seja, a catástrofe, já que uma aproximação baseada na moral nunca foi eficaz.

Para chegar a este ponto, temos de recordar que o dilema fundamental do povo palestino nos tem acompanhado desde a divisão da Palestina através da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (181), em Novembro de 1947, cujo principal objectivo era criar um estado para o povo judeu cujos antepassados ocuparam parte desta terra como estado que sobreviveu por algum tempo, há dois mil e quinhentos anos.

Esta resolução que ignorou as trágicas consequências sobre a actual população árabe que a ocupa há cerca de um milénio e meio pode também ser criticada pelo seu plano irrealista, geograficamente falando, de acomodar dois estados, já que o Estado palestino estava a ocupar dois territórios separados, um adjacente à margem ocidental do rio Jordão e o outro no Mar Mediterrâneo.

Essa resolução, aprovada sob a pressão das potências vitoriosas da Segunda Guerra Mundial, foi seguida por um processo de limpeza étnica lançado por militantes sionistas antes do estado de Israel ser oficialmente criado em 15 de Maio de 1948.
Esta acção compeliu um grande número de palestinos a sair das suas casas, com a maioria deles a fugir para países vizinhos, tomando-se no primeiro grupo de refugiados.

Depois dessa data, cinco dos sete países árabes que até então eram independentes, estiveram envolvidos em guerra com Israel, a fim de ajudar os palestinos a manter a sua posição nos territórios que lhes tinham sido atribuídos pela Resolução da ONU. Israel, com a sua bem equipada força militar, que inclui pessoal treinado nalguns países ocidentais, conseguiu ocupar mais terra, afastando mais palestinianos dos territórios que lhes foram atribuídos pela Resolução, aumentando o número de refugiados.

Assim, Israel alargou a sua área de 54% para 74% da Palestina original.

A ONU, nos seus esforços para resolver o problema, designou um mediador independente para esse fim. Após o assassinato do mediador por uma organização de militantes sionistas, a ONU convocou uma Conferência de que resultou o que ficou conhecido como protocolo de Lausanne, cujos termos foram acordados entre quatro países árabes e Israel.

No entanto, Israel nunca respeitou as cláusulas quanto à devolução dos territórios recentemente ocupados ou ao regresso dos refugiados palestinianos, fazendo uso da sua posição de membro de pleno direito da ONU para bloquear tal recurso.

Em 1956, Israel tentou expandir o seu território pelo Sinai através de uma acção militar, apoiada e em colaboração com o Reino Unido e a França, que estavam a tentar obter o controlo do canal do Suez, recentemente nacionalizado pelo Egipto. Mas quando foi lançado um ultimato pelos E.UA. e pela URSS, para acabar com esta acção militar colonial, condenada em todo o mundo, a tentativa de Israel e dos seus aliados falhou. Contudo, Israel tomou outra iniciativa, mais uma vez, em 1967, quando suas forças militares através de um ataque furtivo derrotaram três dos seus vizinhos estados árabes, para ocupar não só a Palestina, mas também alguns territórios do Egipto e da Síria.

Em 1982, Israel invadiu o Líbano para aniquilar facções palestinas que tinham começado a formar uma entidade nacional político-militar rio exílio, com o objectivo de lutar pelos seus direitos e obrigar Israel a acatar a Resolução 242 da ONU, que fora aprovada depois da guerra de 1967.

Essa acção também foi condenado pelas Nações Unidas, que exortou Israel a retirar de todos os territórios ocupados. Mais uma vez, Israel nunca obedeceu excepto parcialmente quando sentiu o resultado negativo e o pesado fardo de uma tal acção contra o Líbano, mas só depois de um grande número de refugiados palestinos no Líbano terem migrado para outros países árabes. 

Os palestinianos têm vivido uma história miserável de emigração-imigração, morte e devastação desproporcionadas face a qualquer objectivo moral.

Todos os esforços feitos para alcançar a paz através de uma solução dois-estados nunca foi seriamente considerada por Israel, sustentada sobretudo no apoio dos seus aliados, principalmente os Estados Unidos, que nunca conteve o seu expansionismo ou condenou as suas atrocidades.

Ainda antes da conferência de Paz de Madrid, negociação apenas significava para Israel uma oportunidade para manter o status quo, ao mesmo tempo que introduzia novos elementos para obter mais ganhos nas próximas negociações.

