Outros Cadernos de Saramago
Posted using ShareThis
No passado dia 18 de Maio foi anunciado no blog da Fundação José Saramago, o lançamento de uma nova secção que tem por o título “Outros Cadernos de Saramago” onde:
"...
irão aparecendo anotações ou fragmentos já acabados das várias obras. Também poemas ou breves reflexões escritas em viagem. Ou declarações que o nosso autor um dia proferiu e que o explicam e nos explicam. Tudo isto será o conteúdo de “Outros Cadernos de Saramago”, que assim se irá renovando dia a dia. E quando José Saramago quiser escrever uma nova entrada, então, nesse dia, regressaremos ao “Caderno”, o que tem aberto neste momento, em que se empenha num novo livro de enigmático título que o autor revelará quando achar conveniente."
Aqui fica a dica.
23 maio, 2010
A ler: "Crepúsculo das religiões", por João Caraça, no Público
Público - Crepúsculo das religiões
Posted using ShareThis
"O recrudescimento dos fundamentalismos religiosos é, no fundo, um sinal da fraqueza de métodos de congregação"
A opinião de João Caraça, Professor universitário. Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian
Posted using ShareThis
"O recrudescimento dos fundamentalismos religiosos é, no fundo, um sinal da fraqueza de métodos de congregação"
A opinião de João Caraça, Professor universitário. Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian
22 maio, 2010
Veto à entrada de Chomsky é condenado por israelitas
Com a intolerância “Israel caracteriza-se como um regime totalitário”, denuncia a Associação dos Direitos Humanos de Israel.
“Os funcionários do Ministério do Interior estão se transformando numa espécie de ‘Polícia do Pensamento’”, afirma a advogada do Gush Shalom (Bloco da Paz), Gabi Laski, numa carta aberta ao Ministro do Interior de Israel, Ely Yishai, protestando contra a decisão de proibir a entrada de um dos mais destacados intelectuais norte-americanos, o linguista Noam Chomsky, professor do Massachussets Institute of Technology (MIT), através da posto de controlo da ponte Allembly, que liga a Jordânia à Cisjordânia, no passado dia 16.
A carta de Laski refere-se também a outras personalidades também impedidas de entrar tanto nos territórios palestinos sob ocupação, como em Israel, entre elas diversos membros da comunidade judaica norte-americana. O professor universitário Norman Finkelstein, os representantes da ONU, Richard Falk e Richard Goldstone, entre outros cujo traço em comum é serem críticos ou fazerem denúncias de políticas e ações de Israel contra os palestinos.
“Impedir sem razão ou justificação a entrada de muitas pessoas causa grande dano à expressão democrática e à liberdade de movimentos”, destaca Laski.
Jornalistas, activistas da paz e contra a ocupação da Palestina, organizações de direitos humanos em Israel além de personalidades em diversos países condenaram o facto.
Chomsky, professor de 81 anos, que havia sido convidado a proferir uma palestra na Universidade de Birzeit na Cisjordânia, foi detido na fronteira, interrogado durante quatro horas e depois teve o seu passaporte carimbado com os dizeres: “Entrada Negada”.
A sua filha, que o acompanhava também teve a entrada negada.
No dia seguinte a este evento, o jornal israelita Haaretz (cuja linha editorial esta longe de ser de esquerda ou popular) decidiu publicar um editorial intitulado “Declarando guerra ao intelecto”.
“Ao impedir o renomado académico de entrar na Cisjordânia”, diz o editorial, “o tratamento ultrajante [do governo de Israel] aos seus críticos chegou a novas alturas”.
“Chomsky é um intelectual corajoso e controverso. As suas investigações em linguística trouxeram-lhe um inquestionável respeito, mas os seus escritos e denúncias, nos quais ele ataca abertamente os governos que entende que tal mereçam, criaram-lhe oposição tanto fora como dentro dos EUA. Ainda assim é difícil imaginar qualquer país que não se sentisse honrado em ser visitado por Chomsky, só Israel”.
“Como muitos outros que integram a esquerda nos EUA, Chomsky tem repetidamente condenado a ocupação e mostrado simpatia pela luta dos palestinos contra esta ocupação”, acrescenta o periódico.
