27 janeiro, 2011

World Report 2011: Your Global Guide to Human Rights

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The Week In Rights
January 25, 2011


Essential Human Rights Investigations in 90 Countries
The Human Rights Watch 21st annual World Report summarizes human rights conditions in more than 90 countries and territories worldwide. It reflects extensive investigative work undertaken in 2010 by Human Rights Watch staff, usually in close partnership with domestic human rights activists. 


The World Report 2011 also features three essays on worldwide trends: The tendency for governments to "soft talk" rights abusers rather than pressuring them to change, the use of schools as battlegrounds, and the roles of nongovernmental organizations in a changing media landscape. 

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Photo: © 2010 Moises Saman/Magnum for Human Rights Watch

Human Rights Watch 350 Fifth Avenue, 34th Floor New York, NY 10118-3299 USA



Guerra de Gaza: um genocídio premeditado

Uma reportagem exclusiva para a TV4 do Reino Unido: onde soldados israelitas declaram ao Channel 4 News que tinham ordens para "limpar os bairros palestinos", e onde a cineasta Nurit Kedar afirma que "a atmosfera era que ninguém deveria falar sobre esta guerra".


"People in Israel don't like to see themselves in the mirror." Nurit Kedar

Israel pediu à Fatah que matasse um seu militante

in Público

A escala da colaboração entre a Autoridade Palestiniana e Israel foi revelada pelo diário britânico The Guardian e a estação de televisão Al-Jazira com base em documentos confidenciais, que mostram como Israel discutiu com um responsável da Fatah o assassínio de um palestiniano, e descreve como a Autoridade Palestiniana pediu a Israel que levasse a cabo acções que prejudicariam a população de Gaza, controlada pelo Hamas.

Não houve ainda reacções a estas revelações que podem reacender rivalidades intrapalestinianas - até agora, a AP afirmou que as revelações são mentiras destinadas a enfraquecer a organização. A fúria palestiniana tem-se dirigido contra a Al-Jazira. Homens armados atacaram ontem o estúdio usado pela estação em Nablus, Cisjordânia, depois de na segunda-feira terem atacado escritórios da televisão em Ramallah.

O negociador palestiniano Saeb Erekat acusou a estação de pôr em risco a sua vida. Erekat, segundo os documentos ontem divulgados, pedira a Israel e ao enviado dos EUA George Mitchell que as forças do Estado hebraico reocupassem um corredor entre a Faixa de Gaza e o Egipto. A ideia era reforçar o bloqueio a Gaza, impedindo a passagem dos palestinianos do local para o Egipto, e enfraquecer o Hamas, que controlava o território.

De resto, Erekat aparecia como um dos negociadores que fez grandes concessões no direito de retorno de refugiados e nos colonatos judaicos de Jerusalém-Leste.

O caso ontem detalhado é o de Hassan al-Madhoun, morto no campo de refugiados de Jabaliya, em Gaza, em Novembro de 2005, por um disparo de avião não tripulado israelita. Madhoun, das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, defendia a luta armada contra Israel, ao contrário da corrente maioritária na Fatah.

Segundo notas manuscritas de uma conversa entre o então ministro da Defesa de Israel Shaul Mofaz e o ministro do Interior palestiniano Nasser Yousef, Israel sugeriu que os palestinianos matassem Madhoun.

Youssef falou em "instruções" que foram dadas, mas acrescentou: "O ambiente não é fácil, a nossa capacidade é limitada, e vocês não ofereceram nada."

Youssef reagiu agora explicando que tinha dado instruções para a detenção de Madhoun, e este foi mesmo detido para sua própria segurança, mas fugiu e depois foi morto, concluiu.n

Hoje recorda-se as vìtimas do Holocausto: violência de colonos israelitas causa 1 morto de 16 anos




27 January 2011
Voices from the Occupation - Settler Violence

On 13 January 2011, a 16-year-old boy is injured when his village is attacked by Israeli settlers from the illegal settlement of Migdalim, southeast of Nablus, West Bank.

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Hoje é o Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto...Recordemos...

Recordemos para que nunca mais se repita.

Recordemos todos os que pereceram nos campos de extermínio em nome da loucura e da miséria moral nazi.

Recordemos os números do absurdo:
  • 6 a 7 milhões de polacos, dos quais 3 a 3,5 milhões de polacos judeus
  • 5,6 a 6,1 milhões de judeus, dos quais 3 a 3,5 milhões de judeus polacos
  • 3,5 a 6 milhões de outros civis eslavos
  • 2,5 a 4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos
  • 1 a 1,5 milhões de dissidentes políticos com destaque para os comunistas
  • 200 a 800 mil ciganos (roma e sinti)
  • 200 a 300 mil deficientes
  • 10 a  25 mil homossexuais
  • 2,5 a 5 mil Testemunhas de Jeová
E neste dia tenhamos presente que em 9 de dezembro de 1948, as Nações Unidas aprovaram a Convenção para a Prevenção e Punição de Crimes de Genocídio. Esta Convenção estabeleceu o "genocídio" como crime de carácter internacional, e as nações signatárias da mesma comprometeram-se a "efectivar acções para evitá-lo e puní-lo", definindo-o assim:

Por genocídio entende-se quaisquer dos actos abaixo relacionados, cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, ou religioso, tais como:

(a) Assassinato de membros do grupo;
(b) Causar danos à integridade física ou mental de membros do grupo;
(c) Impor deliberadamente ao grupo condições de vida que possam causar sua destruição física total ou parcial;
(d) Impor medidas que impeçam a reprodução física dos membros do grupo;
(e) Transferir à força crianças de um grupo para outro.

E reflictamos sobre os genocídios que ocorrem durante a nossa guarda.

E neste dia de memória que o véu da hipocrisia se descerre e mostre em toda a sua miséria o holocausto que decorre na... PALESTINA!

"Os Filhos... e os Meus Filhos"

Os filhos nascem
recebem-nos no berço
os nomes escolhidos
na árvore genealógica
dos respeitáveis antepassados
Recembem-nos os programas de poupança
a visão distante do futuro
e o aroma da canela fervida
no lume do desejo
Recebem-nos os aniversários
as festas
e os fatos novos

Os meus filhos nascem
recebem-nos as lágrimas do amor
o arrepio do medo
À porta da maternidade
esperam-nos
os olhos dos cães raivosos
esperam-nos as matracas da polícia
esperam-nos
os programas da liquidação física
e da visão distante da morte

Os meus filhos nascem
e com eles nascem
as bombas de fósforo
com seus clarões espantosos
como os fogos de arifício
do carnaval
Os meus filhos nascem
com seus pequenos caixões

Samih Al-Quassim
in Pequena antologia da Poesia Palestiniana Comtemporânea

Tradução de Albano Martins