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05 outubro, 2011
Inocente libertado após quase 25 anos na prisão
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The Innocence Project
04 outubro, 2011
Circulação e Acessos na Cisjordânia - Ficha informativa | OCHA Set 2011
Existem actualmente cerca de 70 aldeias e comunidades, com uma população total
de mais de 200.000 seres humanos, obrigados a usar desvios que são, entre duas a cinco vezes, mais longos do que a rota directa para a cidade mais próxima, comprometendo o acesso
aos serviços básicos.
Algumas das
principais artérias de tráfego foram transformadas em corredores rápidos utilizados pelos cidadãos israelitas
para ir e vir todos os dias entre os colonatos e Israel, e, nalguns casos, entre diversas áreas dentro de Israel através da Cisjordânia.
From: UN OCHA oPt
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United Nations Office for the
Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA)
Mac House
P.O.Box 38712
Jerusalemwww.ochaopt.org
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Dia Mundial do Habitat 2011: "Quem carrega o peso da mudança climática? Os pobres, como de costume."
"Ao observarmos o Dia Mundial do Habitat deste ano, apelamos aos Estados e organismos internacionais para reconhecer os povoamentos informais e os direitos humanos de seus habitantes, e para tratar das suas necessidades e vulnerabilidades como parte integrante e indispensável da redução do risco de desastres e dos esforços de recuperação."
Who bears the brunt of climate change? The poor, as usual – UN experts on housing and internal displacement
GENEVA (3 October 2011) – “Not much to celebrate on World Habitat Day, when close to a third of the global population continues to live in slums and unplanned settlements, often located in areas exposed to serious environmental risks and hazards,” said the UN Special Rapporteurs on Housing, Raquel Rolnik, and on Internally Displaced Persons, Chaloka Beyani.
“There is a dangerous combination of rapid urbanization, much of it to precarious, unplanned areas, and an increased frequency and intensity of climate change-induced disasters. This will likely affect many societies in a profound way,” warned the UN experts. “States and the international community can no longer afford to ignore the specific vulnerabilities of informal settlers to climate change-induced disasters, and the increasing risks they face.”
“Many poor urban populations live on sites unsuitable for housing, like mountain slopes, areas prone to flooding, sea surges or other environmental and weather-related risks,” they said on World Habitat Day, focused this year on ‘Climate Change and the Cities’. “Such locations are left to the poorest, who do not have access to other, safer, places.”
“Disasters magnify and deepen inequalities,” stressed the Special Rapporteurs. “People living in informal settlements are particularly affected by climate change induced disasters. After a disaster, they are more exposed to eviction and land grabbing as they lack legal protection and their rights to tenure are not recognized.”
Disasters also highlight the inadequate housing conditions and the precariousness of informal settlements. “From a human rights perspective, it is crucial to upgrade settlements and their grossly inadequate living conditions as part of disaster prevention and response”, said the UN experts.
Another worrying trend is the erosion of livelihoods, in part provoked by climate change, which is a key ‘push’ factor for the increase in rural to urban migration. “In situations of internal displacement, rapid assistance and protection is also necessary to prevent internally displaced persons from simply disappearing into urban slums and informal settlements”, they noted.
“In observing World Habitat Day this year, we call on States and international agencies to recognize informal settlements and the human rights of their inhabitants, and to address their unique needs and vulnerabilities as an integral and indispensable part of disaster risk reduction and recovery efforts.”
“There is a dangerous combination of rapid urbanization, much of it to precarious, unplanned areas, and an increased frequency and intensity of climate change-induced disasters. This will likely affect many societies in a profound way,” warned the UN experts. “States and the international community can no longer afford to ignore the specific vulnerabilities of informal settlers to climate change-induced disasters, and the increasing risks they face.”
“Many poor urban populations live on sites unsuitable for housing, like mountain slopes, areas prone to flooding, sea surges or other environmental and weather-related risks,” they said on World Habitat Day, focused this year on ‘Climate Change and the Cities’. “Such locations are left to the poorest, who do not have access to other, safer, places.”
“Disasters magnify and deepen inequalities,” stressed the Special Rapporteurs. “People living in informal settlements are particularly affected by climate change induced disasters. After a disaster, they are more exposed to eviction and land grabbing as they lack legal protection and their rights to tenure are not recognized.”
Disasters also highlight the inadequate housing conditions and the precariousness of informal settlements. “From a human rights perspective, it is crucial to upgrade settlements and their grossly inadequate living conditions as part of disaster prevention and response”, said the UN experts.
Another worrying trend is the erosion of livelihoods, in part provoked by climate change, which is a key ‘push’ factor for the increase in rural to urban migration. “In situations of internal displacement, rapid assistance and protection is also necessary to prevent internally displaced persons from simply disappearing into urban slums and informal settlements”, they noted.
“In observing World Habitat Day this year, we call on States and international agencies to recognize informal settlements and the human rights of their inhabitants, and to address their unique needs and vulnerabilities as an integral and indispensable part of disaster risk reduction and recovery efforts.”
03 outubro, 2011
Os acólitos da AIPAC exigem o corte da ajuda dos EUA à Palestina
- Gary Ackerman [D-NY], democrata, membro da Subcomissão do Congresso para o Médio Oriente Médio e o Sul da Ásia;
- Nita Lowey (NY), a democrata que na subcomissão de afectação de verbas lida com a ajuda externa.
