Mostrar mensagens com a etiqueta Ódio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ódio. Mostrar todas as mensagens

06 agosto, 2010

"Bombardeie um gueto [Gaza] e faça um brinde"

A propósito do cartoon que a ADL classificou de anti-semita lembrei-me de um vídeo realizado por Max Blumenthal e Alternet, em 11 de Janeiro de 2009, em Nova Iorque, por ocasião de uma manifestação a favor do ataque de Israel a Gaza.

O "ovo da serpente" está bem patente, transvestido agora em "nacional-sionismo"


01 agosto, 2010

"Time" ao serviço da propaganda ideológica do belicismo e do ódio

Afegã desfigurada pelo marido é capa da Time - Ionline



A jornalista Maria Catarina Nunes colocou no Ionline um apontamento sobre a capa da revista americana Time que dá destaque à trágica história de Aisha, uma jovem afegã, de 18 anos, a quem foram cortadas as orelhas e o nariz por não respeitar as regras talibans e ter fugido da casa da família do marido.

De facto, mesmo cruelmente desfigurada, vê-se que é uma jovem muito bela. E pergunto-me: se não se visse ainda tanta beleza teria sido escolhida pela fotografa Jodie Bieber para modelo e pela Time como capa, para sustentar o seu objectivo político que claramente inscreve junto com a fotografia: "What happens if we leave Afghanistan" (O que acontece se nós deixarmos o Afeganistão).

Como se a agenda dos Estados Unidos no Afeganistão não continuasse a ser ditada pelos interesses do complexo militar-industrial-financeiro do "império".

A capa da Times, apresentada nestes termos, é um produto de propaganda ideológica, potenciando o ódio e a descriminação racial, étnica e religiosa ao serviço das forças mais conservadoras, retrógradas e belicistas da sociedade americana e não a execração da violência contra a mulher, como, por exemplo, a da campanha das Nações Unidas  UNITE!  que o primeiro ministro do XVI Governo Português (o actual é o XVII) subscreveu, acompanhado pelo seu ministro das Negócios Estrangeiros, mas por aqui se ficaram...

 

20 junho, 2010

"L'Osservatore Romano" apelida Saramago de "populista e extremista"

"L'Osservatore Romano" apelida Saramago de "populista e extremista" - Portugal - DN

Antes o ataque aberto que a desconsideração do silêncio.

Chamar populista a Saramago é tentativa falhada de o denegrir. De facto querendo-o atacar politicamente, acertaram literalmente na sua caracterização.

Saramago foi um populista, pois produziu parte da sua obra, tendo o povo mais simples como tema e retratando-o com simpatia critica, mas sem paternalismo.

De ser extremista... quem mais extremista e radical que Jesus Cristo.

Quanto a ser marxista, ou seja acreditar na utopia de uma sociedade sem classes, numa sociedade mais justa, mais solidária e fraterna é sonho, estou certo, que Jesus Cristo, não desdenharia abraçar.

Quanto à ideologia anti-religiosa, de facto Saramago era ateu confesso e um homem livre a quem agradava desmascarar mitos, superstições, efabulações, tão próprias das religiões. E que o fez com acutilante e certeira arte.

O fel do "L'Osservatore Romano" só tem um efeito: destacar a sua mesquinhez e demonstrar a impiedade dos que se reclamam seguidores de um deus de amor.

Saramago afirmou: "Foi a Morte que inventou deus" (a grafia é minha, pois que só ouvi as suas palavras).

E eu com a devida distância acrescentava... e a religião a justificação para o preconceito, a intolerância e o ódio.