“Israel, no entanto, perdeu os seus últimos resquícios de tolerância por qualquer um que não se junte ao seu cada vez mais reduzido coro de apoiantes”, diz o Haaretz.
“Os detalhes do incidente, como relatado pela correspondente Amira Hass, parece que foram tirados de um teatro do absurdo ou de alguma sátira política sobre lugares e tempos que se afundaram na infâmia.
As questões colocadas a Chomsky por um inspector de fronteira, sob ordens superiores, têm que ser lidas e relidas para que nelas se possa acreditar”.
A Associação dos Direitos Humanos de Israel (ACRI) denunciou o Ministério do Interior “por usar a detenção e a deportação para impedir que uma pessoa expresse sua opinião, o que caracteriza um regime totalitário”.
“Um país democrático onde a liberdade de expressão é um princípio guia não se fecha à crítica ou a ideias que não considera confortáveis e não nega a entrada a visitantes apenas por que não aceita mas suas opiniões. Ao invés disso, trata com estas opiniões através do discurso público”, destaca a ACRI.
Nem mesmo o direitista e quase omisso face à ocupação da Palestina, jornal Yediot Achronot, pôde ficar silencioso. Publicou assim um artigo do seu editor para questões de direito, Boaz Okon, em que afirma:
“Em Israel, deixamos de nos interessar pelo que os outros têm a dizer ,para não mencionar, o seu direito de viver e de aqui entrar em condições normais. Queremos que eles saiam da nossa frente. Nós perseguimos os ‘outros’ com base em generalizações, suspeição, preconceito ou apenas por que incomodam”.
“Quando a liberdade desaparece – ela vem em primeiro lugar às expensas dos fracos, grupos marginais e minorias. Agora já está atingindo intelectuais de reputação mundial. Portanto, não seria exagero dizer que a decisão de calar o professor Chomsky é uma tentativa de por um fim à liberdade em Israel”, diz ainda Okon, para concluir: “Não vou falar aqui da munição que este facto vai dar aos que dizem que Israel é fascista, mas da minha preocupação de que muitos entre nós estejam de facto se tornando fascistas”.
Certificados do Tesouro para quem?
O Governo anunciou que iria lançar um novo produto de dívida pública, os Certificados do Tesouro (CT) a partir de Julho.
Com esta medida, o Governo pretende incentivar a poupança e, ao mesmo tempo, por os portugueses a financiar a dívida de Portugal, tal como nos certificados de aforro.
Não se conhecem ainda as suas características para além de que o capital aplicado estará sempre garantido, a rentabilidade será mais elevada do que a dos actuais certificados de aforro, o pagamento dos juros será anual e que... o investimento mínimo será de 1.000 unidades de participação, com um custo de um euro cada, ou seja...
MIL EUROS de investimento mínimo? Em unidades de participação de UM EURO?
Esta operação apresenta-se assim, tão somente, como uma mera operação tecnocrática, em que nem sequer foi tido em conta, estou certo, os custos de emissão e manutenção, para definir qual seria o "ponto de entrada" óptimo para o investimento mínimo.
Se este fosse um Governo do Povo e para o Povo - que assumidamente não é, tendo em conta as medidas anti-populares que tem assumido ao longo do tempo, mesmo antes da crise - teria utilizado esta operação para chamar os Portugueses a uma participação cívica e democrática na sustentabilidade financeira de Portugal, contribuindo com as suas poupanças e ao mesmo tempo intervir pedagogicamente no sentido da criação de hábitos de poupança.
O valor agora definido como o "investimento mínimo" desta operação, define também a distância a que este Governo se encontra da realidade, onde a esmagadora maioria dos portugueses sobrevive e a falta de interesse que tem em ser sujeito na construção de uma socieadade mais democrática e participativa.
Por curiosidade a 13 de Maio... neste blog (que não haja enganos) já tinha proposto:
"...
Pouparem, através da compra de títulos de dívida da República, criando uma campanha que operacionalizasse esta aquisição, para valores acessíveis a qualquer cidadão, e que a tal incentivasse, quer em termos financeiros, quer em termos de reconhecimento pessoal: Lista a publicar na internet, com o nome dos investidores e o valor investido.
