03 julho, 2009

5 dos "Free Gaza 21", todos do Bahrein, acabam de ser libertados

Esta manhã, cinco dos "Free Gaza 21" que foram sequestrados em águas internacionais pela marinha israelita, todos cidadãos de Bahrein deixaram Israel, num jacto privado que foi enviado pelo rei do Bahrein.

Os dois jornalistas da Al Jazeera deverão ser libertados igualmente ainda hoje e ser-lhes-á devolvido o seu equipamento com excepção das filmagens que fizeram da abordagem realizada ao "Spirit of Humanity" por homens-rã israelitas e da violência exercida sobre alguns dos activistas dos direitos humanos.

Todos os outros activistas, dentro dos condicionalismos da sua situação, estão bem, mas continuam presos por um país que ilegalmente abordou o seu pequeno barco, o rebocou e confiscou a carga de ajuda humanitária que já tinha sido inspeccionada em Chipre.

O silêncio da União Europeia - 9 dos sequestrados são Europeus - é impressionante, face à abordagem de um navio em águas internacionais e ao sequestro dos seus passageiros, mas não foge ao que já nos habituou.

O silêncio da Administração Obama ainda é mais penoso até face às suas declaradas intenções: Acresce recordar que 4, dos 21 sequestrados, são americanos, e entre eles conta-se a ex-congressista Cynthia McKinney.

Quanto à comunicação social... o silêncio é de chumbo.

Sugestão: Escrevam aos seus directores solicitando uma atenção mais cuidada sobre os assuntos do Médio Oriente.

Relator Especial da ONU denunciou a detenção ilícita dos "Free Gaza 21"

O Relator Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Richard Falk, denunciou a detenção ilícita em alto mar por forças navais israelitas de um navio que transportava remédios e materiais para reconstrução para o sitiado povo de Gaza.

"Esta acção israelita implementa o seu cruel bloqueio de toda a população palestina da Faixa de Gaza, em violação do artigo 33 º da Quarta Convenção de Genebra que proíbe qualquer forma de punição colectiva dirigida a um povo ocupado", disse o especialista em direitos humanos.

Na ocasião Richard Falk chamou a atenção para um recente relatório sobre o impacto sobre a saúde resultante do bloqueio, que dura já há dois anos, emitido pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, sublinhando que as acções israelitas, não só restringem abastecimentos vitais como alimentos, medicamentos e combustível abaixo dos níveis de subsistência, mas ainda de uma forma sem precedentes, rejeitando a entrada m Gaza de materiais de construção e peças sobresselentes necessárias à reparação dos danos generalizados, causados pelos seus ataques na Faixa de Gaza, que se prolongaram por 22 dias, com início a 27 de Dezembro de 2008.

"Este padrão de bloqueio contínuo sob estas condições, significa uma tão grave violação das Convenções de Genebra que constitui um crime continuado contra a humanidade", acrescentou o perito independente para os direitos humanos.

O barco em questão tinha sido inspeccionado antes da partida pelas autoridades do porto de Chipre em resposta às exigências israelitas a fim de determinar se havia armas a bordo. Nada foi encontrado, e as autoridades israelitas foram disso informadas.

No entanto, os 21 activistas da paz que estavam no barco foram presos, mantidos em cativeiro, e foram acusados de "entrada ilegal" em Israel, embora eles não tivessem qualquer intenção de ir para Israel. O grupo incluía figuras proeminentes, tais como o irlandês Prêmio Nobel da Paz, Mairead Maguire, e a ex-congressista americana Cynthia McKinney.

02 julho, 2009

Os 21 activistas do "Free Gaza" estão presos em Israel



De acordo com um amigo da ex-congressista americana Cynthia McKinney, este recebeu um telefonema da própria, proveniente da prisão israelita de Ramle. Na ocasião Cynthia McKinney declarou:

Estávamos num barco, em águas internacionais, levando ajuda humanitária ao povo de Gaza quando os navios da Marinha israelita nos cercaram, nos ameaçaram ilegalmente, desmantelaram o nosso equipamento de navegação, abordaram-nos e confiscaram o navio.

Em seguida fomos retirados do navio sob custódia, levados para Israel e encarcerados.

Funcionários da imigração israelita disseram que não nos querem manter aqui, mas continuamos a estar presos.