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02 outubro, 2011
Leonardo Boff discorda do aborto, mas defende legalização e recorda que o Brasil é laico e pluralista
É importante que na intervenção do Papa na política interna do Brasil
acerca do tema do aborto, tenhamos presente este fato para não sermos
vítimas de hipocrisia: nos catolicíssimos países como Portugal, Espanha,
Bélgica, e na Itália dos Papas já se fez a descriminalização do aborto
(Cada um pode entrar no Google e constatar isso).
Por Leonardo Boff*
Todos os apelos dos Papas em contra,
não modificaram a opinião da população quando se fez um plebiscito.
Ela viu bem: não se trata apenas do aspecto moral, a ser sempre
considerado (somos contra o aborto), mas deve-se atender também a seu
aspecto de saúde pública. No Brasil acada dois dias morre uma mulher por
abortos mal feitos , como foi publicado recentemente em O Globo na
primeira página. Diante de tal fato devemos chamar a polícia ou chamar
médico? O espírito humanitário e a compaixão nos obriga a chamar o
médico até para não sermos acusados de crime de omissão de socorro.
Curiosamente, a descriminalização do aborto nestes países fez com que o número de abortos diminuisse consideravelmente.
O organismo da ONU que cuida das Populações demonstrou há anos que quando as mulheres são educadas e conscientizadas, elas regulam a maternidade e o número de abortos cai enormente. Portanto, o dever do Estado e da sociedade é educar e conscientizar e não simplesmente condenar as mulheres que, sob pressões de toda ordem, praticam o aborto. É impiedade impor sofrimento a quem já sofre.
Excomunhão de Serra e FHC
Vale lembrar que o canon 1398 condena com a excomunhão automática quem pratica o aborto e cria as condições para que seja feito. Ora, foi sob FHC e sendo ministro da saude José Serra que foi introduzido o aborto na legislação, nas duas condições previstas em lei: em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Se alguém é fundamentalista e aplica este canon, tanto Serra quanto Fernando Henrique estariam excomungados. E Serra nem poderia ter comungado em Aparecida como ostensivamente o fez. Mas pessoalmene não o faria por achar esse cânon excessivamente rigoroso.
Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz ao feto, por não ter os orgãos todos preparados, apelou para este canon 1398 e excomungou os medicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.
É bom que mantenhamos o espírito crítico face a esta inoportuna intervenção do Papa na política brasileira fazendo-se cabo eleitoral dos grupos mais conservadores. Mas o povo mais consciente tem, neste momento, dificuldade em aceitar a autoridade moral de um Papa que durante anos, como Cardeal, ocultou o crime de pedofilia de padres e de bispos.
Como cristãos escutaremos a voz do Papa, mas neste caso, em que uma eleição está em jogo, devemos recordar que o Estado brasileiro é laico e pluralista. Tanto o Vaticano e o Governo devem respeitar os termos do tratado que foi firmado recentemente onde se respeitam as autonomias e se enfatiza a não intervenção na política interna do pais, seja na do Vaticano seja na do Brasil.
Curiosamente, a descriminalização do aborto nestes países fez com que o número de abortos diminuisse consideravelmente.
O organismo da ONU que cuida das Populações demonstrou há anos que quando as mulheres são educadas e conscientizadas, elas regulam a maternidade e o número de abortos cai enormente. Portanto, o dever do Estado e da sociedade é educar e conscientizar e não simplesmente condenar as mulheres que, sob pressões de toda ordem, praticam o aborto. É impiedade impor sofrimento a quem já sofre.
Excomunhão de Serra e FHC
Vale lembrar que o canon 1398 condena com a excomunhão automática quem pratica o aborto e cria as condições para que seja feito. Ora, foi sob FHC e sendo ministro da saude José Serra que foi introduzido o aborto na legislação, nas duas condições previstas em lei: em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Se alguém é fundamentalista e aplica este canon, tanto Serra quanto Fernando Henrique estariam excomungados. E Serra nem poderia ter comungado em Aparecida como ostensivamente o fez. Mas pessoalmene não o faria por achar esse cânon excessivamente rigoroso.
Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz ao feto, por não ter os orgãos todos preparados, apelou para este canon 1398 e excomungou os medicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.
É bom que mantenhamos o espírito crítico face a esta inoportuna intervenção do Papa na política brasileira fazendo-se cabo eleitoral dos grupos mais conservadores. Mas o povo mais consciente tem, neste momento, dificuldade em aceitar a autoridade moral de um Papa que durante anos, como Cardeal, ocultou o crime de pedofilia de padres e de bispos.
Como cristãos escutaremos a voz do Papa, mas neste caso, em que uma eleição está em jogo, devemos recordar que o Estado brasileiro é laico e pluralista. Tanto o Vaticano e o Governo devem respeitar os termos do tratado que foi firmado recentemente onde se respeitam as autonomias e se enfatiza a não intervenção na política interna do pais, seja na do Vaticano seja na do Brasil.
Um abraço fraterno
Leonardo Boff
Fonte: informativo Rede de Cristãos
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