06 fevereiro, 2011

Israeli Forces Bulldoze Historical Lands of Deir Samaan



SALFEET, February 6, 2011 (WAFA) – Israeli forces Sunday bulldozed large areas of historical lands of Deir Samaan in Kufr al-Dik village, Salfeet, north of the West Bank.

Israeli bulldozing in Deir Samaan is for the expansion of the Ali Zahav settlement which is illegally built on Palestinian land, according to Director of Tourism and Antiquities, Montaser Mousa.

The town of Kufr al-Dik is rich in Roman ruins and one of the most important historical sites in Salfeet.

Mousa called for international human rights institutions to intervene with the Israeli side to stop the bulldozing work and the violation of Palestinians’ rights.

He also pointed out that international laws and conventions prohibit the Israeli occupation from destroying historical lands in the occupied Palestinian Territory.

Egipto: Liberdade e Dignidade

Este é um vídeo intitulado "Revolução Egípcia - 25 de Janeiro de 2011", editado por Mohamed Soliman, reunindo colagens de cenas de várias fontes, incluindo a Al Jazeera.

31 janeiro, 2011

Euforia, banho de sangue e caos por Robert Fisk, desde o Cairo


Robert Fisk

Mais do que a tresloucada eleição do vice-presidente de Mubarak e do que a designação de um convescote  [piquenique] num governo sem poder, as ruas do Cairo demonstraram que os líderes dos EUA e da União Europeia (UE) não entenderam nada. Acabou-se. Os débeis intentos de Mubarak, ao declarar que se deve terminar com a violência, quando sua própria segurança policial foi responsável, nos últimos cinco dias pelos atos mais cruéis, incendiaram ainda mais a fúria daqueles que passaram 30 anos sob uma ditadura sanguinária.
Os tanques egípcios, os manifestantes sentados sobre eles, as bandeiras, as 40 mil pessoas que choravam e alentavam os soldados na Praça da Liberdade, enquanto rezavam ao redor deles os irmãos da Irmandade Muçulmana, sentados entre os passageiros dos tanques. Seria o caso de comparar isso com a liberação de Bucareste? Sentado sobre um dos tanques de fabricação dos EUA, só podia recordar aquelas cenas cinematográficas maravilhosas sobre a liberação de Paris. Uns dois metros dali, a polícia de segurança de Hosni Mubarak, com seus uniformes pretos ainda disparava contra os manifestantes que estavam próximos do Ministério do Interior. Era uma celebração de uma vitória selvagem e histórica: os mesmos tanques de Mubarak estavam liberando a capital de sua própria ditadura.

Na pantomima do mundo de Mubarak – e de Barack Obama e de Hillary Clinton, em Washington -, o homem que ainda se autoproclama presidente do Egito realizou a eleição mais absurda de um vice-presidente para acalmar a fúria dos manifestantes. O eleito foi Omar Suleiman, chefe dos negociadores egípcios com Israel e um antigo agente da inteligência, um homem de 75 anos, com vários anos de visitas a Tel Aviv e a Jerusalém, assim como com vários infartos que os provam. Como este funcionário enfrentará a raiva e o desejo de libertação de 80 milhões de egípcios fica a cargo da imaginação. Quando contei aos que estavam ao meu redor no tanque sobre a designação de Suleiman, começaram a rir.

As tropas, em roupas esgarçadas, rindo e até aplaudindo, não manifestaram qualquer intenção de borrar a grafitagem que a multidão tinha pintado nos tanques: “Fora Mubarak” e “Teu regime está acabado, Mubarak”, aparecia em cada um dos tanques que percorriam as ruas do Cairo. Em um dos tanques que davam a volta ao redor da Praça da Liberdade estava um dos Irmãos Muçulmanos, Mohamed Beltagi. Mais cedo tinha passado perto um comboio de veículos blindados que estavam a postos próximo ao subúrbio de Garden City, enquanto as pessoas abriam o caminho entre as máquinas e levavam laranjas aos soldados, aplaudindo-os como patriotas egípcios.