É um dado adquirido que Israel nunca assumiu nenhum compromisso concreto quanto à sua retirada dos territórios ocupados após a guerra de seis dias de 1967, em conformidade com a Resolução 242 da ONU, nem em relação ao regresso ou às compensações aos refugiados, nem tão pouco sobre o estatuto de Jerusalém.

Esta situação conduziu à adopção de uma atitude mais dura por parte dos palestinos, determinados a usar todos os meios para resistir a qualquer plano que pudesse acondicionar a ambição de Israel que nunca foi enunciada de forma clara e em pormenor, em qualquer momento, desde a primeira Conferência Mundial sionista de 1897.

Esta conferência reclamou a constituição de um estado para os judeus, a maior parte dos quais tinha sido vítimas na Rússia e noutros países europeus.

Hoje, influentes políticos de extrema-direita em Israel anunciam publicamente que toda a Palestina deveria estar sob controlo e integrando o estado israelita, incluindo alguns locais com autonomia administrativa para os palestinos que queiram aceitar tal situação, enquanto a sua maioria deveria ser deportada. Além disso, insistem que os países árabes devem aceitar Israel como parceiro, com fronteiras abertas para estabelecer relações normais. Como tal, os que expressem as suas opiniões contrárias ou recorram às armas a fim de proteger seus direitos contra este tipo de regime, como o Hamas, são considerados terroristas.

A comunidade internacional ainda tende para uma solução pacífica que culmine com dois estados. Mas se Israel insiste em manter a sua presença e a hegemonia, instalando os seus colonatos, enquanto força a mais mudanças demográficas nos territórios ocupados, ninguém consegue antever a possibilidade prática de uma tal solução. Neste contexto, as seguintes questões sobre a criação de um Estado palestiniano que possa manter um estatuto normal ao lado de Israel, carecem de respostas sérias e práticas:

  • Com a imparável construção de colonatos judaicos na Cisjordânia por parte de Israel que começou na década de 1970 e nunca mais parou, mesmo após o processo de paz de Oslo de 1993, como pode existir um Estado Palestino viável com tais colonatos espalhados no meio das suas terras com altos muros erigidos nos seus territórios?

  • Que tipo de Estado Palestino seria se a sua capital se situasse numa pequena cidade longe da histórica cidade de Jerusalém que abriga a herança cultural do seu povo há mais de treze séculos?

  • Que tipo de Estado Palestiniano seria se negligenciasse os direitos do seu povo espalhado por campos de refugiados em diferentes países, sem um esquema de compensação ou reabilitação no seu próprio Estado?

  • Como pode a paz ser negociada apenas com alguns dos representantes Palestinianos enquanto uma grande facção dos que foram eleitos democraticamente é negligenciada?

  • Por último, mas não menos importante, que tipo de acordo pode ser feito que garanta que as duas partes do território atribuídas aos palestinos, Gaza e Cisjordânia, pela Resolução das Nações Unidas (181) não tenham proximidade geográfica?
O conflito do Médio Oriente tem de ser dirigido por uma liga internacional independente e moralmente obrigada, que possa considerar seriamente a iniciativa dos países árabes de 2002 em toda a sua extensão, sem demora ou negociação fragmentada que possa alterar ou modificar qualquer dos seus termos, A única excepção seria para planear as modalidades de implementação, sem modificar os seus princípios em relação à terra, o estatuto dos refugiados ou o futuro de Jerusalém, tal como preconizado por inúmeras resoluções da ONU.

Para discutir as questões envolvidas, gostaria de salientar as seguintes observações para garantir uma abordagem sóbria e verdadeiramente imparcial:
  • Nem todos os Árabes são Muçulmanos, e nem todos os Muçulmanos são Árabes.
  • Nem todos os Judeus são Sionistas, e nem todos os Sionistas são Judeus.
  • O fundamentalismo religioso é um estado de espírito relacionado com crenças espirituais, e que nem todos os fundamentalistas são fanáticos.
  • O fanatismo pode abrir espaço para actos terroristas. Mas temos de enfrentar o facto de que os actos e os comportamentos terroristas podem ser despoletados por sentimento, individuais ou colectivos, de injustiça relacionada com problemas políticos ou económicos, incluindo o colonialismo. Lutar contra a tirania e pela liberdade nunca deve ser classificado como um acto de terror.
  • Entre a liderança Palestiniana, a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e as suas facções associadas, muitos de seus altos funcionários são cristãos cujas iniciativas como organizadores e intelectuais têm sido notadas a nível regional, bem como intemaciona1.
  • Uma boa parte dos Judeus por todo o mundo, em particular alguns dos seus líderes espirituais, opuseram-se à criação de um estado para o povo judeu, devido às suas crenças de que o Judaísmo é uma religião mundial, em vez de uma sociedade étnica confinada a um estado. Neste contexto, tem de se reconhecer que existem muitos judeus que se consideram árabes, já que fazem parte da população dos territórios árabes e têm ali as suas raízes, bem como os seus santuários religiosos há séculos.
(1) TARIQ Al-KHUDAYRI

