21 março, 2009

Gilad Shalit: 1000 dias desperdiçados... para nada!



Esta é a cópia alterada da imagem, por razões técnicas, de um contador que o Haaretz colocou na sua edição electrónica para recordar a todos, o tempo que o jovem Gilad Shalit já perdeu da sua vida.

Hoje perfaz mil dias de cativeiro, o jovem prisioneiro de guerra.

Do outro lado, nas prisões de Israel, prisioneiros de guerra e prisioneiros políticos, homens mulheres e crianças, perfazem, num só dia, 11.000 dias de cativeiro.

Todos sabemos que o inimigo não é ele, mas sim um Estado que por todos os meios procura manter e expandir os seu domínio colonial e que por isso desespera na derrota, agravando cada vez mais a repressão.

O inimigo não é ele.

Ele é o rosto de uma juventude sem alternativa e sem futuro, porque sem Paz.

20 março, 2009

Acabou-se o crédito moral!

Agora são os soldados que contam as atrocidades que foram cometidas. De viva voz!

Mas já antes tais crimes eram conhecidos e denunciados, veja-se o post "Bandeira Negra " da autoria de Uri Avnery, aqui publicado, a 3 de Fevereiro.

O que agora fica claro, se dúvidas existissem, até que ponto a ideologia colonialista e racista penetrou na sociedade israelita.

Um palestino há muito que deixou de ser um ser humano. Aos olhos de muitos israelitas, é apenas uma coisa, nalguns casos, um mero número, e as coisas destroem-se se perdem a sua utilidade.

Entre os "eleitos" e os da "raça superior" as diferenças, infelizmente, desvanecem-se a cada instante.

É tempo de lhes dizer: Acabou-se o crédito moral!

Estes assassinos não merecem referir, nunca mais, esses 6 milhões de mortos, que hoje são cada vez mais nossos do que deles.

Porque nós perpetuamos a sua memória, e encontramos também nela a força para combater a injustiça e os crimes contra a humanidade.

Mas para muitos deles, essas memórias, são apenas oportunistas bandeiras de auto-vitimização, álibis do momento, meros spots ou jingles da sua propaganda que nada fica atrás da dos carrascos dos seus antepassados.

Memórias conspurcadas, desde há mais de sessenta anos, pelo sangue de tantos outros inocentes como eles.

Eles são nossos! Porque para nós a sua memória é o acicate para que tal nunca mais se repita, muito menos na Palestina.

19 março, 2009

Acordo sobre Governo palestino de unidade nacional

Fawzi Barhoum, um porta-voz do Movimento da Resistência Islâmica, Hamas, declarou à Maan, na passada quarta-feira à noite que as facções chegaram a um acordo sobre os termos que nortearão a criação de um governo de unidade nacional.

"Há um acordo sobre a natureza do próximo governo "que será de unidade nacional”, e temporário até à realização das próximas eleições palestinas.

Afirmou ainda que responsáveis palestinos, reunidos no Cairo estão "a estudar a questão da composição política e das questões ministeriais."

Barhoum acrescentou que, a Alta Comissão Coordenadora prosseguiu com os debates e reuniões na passada quarta-feira no Cairo "com toda a seriedade e interesse sobre todos os casos trazidos pelas cinco comissões no que respeita à questão palestina", salientando que, estão a considerar uma série de obstáculos e de questões pendentes relacionadas com o Governo, Segurança e Eleições, com o objectivo de concluirem os debates decidindo.

Falando sobre o processo da Segurança, Barhoum afirmou que: "Essa questão ainda está em discussão na Alta Comissão Coordenadora, a fim de recolher opiniões de todos." Sobre as eleições legislativas, Barhoum salientou que existem opiniões diferentes quanto ao sistema, onde o Hamas quer oferecer a oportunidade a todos os palestinianos de participarem no processo eleitoral, com base num "sistema misto".

14 março, 2009

Anais do Seminário: Palestina - Conhecer para Agir

Iremos procurar publicar as comunicações que foram proferidas no Seminário: "Palestina - Conhecer para Agir", organizado pela Amnistia Internacional (Portugal), ATTAC (Portugal), CIDAC, Fórum pela Paz, Graal, neste sábado, em Lisboa.
Este é o primeiro documento e refere-se à comunicação de Tariq Al-Khudayri (1).
 
" O dilema do Estado Palestiniano".

