11 agosto, 2010

Rádio ONU: Vagas para Voluntários ou a descriminação de candidatos em razão da origem

Actualização em 12.08.2010 10:55

Se seguir o link que abaixo indiquei vai ter a uma notícia refeita onde a expressão "português (África ou Brasil)" foi alterada para "português (falado e escrito)". Aliás a notícia passou a ser titulada:

Vaga para Jornalistas Voluntários (Inscrições até 10/09)

Entendi actualizar a notícia com as alterações verificadas a azul, com destaque. Assim poderão apreciar as diferenças.

Rádio ONU: Vagas para Voluntários

Leia o que transcrevo e siga o link para confirmar.

Candidatos precisam ter curso superior completo, experiência de rádio, bom texto jornalístico, inglês avançado para tradução e excelente nível de português (África ou Brasil) português (falado e escrito) e interesse pelas Nações Unidas.

A Rádio ONU em Português está selecionando jornalistas voluntários para atuar em sua sede em Nova York.

O candidato precisa ter curso superior completo, experiência de rádio, bom texto jornalístico, inglês avançado para tradução e excelente nível de português falado e escrito. A Rádio ONU produz material jornalístico e de informação em Português para África e Brasil para os oito países de língua portuguesa.

Rádio e Internet
Os selecionados terão a oportunidade de participar de uma redação de jornalismo internacional com uma audiência aproximada de 36 milhões de ouvintes, a maioria vem dos  nos oito países lusófonos, Europa e Estados Unidos.

A equipe da Rádio ONU transmite, diariamente, noticiários, entrevistas e programas especiais sobre o trabalho das Nações Unidas no mundo para rádio e internet.

O voluntariado dura um mês com possibilidade de renovação. O trabalho não é remunerado.

Interessados devem enviar currículo e carta de apresentação, em português e inglês, para o e-mail: radioonuemportugues@un.org até 10 de setembro de 2009 2010.

Fonte: Rádio das Nações Unidas

Atletas da Federação Palestina de Futebol impedidos de participar a nível internacional por Israel

Pelo menos seis jogadores palestinos apresentados como titulares estarão ausentes do jogo internacional amistoso contra a equipa nacional da Mauritânia, previsto para esta quarta-feira em Nouakchott, soube a PANA de fontes desportivas.

Mohamed Khalil Abou Khaltem, membro da Federação Palestina de Futebol (FPF) e responsável das selecções nacionais, explicou à imprensa estas ausências pela "recusa das autoridades de ocupação" israelitas autorizarem a saída destes jogadores para viajarem até à Mauritânia.

A Mauritânia prepara as eliminatórias do Campeonato Africano das Nações (CAN) previsto para 2012 no Gabão e na Guiné Equatorial. Ela actua no mesmo grupo que o Burquina Faso, a Namíbia e a Gâmbia.

Por seu lado, a Palestina está a preparar o Campeonato do Sudoeste Asiático previsto para 24 de Setembro a 16 de Outubro na Jordânia.

A resposta mais adequado seria a de sancionar esta atitude de Israel não permitindo aos seus atletas competirem internacionalmente mas dizem-me que tal não será possível porque nos estatutos dos organismos internacionais desportivos está inscrito a sua obrigação de serem apolíticos, a questão põe-se então da seguinte forma: Como manter essa presumível apoliticidade não sancionando comportamentos anti-desportivos como os de Israel, que aqui damos conta?

Fonte: PANA

10 agosto, 2010

Mordechai Vanunu foi posto em liberdade

Mordechai Vanunu, o técnico nuclear que passou 18 anos preso por revelar ao mundo o programa nuclear militar israelita, saiu da prisão, no passado Domingo, ínforma a EFE,após cumprir três meses de pena por "violar" as restrições impostas para estar em liberdade.

Depois de sair da prisão Vanunu pediu de novo publicamente permissão para sair do país, informou o jornal "Jerusalem Post".

"Não sou cientista, não tenho conhecimento de armas nucleares. Quero ser livre e deixar este país", declarou.

Vanunu está proibido de sair de Israel, falar com estrangeiros e participar em chats na internet, entre outras restrições impostas depois de ele ter saído da prisão, pela primeira vez, em 2004.