Os responsáveis no Departamento de Estado e na Casa Branca não concretizaram a nossa libertação nem tomaram uma forte posição pública para condenar as acções ilegais da Marinha israelita de impor um bloqueio da ajuda humanitária aos palestinianos de Gaza, um bloqueio que foi condenado pelo Presidente Obama.

01 julho, 2009

Nós não somos a "Estória"; Não se trata apenas do sequestro de 21 pessoas

Em 30 Junho de 2009 as Forças de Ocupação israelitas abordaram o Spirit of Humanity, um navio do Movimento “Free Gaza“, e sequestraram 21 activistas dos direitos humanos e jornalistas que se dirigiam para a sitiada Gaza, para entregar ajuda humanitária tão necessária e materiais para a sua reconstrução. Entre os sequestrados por Israel incluem-se o Prémio Nobel da Paz Mairead Maguire e ex-congressista dos E.U.A. Cynthia McKinney.
Desde o seu rapto, dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo se mobilizam para exigir a sua libertação imediata e incondicional. O Movimento Free Gaza gostaria de agradecer a todos os que fizeram chamadas telefónicas, enviaram um fax ou e-mail, escreveram uma carta, ou uma manifestação organizada, em nome dos nossos 21 amigos presos.

Com o devido respeito, não é suficiente. Nós não somos a estória.

Desde a sua fundação, em 1948, o Estado de Israel tem regularmente raptado e torturado palestinos, atirando-os para prisões esquecidas onde eles podem definhar durante anos.

Hoje, mais de 11.000 palestinos presos políticos, sem o benefício do devido processo, alguns nem sequer foram acusados - homens, mulheres e crianças - sofrem torturas e isolamento em prisões israelitas, em campos de prisioneiros ao ar livre, em lugares escuros e secreto. Eles vêm de todos os sectores da sociedade: médicos, jornalistas, parlamentares, trabalhadores, lutadores da resistência, donas de casa, estudantes e outros. São nossas irmãs e irmãos.

Os 21 passageiros a bordo do Spirit of Humanity foram detidos ilegalmente pelo seu trabalho de solidariedade com a Palestina. Outros 11.000 membros da nossa comum família humana já estão presos apenas por serem palestinos.

O Cerco da Palestina não é simplesmente o bloqueio físico contra Gaza. O Cerco inclui as centenas de pontos de controlo por toda a Cisjordânia, separando famílias e comunidades e esmagando qualquer perspectiva de um Estado palestino viável. O cerco inclui os milhões de palestinos na diáspora, muitos deles despejados em sórdidos campos de refugiados na Jordânia, no Líbano e noutros países. O cerco está cada vez mais presente em todos os aspectos da vida palestina.

Este Cerco é apenas reforçado quando prestamos mais atenção à injustiça feita a estes 21 trabalhadores da solidariedade internacional do que a maiores injustiças que já estão a ser cometidas contra milhares de palestinos.

Nós no Movimento Free Gaza imploramos a todas as boas pessoas que ao redor do mundo trabalham arduamente para garantir a libertação dos nossos amigos para "adoptar" um prisioneiro palestino. Pedimos-lhe para saber mais sobre a crise e para que assumam a causa de um dos prisioneiros como sua.

Quebre o Cerco! Ajude a Palestina!

Para mais informações, visite http://www.FreeGaza.org, bem como os seguintes sites com informações sobre os prisioneiros palestinos:

30 junho, 2009

Pirataria no Mediterrâneo: Marinha israelita sequestra Prémio Nobel da Paz e ex-Congressista americana


Acabamos de receber a informação que o navio “Spirit of Humanity” do Movimento “Free Gaza” foi abordado pela marinha israelita, em águas internacionais, quando se dirigia para Gaza em missão humanitária e que todos os seus passageiros e tripulantes foram sequestrados.
O navio e a sua carga (medicamentos, brinquedos, oliveiras e um saco de cimento, a título simbólico) encontram-se apresados.

Entre os sequestrados contam-se 9 cidadãos Europeus, entre eles o irlandês laureado Nobel da Paz Mairead Corrigan Maguire, 4 cidadãos americanos, entre eles a ex-congressista Cynthia McKinney e 8 cidadãos de diversos países de Médio Oriente.