03 julho, 2010

Palestina: Relatório Semanal | 23 - 29 de Junho de 2010 da UN OCHA oPt

Sumário

Três palestinos mortos em Gaza e pelo menos 36 palestinos feridos em confrontos em Jerusalém Oriental;

Na Cisjordânia, o número de incidentes relacionados com colono diminuiu;

Demolições e emissão de ordens de despejo e de demolição continuam;

Diversos novos itens autorizados a entrar na Faixa de Gaza;

Incidentes relacionados com túneis;

Segundo ataque a um campo de Verão organizado pela UNRWA;

Crise no fornecimento de combustíveis aprofunda-se implicando cortes de energia de 16 horas por dia.

O Relatório Semanal sobre a Protecção das Pessoas Civis é produzido pelo United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA).

Poderá cosultá-lo na íntegra, em inglês, aqui.

02 julho, 2010

The Economist: Gaza sitiada, túneis, o contrabando e o bloqueio de Israel

A intrincada rede de túneis de Gaza, na visão do fotógrafo Bruno Stevens e como contornar as restrições sufocantes do bloqueio de Israel, num trabalho para The Ecomomist desta semana.(em inglês)



Netanyahu declarou concordar com troca de prisioneiros

FT.com / Middle East / Arab-Israel conflict - Netanyahu agrees to offer on prisoner swap

A correspondente em Telavive, Vita Bekker, informa que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, afirmou ontem, quinta-feira, na televisão, que se propunha libertar mil prisioneiros palestinos em troca da libertação de Gilad Shalit, o soldado israelita capturado por guerrilheiros em Gaza.

Seguindo link poderá ler o artigo em inglês.

Existem cerca de 10.000 prisioneiros palestinos nas prisões israelitas, entre eles 305 crianças, 25 das quais com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos (este número é referido ao final de Maio, e a afonte é a ONG Defense for Children international)

Diálogo secreto com turcos causa crise no governo de Israel

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Avigdor Lieberman, criticou duramente o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu por manter conversações secretas de reaproximação com a Turquia sem o seu conhecimento prévio. A crise no governo israelita ocorreu antes da reunião de ontem de Netanyahu, com o enviado especial dos EUA ao Médio Oriente, George Mitchell, com Netanyahu.

"O ministro dos Negócios Estrangeiros considera grave o facto de o encontro ter ocorrido sem uma consulta ao ministério. É um insulto às normas de um comportamento aceitável e prejudica a confiança entre o ministro dos Negócios Estrangeiros e o primeiro-ministro", informou, em comunicado, o gabinete de Lieberman.

Os governos israelita e turco tentam reduzir as tensões que se intensificaram depois do ataque à Flotilha da Liberdade que se dirigia para Gaza. Assim o deputado Benjamin Ben Eliezer, do Partido Trabalhista, que integra a coligação de Netanyahu, reuniu-se em segredo, Genebra, com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Ahmet Davutoglu.

Até recentemente, os dois países eram aliados estratégicos no Médio Oriente. Nos últimos dois anos, a relação tem-se vindo a deteriorar, agravando-se com o incidente do Mavi Marmara onde foram assassinados 9 activistas turcos, num assalto de fuzileiros israelitas, aquele navio, de pavilhão turco, em águas internacionais, e que transportava ajuda humanitária para Gaza.

Procurando reduzir a tensão com Lieberman, considerado um dos mais radicais da coaligação no governo, o gabinete de Netanyahu afirmou, que teria havido problemas de comunicação com o MNE.

Na reunião com Mitchell, Netanyahu recebeu elogios por ter amenizado o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, actualmente controlada pelo Hamas.

"Houve progresso na permissão para a entrada de bens em Gaza", afirmou o enviado especial dos EUA. Os dois também analisaram a possibilidade de negociações directas entre Israel e a Autoridade Palestina.

Esta era a situação reportada pela UN OCHA oPt e referida à semana de 13 a 19 de Junho, sobre o número de camiões de mercadorias entrados na Faixa de Gaza, mais logo iremos conhecer a real evolução da decisão de Israel de "suavizar" o bloqueio.

Mas falta esclarecer a situação das exportações das mercadorias produzidas em Gaza, apesar de destruição profunda e alargada do seu tecido produtivo  - no mínimo flores e de morangos - e da liberdade de circulação dos seus habitantes. 

Aviação israelita atacou Faixa de Gaza

A aviação israelita atacou na noite da passada quarta-feira (30) a Faixa de Gaza, sem causar vítimas, anunciaram fontes palestinas.

As incursões aéreas tiveram como objectivo [mais uma vez] um aeroporto abandonado no sul do território palestino, que seria uma base de treino do Hamas, [Pois... um campo de treino num aeroporto é o sítio ideal] além de um terreno mais ao norte.

Segundo fontes israelitas, os ataques tinham como alvo um esconderijo de armas, um túnel sob a fronteira com o Egipto e um local onde se desenvolviam "actividades terroristas".

Uma porta-voz do exército israelita precisou que as incursões foram uma represália a um disparo de um foguete Kassam, realizado nessa quarta-feira, contra Israel, a partir de Gaza.

O foguete chegou a atingir uma fábrica no sul de Israel, mas não causou vítimas.