O filósofo alemão, Kant, comentou uma vez: "Se a história mundial culminar na paz universal, sê-lo-á através da sua moralização ou através de uma catástrofe de tal magnitude que não permita qualquer outra saída?"

Ao avaliar o processo de paz no Médio Oriente, que há demasiado tempo tem considerado como solução a existência de dois Estados na Palestina, confrontamo-nos com uma situação que pode conduzir à segunda alternativa acima descrita, ou seja, a catástrofe, já que uma aproximação baseada na moral nunca foi eficaz.

Para chegar a este ponto, temos de recordar que o dilema fundamental do povo palestino nos tem acompanhado desde a divisão da Palestina através da resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (181), em Novembro de 1947, cujo principal objectivo era criar um estado para o povo judeu cujos antepassados ocuparam parte desta terra como estado que sobreviveu por algum tempo, há dois mil e quinhentos anos.

Esta resolução que ignorou as trágicas consequências sobre a actual população árabe que a ocupa há cerca de um milénio e meio pode também ser criticada pelo seu plano irrealista, geograficamente falando, de acomodar dois estados, já que o Estado palestino estava a ocupar dois territórios separados, um adjacente à margem ocidental do rio Jordão e o outro no Mar Mediterrâneo.

Essa resolução, aprovada sob a pressão das potências vitoriosas da Segunda Guerra Mundial, foi seguida por um processo de limpeza étnica lançado por militantes sionistas antes do estado de Israel ser oficialmente criado em 15 de Maio de 1948.
Esta acção compeliu um grande número de palestinos a sair das suas casas, com a maioria deles a fugir para países vizinhos, tomando-se no primeiro grupo de refugiados.

Depois dessa data, cinco dos sete países árabes que até então eram independentes, estiveram envolvidos em guerra com Israel, a fim de ajudar os palestinos a manter a sua posição nos territórios que lhes tinham sido atribuídos pela Resolução da ONU. Israel, com a sua bem equipada força militar, que inclui pessoal treinado nalguns países ocidentais, conseguiu ocupar mais terra, afastando mais palestinianos dos territórios que lhes foram atribuídos pela Resolução, aumentando o número de refugiados.

Assim, Israel alargou a sua área de 54% para 74% da Palestina original.

A ONU, nos seus esforços para resolver o problema, designou um mediador independente para esse fim. Após o assassinato do mediador por uma organização de militantes sionistas, a ONU convocou uma Conferência de que resultou o que ficou conhecido como protocolo de Lausanne, cujos termos foram acordados entre quatro países árabes e Israel.

No entanto, Israel nunca respeitou as cláusulas quanto à devolução dos territórios recentemente ocupados ou ao regresso dos refugiados palestinianos, fazendo uso da sua posição de membro de pleno direito da ONU para bloquear tal recurso.

Em 1956, Israel tentou expandir o seu território pelo Sinai através de uma acção militar, apoiada e em colaboração com o Reino Unido e a França, que estavam a tentar obter o controlo do canal do Suez, recentemente nacionalizado pelo Egipto. Mas quando foi lançado um ultimato pelos E.UA. e pela URSS, para acabar com esta acção militar colonial, condenada em todo o mundo, a tentativa de Israel e dos seus aliados falhou. Contudo, Israel tomou outra iniciativa, mais uma vez, em 1967, quando suas forças militares através de um ataque furtivo derrotaram três dos seus vizinhos estados árabes, para ocupar não só a Palestina, mas também alguns territórios do Egipto e da Síria.

Em 1982, Israel invadiu o Líbano para aniquilar facções palestinas que tinham começado a formar uma entidade nacional político-militar rio exílio, com o objectivo de lutar pelos seus direitos e obrigar Israel a acatar a Resolução 242 da ONU, que fora aprovada depois da guerra de 1967.

Essa acção também foi condenado pelas Nações Unidas, que exortou Israel a retirar de todos os territórios ocupados. Mais uma vez, Israel nunca obedeceu excepto parcialmente quando sentiu o resultado negativo e o pesado fardo de uma tal acção contra o Líbano, mas só depois de um grande número de refugiados palestinos no Líbano terem migrado para outros países árabes. 

Os palestinianos têm vivido uma história miserável de emigração-imigração, morte e devastação desproporcionadas face a qualquer objectivo moral.

Todos os esforços feitos para alcançar a paz através de uma solução dois-estados nunca foi seriamente considerada por Israel, sustentada sobretudo no apoio dos seus aliados, principalmente os Estados Unidos, que nunca conteve o seu expansionismo ou condenou as suas atrocidades.

