04 março, 2011

Quem é Essam Abdel-Aziz Sharaf, o novo primeiro-ministro do Egipto. e a sua posição sobre a Palestina

Talvez fosse altura de tentar saber quem é Essam Abdel-Aziz Sharaf (Giza, Egipto, 1952), o novo primeiro-ministro do Egipto desde o passado dia 3 de Março.

E já que parece não ser importante para a Comunicação Social portuguesa – que eu me tenha apercebido - atrevo-me eu a fazê-lo, até porque tem interesse no tocante à questão da Palestina.

Essam Sharaf licenciou-se em Engenharia Civil (1975) na Universidade do Cairo; tirando o mestrado (1980) e doutorando-se em Engenharia Civil (1984), na Universidade de Purdue, Indiana, EUA. (Esta universidade é reconhecida pela sua excelência no domínio das ciências de engenharia aeronáutica e da astronáutica, sendo conhecida como o “berço dos astronautas).

O percurso de Essam Sharaf é essencialmente o de um professor universitário que, naturalmente tem dado o seu contributo como especialista e consultor em diversas funções e projectos, nomeadamente junto da União dos Emiratos Árabes..

Em termos políticos foi nomeado em 1999, Conselheiro do Ministro dos Transportes, e mais tarde, em 2004, Ministro dos Transportes, (Julho de 2004-Dezembro de 2005), cargo de que se demitiu depois de um grave acidente ferroviário, em protesto com o que caracterizou com uma falta de visão e de recursos para melhorar o sistema ferroviário egípcio.

De regresso à Universidade manteve as suas críticas ao regime de Mubarak, nomeadamente no tocante à sua esfera de conhecimento: as infra-estruturas e sistemas de transporte públicos do Egipto.

No tocante à questão palestina, Essam Sharaf é conhecido por ser contra a normalização das relações com Israel, considerando que a resolução do conflito israelo-palestiniano é pré-requisito para a cooperação entre as duas nações, mesmo em questões científicas

A 3 de Março foi convidado para formar Governo pelo Conselho Militar que detém o poder no Egipto.

É de destacar que, embora tendo sido membro do Partido Nacional Democrático e do seu Comité de Políticas, Essam Sharaf esteve presente e participou activamente nos protestos da Praça Tahrir, uma das razões por certo, para que o seu nome fosse sugerido pelos líderes do movimento pró-democracia para primeiro-ministro.

Aliás esta manhã Essam Sharaf dirigiu-se à da Praça Tahrir, como que para legitimar o seu poder perante o povo.

Depois de homenagear os mártires da revolução, afirmou que foi à praça para legitimar o cargo que vai ocupar. Falando da “grande responsabilidade, do grande fardo” que o cargo representa, Essam Sharaf disse que para o exercer é preciso uma grande “força de vontade” e que a praça Tahrir é o melhor lugar para ir buscar essa força de vontade.

Essam Sharaf afirmou aos manifestantes que fará o que puder “para concretizar as suas exigências” e que, se não o conseguir fazer, juntar-se-á de novo aos que protestam nas ruas. Essam Sharaf disse ainda que quer que as forças de segurança «sirvam o povo».

A multidão que sempre o aplaudiu carregando-o em ombros à sua chegada até ao palanque, carregou-o, de novo, em ombros, no final do seu discurso.

Rumo a Gaza: Estamos a furar o Bloqueio!

02 março, 2011

Homenagem às Mães da Praça de Maio e à memória dos "desaparecidos" da ditadura Argentina

As mães da Praça de Maio reuniam-se nessa praça, em Buenos Aires, todas as quintas-feiras para exigirem notícias dos seus filhos "desaparecidos" durante a ditadura militar na Argentina (1976-1983), a maioria vítimas do crime de "desaparecimento forçado" e outros de rapto, para serem dados para adopção, normalmente a famílias de militares, por os seus pais serem "subversivos".

As mães da Praça de Maio foram laureadas com o Prémio Sakharov em 1992.

