01 setembro, 2010

Palestina, um hino ao futuro, em catalão, por Lluís Llach


Lluís Llach despediu-se dos palcos em 24 de Abril de 2007.
Cantou o amor e a vida, o sonho e a tristeza, a liberdade e a solidariedade e a ternura ...

Não esqueceu a Palestina


 Letra : Lluís Llach   Música: Lluís Llach   Edição: 1988   Discografia: Geografia (1988)

Palestina

El teu nom una rosa, el teu nom Palestina.
El teu nom un bell estel a l'Orient.
El teu nom esperança. el teu nom una espina,
el teu nom mirall precís que ens reflecteix.

Més enllà de les ones d'un mar que ens aveïna
et cantem el pervindre, el teu nom el coratge,
el teu nom Palestina.

Dels teus camps del pell bruna t'arrabassen els arbres
com si així et desarrelessin el demà.
Els teus fills els soterren quan encara somriuen
esperant que així el teu ventre es torni un erm.

Naixeran oliveres de destí mil•lenari
perquè els ocells hi cantin el teu nom que és coratge,
el teu nom Palestina.

Quan et nafren els braços, l'odi esdevé feixisme
colpejats pels qui escarneixen llur passat.
Seran les teves ales, d'un vol que veuràs lliure
si s'allunya la venjança del teu cor.

Més enllà de les ones d'un mar que ens aveïna
et cantem l'esperança, el teu nom és pervindre,
el teu nom Palestina

Tradução para português da poesia:

Palestina 

Teu nome uma rosa, teu nome Palestina.
Teu nome uma formosa estrela no Oriente.
Teu nome esperança, teu nome um espinho,
Teu nome espelho fiel que nos reflecte.

Mais além que as ondas de um mar que nos aproxima
cantamos teu futuro, teu nome que é coragem,
Teu nome, Palestina.

Dos teus campos de pele morena arrancam tuas árvores
como se assim desenraizassem teu amanhã.
Enterram teus filhos quando ainda sorriem
esperando converter teu ventre num deserto.

Nasceram as oliveiras de destino milenário
para que os pássaros nelas cantem
teu nome, que é coragem,
teu nome, Palestina.

Quando ferem teus braços o ódio se faz fascismo:
os desferem quem escarnece do seu passado.
Serão tuas asas para um voo que em breve verás livre
se banires a vingança do teu coração.

Mais além que as ondas de um mar que nos aproxima
cantamos tua esperança, teu nome é futuro,
teu nome, Palestina.

Israel: Eleições à porta ou o caso do aprendiz de analista

Não sei se repararam mas desde sexta-feira, o movimento que defende a paz em Israel tem vindo a manifestar-se de uma forma firme e clara contra a ocupação ilegal dos territórios palestinos e contra a manutenção de colonatos ilegais.


Apesar de 4 deles já terem recuado face às ameaças governamentais e dos directores das companhias que não aderiram e onde representavam, esta tomada de posição foi algo de inesperado e que veio a demonstrar a cisão que existe entre diversos sectores da sociedade israelita sobre os colonatos e a ocupação ilegal.

De seguida 150 académicos de Israel, afirmaram em carta aberta que se recusariam participar "em qualquer tipo de actividade cultural para além da Linha Verde", que separa Israel da Cisjordânia, e que nem participariam em quaisquer “debates, seminários ou palestras ou em qualquer tipo de iniciativa académica nos colonatos".

Ontem, quase coincidindo no tempo, alguns dos mais conhecidos escritores e intelectuais de Israel pediram um boicote cultural e académico aos colonatos judaicos na Cisjordânia, entre eles três dos mais importantes escritores de Israel - Amos Oz, David Grossman e AB Yehoshua - apoiaram o apelo.

Juntamente com outros artistas e poetas, os escritores assinaram uma carta aberta afirmando: "A legitimação e a aceitação da colonização causa prejuízos perigosos às oportunidades de Israel alcançar um acordo de paz com seus vizinhos palestinos."