Ainda antes da conferência de Paz de Madrid, negociação apenas significava para Israel uma oportunidade para manter o status quo, ao mesmo tempo que introduzia novos elementos para obter mais ganhos nas próximas negociações.

É um dado adquirido que Israel nunca assumiu nenhum compromisso concreto quanto à sua retirada dos territórios ocupados após a guerra de seis dias de 1967, em conformidade com a Resolução 242 da ONU, nem em relação ao regresso ou às compensações aos refugiados, nem tão pouco sobre o estatuto de Jerusalém.

Esta situação conduziu à adopção de uma atitude mais dura por parte dos palestinos, determinados a usar todos os meios para resistir a qualquer plano que pudesse acondicionar a ambição de Israel que nunca foi enunciada de forma clara e em pormenor, em qualquer momento, desde a primeira Conferência Mundial sionista de 1897.

Esta conferência reclamou a constituição de um estado para os judeus, a maior parte dos quais tinha sido vítimas na Rússia e noutros países europeus.

Hoje, influentes políticos de extrema-direita em Israel anunciam publicamente que toda a Palestina deveria estar sob controlo e integrando o estado israelita, incluindo alguns locais com autonomia administrativa para os palestinos que queiram aceitar tal situação, enquanto a sua maioria deveria ser deportada. Além disso, insistem que os países árabes devem aceitar Israel como parceiro, com fronteiras abertas para estabelecer relações normais. Como tal, os que expressem as suas opiniões contrárias ou recorram às armas a fim de proteger seus direitos contra este tipo de regime, como o Hamas, são considerados terroristas.

A comunidade internacional ainda tende para uma solução pacífica que culmine com dois estados. Mas se Israel insiste em manter a sua presença e a hegemonia, instalando os seus colonatos, enquanto força a mais mudanças demográficas nos territórios ocupados, ninguém consegue antever a possibilidade prática de uma tal solução. Neste contexto, as seguintes questões sobre a criação de um Estado palestiniano que possa manter um estatuto normal ao lado de Israel, carecem de respostas sérias e práticas:

  • Com a imparável construção de colonatos judaicos na Cisjordânia por parte de Israel que começou na década de 1970 e nunca mais parou, mesmo após o processo de paz de Oslo de 1993, como pode existir um Estado Palestino viável com tais colonatos espalhados no meio das suas terras com altos muros erigidos nos seus territórios?

  • Que tipo de Estado Palestino seria se a sua capital se situasse numa pequena cidade longe da histórica cidade de Jerusalém que abriga a herança cultural do seu povo há mais de treze séculos?

  • Que tipo de Estado Palestiniano seria se negligenciasse os direitos do seu povo espalhado por campos de refugiados em diferentes países, sem um esquema de compensação ou reabilitação no seu próprio Estado?

  • Como pode a paz ser negociada apenas com alguns dos representantes Palestinianos enquanto uma grande facção dos que foram eleitos democraticamente é negligenciada?

  • Por último, mas não menos importante, que tipo de acordo pode ser feito que garanta que as duas partes do território atribuídas aos palestinos, Gaza e Cisjordânia, pela Resolução das Nações Unidas (181) não tenham proximidade geográfica?
O conflito do Médio Oriente tem de ser dirigido por uma liga internacional independente e moralmente obrigada, que possa considerar seriamente a iniciativa dos países árabes de 2002 em toda a sua extensão, sem demora ou negociação fragmentada que possa alterar ou modificar qualquer dos seus termos, A única excepção seria para planear as modalidades de implementação, sem modificar os seus princípios em relação à terra, o estatuto dos refugiados ou o futuro de Jerusalém, tal como preconizado por inúmeras resoluções da ONU.