Nasceu em 15 de Dezembro de 1929, em AI-Amarah, no Iraque.

Licenciado em Gestão de Re­cursos Químicos, pela Universi­dade Americana de Beirute, Libano;
Mestre em Engenharia Química de Petróleos, pela Uni­versidade Estadual de Oklahoma, E.U.A.;
Doutor em Engenharia Química, pela Universidade Esta­dual de Michigan, E.U.A.;

Professor, Chefe do Departamen­to de Engenharia Química e, mais tarde, Reitor-Assistente do Colé­gio de Engenharia da Universi­dade de Bagdad, Iraque, de 1960 a 1968.
Profissionalmente, foi:
Consultor em Engenharia e Indústria de várias empresas públicas e privadas, incluindo: Ministério do Petróleo e Ministério da Indústria, Iraque;
Instituto de Investigação Industrial, Líbano;
Centro de Desenvolvimento Industrial dos Estados Árabes, Egipto. (1967-1973).
Conselheiro Regional em De­senvolvimento Industrial, nomea­do pela Comissão Social e Econó­mica das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (1973-1982). Presidente do Programa de Cooperação Técnica para os Estados Árabes, da Organização para o Desenvolvimento Indus­trial das Nações Unidas (1982­1990)
Membro do American lnstitute of Chemical Engineers.
Membro do Conselho Consultivo Interna­cional da publicação Energy Communication, durante mais de 10 anos.
Membro do Conselho do Sindicato dos Engenheiros e da Ordem dos Engenheiros Ira­quianos. entre 1965 e 1968.

Publicou numerosos trabalhos relacionados com tecnologia quí­mica, economia de projectos de engenharia e desenvolvimento industrial, com particular ênfase em ensaios sobre diversos temas socioeconómicos relacionados com o mundo árabe.

Como membro da Organiza­ção Árabe para os Direitos Huma­nos, participou em numerosos seminários e conferências, produ­zindo publicações sobre assuntos relevantes, particularmente os relacionados com aspectos sociopolíticos nos países árabes.

Estudioso de Filosofia, empe­nhou-se em estudar os acontecimentos históricos que influenciaram as tendências do compor­tamento social e o nível de vida no mundo árabe, publicando as respectivas notas.

Publicou em Português:
Palestina - A Saga de um Povo
Al-Khudayri, Tariq Hugin Editores, 2002. ISBN: 9727941370 / 972-794-137-0EAN: 9789727941377

01 janeiro, 2009

Parem a guerra em Gaza!

Este é o apelo de inúmeras organizações de mulheres israelitas, que transcrevo a seguir e que poderão encontrar em http://gazanow.wordpress.com/.

Parar a guerra em Gaza!

Desde sábado, 27 de Dezembro, que a Força Aérea Israelita tem bombardeado a Faixa de Gaza. Até hoje (terça-feira de manhã), mais de 374 pessoas foram mortas e mais de 800 ficaram feridas. As imagens de horror vindas de Gaza mostram sangue, partes de corpo e destruição por todo o lado. Os hospitais estão superlotados, enquanto o maior armazém de suprimentos médicos foi bombardeado. O governo israelita está ameaçando que isso é só o começo.
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Nós, Judeus e Palestinos cidadãos de Israel, estamos horrorizados com as acções do governo e do exército. Somos contra esta guerra e exigimos o fim do sofrimento infligido ao povo de Gaza.