A Procuradoria acusou Vanunu, de 56 anos, de ter violado as condições impostas para a sua liberdade em 21 ocasiões, entre outros motivos, porque se reuniu por diversas vezes com uma cidadã norueguesa com quem mantinha uma relação.

Vanunu revelou em 1986 os segredos de Israel sobre sua capacidade atómica e entregou ao jornal britânico "The Sunday Times" fotografias da central de Dimona, no sul do país, onde trabalhava.

Após fugir de Israel, foi seduzido por "Cindy", uma agente dos serviços secretos israelitas no exterior, e raptado pela Mossad em Itália.

Vanunu foi então levado para Israel, onde foi julgado por alta traição e condenado a 18 anos de prisão, 11 dos quais cumpridos na solitária.

Netanyahu acusa a Turquia no caso da agressão israelita à flotilha humanitária

Benjamin Netanyahu acusa Turquia em caso da flotilha - Mundo - PUBLICO.PT

Acima encontrará o link do despacho da Reuters publicado pelo Público.

Ouvido na Comissão Turkel Netanyahu afirma que a culpa do incidente de 31 de Maio, é do governo turco... que porventura deveria ter controlado os seus cidadãos como o seu governo "nacional"-sionista faz.

Manda a Shabak/Shin Bet (uma espécie de PIDE lá do sítio) bater-lhes à porta e se preciso for prende-os por motivos de segurança. E estou a falar de israelitas, não estou a falar de palestinos.

A Comissão Turkel foi criada por Israel para examinar os aspectos jurídicos do violento ataque de 31 de Maio contra uma frota humanitária que pretendia romper o bloqueio a Gaza.

Esta comissão é composta por cinco membros, entre os quais dois observadores internacionais, e é presidida por um juiz aposentado do Supremo Tribunal de Israel, Yaakov Turkel. Dela fazem parte ainda Bar Ilan, professor de Direito Internacional e o ex Major-General das Forças de Defesa de Israel (IDF) e ex-presidente do Technion, Amos Horey.

Os dois participantes internacionais, que não têm direito a voto, são Lord David Trimble, ex-primeiro-ministro protestante da Irlanda do Norte, e o Brigadeiro-General Kenneth Watkin, ex-advogado geral do exército canadiano.

O mandato desta comissão, que Israel aceitou criar sob pressão dos Estados Unidos, numa tentativa de não aceitar a exigência de uma comissão de investigação internacional independente, é limitado e deverá apenas determinar a validade, segundo o direito internacional, do bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e do ataque contra a frota de ajuda humanitária em águas internacionais, no qual morreram nove civis turcos.

O presidente Turkel pode decidir excluir os observadores estrangeiros (apesar de "amigos") da comunicação de alguns documentos ou informações se "considerar que a sua divulgação prejudicará a segurança nacional ou as relações diplomáticas" de Israel.

A comissão interrogará o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e os outros cinco membros do "Foro de Sete Ministros" - que agrupa os principais membros do governo - que aprovou o ataque.

09 agosto, 2010

Não ver a floresta por Gideon Levy

Missing the forest - Haaretz Daily Newspaper | Israel News

Published 01:17 08.08.10

Um artigo de Gideon Levy a não perder. Só está ainda parcialmente traduzido, mas aqui fica dese já a pista para quem souber inglês e/ou souber utilizar o tradutor do Google.

"Não ver a floresta

Alguém realmente sabe o significado do termo "Estado judeu"? Não seria melhor viver numa democracia justa?

Às vezes, você realmente não pode ver a floresta por causa das árvores. A floresta das políticas racistas, governamentais e institucionais, em Israel é escura e profunda.

Uma árvore em particular nessa floresta irritou todos os israelitas: o tratamento do Estado aos filhos dos trabalhadores migrantes. Na sombra de uma árvore próxima está o tratamento do Estado aos pais dessas crianças, mas isso estimula os israelitas um pouco menos.

E há muitas outras árvores venenosas na floresta: lei da cidadania, lei da lealdade, lei da conversão [ao judaísmo], a destruição das aldeias beduínos no Negev e até mesmo a história do homem das entregas árabe que foi condenado por estupro porque fingiu ser um judeu. Cada uma destas galvaniza sectores da sociedade para a acção, e isso é muito bom, mas poucos vêem o retrato completo, e a imagem em grande é várias vezes pior do que a soma de seus componentes.
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