Ambas as cartas foram destinadas a mostrar solidariedade para com a iniciativa dos actores, já acima referida.

Hoje aparece Ehud Barak a cometer a “inconfidência” de que Israel estaria disposto a entregar partes de Jerusalém no âmbito das conversações de paz com palestinianos.

Suspeito que esta inconfidência seja uma manobra eleitoral de Ehud Barak, que assim procura “cavalgar” a onda da paz ciente que seja qual for o resultado das negociações a coligação que apoia o governo já não tem futuro e que as eleições estão aí ao virar da esquina.

De facto seja qual for a posição de Netanyahu, nas negociações que começam amanhã o destino da coligação está traçado.

Ou porque Netanyahu ciente da situação se irá procurar colocar na posição de “um corajoso paladino da paz, mas firme na defesa da segurança de Israel”, aceitando os parâmetros e acordos das anteriores negociações israelo-palestinas: Dois Estados; fronteiras de 1967, retirada dos TPO incluindo Jerusalém Oriental, “terras por paz”, programa de indemnizações aos refugiados, assim fazendo cair o governo de coligação mas ganhando o apoio do “amigo americano”.

Vai a votos, ganha as eleições e faz coligação com os trabalhistas e com o Kadima, que anda “desaparecido” ou…

porque escolheu o caminho da rutura usando as já conhecidas mantras “não há interlocutor credível” e/ou “as condições são inaceitáveis”; o Partido Trabalhista de Ehud Barak saí da coligação para cavalgar o processo de paz; vão a votos e Netanyahu perde as eleições porque não agradou nem aos que querem a paz e boas relações com os E.U.A., nem aos que pretendem instituir o Eretz Israel.

Se não falámos dos outros membros do Quarteto é porque, em minha opinião, eles pouco fizeram e fazem para ter expressão nesta equação. 

Uns porque estão rendidos ao “império”: Ban Ki-moon para sobreviver e a Federação Russa porque precisa da tecnologia americana. 

No caso da União Europeia porque não tendo uma política externa definida de acordo com os seus interesses geoestratégicos, acompanha, mesmo que sem convicção, o diktat do aliado e ainda (?) “protector”.

Nunca é tarde para encontrar um grande artista: Lluís Llach


A NÃO PERDER!

Lluís Llach despediu-se dos palcos em 24 de Abril de 2007.
Cantou o amor e a vida, o sonho e a tristeza, a liberdade e a solidariedade e a ternura.

Aqui fica a prova: Lluís Llach "Amor Particular"

 Letra : Lluís Llach       Música: Lluís Llach        Edição: 1984       Discografia: Nu (1997)

AMOR PARTICULAR

Com t’ho podria dir
perquè em fos senzill, i et fos veritat,
que sovint em sé tan a prop teu, si canto,
que sovint et sé tan a prop meu, si escoltes,
i penso que no he gosat mai ni dir-t’ho,
que em caldria agrair-te tant temps que fa que t’estimo.

Que junts hem caminat,
en la joia junts, en la pena junts,
i has omplert tan sovint la buidor dels meus mots
i en la nostra partida sempre m’has donat un bon joc.
Per tot això i coses que t’amago
em caldria agrair-te tant temps que fa que t’estimo.

T’estimo, sí,
potser amb timidesa, potser sense saber-ne.
T’estimo, i et sóc gelós
i el poc que valc m’ho nego, si em negues la tendresa;
t’estimo, i em sé feliç
quan veig la teva força, que empeny i que es revolta, que jo...

Que passaran els anys,
i vindrà l’adéu, com així ha de ser,
i em pregunto si trobaré el gest correcte,
i sabré acostumar-me a la teva absència,
però tot això serà una altra història,
ara vull agrair-te tant temps que fa que t’estimo.