Para discutir as questões envolvidas, gostaria de salientar as seguintes observações para garantir uma abordagem sóbria e verdadeiramente imparcial:
  • Nem todos os Árabes são Muçulmanos, e nem todos os Muçulmanos são Árabes.
  • Nem todos os Judeus são Sionistas, e nem todos os Sionistas são Judeus.
  • O fundamentalismo religioso é um estado de espírito relacionado com crenças espirituais, e que nem todos os fundamentalistas são fanáticos.
  • O fanatismo pode abrir espaço para actos terroristas. Mas temos de enfrentar o facto de que os actos e os comportamentos terroristas podem ser despoletados por sentimento, individuais ou colectivos, de injustiça relacionada com problemas políticos ou económicos, incluindo o colonialismo. Lutar contra a tirania e pela liberdade nunca deve ser classificado como um acto de terror.
  • Entre a liderança Palestiniana, a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e as suas facções associadas, muitos de seus altos funcionários são cristãos cujas iniciativas como organizadores e intelectuais têm sido notadas a nível regional, bem como intemaciona1.
  • Uma boa parte dos Judeus por todo o mundo, em particular alguns dos seus líderes espirituais, opuseram-se à criação de um estado para o povo judeu, devido às suas crenças de que o Judaísmo é uma religião mundial, em vez de uma sociedade étnica confinada a um estado. Neste contexto, tem de se reconhecer que existem muitos judeus que se consideram árabes, já que fazem parte da população dos territórios árabes e têm ali as suas raízes, bem como os seus santuários religiosos há séculos.
(1) TARIQ Al-KHUDAYRI

Nasceu em 15 de Dezembro de 1929, em AI-Amarah, no Iraque.

Licenciado em Gestão de Re­cursos Químicos, pela Universi­dade Americana de Beirute, Libano;
Mestre em Engenharia Química de Petróleos, pela Uni­versidade Estadual de Oklahoma, E.U.A.;
Doutor em Engenharia Química, pela Universidade Esta­dual de Michigan, E.U.A.;

Professor, Chefe do Departamen­to de Engenharia Química e, mais tarde, Reitor-Assistente do Colé­gio de Engenharia da Universi­dade de Bagdad, Iraque, de 1960 a 1968.
Profissionalmente, foi:
Consultor em Engenharia e Indústria de várias empresas públicas e privadas, incluindo: Ministério do Petróleo e Ministério da Indústria, Iraque;
Instituto de Investigação Industrial, Líbano;
Centro de Desenvolvimento Industrial dos Estados Árabes, Egipto. (1967-1973).
Conselheiro Regional em De­senvolvimento Industrial, nomea­do pela Comissão Social e Econó­mica das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (1973-1982). Presidente do Programa de Cooperação Técnica para os Estados Árabes, da Organização para o Desenvolvimento Indus­trial das Nações Unidas (1982­1990)
Membro do American lnstitute of Chemical Engineers.
Membro do Conselho Consultivo Interna­cional da publicação Energy Communication, durante mais de 10 anos.
Membro do Conselho do Sindicato dos Engenheiros e da Ordem dos Engenheiros Ira­quianos. entre 1965 e 1968.

Publicou numerosos trabalhos relacionados com tecnologia quí­mica, economia de projectos de engenharia e desenvolvimento industrial, com particular ênfase em ensaios sobre diversos temas socioeconómicos relacionados com o mundo árabe.

Como membro da Organiza­ção Árabe para os Direitos Huma­nos, participou em numerosos seminários e conferências, produ­zindo publicações sobre assuntos relevantes, particularmente os relacionados com aspectos sociopolíticos nos países árabes.

Estudioso de Filosofia, empe­nhou-se em estudar os acontecimentos históricos que influenciaram as tendências do compor­tamento social e o nível de vida no mundo árabe, publicando as respectivas notas.

Publicou em Português:
Palestina - A Saga de um Povo
Al-Khudayri, Tariq Hugin Editores, 2002. ISBN: 9727941370 / 972-794-137-0EAN: 9789727941377

09 março, 2009

Comissões para a Reconciliação e Unidade Palestinas: Dia -11

(Este post será sujeito a melhorias no que diz respeito ao significado dos acrónimos e no referente aos tags)

De acordo com a agência de notícias Maan, as delegações do Hamas, DFLP, PAF, ASF, PPP, PNI, a Jihad Islâmica, FPLP-CG e da FPLP irão partir de Gaza e de outras localizações de exílio, nesta segunda-feira, estando prevista a sua chegada ao Cairo pelo anoitecer para dez dias de negociações, durante as quais serão estabelecidas as bases para a reconciliação nacional e para a formação de um governo de unidade palestino.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoom, declarou que as comissões têm a liberdade de trabalhar até que completem a sua missão, mas que estão a ser incentivadas a obterem resultados nos próximos dez dias.

Os resultados das discussões serão anunciados logo que todas as cinco comissões tenham concluído os seus trabalhos e que acordos para todas as questões tenham sido atingidos. Os resultados serão implementados quase que de imediato, acrescentou Barhoum.

Para facilitar o trabalho de cada uma das cinco comissões existirá um mediador egípcio em cada uma delas.