..."
Com esta medida, o Governo pretende incentivar a poupança e, ao mesmo tempo, por os portugueses a financiar a dívida de Portugal, tal como nos certificados de aforro.
Não se conhecem ainda as suas características para além de que o capital aplicado estará sempre garantido, a rentabilidade será mais elevada do que a dos actuais certificados de aforro, o pagamento dos juros será anual e que... o investimento mínimo será de 1.000 unidades de participação, com um custo de um euro cada, ou seja...
MIL EUROS de investimento mínimo? Em unidades de participação de UM EURO?
Esta operação apresenta-se assim, tão somente, como uma mera operação tecnocrática, em que nem sequer foi tido em conta, estou certo, os custos de emissão e manutenção, para definir qual seria o "ponto de entrada" óptimo para o investimento mínimo.
Se este fosse um Governo do Povo e para o Povo - que assumidamente não é, tendo em conta as medidas anti-populares que tem assumido ao longo do tempo, mesmo antes da crise - teria utilizado esta operação para chamar os Portugueses a uma participação cívica e democrática na sustentabilidade financeira de Portugal, contribuindo com as suas poupanças e ao mesmo tempo intervir pedagogicamente no sentido da criação de hábitos de poupança.
O valor agora definido como o "investimento mínimo" desta operação, define também a distância a que este Governo se encontra da realidade, onde a esmagadora maioria dos portugueses sobrevive e a falta de interesse que tem em ser sujeito na construção de uma socieadade mais democrática e participativa.
Por curiosidade a 13 de Maio... neste blog (que não haja enganos) já tinha proposto:
"...
Pouparem, através da compra de títulos de dívida da República, criando uma campanha que operacionalizasse esta aquisição, para valores acessíveis a qualquer cidadão, e que a tal incentivasse, quer em termos financeiros, quer em termos de reconhecimento pessoal: Lista a publicar na internet, com o nome dos investidores e o valor investido.
..."
Todas as semanas há um movimento de protesto pela paz que cresce em Sheikh Jarrah
Público - Todas as semanas há um movimento de protesto que cresce mais um pouco em Israel
Posted using ShareThis
Neste artigo do Público assinado pela jornalista Maria João Guimarães dá-se conta de uma das inúmeras acções de protesto que decorrem, de forma repetida, desde há muito tempo, quer em Israel, quer nos territórios ocupados da Palestina - neste caso trata-se de Sheikh Jarrah, situado em Jerusalém Oriental, logo, de acordo com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas aplicáveis, em território ocupado da Palestina e não em Israel, como titula.
É de sublinhar que o que começou por ser um protesto contra a expulsão de famílias palestinas das suas casas, foi ganhando dimensão, apesar da repressão policia que intrevém desrespeitando a legalidade de tais manifestações, e transformando-se num protesto a favor de um acordo de paz entre israelitas e palestinianos.
Neste artigo escreve-se:
"...
E, muito importante também, os protestos começaram a ter participação não só de israelitas mas também de palestinianos moderados.
..."
Eu gostava de saber o que a Maria João Guimarães entende por "palestinos moderados" e é pena no artigo não surgir o nome de nenhum deles.
Porque, deixem que lhes diga face a tão violenta ocupação, a tão opressiva repressão e injustiça, a tanta descriminação, a tantos actos criminosos, incluindo genocídio e limpeza étnica, em meu entender, muito moderados eles são.
Quanto à afirmação da jornalista Lisa Goldman de que "Os palestinianos não se costumam manifestar ao lado dos judeus. Estamos a ver isso em Sheikh Jarrah", Linda Goldman deve estar há pouco tempo em Israel ou então nunca relevou a participação de israelitas judeus e laicos, nas manifestações palestinas.
O que acontece é que o movimento pela paz israelita se tem vindo a reforçar com aqueles que tem vindo a tomar consciência que só através da paz poderão garantir um Israel livre e democrático, e onde as liberdades sejam respeitadas e garantidas e não postergadas como agora acontece em nome da "segurança nacional".
Subscrever:
Mensagens (Atom)