Ainda hoje, as mães realizam manifestações na Praça de Maio, procurando manter viva a memória dos seus filhos desaparecidos na consciência de todos os argentinos.


TANGO DE LAS MADRES LOCAS


Carlos Cano

Palestina:A administração da ocupação [ao frio estilo nazi] II - O vídeo

Não está legendado mas percebe-se o que está a acontecer. Uma sistemática violação dos direitos daquelas famílias e daquelas crianças palestinas acordadas durante a noite, por soldados armados israelitas, para serem registadas e fotografadas.

O veto dos EUA no Conselho de Segurança vai manter e reforçar esta ignóbil situação. Neste caso o discurso dos direitos humanos ficou na gaveta de Obama.

Palestina:A administração da ocupação [ao frio estilo nazi] I

Um videoclipe filmado recentemente numa aldeia palestina nos territórios ocupados da Cisjordânia, mostra soldados israelitas a entrar numa casa à 1:00 da madrugada, a fim de fotografar e recolher informações sobre as crianças da casa. Moradores da aldeia acreditam que esta nova actuação está ligada às manifestações das sextas-feiras contra um colonato próximo, construído nas terras da aldeia.

A aldeia de An Nabi Salih está localizada a aproximadamente 15 km ao norte de Ramallah, e fica vizinha ao colonato israelita de Hallamish, que foi criado em 1977, numa área de 187 hectares, dos quais 61 hectares foram retirados à aldeia. O colonato tem uma população de 981 habitantes e é descrita como "ideológica" pela organização israelita Peace Now. O colonato está localizado a 10,7 quilómetros de Israel, nos territórios ocupados da Cisjordânia, em violação clara do artigo 49.º da Quarta Convenção de Genebra, que foi ratificada por Israel em 1951.

No início de 2010, o colonato de Hallamish expandiu-se e incorporou mais terras da aldeia, levando a manifestações regulares dos habitantes da aldeia, às sextas-feiras, e a prisões, incluindo a detenção de crianças tão jovens como de 11 anos. No mais recente desenvolvimento filmado por uma câmara como parte do projecto de distribuição de câmaras da [organização israelita] B'Tselem, os soldados israelitas aparentam estar a fotografar sistematicamente crianças da aldeia nas suas casas, à noite, com fria eficiência administrativa.

Em 19 de Fevereiro de 2011, 14 de um total de 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, votaram a favor de um projecto de resolução reafirmando a ilegalidade dos colonatos israelitas nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, e pedindo a imediata suspensão da sua construção. A resolução não for aprovada porque a Administração Obama exerceu o seu poder de veto pela primeira vez desde que chegou ao governo.




2011/03/01

The administration of occupation


[1 March 2011] – A recent video clip filmed in a Palestinian village in the occupied West Bank, shows Israeli soldiers entering a house at 1:00 am in order to photograph and collect information on children in the house. Residents of the village believe that this development is connected to Friday demonstrations against a nearby settlement built on village lands.
The village of An Nabi Salih is located approximately 15 km north of Ramallah, and is adjacent to the Israeli settlement of Hallamish, which was established in 1977, on 187 acres, of which 61 acres were taken from the village. The settlement has a population of 981 inhabitants and is described as 'ideological' by the Israeli organisation Peace Now. The settlement is located 10.7 kilometres from Israel, in the occupied West Bank, in clear violation of Article 49 of the Fourth Geneva Convention, which was ratified by Israel in 1951.  
In early 2010, the settlement of Hallamish expanded and incorporated more village lands leading to regular Friday demonstrations by the villagers, and a number of arrests, including the arrest of children as young as 11 years. In the latest development caught on camera as part of B'Tselem's camera distribution project, Israeli soldiers appear to be systematically photographing children from the village in their homes at night, with chilling administrative efficiency.< /p>
On 19 February 2011, 14 out of a total of 15 members of the UN Security Council, voted in favour of a draft resolution reaffirming the illegality of Israeli settlements in the occupied West Bank and East Jerusalem, and calling for an immediate halt to construction. The resolution failed to pass as the Obama Administration exercised its veto power for the first time since coming to office.

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