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21 dezembro, 2010

Em 12 Junho de 2007: Israel seria "feliz" por Hamas governar Gaza. (Wikileaks)

FT.com / Middle East - Israel ‘happy’ for Hamas to rule Gaza, says cable

O Financial Times (FT) publica hoje um artigo com a assinatura de Tobias Buck sobre duas mensagens diplomáticas sobre Israel.

Dois breves apontamentos sobre o seu teor deixando ao leitor a opção de ler o artigo do FT seguindo o link para que possa entender o contexto.

Na primeira mensagem é referido que:

O chefe dos serviços de informações militares israelita, Amos Yadlin, disse a diplomatas americanos que o seu país seria "feliz" por o Hamas tomar o poder na Faixa de Gaza, de acordo com as mais recentes mensagens embaixada divulgada pela WikiLeaks.

O comentário foi feito por Amos Yadlin em 12 de Junho de 2007, poucos dias antes de o Hamas ter expulsado a Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente, de Gaza.
[De facto o principio das hostilidades teve início a 10 de Junho, tendo terminado a 14 de Junho. Logo esta conversa teria tido lugar já no auge da Batalha de Gaza]

A segunda mensagem " ... resume numa reunião realizada em 11 de Junho de 2007 entre Yuval Diskin, chefe do serviço de segurança interna de Israel, Shin Bet, e o embaixador dos EUA em Israel.

Cita
o Sr. Diskin, dizendo: "O Fatah está em péssimas condições na Faixa de Gaza Temos recebido pedidos para treinar as suas forças no Egipto e no Iémen. Gostaríamos de levá-los a obter aformação de que necessitam, e para serem mais poderosos, mas eles não têm ninguém que os lidere. "

Noutra passagem, o Sr. Diskin é citado descrevendo a situação "desesperada" dos líderes do Fatah na Faixa de Gaza: "Eles estão se aproximando de uma situação de soma zero [onde um tudo ganhará e outro tudo perderá], e ainda assim pedem-nos para atacar o Hamas. Este é um novo desenvolvimento. Nunca tinhamos visto isto antes. "


Esta última informação só veio confirmar as suspeitas das dúbias relações dos líderes da Fatah com o eixo EUA-Israel.

Pode verificar o original da primeira mensagem no EL País.

12 dezembro, 2010

Wikileaks: Mensagem americana sobre as relações entre o Millennium e o Irão

Cable sobre las relaciones entre el banco portugués Millennium e Irán · ELPAÍS.com

A caixa da notícia está em espanhol e a mensagem da Embaixada Americana em Lisboa em inglês.

Aqui fica a tradução do resumo:

Resumo: Em Abril de 2009, responsáveis do Millennium BCP, o maior banco privado de Portugal, visitou o Irão a convite da Embaixada iraniana em Lisboa e reuniu-se com o Banco Central e outras entidades do sector financeiro para discutir o interesse do Irão em estabelecer uma relação de negócios com o Millennium.

Em 5 de Fevereiro o Presidente do Conselho de Administração Executivo do Millennium, Dr. Carlos Santos Ferreira debateu a proposta com o Poleconoff [Pol/Econ Off (Responsável pela Secção Política/Económica)] e o seu possível benefício para o USG [Governo dos Estados Unidos].
Embora reclamasse que os custos podem superar os benefícios para o Millennium, Ferreira está disposto a estabelecer uma relação com o Irão para ajudar o USG [Governo dos Estados Unidos] a rastrear activos e actividades financeiras iranianas.

O Millennium consultou o Banco de Portugal e altos funcionários do governo, e gostaria de ter a nossa opinião sobre a sua proposta de relação com o Irão e o interesse de Washington no controle das contas iranianas em Portugal.
Pedimos a orientação de Washington: a nossa recomendação é que o Millennium não prossiga o relacionamento.No entanto, dado que Ferreira pode fazê-lo independentemente das recomendações do USG [Governo dos Estados Unidos], pode ser prudente manter abertos os canais de comunicação com Ferreira. O posto irá acompanhar a evolução e desencorajar relações mais profundas com o Irão. (Veja para 12.) Fim do Resumo.

Poderá ler o documento original publicado no site do El País seguindo o link acima,

Escuso-me a comentários.

26 novembro, 2010

"A Igreja tem medo de enfrentar a sua homossexualidade" afirma o teólogo alemão David Berger

A Igreja tem medo de enfrentar a sua homossexualidade - Rumos Novos

A afirmação é de David Berger, teólogo ultraconservador alemão, ex-professor na Academia Pontifícia São Tomás de Aquino e homossexual, à jornalista Laura Lucchiniin, publicado no El País (25/11/2010) e traduzido e republicado em português no blog Rumos Novos do Grupo de Homossexuais Católicos.

Berger comenta ainda algumas passagens do livro-entrevista ao Papa, publicado esta semana, nomeadamente a que refere a afirmação de Joseph Ratzinger de que a homossexualidade, embora seja congénita, é moralmente inaceitável. Com estas declarações, segundo Berger, «a homofobia chegou ao máximo». «Não há que deixar-se desorientar pelas suas declarações acerca do preservativo. A Igreja, com este pontífice, parece-se cada vez mais com uma seita». «Nenhuma mudança é possível»,

Basta seguir o link acima para ter acesso ao texto completo que recomendo.

24 julho, 2010

Três espanhois, um deles jornalista, raptados, detidos e torturados processam governantes israelitas

Um jornalista da TeleSUR e dois activistas espanhóis, que foram presos durante o ataque das forças israelitas contra uma flotilha que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza há cerca de dois meses, iniciaram um processo contra o primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu.

Os três, Laura Arau, Manuel Tapial e o jornalista David Segarra, acusam Netanyahu e outros ministros do governo israelita de desrespeitar as leis internacionais.

Segundo o jornal espanhol El País, os três alegam que foram detidos em águas internacionais durante o ataque ao navio Mavi Marmara, ocorrido há dois meses. Também alegam que foram torturados e depois deportados para a Turquia.

Se a justiça espanhola aceitar o processo, as autoridades terão de abrir uma investigação oficial.

Além de processar Netanyahu, os três espanhóis, representados pela Associação de Solidariedade com a Causa Árabe, processam também o ministro da Defesa, Ehud Barak, o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman, o vice-primeiro-ministro de Israel, Moshe Yaalon, o ministro do Interior, Eli Yishai, e um ministro sem pasta, Benny Bergin. Também será processado o vice-almirante Eliezer Marom.

Todos eles são acusados de planear a operação de ataque flotilha de ajuda humanitária.

Da acção israelita, do dia 31 de Maio, contra a frota de seis barcos, que pretendia furar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária, em águas internacionais, resultaram nove mortos e dezenas de feridos e gerou fortes críticas internacionais contra Israel.