Mais do que a tresloucada eleição do vice-presidente de Mubarak e do que a designação de um convescote num governo sem poder, as ruas do Cairo demonstraram que os líderes dos EUA e da União Europeia (UE) não entenderam nada. Acabou-se. Os débeis intentos de Mubarak, ao declarar que se deve terminar com a violência, quando sua própria segurança policial foi responsável, nos últimos cinco dias pelos atos mais cruéis, incendiou ainda mais a fúria daqueles que passaram 30 anos sob uma ditadura sanguinária. Prova disso são as suspeitas de que muitos dos saques estão sendo levados a cabo por policiais civis, assim como o assassinato de 11 homens numa área rural há 24 horas, para destruir a integridade dos manifestantes que estão tentando tirar Mubarak do poder.

A destruição de um número importante de centros de comunicações por parte dos homens com rostos tapados, que devem ter sido coordenados de alguma maneira, também levantou o alerta e veio a ideia de que os responsáveis seriam os agentes da civil que tinham golpeado os manifestantes. Mas os incêndios de delegacias de polícia no Cairo, em Alexandria e Suez, assim como em outas cidades foram obra dos policiais civis. Quase à meia noite de sexta para sábado, multidões de homens jovens atiçaram fogo ao longo da auto estrada de Alexandria.

Infinitamente mais terrível foi o vandalismo no Museu Nacional do Egito. Depois de a polícia abandonar o lugar, os saqueadores arrombaram a porta do edifício pintado de vermelho e destruíram estátuas faraônicas de quatro mil anos, múmias egípcias e impressionantes botes de madeira originariamente talhados para acompanhar os reis em suas tumbas. Mais uma vez, deve-se dizer, circularam rumores de que a polícia tinha causado esses atos de vandalismo antes de ter abandonado o museu na sexta à noite. Tudo parece recordar o que se passou no museu de Bagdá em 2003. O saque não foi tão grave como o do Iraque, mas o desastre arqueológico é pior. Os manifestantes se reuniram à noite, em círculo, na Praça da Liberdade, para rezar.

E também houve promessas de vingança. Uma equipe da cadeia de televisão Al Jazeera encontrou um depósito com 23 cadáveres em Alexandria, aparentemente assassinados pela polícia. Muitos tinham seus rostos horrorosamente mutilados. Outros onze mortos foram descobertos num depósito no Cairo. As famílias, que se congregaram ao redor de seus restos ensanguentados, prometiam represálias contra os policiais.

O Cairo agora oscila da euforia à mais sombria cólera em questão de minutos. Ontem pela manhã cruzei a ponte do rio Nilo para ver as ruínas do quartel do partido de Mubarak. Em frente, seguia de pé um pôster que promovia as bondades do oficialista Partido Nacional Democrata (PND), as promessas que Mubarak, não pôde cumprir em 30 anos. “Tudo o que queremos é a saída de Mubarak, novas eleições e nossa liberdade, e honra”, disse-me um psiquiatra de 30 anos.

A denúncia de Mubarak de que essas manifestações seriam parte de um “plano sinistro” é o núcleo de seu pedido de reconhecimento internacional. De fato, a resposta de Obama foi uma cópia exata de todas as mentiras que Mubarak está usando durante três décadas, para defender seu regime. O problema é o de sempre: as linhas do poder e as da moralidade não se unem quando os presidentes estadunidenses tem de tratar com o Oriente Médio. A liderança moral dos Estados Unidos desaparece quando se trata de confrontar os mundos israelense e árabe. E o exército egípcio é parte dessa equação. Recebe 1,3 milhões de dólares de ajuda estadunidense. O comandante dessas forças armadas e amigo pessoal de Mubarak, o general Mohamed Tantawi estava em Washington, no momento em que a polícia tratava de reprimir com violência os manifestantes. O final pode ser claro. A tragédia ainda não terminou.

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior | 29/01/2011

Relatório sobre a situação das crianças palestinas detidas no sistema de tribunais militares israelitas




2011/01/31

A report on the situation facing Palestinian children detained in the Israeli military court system


[31 January 2011] - On 29 January 2011, DCI-Palestine submitted a report to the UN - In their own Words: A report on the situation facing Palestinian children detained in the Israeli military court system.