Exigimos:

  • Um cessar-fogo imediato e o fim de todas as operações militares israelitas

  • O acesso imediato a Gaza para TODA a ajuda humanitária e para abastecimentos

  • O fim definitivo do cerco e de todas as restrições à circulação de pessoas e bens de e para Gaza.
Bombardeamento massivo e assassinato não são auto-defesa. As acções do governo israelita representam a principal ameaça para os moradores do sul de Israel e de Gaza. Quatro cidadãos israelitas já morreram no sul de Israel, devido a mísseis disparados em resposta a este ataque. Somos todos reféns do nosso governo.
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A ocupação israelita da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e todo o conflito no Médio Oriente são alimentados por interesses políticos e económicos internacionais. Esta guerra, também é apoiada no silêncio da União Europeia e do apoio dos E.U.A. no Conselho de Segurança da ONU. O sangue está nas suas mãos, assim como nas nossas.

Sozinhos não podemos parar esta guerra e o derramamento de sangue. Fazemos um apelo à comunidade internacional pedindo a sua ajuda.

30 dezembro, 2008

Navio com ajuda humanitária abalroado por vedeta israelita

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Aqui fica o link para a notícia da Reuters publicada pelo meio de comunicação israelita Haaretz.com.
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Está em Inglês. (A propósito. Tradutor@s pro bono inscrevam-se).
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Transcrevo a versão do "Free Gaza" (Gaza Livre) Movement, também em Inglês, que me foi enviada por mail esta manhã.
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(Mais tarde será publicado o resumo possível em Português).
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O "Free Gaza" promoveu esta acção humanitária, na continuidade do seu trabalho humanitário, (Ver o post em Romperam o bloqueio de um “gueto” chamado Gaza. (24.08.2008), que envolvia o envio de três toneladas de material médico e medicamentoso e o transporte de 3 médicos voluntários, num total de 15 acivistas de diversas nacionalidades.


(Larnaca, Cyprus, 10:00 am)

On Tuesday, December 30, at 5 a.m., several Israeli gunboats intercepted the Dignity as she was heading on a mission of mercy to Gaza.

One gunboat rammed into the boat on the port bow side, heavily damaging her.
The reports from the passengers and journalists on board is that she is taking on water and appears to have engine problems.

When attacked, the Dignity was clearly in international waters, 90 miles off the coast of Gaza.

The gunboats also fired their machine guns into the water in an attempt to stop the mercy ship from getting to Gaza.

As the boat limps toward Lebanon, passengers have been in contact with the Lebanese government who have said the captain has permission to dock and are willing lend assistance if needed.

Cyprus sea rescue has also been in touch, and has offered assistance as well.

The Dignity clearly flies the flag of Gibraltar, is piloted by an English captain and has a passenger manifest that includes Representative Cynthia McKinney from the U.S.

The attack was filmed by the journalists, and the crew and passengers will report on Israel's crime at sea once they arrive in Lebanon.

On board the boat are doctors traveling to this impoverished slice of the Mediterranean to provide badly-needed relief at the hospitals there.

The crew and passengers were also hoping to take wounded out for treatment, since the hospitals are not coping.

In addition, the Dignity was carrying 3 tons of medical supplies at the request of the doctors in Gaza.

The three physicans on board who were sailing to Gaza are:



  • Dr. Halpin (UK), an experienced orthopaedic surgeon, medical professor, and ship's captain. He has organized humanitarian relief efforts in Gaza on several occasions with the Dove and Dolphin. He is traveling to Gaza to volunteer in hospitals and clinics.
  • Dr. Mohamed Issa (Germany), a pediatric surgeon from Germany is traveling to Gaza to volunteer in hospitals and clinics.


  • Dr. Elena Theoharous (Cyprus), MP Dr. Theoharous is a surgeon and a Member of the Cypriot Parliament. She is traveling to Gaza to assess the ongoing conflict, assist with humanitarian relief efforts, and volunteer in hospitals.
Yet Israel thumbs its nose in the face of maritime law by attacking a human rights boat in international waters and has put all of these human rights observers at risk. At no time was the Dignity ever close to Israeli waters. They clearly identified themselves and the Israeli attack was willful and criminal.