T’estimo, sí,
potser amb timidesa, potser sense saber-ne.
T’estimo, i et sóc gelós
i el poc que valc m’ho nego, si em negues la tendresa;
t’estimo, i em sé feliç
quan veig la teva força, que empeny i que es revolta, que jo...

T'estimo

Tradução para português da poesia:

AMOR ESPECIAL

Como poderia dizer
para que me fosse simples, para que te fosse verdadeiro,
que muitas vezes me sei tão perto de ti, se canto,
que muitas vezes te sei tão perto de mim, se escutas,
e penso que nunca me atrevi a dizer-to sequer,
que te deveria agradecer todo o tempo que levo amando-te.

Que, juntos, havemos caminhado,
na alegria juntos, na tristeza juntos
muitas vezes tens preenchido o vazio das minhas palavras
e no nosso enredo sempre me deste um bom jogo.
Por tudo isso, e pelo que te escondo,
deveria te agradecer todo o tempo que levo amando-te

Te amo, sim,
talvez com timidez, talvez sem te saber amar.
Te amo, e tenho ciúmes
e o pouco que valho o nego, se me negas a ternura;
Te amo e me sei feliz
quando vejo a tua força que impele e se rebela, que eu...

Passarão os anos,
chegará o nosso adeus, e assim há-de ser,
e pergunto-me se acharei o gesto certo,
e se saberei acostumar-me à tua ausência.
Mas tudo isso já será outra história,
Agora quero te agradecer todo o tempo que levo amando-te.

Te amo, sim,
talvez com timidez, talvez sem te saber amar.
Te amo, e tenho ciúmes
e o pouco que valho o nego, se me negas a ternura;
Te amo e me sei feliz
quando vejo a tua força que me impele e se rebela. Que eu...

Te amo.

Escritores israelitas apelam ao boicote dos colonatos

FT.com / Middle East / Politics & Society - Israeli writers appeal for settlements boycott

Um artigo de Tobias Buck, em Jerusalém

Alguns dos mais conhecidos escritores e intelectuais de Israel pediram, na terça-feira, um boicote cultural e académico aos colonatos judaicos na Cisjordânia, lançando uma forte luz sobre as divisões do país num momento crítico para a diplomacia regional.

Três dos mais importantes escritores de Israel - Amos Oz, David Grossman e AB Yehoshua - apoiaram o apelo.

Juntamente com outros artistas e poetas, os escritores assinaram uma carta aberta afirmando: "A legitimação e a aceitação da colonização causa prejuízos perigosos às oportunidades de Israel alcançar um acordo de paz com seus vizinhos palestinos."

A carta coincidiu com um apelo semelhante de 150 académicos de Israel, que afirmaram que se recusariam participar "em qualquer tipo de actividade cultural para além da Linha Verde", que separa Israel da Cisjordânia. Nem participarão em quaisquer “debates, seminários ou palestras ou em qualquer tipo de iniciativa académica nos colonatos".

Ambas as cartas foram destinadas a mostrar solidariedade para com um grupo de actores israelitas, que declarou no fim-de-semana de que não iriam representar num novo centro cultural em Ariel, o quarto maior colonato judaico quarto na Cisjordânia, com 17 mil habitantes.

O governo respondeu ameaçando retirar o financiamento público de qualquer teatro envolvido no boicote. Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro, disse: "O estado de Israel está sob um ataque de deslegitimação por elementos da comunidade internacional. A última coisa que precisamos neste momento é de [uma] tentativa de boicote vinda de dentro. "

A polémica vem num momento delicado, com Netanyahu prestes a iniciar uma nova ronda de negociações de paz com a liderança palestina, em Washington, na noite de quarta-feira.

O futuro dos colonatos judaicos, como Ariel, construídos [ilegalmente] em terras [ilegalmente] ocupadas por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, será uma questão crucial durante as negociações.