The report covers a six month period between 1 July and 31 December 2010 and is based on the sworn affidavits taken from 40 children detained during this period. In 62.5 percent of the cases the children were accused of throwing stones. The common complaints and areas of concern raised by the children in their affidavits are presented in the following table:






#
Common complaints and areas of concern
Number of cases
Percentage of children
1
  Hand ties
40
100%
2
  Blindfolds
36
90%
3
  Beaten or kicked
28
70%
4
  Position abuse
24
60%
5
  Threats or inducements
22
55%
6
  Confession during interrogation
20
50%
7
  Arrested between midnight and 4:00 am
18
45%
8
  Verbal abuse and humiliation
18
45%
9
  Detention inside Israel in violation of Article 76
17
42.5%
10
  Signed/shown documents written in Hebrew
11
27.5%
11
  Detained with adults
9
22.5%
12
  Solitary confinement
7
17.5%
13
  Strip searched
7
17.5%
14
  Electric shocks
3
7.5%
15
  Threat of sexual assault
3
7.5%

The report also highlights the involvement of Israeli settlements in the system, evidenced by the fact that in 47.5 percent of cases, the children report being mistreated whilst being held in a settlement in the occupied West Bank. 



Each year approximately 700 Palestinian children are arrested, interrogated and detained in the Israeli military court system, and reports of torture and ill-treatment are common.

Copyright © 2011 DCI/PS. All rights reserved.

Free Ameer Makhoul: Amnistia Internacional exorta Israel para acabar com esta perseguição

Nadim Nashif sent a message to the members of Free Ameer Makhoul الحرية لأمير مخول
Nadim Nashif
Nadim NashifJanuary 31, 2011 at 6:57am
Subject: PALESTINIAN HUMAN RIGHTS ACTIVIST JAILED IN ISRAEL

30 January 2011

Amnesty International has urged the Israeli authorities to end their harassment of Palestinian human rights activists after a well-known campaigner in Haifa was jailed for nine years and given an additional one-year suspended sentence earlier today.

Ameer Makhoul, a longstanding Palestinian activist, was convicted on various counts of having contact with enemies of Israel and espionage after a plea bargain agreement at his trial. He was originally charged with an even more serious offence, "assisting an enemy in war", which could have carried a life sentence, but that was dropped by the prosecution when he agreed to a plea bargain.

"Ameer Makhoul's jailing is a very disturbing development and we will be studying the details of the sentencing as soon as we can," said Philip Luther, Amnesty International's Middle East and North Africa deputy director.

"Ameer Makhoul is well known for his human rights activism on behalf of Palestinians in Israel and those living under Israeli occupation. We fear that this may be the underlying reason for his imprisonment."

"We are also extremely concerned by allegations that he was tortured and otherwise ill-treated following his arrest on 6 May last year in a dawn police raid on his home in Haifa, by the fact that he was not permitted to see his lawyers for 12 days after his arrest, and by the gag order that prohibited media coverage on the case during this time."

Under the Israeli penal code, people can be charged with "espionage" even if the information passed onto an "enemy agent" is publicly known and even if there is no intent to do harm through passing on the information.

The prosecution claimed that a Jordanian civil society activist who Ameer Makhoul was in contact with was a Hizbullah agent, and that he gave this person information on the locations of a military base and General Security Services offices.

The confession on which Ameer Makhoul's conviction and sentencing were based was admitted as evidence by the court, despite allegations that this statement was made under duress and that he was tortured during his interrogation. It also appears that the information allegedly conveyed by Ameer Makhoul was publicly available.

Ameer Makhoul's sentencing comes at a time when human rights activists are coming under increasing pressure in Israel and being accused by some in the government and by members of the Knesset of being "anti-Israel" and unpatriotic because of their reporting on and campaigning against human rights violations in Israel and the Occupied Palestinian Territories.

Ameer Makhoul is the director of Ittijah, the Union of Arab Community-Based Associations, based in Haifaen
http://www.facebook.com/l/1e9b0-DfRqOy6cE8e32aLse6U8w;www.amnesty.org/en/news-and-updates/palestinian-human-rights-activist-jailed-israel-2011-01-30