The Dignity is still in international waters, 40 miles off Haifa. Everybody on board is safe at the moment as the boat slowly makes its way to safety in Lebanon.
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(Entretanto veja a última posição do MNE no Público. Para mim é positiva mas não basta. O que é preciso é cumprir e fazer cumprir as resoluções das Nações Unidas e finalmente estabelecer o Estado da Palestina. Sem este pressuposto não haverá Paz)

29 dezembro, 2008

A posição da União Europeia sobre a situação em Gaza

São 19:36 do dia 29 de Dezembro de 2008 e a Presidência da União Europeias continua silenciosa sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

Pode confirmar em: http://europa.eu/press_room/index_fr.htm

ACTUALIZAÇÃO (20:55)

De acordo com notícia veiculada pelo Público às 19:46 a Presidência francesa da União Europeia resolveu convocar uma reunião de âmbito ministerial, que terá lugar amanhã em Paris para debater a crise no Médio Oriente.

A posição da CGTP sobre a situação em Gaza

De acordo com o Público a central sindical CGTP repudiou também hoje a ofensiva israelita, que classifica como "um autêntico genocídio" e um "hediondo crime de guerra".

"Nada pode justificar esta ofensiva sem precedentes contra um povo de um minúsculo território, um povo que ao longo de décadas vê as suas terras ocupadas ilegalmente e ao qual são negados os mais elementares direitos humanos, bem como o direito reconhecido pela ONU à constituição de uma pátria livre e soberana", defende a central sindical em comunicado.
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Para a CGTP, que exige uma tomada de posição pelo Executivo português e pela União Europeia, a acção israelita "só irá agravar as deploráveis condições de vida de milhões de palestinianos, em Gaza, na Cisjordânia" e "provocará consequências de uma dimensão imprevisível na conturbada região do Médio Oriente".

A posição do Partido Comunista Português sobre a situação em Gaza

O Partido Comunista Português já tomou posição num comunicado intitulado, Sobre o massacre israelita na Faixa de Gaza, onde afirma nomeadamente:
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O PCP condena o massacre israelita contra a população da Faixa de Gaza, desencadeado na sequência da escalada de violência premeditada por Israel e sustentada nas últimas semanas por várias acções provocatórias, assassinatos de activistas palestinianos e pelo bloqueio humanitário a Gaza e reclama do Governo português uma enérgica e inequívoca condenação dos ataques militares contra os territórios e o povo palestiniano.

Para conhecer a Nota do Gabinete de Imprensa do PCP sobre o massacre israelita na Faixa de Gaza

A posição do Bloco de Esquerda sobre a situação em Gaza

O Bloco de Esquerda já tomou posição num comunicado intitulado, Massacre em Gaza é "escalada num longo crime de guerra", onde afirma nomeadamente:

O cerco e a agressão a Gaza são um reiterado crime de guerra, cometido pelo Estado de Israel desde há mais de um ano. Esse crime entrou agora num novo patamar de brutalidade, suscitando ampla condenação no plano global. O Bloco de Esquerda acompanha a rejeição destes ataques, motivados pelo calendário eleitoral e pelo desprezo profundo que a elite israelita nutre pela vida dos palestinianos.
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A posição do PPD/PSD sobre a situação em Gaza

São 18:45 do dia 29 de Dezembro de 2008 e o PPD/PSD continua silencioso sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

Pode confirmar em: http://www.psd.pt/

A posição do Partido Socialista sobre a situação em Gaza

São 18:41 do dia 29 de Dezembro de 2008 e o Partido Socialista continua silencioso sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

Pode confirmar em: http://www.ps.pt/

A posição do Presidente da República sobre a situação em Gaza

São 18:37 do dia 29 de Dezembro de 2008 e o Presidente da República continua silencioso sobre a tragédia humanitária em curso em Gaza, Palestina.

ACTUALIZAÇÃO (2009.01.13):

Palavras do Presidente da República a 12 de Janeiro de 2009 por ocasião da Cerimónia de Apresentação de Cumprimentos de Ano Novo pelo Corpo Diplomático acreditado em Portugal.

"...
Mas o combate ao extremismo implica, também, a aposta no diálogo entre povos e civilizações, na diplomacia preventiva e na resolução de conflitos.

Neste contexto, não posso deixar de exprimir a minha forte preocupação com a situação que se vive na Faixa de Gaza e com as suas graves implicações humanitárias. É absolutamente necessário, neste momento, que o conflito dê lugar a um cessar-fogo permanente, que permita prestar auxílio aos que dele carecem e criar condições para um diálogo político frutuoso. É fundamental que as partes tenham a coragem de tomar as decisões capazes de garantir, a israelitas e palestinianos, o futuro de paz e de desenvolvimento económico e social a que têm direito.
..."