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09 agosto, 2012

Hiroshima e Nakasaki: NUNCA MAIS!


Nagasaki. 9 de Agosto de 1945 (11:01)

As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria das vítimas era civil.

"Se tivessem sido os alemães a lançar bombas atómicas sobre cidades ao invés de nós, teríamos considerado esse lançamento como um crime de guerra, e sentenciado à morte e enforcado os alemães considerados culpados desse crime no Tribunal de Nuremberga."

Afirmou Leo Szilard, um cientista que tinha então um papel fundamental no desenvolvimento da bomba atómica.

O general MacArthur, que durante a guerra teve sob seu comando as tropas aliadas no Pacífico, reconheceria em 1960:
"Não havia nenhuma necessidade militar de empregar a bomba atómica em 1945."

20 março, 2009

Acabou-se o crédito moral!

Agora são os soldados que contam as atrocidades que foram cometidas. De viva voz!

Mas já antes tais crimes eram conhecidos e denunciados, veja-se o post "Bandeira Negra " da autoria de Uri Avnery, aqui publicado, a 3 de Fevereiro.

O que agora fica claro, se dúvidas existissem, até que ponto a ideologia colonialista e racista penetrou na sociedade israelita.

Um palestino há muito que deixou de ser um ser humano. Aos olhos de muitos israelitas, é apenas uma coisa, nalguns casos, um mero número, e as coisas destroem-se se perdem a sua utilidade.

Entre os "eleitos" e os da "raça superior" as diferenças, infelizmente, desvanecem-se a cada instante.

É tempo de lhes dizer: Acabou-se o crédito moral!

Estes assassinos não merecem referir, nunca mais, esses 6 milhões de mortos, que hoje são cada vez mais nossos do que deles.

Porque nós perpetuamos a sua memória, e encontramos também nela a força para combater a injustiça e os crimes contra a humanidade.

Mas para muitos deles, essas memórias, são apenas oportunistas bandeiras de auto-vitimização, álibis do momento, meros spots ou jingles da sua propaganda que nada fica atrás da dos carrascos dos seus antepassados.

Memórias conspurcadas, desde há mais de sessenta anos, pelo sangue de tantos outros inocentes como eles.

Eles são nossos! Porque para nós a sua memória é o acicate para que tal nunca mais se repita, muito menos na Palestina.