Barhoum sublinhou que cada comissão será constituída por três representantes da Fatah, três do Hamas, enquanto as outras facções serão representadas por um, às vezes dois membros, existindo ainda um membro independente em cada comissão.

Por sua vez Mizher Jamil, membro da direcção da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) afirmou que seu partido ficará feliz por se juntar ao governo resultante das negociações e que está ansioso para ter um papel na sua formação e na elaboração do seu programa nacional.

Ele explicou que a visão da FPLP para um governo de consenso nacional é a de um governo que inclua independentes e figuras públicas que irão aderir ao acordo de consenso nacional.

Pela sua parte, Ramzi Rabah, membro da direcção da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (DFLP) afirmou que o seu partido está na expectativa de poder abordar as duas questões mais importantes nas negociações, primeiro a de uma nova lei que defina para as eleições um sistema de representação proporcional, e o segundo a definição de uma data para as eleições presidenciais e legislativas. O partido gostaria que essas eleições tivessem lugar, o mais tardar, a 25 de Janeiro de 2010.

O Secretário-Geral da Frente Árabe Palestina (PAF), Jamil Shihadah, também afirmou que o seu partido está pronto para o diálogo. "Vamos participar olhando para o que temos em comum".

Abu Walid Az-Zoq, membro da direcção da Frente da Luta Árabe (PSA) declarou que esperava que as comissões concluíssem os seus trabalhos antes mesmo do prazo de dez dias ter terminado.

As comissões terão a seguinte composição:

Formação do Governo Transitório
.
DFLP (Frente Democrática para a Libertação da Palestina) – Qays Abd Al-Karim
Jihad Islâmica - Mohammad Al-Hindi
FPLP (Frente Popular para a Libertação da Palestina) - Jamil Al-Majdalawi
PPP (Partido Popular da Palestina) - Ghassan Al-Khatib
Hamas - Khalil Al-Hayyeh
Fatah - Nabil Sha'th
FSP (Frente Popular Luta) - Riziq Namoura
PAF (árabe palestino Frente) - Mufleh Nady
FPLP-CG (Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral) - Mohammad Abu Sheikhah
Independente - Rawya Al-Shawwa e Qais Abdul Karim

Reconciliação (incluindo os processos dos presos políticos)

DFLP - Nasser Saleh
Jihad Islâmica - Khader Habib
FPLP - Rabah Muhanna
PPP - Nafez Ghneim
PSF - Ali Matar
PAF - Salah Abu Rukbe
Hamas - Mohammed Awad
Fatah - Ibrahim Abu An-Naja
FPLP - GC - Luay Al-Qaryouti
Independente - Yasser Al-Nasser Saleh e Wadiyeh

Segurança


DFLP - Issam Abu Duqqah
Jihad Islâmica - Jamil Yousef
FPLP - Abu Ahmad Fouad
PPP - Mahmoud Anees
PAF - Samir Al-Bardini
Hamas - Mahmoud Zahar
Fatah - Nasr Yousef
FPLP - GC - Ismael Abu Abdo
Independente - Abdel Aziz Ash-Shaqaqi

Eleições
DFLP - Fahd Suleiman
Jihad Islâmica - Khaled Al-Batsh
FPLP - Khalida Jarrar ou Kayed Al-Ghoul (AIO*)
PPP - Taysir Muheissen
PSF - Rafiq Salim Sleiman
PAF - Ziyad Al-Areda
FPLP - GC - Aiman Abu Hachem
Independente - Ali Al-Jarbawi

Organização de Libertação da Palestina (reorganização)
.
DFLP - Ramzi Rabah
Jihad Islâmica - Ziad An-Nakhalah
FPLP - Maher At-Taher
PPP - Walid Maher Awad ou Ash-Sharif (AIO*)
PSF - Khalid Fawzi
PAF - Jamil Shihadeh
Hamas - Musa Abu Marzouk
Fatah - Ahmed Qurei
FPLP-CG - Omar Ash-Shuhabi
Independente - Abdullah Al-Hourani e Ramzi Rabah

*(AIO) – A indicar oportunamente

Existirão ainda duas comissões de acompanhamento, que incluirão tanto representantes da Fatah como do Hamas. Além do acompanhamento, terão por missão a libertação de presos políticos e de fazer parar campanhas de incitamento nos meios de comunicação social, bem como o compromisso da monitorização das decisões acordadas pelas comissões do Cairo.