Ariel, encontra-se no interior da parte norte da Cisjordânia, é um dos colonatos que Israel pretende manter como parte de qualquer acordo final de paz. É às vezes referido como um colonato de "consenso", o que significa que a maioria dos israelitas o vê como parte do país, independentemente da localização.

Esta alegação já foi prejudicada por vozes de liderança dentro de Israel. "Nós gostaríamos de lembrar ao povo israelita, que como todos os colonatos, Arriei também está em território ocupado", declara o apelo dos académicos. "Se um futuro acordo de paz com as autoridades palestinas colocar Arriei dentro das fronteiras de Israel, então ele será tratado como qualquer outra cidade israelita".

Ataque terrorista mata quatro civis israelitas perto de Hebron

Ataque mata quatro israelitas perto de Hebron - Mundo - PUBLICO.PT

Actualizado em 1 de Setembro 12:13: Finalmente cosegui publicar este post e o comentário no Público

De facto devo estar num daqueles momentos de má sorte pois não consigo postar os meus comentários no Público. Na minha última tentativa tive como resposta o aparecimento de um blog de uma agência funerária em vez da página do Público.
Já me aconteceu há alguns dias atrás o mesmo, mas desta vez sem resposta fúnebre. No entanto, de seguida, "apagou-se" o link deste blog que numa primeira fase lá esteve publicado. Escrevi à respectiva Directora mas até agora não tive resposta. Eu gosto muito destas novas formas de "falar para o boneco", digo comunicar com o leitor/cliente

O que vale é que tenho este blog. Mas voltemos à notícia.

Quando no Público é referido o conflito israelo-palestino os comentários extremam-se e podem ser lidas as maiores alarvidades, mentiras e incitamento ao ódio, à intolerância e, por vezes, à violência, em jeito de comentário.

Por isso resolvi lá deixar o seguinte comentário - aqui devidamente "arrumado" e pontuado:

"Facto: Foram assassinados 4 israelitas quando passavam numa estrada;


Facto: As Brigadas Al Qassam, braço armado do Hamas reivindicaram o “ataque”.


Conclusão - para a “direita”, para o “centro” ou para a “esquerda”: foi um atentado terrorista!


Não colhe os da Harbara, os islamofobos, os nacional-fascistas, os integralistas, e outros tontos aproveitarem-se deste desgraçado acontecimento.


Não é ele que qualifica os palestinos, nem os muçulmanos no seu todo, quanto muito qualifica um dado sector daquela sociedade - e isto ainda dependerá do que a direcção política do Hamas vier a declarar.


Como não qualifica o povo judeu e os israelitas em geral, os crimes cometidos, de forma sistemática e quase quotidiana, pelas suas forças armadas, forças de segurança ou por certos grupos de colonos, que pouco se distinguem dos nazis-fascistas e que nada tem a ver com o sonho de Herzl, de um Estado judeu e democrático.


De facto um crime desta singularidade e nas actuais circunstâncias tem actualidade jornalística.


Outra coisa é o muro de chumbo que envolve os quase que quotidianos crimes da clique “nacional”-sionista no poder em Israel. 


Só em Julho foram mortos 6 palestinos e feridos 85, segundo a OCHA oPt-UN"

E como aqui não estou limitado a 1.200 caracteres e como a notícia referia o número de acidentes ocorridos em Maio e Junho (Em Junho, um agente policial israelita foi morto e dois outros ficaram feridos num ataque a tiro fora de Hebron, e em Maio dois israelitas ficaram feridos por estilhaços de vidros quebrados por balas noutra secção da mesma auto-estrada)

Eu acrescentaria que em Maio foram mortos 3 palestinos e foram feridos 119, e em Junho foram mortos 14 palestinos e foram feridos 104. E refiro isto para que se tenha noção de quão pesado é o silêncio que envolve o que se passa com os palestinos.

O que não desculpa o acto terrorista de ontem, mas que nos deixa a perguntar: E a estes feridos e mortos palestinos, tantos, quem e quando se lhes fará justiça?