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24 julho, 2010

Conselho dos Direitos Humanos nomeia comissão de inquérito ao ataque israelita ao comboio naval de ajuda humanitária

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) indicou, na passada sexta-feira, uma equipa de especialistas internacionais para "investigar violações ao direito internacional, incluindo das leis internacionais humanitárias e dos direitos humanos, resultantes do ataque israelita contra uma flotilha de navios trasportando ajuda humanitária" a 31 de Maio e que se dirigia para Gaza, pedindo para que todas as partes cooperassem.

Integram a equipa três especialistas independentes - o Juiz Karl Hudson-Phillips (Trindade e Tobago), que serviu no Tribunal Penal Internacional, como Juiz entre 2003 e 2007, Sir Desmond de Silva (Reino Unido), que chefiou a equipa de Procuradores no Tribunal Especial para a Serra Leoa, em 2005 e Mary Shanthi Dairiam (Malásia), que desde 2007 é membro da Task Force para a Igualdade do Género do Programa de Desenvolvimento da Nações Unidas, UNDP. O chefe da equipa ainda não foi nomeado.

O conselho de 47 países votou a favoravelmente a abertura de um inquérito independente em 2 de Junho para investigar o que chamou de violações da lei internacional no ataque de um comando de Israel em Maio, no qual nove activistas turcos pro-palestinos morreram.

"A expertise, a independência e a imparcialidade dos membros da missão estarão devotadas a esclarecer os acontecimentos ocorridos naquele dia e sua legalidade" afirmou o embaixador da Tailândia Sihasak Phuangketkeow, actual presidente do conselho. "Pedimos que as partes cooperem totalmente com a missão e esperamos que essa missão contribua para a paz na região e para que se faça Justiça às vítimas.

A marinha israelita abordou em águas internacionais a flotilha humanitária que se dirigia a Gaza, em 31 de Maio, matando oito turcos e um turco-americano a bordo de um navio de pavilhão turco. Israel afirmou que seus soldados agiram em autodefesa e rejeitou os pedidos para um inquérito internacional sobre a operação.

A equipa da ONU deve visitar, em Agosto, Israel, Turquia e Gaza com o objectivo de entrevistar testemunhas e recolher informações antes de apresentar o seu relatório ao conselho, em Setembro, por ocasião da sua 15.ª sessão, que terá início a 12 de Setembro, em Genebra, e se prolongará por três semanas.

Não ficou claro se Israel iria cooperar e permitir a visita da equipa, de acordo com fontes da ONU. Israel tem vindo a recusar uma investigação internacional tendo "montado" a sua própria "comissão de inquérito".

Recorda-se que o Conselho de Segurança já tinha condenado a intercepção, pelas forças armadas israelitas, de um comboio de 6 navios transportando ajuda humanitária para Gaza, em águas internacionais, matando nove e ferindo dezenas de civis.

Saiba mais sobre:



A página sobre Israel no site do Gabinete da Alta-Comissária dos Direitos Humanos (OHCHR);

A página sobre os Territórios Palestinos Ocupados no site do Gabinete da Alta-Comissária dos Direitos Humanos (OHCHR).

10 julho, 2010

Editorial do NYTimes - Depois da Flotilha

Editorial - After the Flotilla - NYTimes.com

O editorial do NY Times de ontem, 9 de Julho, faz um ponto da situação do confronto Turquia-Israel e conclui:

"Continuamos a acreditar que uma investigação internacional imparcial é a melhor opção para descobrir o que realmente aconteceu. Os Estados Unidos deveriam pressionar Israel a aceitar uma investigação internacional - e pressionar a Turquia também participar plenamente nela. Obama também deveria fazer saber aos membros do Congresso que soprar nestas chamas não é do interesse estratégico deste país ou de Israel."

Dois aspectos a ter em conta:

a) O NY Times é, em minha opinião, um jornal muito "permeável" às pressões dos lobBies judaicos - digo judaicos porque a AIPAC é mais judaica do que americana. Apoiar uma "investigação internacional imparcial" contrária às posições até agora defendidas por Israel é obra. (A população judaica da zona metropolitana de Nova York,era em 2001 de cerca de 1, 97 milhões, o que tornava então NY a segunda maior zona judaica, a nível mundial, depois de Telavive. Hoje estimam-se que superou os 2,1 milhões - aguardemos os resultados do censo de 2010, neste momento em curso nos EUA, para confirmar)

b) Estranha-se que o NY Times não tenha referido a decisão da Comissão dos Direitos Humanos da ONU em nomear uma comissão de investigação, chefiada por Phillippe Kirsch, antigo presidente do Tribunal Penal Internacional, que já esteve envolvido em várias investigações de crimes de guerra e de terrorismo marítimo. Será desconhecimento - o que não me espantaria - ou...

01 junho, 2010

Jewish Voice for Peace condenam o ataque Israelita à "Flotilha da Liberdade"

Desculpem mas tem de ser assim:
Jewish Voice for Peace condemns Israel's attack and killing of members of the Freedom Flotilla aiming to bring much needed aid to the besieged Gaza Strip.

Before the flotilla was attacked, Yigal Palmor, an Israeli foreign ministry spokesman, said,

"If we let them throw egg at us, we appear stupid with egg on our face. If we try to prevent them by force, we appear as brutes."

Israel has more than egg on its face. Israel has blood on its hands. At least 10 passengers have been killed by Israel and about 30 wounded in international waters. This is just another deadly escalation of Israel's harsh repression of nonviolent protests against the occupation, paid with American tax-dollars.

The White House has stated that it "deeply regrets the loss of life and injuries sustained, and is currently working to understand the circumstances surrounding this tragedy." 

This is not enough.

President Obama should call for an immediate lifting of the siege of Gaza. He should support an international and impartial investigation into the tragic killing of civilians in a humanitarian mission. And he should suspend military aid to Israel until he can assure the American public that our aid is not used to commit similar abuses.