15 novembro, 2010

A luz ao fundo do túnel...



Faz o Governo da República Portuguesa saber que, até nova ordem, e tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.

Boutade de autor que desconheço.

14 novembro, 2010

"Este é o momento para acabar com a ocupação e para os palestinos serem livres" declara a OLP

Comunicado da Organização para a Libertação da Palestina de 14 de Novembro de 2010

Em 15 de Novembro de 1988, o Conselho Nacional Palestino declarou o Estado da Palestina dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas de 1967, com Jerusalém Oriental como a nossa capital. No processo, abandonamos a nossa reivindicação de 78 % da nossa pátria histórica. Vinte e dois anos após esta declaração, Israel continua a fazer todo o possível para minar a possibilidade de um Estado palestino.

Dr. Saeb Erekat, o negociador-chefe palestino afirmou que "em 1988, apelámos à criação de um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital, em apenas 22% do nosso território. Este foi um compromisso histórico feito no esforço para alcançar uma paz autêntica e duradoura. "

"Em resposta, Israel tem aprofundado a sua ocupação através da construção de mais colonatos, duplicando o número de colonos na nossa terra. Infelizmente, Israel tem utilizado o processo de negociação como uma forma de cimentar a sua ocupação e negar-nos a nossa liberdade. "

"Hoje, pedimos que a comunidade internacional nos ajude a colocar um fim a estas violações flagrantes do direito internacional, é tempo de reconhecer o Estado palestino nas fronteiras de 4 de Junho de 1967, e exigir a plena aplicação dos direitos dos nossos refugiados em conformidade com o direito internacional e a Resolução 194 da Assembleia Geral da ONU. Este é o momento para acabar com a ocupação e para os palestinos serem livres"

Para mais esclarecimentos (em inglês) sobre o tema siga o link: "Vinte e dois anos após o compromisso histórico palestino”


11 novembro, 2010

"A indústria do Holocausto", de Norman Finkelstein, em português, em edição Antígona

Quando da visita de Norman Finkelstein a Portugal em Setembro passado divulguei a iniciativa e referindo a sua obra nomeei que o livro The Holocaust Industry (A Indústria do Holocausto) fora traduzido para o português, no Brasil, em 2001, pela editora Record.

Desconhecia que a mesma obra tinha sido editada em Portugal pela Antígona, também em 2001.

Aqui fica a merecida reparação e a apresentação que então a Antígona disponibilizou no seu lançamento.


A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO: REFLEXÕES SOBRE A EXPLORAÇÃO DO SOFRIMENTO DOS JUDEUS
Norman Finkelstein


Tradução: Ana Barradas
171 páginas
Ano da Edição: 2001

A partir deste notável livro de Norman Finkelstein, judeu filho de sobreviventes do Gueto de Varsóvia, é mais difícil aos empresários da indústria do Holocausto cobrirem-se com a aura das vítimas dos seus predecessores hitlerianos.

As teses defendidas pelo autor estão a desencadear enorme escândalo nos meios «democráticos» ocidentais, porque sendo hoje o Holocausto uma marca comercial com grande valor de mercado, sustentada nos sofrimentos terríveis de milhões de judeus exterminados durante a Segunda Guerra Mundial, é incómodo retirar a máscara às organizações judaicas americanas que têm justificado a política criminosa de Israel.

A Antígona, atenta à actualidade internacional, deseja, com este livro controverso, contribuir para um debate mais alargado sobre o tema.

NB: Se não encontrar a obra referida no site da Antígona é porque este ainda está na fase de "carregamento" e ainda não chegou a vez. Mas sei que ainda se encontram disponíveis alguns exemplares pelo que aconselho a fazer desde já a encomenda ao seu livreiro ou directamente ao Editor antes que esgotem - que foi o que eu já fiz.

10 novembro, 2010

Netanyahu diz que questão dos colonatos é um "exagero"

Netanyahu diz que questão dos colonatos é um "exagero" - Mundo - PUBLICO.PT

Face uma tal gabarolice deveria ser obvia a resposta e imediata a chamada dos embaixadores dos países que de facto querem construir uma paz duradoura no Médio Oriente para consultas isolando assim diplomaticamente o governo de Israel.

De seguida iniciar os procedimentos para o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras de 4 de Junho de 1967 e para a criação de uma força de interposição da ONU q assegurasse a segurança de ambos os Estados.

E creiam que esta é uma visão bastante "soft" já que, queiram ou não, desde há muito Israel é um Estado pária porque tripudia sobre o direito internacional e humanitário, os direitos humanos e as resoluções da ONU.

Sendo dos que reconhecem o Estado de Israel e o seu direito á segurança nas suas fronteiras, sou dos que não podem aceitar a continuada agressão, repressão e opressão do povo palestino na sua própria terra e que exigem o seu fim, com a retirada das forças de ocupação ilegais de Israel, o desmantelamento dos colonatos ilegais perante o direito internacional e até, em muitos casos perante a lei israelita e decisões do Supremo Tribunal de Israel, com a libertação dos presos políticos e de guerra, incluindo o soldado Shalit, e a negociação do direito de retorno dos refugiados palestinos

Expansão de colonatos judaicos desafia processo de paz patrocinado pelos EUA

Público - Expansão de colonatos judaicos desafia processo de paz patrocinado pelos EUA

Um artigo equilibrado e informativo, que recomendo. com a assinatura de Maria João Guimarães.

A novidade foi a declaração da OLP pedindo "o reconhecimento internacional imediato do Estado palestiniano".

E esta questão é que de facto passou a estar na ordem do dia.

As negociações de paz para americano ver foram soterradas, uma vez mais, pela ganância, arrogância e falta de visão dos actuais dirigentes de Israel.

Israel é desde há muito, ética e moralmente, um Estado pária, que apenas sobrevive à conta do "amigo" americano por ser seu "cão de fila" para o Médio Oriente. Mas quando o "cão" morde a mão do "dono" as hipóteses que se levantam não são muitas...

Vamos esperar para ver se vale mais o "cão" ou a integridade do "dono".